Sepultura se apresenta na Arena Club, em Santos, no próximo dia 8

Sepultura

Umas das mais influentes bandas de heavy metal do mundo, o Sepultura sobe ao palco do Arena Club, em Santos, com o show da turnê Brazilian Spring Tour, no próximo dia 8, a partir das 21 horas. Os ingressos para o show do Sepultura em Santos já estão à venda, no site Articket. Eles custam entre R$ 60,00 (pista / meia / segundo lote) e R$ 240,00 (mezanino / inteira). Menores de 18 anos só podem entrar acompanhados dos responsáveis ou com um termo assinado e reconhecido por cartório. Com mais de 30 anos de sucesso, o grupo formado atualmente por Andreas Kisser, Derrick Green, Paulo Jr e Eloy Casagrande é considerado por muitos a maior banda brasileira, isso porque o sucesso do Sepultura não se limitou ao território nacional. A última apresentação do Sepultura em Santos aconteceu em 2018. A banda possui mais de um 1,6 milhão de ouvintes mensais nas plataformas de música. Faixas como Roots Bloody Roots, Refuse/ Resist, Territory e Ratamahatta são as mais ouvidas. A Arena Club está localizada na Av. Senador Pinheiro Machado, 33 – Vila Mathias, em Santos. Serviço Show: Sepultura em Santos Local: Arena Club Data: 8 de abril Horário: 21h Ingressos: Articket.

Yungblud incendeia Interlagos e consagra sua relação de amor com o Brasil

Dias após destruir (no bom sentido) o Cine Joia em um sideshow caótico, o britânico Yungblud provou no Lollapalooza, em Interlagos, que sua energia não se dilui em palcos grandes. Vestindo uma camisa do Brasil (que virou quase uniforme), ele correu, gritou e cuspiu marra punk durante uma hora ininterrupta. O setlist foi um ataque frontal: The Funeral, Parents e Tissues foram tocadas em velocidade máxima. A conexão com o público foi visceral, ele desceu para a grade, regeu os mosh pits e exigiu participação total. O encerramento com Loner foi o ápice de uma performance que misturou a teatralidade do glam rock com a sujeira do punk. Yungblud saiu de cena como o nome mais vibrante da nova geração do rock no festival. Edit this setlist | More YUNGBLUD setlists

Twenty One Pilots espanta o fantasma do blink-182 com show acrobático e homenagem aos veteranos

A missão era ingrata: substituir o blink-182, a banda mais esperada da década, aos 45 do segundo tempo. Mas o Twenty One Pilots não apenas segurou a bronca, mas fez o público esquecer a ausência. O show do Twenty One Pilots foi uma aula de entretenimento. Desde a escalada suicida de Tyler Joseph na estrutura do palco até a bateria montada sobre a plateia, o duo entregou tudo. Musicalmente, foram respeitosos: tocaram um trecho de All The Small Things, ganhando o respeito dos fãs órfãos do blink. Na parte do trompetista, que costuma prestar pequenas homenagens locais, Garota de Ipanema, Más que nada e Baile de Favela foram lembradas. Hits como Stressed Out, Heathens e Ride foram executados com a precisão de sempre, mas foi a energia de “temos que vencer esse jogo” que tornou a noite especial. Saíram ovacionados, não como substitutos, mas como titulares absolutos.

Entre o deboche e a genialidade, The 1975 entrega o show mais estiloso do festival

Matty Healy subiu ao palco com uma garrafa de vinho, um cigarro e a postura de quem não liga para nada, exatamente o que os fãs esperavam. O show do The 1975 foi uma viagem estética e sonora. Com um setlist que privilegiou o álbum Being Funny in a Foreign Language, a banda soou impecável. A trinca inicial com If You’re Too Shy (Let Me Know) e TooTimeTooTimeTooTime colocou todo mundo para dançar. Mas os pontos altos foram os hits da era “Tumblr”, como Robbers e Sex, que causaram histeria na grade. Healy, equilibrando-se entre o personagem arrogante e o frontman carismático, provocou, bebeu e entregou um dos shows mais visualmente coesos do evento. O encerramento com Give Yourself a Try deixou aquele gosto de rock de arena moderno e inteligente. Edit this setlist | More The 1975 setlists

Gilsons transforma Lollapalooza em fim de tarde na Bahia com hits de ‘Pra Gente Acordar’

Entre tantas guitarras distorcidas e batidas eletrônicas, o show dos Gilsons funcionou como um oásis. O trio (filhos e netos de Gilberto Gil) trouxe a brisa da MPB contemporânea para o palco principal, provando que o som orgânico tem, sim, espaço em megafestivais. O hit Várias Queixas foi cantado em uníssono, transformando o gramado em uma roda de samba gigante. Mas a força do show residiu nas faixas do álbum Pra Gente Acordar, como Proposta e a faixa-título, que misturam a sofisticação harmônica da família Gil com o pop radiofônico. Foi uma apresentação leve, solar e dançante, que serviu para “limpar o paladar” do público antes da maratona de rock que viria a seguir.

Pitty comanda coro de milhares e prova que o rock brasileiro tem dono (e é uma mulher)

Se havia alguma dúvida sobre a longevidade do rock nacional, Pitty tratou de dissipá-la. Com um dos maiores públicos do dia no Palco Adidas (que ficou visivelmente pequeno para ela), a baiana entregou um setlist “sem firulas”, focado na memória afetiva. A abertura com Ninguém é de Ninguém já mostrou a banda afiada, mas foi quando os acordes de Admirável Chip Novo e Máscara soaram que Interlagos tremeu. Pitty, regendo a massa com elegância, atualizou a letra de Na Sua Estante (trocando “cê acha que eu sou louca” por “não diga que eu sou louca”), um detalhe sutil mas poderoso. O encerramento com Me Adora não foi apenas um show; foi um grito de desabafo coletivo de uma geração que cresceu ouvindo essas músicas.

Medulla abre os trabalhos com “bicicletada” sonora e rock visceral em Interlagos

Abrir o palco principal (Chevrolet) é uma tarefa para poucos, e o Medulla fez isso com a urgência de quem tem algo a provar. Os gêmeos Keops e Raony trouxeram seu rock experimental e cheio de groove para um público que ainda chegava, mas que foi capturado pela energia de faixas como Faça Você Mesmo e Paralelo ao Chão. A banda apostou na intensidade física, compensando o sol forte com performance. O destaque ficou para Eterno Retorno e Um Leão Por Dia, músicas que ganharam peso extra na acústica aberta do autódromo. Entre discursos sobre liberdade e a estética urbana (com referências às bicicletas que são marca da banda), o Medulla fez um show curto, grosso e suado, honrando o rock independente nacional no mainstream.

Carol Biazin espanta o sol do meio-dia com R&B sensual e cover poderoso de Cássia Eller

Quem encarou o sol a pino das 13h no Palco Adidas não encontrou uma artista iniciante, mas uma popstar pronta. Carol Biazin trouxe para Interlagos a complexidade de seu álbum Reversa, dividindo o show em atos que narram as fases de um relacionamento. Apesar do horário ingrato, a cantora paranaense entregou visuais e coreografia de gente grande. A sequência Garota Infernal e Tentação mostrou que seu R&B pop tem “pegada” ao vivo. Mas o momento que furou a bolha dos fãs foi o cover de Malandragem (Cássia Eller). Com arranjo moderno e vocais rasgados, Carol provou que tem envergadura para dialogar com o rock nacional clássico, preparando o terreno para o hit Mala Memo. Foi uma apresentação curta, mas que deixou claro: o palco secundário já ficou pequeno para ela.

Yungblud faz show de corpo e alma no Cine Joia, em São Paulo

Atração do Lollapalooza 2023, o britânico Yungblud testou seu poder de fogo em São Paulo na última quinta-feira (23), no Cine Joia. Com a casa abarrotada, o artista de 25 anos mostrou que já tem uma fanbase poderosa no Brasil. Curioso notar o quão Yungblud tem crescido em popularidade em todo mundo. No segundo semestre de 2021, assim que os shows foram retomados na Europa, o Blog n’ Roll acompanhou uma das quatro noites de sold out no O2 Forum Kentish Town, em Londres. O giro pela América do Sul não tem sido diferente. Protagonizou shows incríveis no Chile e Argentina, ambos com muito apoio dos fãs também. No Cine Joia, Yungblud manteve o set que tem funcionado perfeitamente pelo mundo todo. O início é pulsante com 21st Century Liability,The Funeral e parents. Yungblud não para um segundo sequer. Pula, dança, vibra enquanto enfileira hits. Tissues, outro single marcante do terceiro álbum, homônimo, coloca ainda mais pilha no público, que permaneceu em perfeita sinergia com o artista do início ao fim. strawberry lipstick, do segundo álbum, weird! (2020), também virou sing along com o público do Cine Joia. A apresentação de Yungblud se mantém forte do início ao fim. Com o repertório na ponta da língua dos fãs e a energia inesgotável do britânico, fica até difícil elencar os pontos altos. No entanto, fleabag, California, I Think I’m Okay (feat com Machine Gun Kelly) e Loner conseguiram chamar ainda mais a atenção. Ao término da apresentação, o público aguardou o músico na porta do Cine Joia. E ele apareceu. Subiu em cima de um carro e vibrou muito com o carinho dos fãs. Se cumprir com a promessa, teremos Yungblud em São Paulo em 2024, 2025, 2026, e assim por diante.