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Eduardo Souza / HC Fotos

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The Bombers completa 25 anos com um Bumerangue em mãos

Poucas bandas de rock autoral da Baixada Santista conseguem carregar uma história sem interrupções por mais de 20 anos. É possível contar nos dedos. Estão nesse pacote nomes como Vulcano e Garage Fuzz, ambas com mais de 30 anos nas costas. Integrante mais nova desse seleto grupo, a The Bombers alcançou os 25 anos em 2020. E não deixou a produção de lado. Bumerangue é o novo EP dos músicos. São seis faixas que passeiam pelo punk rock e hardcore, terminando com um reggae beatbox mais interessante ainda.

Segundo o guitarrista e vocalista, Matheus Krempel, fazer com que a banda chegasse à marca nunca foi uma meta.

“Apenas aconteceu. Quando mais novo, achava que seria um engravatado e teria um carro voador. Hoje, tenho minha guitarra e o tempo que voa”. Porém, com os olhos no futuro, o vocalista reflete que está “mais preocupado em comemorar os 50 anos do que os 25”.

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Os 25 anos da banda renderam os álbuns 7 Songs, Democracia Chinesa, All About Love e Embracing The Sun, o último lançado em 2017, além de quatro EPs, singles e participações em diversas coletâneas nacionais e internacionais.

Livro em breve

Foram várias mudanças no line-up ao longo da trajetória. A primeira formação durou 13 anos, com conquistas e também com uma pequena taxa de ingenuidade. “Ao menos da minha parte”, diz Matheus.

“Escrevi um livro sobre essa fase e espero lançar logo. Não Vencer, Não é Perder (nome da obra) retrata todo o deslumbramento das primeiras conquistas até a grande decepção que foi chegar próximo da realização dos sonhos”, pontua.

A decepção, à qual o vocalista se refere, rolou no início da década passada, logo após o lançamento do Democracia Chinesa, primeiro trabalho totalmente em português.

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Entre 2003 e 2007, o grupo precisou se reinventar para dar o passo seguinte. De algo sem compromisso, gerou novas músicas. Assim surgiu All About Love, de 2014, que fala sobre o amor pela música e a vida.

“Esse disco foi o responsável por conseguirmos uma segunda chance na carreira. A partir dele, nunca mais vacilamos e viramos uma verdadeira máquina de produção. Me orgulho muito de termos lançado mais de 40 músicas nos últimos seis anos”.

Em tempos de covid-19, a máquina de produção do Bombers não parou mesmo. Já havia um álbum de inéditas pronto quando o isolamento social acabou estourando, em março.

“Estávamos com toda a bateria pronta. Com isso, acabamos segurando a gravação do álbum e começamos a focar em criar um novo projeto, que se tornou o Bumerangue”.

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Estreia no Juntos Pela Vila Gilda

De início, o grupo já havia divulgado as faixas O Que Passou, Passou, Ardendo em Chamas e Livre! durante a primeira edição do Juntos Pela Vila Gilda, que aconteceu no canal do Blog n’ Roll no YouTube.

Assim, com a pandemia desafiando o projeto, o grupo ousou nas limitações. “Mostramos para nós mesmos que é possível manter a máquina funcionando, mesmo com tantas adversidades”.

Desse modo, foi no meio de uma pandemia, regada a versões de Ramones, Spy vs. Spy e o santista Bruno Thadeu, que a banda recebeu uma luz de aprendizado, dando forma à celebração da sua trajetória, olhando para o seu próximo passo.

“Odiaria sermos aquele estereótipo da banda que segue no automático e que comemora 25 anos lançando um álbum ao vivo ou coletânea”, diz Matheus. “Assim, ainda temos muita coisa para dizer e o Bumerangue é sobre isso”.

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Novidades na formação

O álbum marca o retorno de Estefan Ferreira e a entrada de Raul Signorini. Para Matheus, a sonoridade da banda nunca soou tão firme e coesa como agora.

“Estefan trouxe de volta o seu estilo de tocar, o que ajuda a compor a sonoridade clássica dos primeiros anos do Bombers, enquanto o Raul apresentou uma visão mais moderna sobre o rock em geral”, avalia o vocalista.

Apesar de todos os contratempos e mudanças, o Bombers entrega um EP genial, forte, confiante, já sendo um clássico na discografia da banda. O bumerangue já foi lançado, e prepare-se que, na volta, já terá um álbum novo e com gravações inéditas.

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