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Guns n’ Roses encerra SP Trip com apresentação apoteótica

Com um intervalo de menos de um ano entre uma apresentação e outra e vindos de uma polêmica apresentação no Rock in Rio, onde parte do público do festival se queixou da longa duração do show e da potência vocal do seu cantor, o Guns n’ Roses chegou ao Allianz Parque desacreditado por muitos, menos para os seus fãs que lotaram a arena.

Havia um sentimento de “nós contra eles” compartilhado entre os fãs e me arrisco a dizer o mesmo por Axl Rose, que surgiu cavernoso e soando raivoso como nunca em It’s So Easy.

Na sequência vieram Mr. Brownstone, Chinese Democracy e a catártica Welcome to the Jungle para acabar de vez com as desconfianças.

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Dali pra frente o jogo já estava ganho e a banda seguiu o seu extenso repertório, que não só foi muito bem aceito, como também festejado por todos os presentes.

No palco, Slash e Duff se divertiam apostando corridas, literalmente e indicavam os caminhos para Richard Fortus, que dividiu vários solos com o homem da cartola. Dizzy Reed e Melissa fizeram a cama de piano, percussão e teclados junto com a bateria de Frank Ferrer, deixando o espaço para que os outros brilhassem.

Em relação ao show do ano passado, o  repertório contou com algumas boas surpresas como Yesterdays, Used to Love Her e uma divertida e inusitada versão de I Feel Good, do James Brown.

Duff  McKagan manteve o seu mini set de punk rock homenageando Johnny Thunders com um trecho de You Can’t Put Your Arms Around a Memory e The Damned com a versão de New Rose.

Slash continua com seu solo de The Godfather Theme que abre as portas para Sweet Child O’ Mine e todos os hits (e não hits) de sempre até finalizar com Paradise City, queima de fogos, papel picado e explosões.

A voz de Axl não é mais a mesma e todos sabem disso, mas mesmo assim e isso não é um problema para os fãs. Eles parecem saber que o tempo não para e que os dias passados (Yesterdays), não passam de uma lembrança, eternizados em uma pasta com recortes de revistas de rock.

Ao contrário dos anos anteriores, onde o público era tratado por Axl Rose quase como um inimigo, hoje o tratamento é carinhoso, com a banda distribuindo sorrisos e recebendo em troca um apoio incondicional. E quando a voz de Axl falha, o público cantava junto o mais alto possível e quando o mesmo atingia aquelas notas mais impossíveis, o público retribuia comemorando como se fosse gol.

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Uma coisa ficou bem clara, o Guns fez o show que seus fãs queriam ver e todos saíram do estádio bastante satisfeitos. Outra coisa, shows de rock são uma experiência que precisa ser vivenciada, ao vivo, in loco, presencialmente e não pela televisão comendo pipoca.

“I see you standin’ there.
You think you’re so cool.
Why don’t you just.
Fuck off”

Set list
It’s So Easy
Mr. Brownstone
Chinese Democracy
Welcome to the Jungle
Double Talkin’ Jive
Better
Estranged
Live and Let Die (Wings cover)
Rocket Queen
You Could Be Mine
New Rose (The Damned cover)
This I Love
Civil War
Yesterdays
Coma
Slash Guitar Solo
Speak Softly Love (Love Theme From The Godfather) – (Nino Rota cover)
Sweet Child O’ Mine
Wichita Lineman (Jimmy Webb cover)
Used to Love Her
My Michelle
Wish You Were Here (Pink Floyd cover)
November Rain
Black Hole Sun (Soundgarden cover)
Knockin’ on Heaven’s Door (Bob Dylan cover)
I Got You (I Feel Good) – (James Brown cover)
Nightrain

Bis:
Don’t Cry
Patience
The Seeker (The Who cover)
Paradise City

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