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Breakdown - Danielle Cameira

Breakdown #35 – Like Moths To Flames busca renascimento em ‘Dark Divine’, novo álbum

Like Moths To Flames Banda

Vale falar duas semanas seguidas sobre a mesma banda? Na última coluna, um dos lançamentos de destaque de setembro/outubro foi o lançamento do clipe Nowhere Left To Sink, dos americanos do Like Moths To Flames. Na última sexta-feira (3), em pleno feriado prolongado, foi a vez do disco na integra, Dark Divine, ser disponibilizado no YouTube e nas demais plataformas de streaming.

Desde então, se tornou não difícil não escutá-lo com atenção e o devido carinho que a banda merece. Por isso, falaremos dela novamente. E com bastante razão para isso. Surgida em 2010 na cidade de Columbus, Ohio, ela foi formada com quatro ex integrantes de outra banda de metalcore da mesma cidade, TerraFirma. Chris Roetter, vocalista e um dos fundadores da banda, já havia assumido o microfone de outras bandas conhecidas na cena, como Emarosa e Agraceful.

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Com um som bastante agressivo no início da carreira, a banda tem mostrado ao longo de quatro álbuns – When We Don’t Exist (2011), An Eye for an Eye (2013), The Dying Things We Live For (2015) e Dark Divine (2017) – que pertence ao mundo mais melódico, com refrões seguros e bem delimitados, com toques mais doces na voz de Roetter. Isso se confirmou neste último álbum.

No dia seguinte ao lançamento do disco, o vocalista fez um post no Facebook explicando o quão difícil foram os últimos anos para a banda e o quanto aquele lançamento significava para ele.

“Já se passaram alguns dias desde que o Dark Divine  foi lançado. É difícil falar algumas palavras sobre a merda por que tivemos que passar para fazer esse disco acontecer, desde o processo de gravação a até alguns fatores nos bastidores. Eu penso que muitos de nós da banda nos sentimos testados ao longo dos últimos anos. Muitas subidas e descidas. Eu sinto um enorme alívio nos meus ombros ao poder compartilhar o que estivemos trabalhando o ano todo. Nós queríamos prover algo que fosse mais vulnerável que os últimos trabalhos, algo mais sincero. Eu sempre me conectei melhor com as músicas em que eu podia me relacionar com o conteúdo e se você está conosco desde o início ou ate mais recentemente, você consegue entender sobre o que esta banda é.  Isso é sobre colocar paredes abaixo, um olhar mais pessoal sobre a banda e sobre as coisas com que estamos lutando. Escrever o Dark Divine me tirou de tempos muito escuros e se você está lutando também, espero que ele faça o mesmo por você”.

Chris Roetter, no Facebook da banda

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Dark Divine era, então, uma tentativa de renascer apesar de todas as dificuldades. O disco não poderia ser morno, teria que despertar algo mais profundo e pessoal em seus ouvintes. E isso foi provado em todas as faixas do disco. Não só nas melodias, mas principalmente nas letras. A abertura do álbum é forte, com as duas músicas mais interessantes e de significados mais pessoais: New Plagues Nowhere Left To Sink. 

Convidado pela revista americana Alternative Press, o vocalista comentou trechos das principais letras do disco. Para a primeira faixa, Chris Roetter resumiu a trajetória da Like Moths To Flames durante a gravação do álbum. “Os últimos anos foram uma verdadeira bagunça para a banda, o que fez com que tratássemos esse disco como uma chance de renascimento; e essa música meio que é ligada com esse tema”.

Quem acompanha o trabalho da banda desde seu primeiro disco com certeza sentiu a vibração dos trabalhos mais antigos em Shallow Truths for Shallow Minds.

Outra faixa com um significado especial para Roetter e que muito provavelmente é espelhada na vida de todos é Even God Has a Hell. É sobre enfrentar desafios, esquecer e atravessar o seu próprio inferno. “Essa música é um olhar pessoal sobre uma das relações pessoais mais próximas que eu já tive. Eu quase perdi um dos meus melhores amigos uns anos atrás quando ele estava doente. Sua voz continuou na minha cabeça e desde então eu a tenho usado como uma força que me mantém seguindo em frente”.

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Mischief Managed é outra faixa que soa bastante como os álbuns When We Don’t Exist e An Eye for an Eye. Chris Roetter explica que ela praticamente faz um tributo aos trabalhos antigos da banda. Sobre o seu significado: “Existe um sentimento libertador em deixar alguém ir embora, especialmente alguém que foi um peso em sua vida. Enquanto nós mudamos muito o foco do conteúdo de nossas letras, eu penso que ela está quase conectada com algumas de nossas músicas mais velhas”.

Dark Divine é um álbum completo e que valeu a espera. Outras faixas que também merecem ser escutadas são: Empty The Same Dark Divine.

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