Street Bulldogs faz “catarse coletiva” em reencontro histórico no Hangar 110

Street Bulldogs faz “catarse coletiva” em reencontro histórico no Hangar 110

Hoje acordei com a sensação de que viajei no tempo. Parece que fui até ali, em 1998, e voltei! É difícil processar o peso da história do Street Bulldogs ao ver Léo Bulldog, Rodrigo Koala, Guilherme Camargo, Sanmy Saraiva e Fábio Sonrisal juntos novamente no palco do Hangar 110. Mesmo que todos, assim como a boa parte do público presente, já tenham passado dos 40 anos, o show manteve a energia lá no alto o tempo todo. Foi uma verdadeira catarse coletiva, repleta de moshs, stage divings e a trilha sonora que definiu o hardcore nacional para uma geração.

Que essa reunião nos proporcionaria momentos marcantes, já sabíamos. Mas realizar o último show dessa mini tour no Hangar 110, a “casa” da banda em São Paulo, fechou o ciclo com chave de ouro. A turnê, viabilizada pela Powerline Music & Books, celebrou não apenas o retorno do vocalista Léo (que atualmente mora em Dublin), mas também o lançamento da discografia em vinil e do livro de Sonrisal.

Trajetória de respeito do Street Bulldogs

Formada em 1994, em Pindamonhangaba (SP), o Street Bulldogs construiu uma trajetória fundamental no underground. A sonoridade crua e direta, somada a letras críticas e uma postura autêntica, transformou o grupo em referência. No setlist, a banda revisitou toda a história, passando pelos clássicos do Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004).

Para os veteranos, foi um reencontro com a própria adolescência; para os mais jovens, a chance de ver ao vivo a formação que gravou o emblemático DVD da banda em 2005.

Participações

O show foi pontuado por momentos de grande emoção e participações especiais que reforçaram o clima de união da cena:

  • Fausto: subiu ao palco para o hino We Build Our Own Way.
  • Fabrizio e Zé Mazzei: dividiram as vozes em We Are The One. Fabrizio também tocou guitarra.
  • Jean Chuva: botou pressão em Spider.
  • Camargo Conspiracy: Antônio e Fernando, filhos do baterista Guilherme, mostraram que o hardcore está no DNA em Call Me at Home.

Entre uma música e outra, Léo e Koala fizeram questão de reforçar a importância do respeito, especialmente às minas. Mesmo com a roda pegando fogo, o que prevaleceu foi o sentimento de parceria e cuidado mútuo, provando que a ética punk da banda continua intacta.

Abertura e registro

A noite começou quente com as apresentações da Voiced e da Contra o Céu (que reúne ex-integrantes de nomes como Dance of Days, Good Intentions e Direction), entregando um som rápido e melódico que preparou o terreno perfeitamente.

Vale o spoiler: quem não foi poderá conferir parte disso em breve. A banda viajou com videomakers para registrar os shows da tour, que devem compor um futuro documentário sobre esse capítulo da história do Street Bulldogs.

Setlist – Street Bulldogs no Hangar 110 (19/03/2026)

  1. Play This Song Again
  2. Rainy Day
  3. Reaction
  4. Red Roses Bouquet
  5. Less Than Your Words
  6. Sweet Threat
  7. We Build Our Own Way (com Fausto)
  8. Sheep and Shepherds
  9. Unlucky Days
  10. We Are the One (com Fabrizio e Zé Mazzei)
  11. Friendship is Not For Sale
  12. Mas(s)ters
  13. Just Understand
  14. Looser
  15. Tornado
  16. Listen to Me One More Time
  17. Can’t Hear You Call My Name
  18. Don’t You Remember
  19. Sensation
  20. Blind
  21. Don’t Stay by My Side
  22. Way of Lies
  23. Spider (com Jean Chuva)
  24. Dressed in Black
  25. Remains Clear
  26. Tarde demais
  27. Call Me at Home (com Camargo Conspiracy)