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Brasileirão FM #1: os gritos das torcidas brasileiras

Todo mundo sabe que o brasileiro é incrivelmente nutrido pela criatividade. E um dos lugares pra notarmos essa criatividade é nas arquibancadas. Com 20 equipes, a Série A do Campeonato Brasileiro conta com diversas paródias de músicas através dos gritos de torcida.

Algumas torcidas, como a dupla GreNal e o Flamengo, por exemplo, poderiam, até mesmo, abrir rádios próprias, tamanho a criatividade dos seus torcedores. Entretanto, de norte a sul do Brasil, notamos gritos de torcida com as mais variadas temáticas.

E muito se engana que esses gritos se restringem aos ritmos mais populares, como o funk e o samba. Na verdade, as canções parodiadas passeiam entre o rock nacional e internacional, o pop rock, o samba e, até mesmo, a música brega.

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O Brasileirão FM fará parte de uma série de textos que a coluna Sport n´Roll trará nas próximas semanas, com algumas dessas pérolas das arquibancadas.

O levantamento contou com o auxílio de alguns leitores que enviaram sugestões pelo Twitter e Instagram. Em ordem alfabética (com exceção da Chapecoense, na qual dedicaremos um texto a parte), vamos, então, enumerar os gritos de torcida dos clubes da Série A do Brasileirão que são inspirados em músicas.

Athlético-PR: O Canto da Cidade (Daniela Mercury)

A cantora baiana Daniela Mercury nunca escondeu a sua paixão pelo Vitória. Porém, foi no Paraná que a sua canção mais famosa O Canto da Cidade, sucesso no início dos anos 90, virou canto de torcida.

A canção dos athleticanos busca provocar o seu arquirrival, Coritiba. Por isso, o canto da cidade torna-se “Quem manda nessa cidade sou eu”.

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Além do mais, o canto provoca duas torcidas organizadas do Coxa: a Império Alviverde e a Fúria Independente.

Atlético-MG: Pescador de Ilusões (O Rappa)

(A escolha contou com o indicação do leitor Lucas Chagas).

Embora o “Eu Acredito” foi o grito que embalou a conquista do Atlético-MG à Libertadores de 2013, a paródia de Pescador de Ilusões também fez parte do repertório atleticano na reta final da competição continental.

Desde a partida de ida da final do torneio, em Assunção, no Paraguai, onde o Galo perdeu por 2 a 0 para o Olímpia, a torcida passou a usar a versão da música do Rappa nas arquibancadas.

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Os atleticanos cantam a música integral e dão o seu toque alvinegro apenas no refrão. Nele, o “Valeu a pena, ê ê, sou pescador de ilusões” é substituído por “Valeu a pena Galo, vamos ser campeões”.

Nenhum dos integrantes do Rappa é mineiro e, pelo que se sabe, nenhum deles é torcedor do Atlético. Um desses fatores poderia explicar a relação da torcida atleticana com a canção. Entretanto, a escolha foge de qualquer lógica natural.

Mesmo assim, em 2014, após a Recopa Sul-americana, onde o Altético-MG bateu o Lanús-ARG, a banda se manifestou por meio das suas redes sociais.

“Irado ver que o nosso som não tem time, cor, credo ou classe social. Valeu mesmo pela homenagem!”, escreveu o Rappa em seus perfis.

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Avaí: De repente, Califórnia (Lulu Santos)

Carioca da gema, o cantor Lulu Santos é torcedor do Fluminense. Entretanto, foi a torcida do Avaí, de Santa Catarina, que levou um dos seus inúmeros sucessos para a arquibancada.

De repente, Califórnia é um hit gravado por Lulu em 1982. O seu tom suave combinou totalmente com a leveza de um clube que leva o Avaí no nome.

Com isso, o “Garota eu vou pra Califórnia” tornou-se “Garota eu vou pra Ressacada”, em alusão ao estádio do time avaiano.

A música marcou um dos acessos do clube catarinense à Série A do Campeonato Brasileiro, justificando trechos como: “Não jogo mais a segundona” e “O meu destino é Série A”.

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Bahia: Mulher de Fases (Raimundos)

Se engana quem acha que a torcida do Bahia apostou no axé nas arquibancadas. A torcida do Tricolor de Aço entoa uma versão própria de Mulher de Fases, hit do rock nos anos 90.

A escolha pela canção da banda Raimundos é mais uma daquelas misturas que só brasileiro entende, mas que ninguém explica. O grupo, que teve três períodos distintos, nasceu em Brasília. Para alguns integrantes e ex-integrantes, a preferência de torcida é o Flamengo, caso do ex-vocalista Rodolfo, o atual vocalista Digão e o baixista Canisso.

Na versão cantada pela torcida do Bahia, há provocações ao arquirrival, o Vitória, e a torcida uniformizada do rubro-negro, a TUI. Já no primeiro segundo da canção, o que seria “Que mulher ruim, jogou minhas coisas fora”, os baianos cantam “No Barradão (estádio do Vitória) a gente deita e rola”.

Botafogo: O Meu Sangue Ferve Por Você (Sidney Magal)

A torcida do Botafogo é a primeira que mostramos que levou a música de um torcedor às arquibancadas. O Meu Sangue Ferve Por Você é um clássico do brega brasileiro e uma das canções mais famosas do botafoguense Sidney Magal.

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Nascido no Rio de Janeiro, o cantor afirma ter frequentado o Maracanã desde criança, acompanhado do seu pai.

“Antes de qualquer coisa, ninguém vira Botafogo. Nascemos Botafogo, só que não sabemos. Meu pai me levava para ver o time que tinha Garrincha, Nilton Santos, Quarentinha, Amarildo, Manga…”, disse Sidney em entrevista ao diário Lance! em agosto de 2017.

Você pode não admitir, mas é claro que conhece pelo menos o refrão de O Meu Sangue Ferve Por Você. E foi no “Ah, eu te amo! Ah, eu te amo, meu amor! Ah, eu te amo! O meu sangue ferve por você” que a torcida botafoguense se atentou parodiando para: “Fogo, eu te amo. Fogo, eu te amo, meu amor. Fogo, eu te amo. E o meu sangue ferve por você”.

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