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Uma viagem pela discografia da Rainha do Pop [Parte 1]

Frente ao seu mais novo lançamento, Madame X (2019), Madonna completa uma discografia de 36 anos recheados de sucessos. Na coluna desta semana, resolvi comentar um pouco de sua trajetória musical.

Por isso, iremos revisitar seus 13 álbuns de estúdio e conhecer não apenas seus novos trabalhos, mas também as raízes da Rainha do Pop. Vamos lá?

1983 – Madonna

Em seu álbum de estreia, lançado em 27 de julho, Madonna recebeu críticas negativas. Surpreendentemente, anos depois, em 2008, esse álbum estaria na lista dos 100 Melhores Álbuns dos Últimos 25 anos, de acordo com a Entertainment Weekly.

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A tecnologia uptempo, que consiste em um tempo acelerado ritmado, está presente em quase todas as canções. Com voz doce, Madonna fala sobre amor e relacionamentos de forma otimista. O embalo é sempre dançante, lançando o estilo dance pop como um destino comum às artistas pop femininas da época.

O synth presente em todas as músicas e as letras repetitivas tornaram o álbum inegavelmente engessado. A cantora afirmou, tempos depois, que perdeu o controle das gravações. A única que escapa um pouquinho dessa estrutura é Holiday, que faz contrastes entre os arranjos de cordas sintetizadas.

Madonna teve cinco singles: Everybody, Burning Up, Holiday, Lucky Star e Borderline. O álbum entrou na Billboard Hot 100 e conquistou a certificação de Platina Quíntuplo.

Pouco tempo depois, em julho de 1985, o álbum foi relançado com nova capa e o título Madonna: The First Album. Na versão remasterizada de 2001, lançada pela Warner Bros, ganhou remixes como faixas bônus.

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Curiosidade: Quando Madonna aceitou cantar pop, ela tinha uma carreira amadora no hard rock junto com seu namorado Steve Bray. O casal tentou embalar no funk rock com sua banda Breakfast Club, mas não conseguiram sucesso.

1984 – Like a Virgin

Em 12 de novembro, Madonna lançava Like a Virgin. Aqui começam as grandes frentes polêmicas em seus álbuns. Fazendo um contraponto com seu próprio nome religioso e a ideia cristã sobre a virgindade, a cantora lança seu primeiro material mais forte.

Provocativo, o disco brinca com conceitos de feminilidade enquanto um papel social. Em suas letras, ainda aborda relacionamentos, mas agora de forma questionadora. Musicalmente, o álbum segue derivado do dance pop, mas aqui Madonna admite bem as referências do new wave.

O álbum foi o primeiro da cantora a tornar-se primeiro lugar na Billboard 200. Além de alcançar o topo das paradas em vários países. Mundialmente, está na lista dos mais vendidos com 24 milhões de cópias. E por isso, o disco recebeu certificação de diamante.

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Neste trabalho, lançou sete singles: Like a Virgin, Material Girl, Love Don’t Live Here Anymore (promocional para o Japão), Angel, Into the Groove, Dress You Up e Over and Over (promocional para a Itália). Neste momento, Madonna definiu sua carreira e mostrou que não seria uma garota de apenas um hit.

Madonna embarcou em sua primeira turnê, The Virgin Tour, onde promoveu seus dois primeiros álbuns. Entre arenas esportivas e pequenos teatros, esbanjou criatividade em suas performances. Adolescentes faziam filas para comprar seus discos, enquanto nas ruas, ela se tornava um símbolo.

E desta maneira a rainha da dança de rua, que era também sexy como Marylin Monroe, tornou-se um modelo americano.

1986 – True Blue

Em seu terceiro álbum, lançado no dia 30 de junho, Madonna tomou as rédeas de sua produção e gravação. Co-escreveu e co-produziu todas as canções do disco.

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Nesta fase, aborda temas mais sérios. Por exemplo, o disco reúne suas visões sobre amor, trabalho, liberdade, sonhos e frustrações. Dedicado ao ex-marido Sean Penn, o álbum tem um tom diferente dos outros.

Entre os singles, estão Live to Tell, Papa Don’t Preach, True Blue, Open Your Heart e La Isla Bonita. Com influências de artistas femininas do Motown, ela faz uso de sintetizadores de bateria, tons melódicos e muita dança. Logo, a crítica musical elogiou o álbum, que também trouxe referências da música clássica ao pop.

Então, Madonna começa sua transição de ícone adolescente para alcançar os públicos adultos. Relacionando a figura jovem com temas sexuais, a cantora desconstrói vários dos significados da época.

Por exemplo, experimenta em seus vídeos musicais as relações polêmicas, contando com uma criança entrando em clubes de strip no clipe de Open Your Heart. Os conflitos de uma adolescente grávida também são um tema instigante, que levanta a questão do aborto. E logo, da liberdade sobre seu próprio corpo, presente em Papa Don’t Preach.

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Mais forte, Madonna se posiciona como compositora e artista. Foi um sucesso mundial instantâneo, alcançando o topo de paradas de 28 países. Até então, um feito inédito. Com mais de 30 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, se tornou o álbum mais vendido de 1986.

Madonna esteve no páreo de Michael Jackson e Prince, os maiores artistas pop dos anos 1980. Apareceu pela primeira vez no Guinness como a artista feminina de maior sucesso da época. Embarcou então em sua primeira turnê mundial, a Who’s That Girl Tour, que se desenvolveu até 1987.

1989 – Like a Prayer

Dos temas mais sérios, Madonna embarca na introspecção. Saindo do espaço pop, a cantora embarca num estilo mais artístico, lançando em 21 de março seu álbum mais confessional.

Tratando sobre família, educação religiosa, infância e empoderamento feminino, Madonna reúne muita paixão em Like a Prayer. Aclamado pela crítica musical, o álbum é um dos mais criativos em música e visual. Com enorme sucesso internacional, ganhou quatro certificações de platina, com mais de 15 milhões de cópias vendidas.

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A cantora dedicou esse álbum à sua mãe, que morreu enquanto Madonna ainda era nova. Entre os singles, constam dois de seus maiores sucessos de carreira: Like a Prayer, Express Yourself, Cherish, Oh Father, Dear Jessie e Keep It Together.

Uma sacada de mestre foi convidar Prince para co-produzir o álbum. Sua influência é perceptível também no visual, como no vídeo de Express Yourself. Madonna trabalhou cada detalhe instrumental com maestria, incorporando elementos dance, funk, gospel e soul ao pop. Com som amadurecido, suas composições intercalam sobriedade e sensibilidade.

O trabalho de divulgação também foi pensado em cada toque. As embalagens dos primeiros cassetes e LPs foram perfumados com óleos patchouli, simulando o incenso presente nas igrejas. No encarte, incluiu uma inserção com orientações sobre sexo seguro, advertindo sobre os perigos da AIDS.

Na época, Madonna já havia perdido amigos para a doença e defendia a conscientização em prol do amor livre. Todas essas questões também foram relacionadas no visual de sua turnê, a Blond Ambition World Tour, de 1990.

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