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Disqueria - Carlos da Hora

Disqueria #17 – …Como um relógio

Certo dia, em meados de 2012, até então com 13 anos, jogando Midnight Club 3, acabei viciando em uma das músicas da playlist do jogo. Era Little Sister, do Queens of the Stone Age, faixa do ótimo Lullabies to Paralyze. Tá, mas o que isso tem a ver com o Like Clockwork?

Bom, esse foi meu primeiro contato com a banda, minha favorita sem pestanejar. Depois de curtir Little Sister diversas vezes no videogame, corri e procurei mais sobre a banda, achei e escutei um impecável Songs for the Deaf e me apaixonei ainda mais pelo grupo. Depois disso, passava dias escutando os outros álbuns e procurando saber ainda mais sobre Josh Homme e companhia.

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Até que no dia 8 de abril de 2013, a banda anunciou que em breve lançaria seu sexto álbum de estúdio. Surtei! A música que acompanhou o anúncio foi My God is the Sun, e até hoje essa canção ainda mexe comigo, tanto pela sua melodia, quanto pela última citação de Homme na música: “Godless heathens always want from the sky“.

O 3 de junho demorou muito para chegar, mas toda espera, expectativa e nervosismo valeram a pena. Escutei o Like Clockwork no mesmo dia da divulgação, e digo, ele mudou minha vida de diversas formas, tanto por abrir um leque de influências musicas que agora eu busco expandir cada vez mais e também por fazer parte da minha vida sendo presença garantida nos meus fones de ouvido até hoje.

O álbum já é apresentado com uma capa sensacional, pensada e executada pelo artista Boneface, que também cuidou da identidade dos incríveis videoclipes do disco. Além disso, o sexto projeto em estúdio da banda, conta com um título muito impactante, lembrando que assim como nosso relógios, devemos continuar seguindo, mas que estamos propensos a parar de “rodar” a qualquer momento.

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As faixas de introdução e encerramento talvez sejam os grandes pontos fracos do Like Clockwork. Keep Your Eyes Peeled consegue até ser uma introdução “ok”, mas nem de longe se compara com as outras faixas seguintes. Já a canção homônima do disco é o pecado, acaba sendo um encerramento meio amargo para um disco tão intenso.

Porém, entre essas duas músicas existem outras oito que realmente possuem uma qualidade imensa, um trabalho que mostrou um amadurecimento muito grande por parte da banda, que vinha do lançamento do contestado Rated R, e um pouco do talento do frontman Josh Homme.

Gosto de dividir essas outras canções em quatro duplas. I Sat by the Ocean e The Vampyre of Time and Memory iniciam os trabalhos, com letras focadas em amores e mágoas de um romântico, a segunda, poderia facilmente ser uma poesia de tão suave que flui, mas nunca esquecendo suas influências no rock.

Logo em seguida, temos o primeiro grande ponto do disco com If I Had a Tail e a já comentada My God Is the Sun, ambas tem uma energia muito cativante, com guitarras e baterias muito presentes, fãs de um rock mais pesado, com certeza se deliciam nestas duas.

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Uma grande obra precisa de um momento de pausa entre grandes pontos para poder deixar seus apreciadores respirarem um pouco. E, é isso que acontece no disco quando as suaves Kalopsia e Fairweather Friends entram em cena. A primeira pode soar um pouco decepcionante para muitos porque para todo mundo parece que ela vai engrenar alguns riffs pesados de guitarra, mas não acontece. Já a segunda, engrena, bem no fim, mas já puxa a gente para o segundo ponto alto do álbum.

Com Smooth Sailing e I Appear Missing o disco de 46 minutos se despede em grande estilo. Talvez desses quatro grupos, essas duas canções são as que menos possuem uma ligação, ainda assim, elas conseguem se destacar bastante, cada uma do seu jeito. Smooth Sailing é quase uma balada dançante que provavelmente vai te fazer balançar o esqueleto. Já I Appear Missing vai te transportar para um local completamente diferente, além de destruir e consertar seu coração umas três vezes durante seus seis minutos. Para mim, o álbum devia ser finalizado com o fim desta segunda música, que tem um encerramento digno de arrepios.

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Adoro falar da importância desse disco na minha formação como roqueiro e até como pessoa, porque, nenhuma outra coisa relacionada à música tinha me causado esse sentimento de amor puro e admiração por algo. Hoje em dia claro que já senti isso com outras canções e discos, porém, a primeira vez é inesquecível.

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