Marina Sena lança “Coisas Naturais”, terceiro álbum de estúdio

Com o dom raro de transformar sentimentos em poesia e melodias que ecoam na alma, Marina Sena está de volta com o álbum Coisas Naturais, o terceiro trabalho de estúdio. A cantora e compositora mineira, conhecida por sua danos e sensibilidade única, entrega mais uma obra-prima, reafirmando seu lugar como um dos grandes nomes da música contemporânea. O novo trabalho reafirma a singularidade artística de Marina, que aprofunda sua sonora. Trazendo uma rica coleção de recortes de ritmos, o disco é uma verdadeira “marinada” musical, em que diferentes influências se entrelaçam com naturalidade, resultando em um som autêntico e cheio de personalidade. Entre as faixas, está Numa Ilha, lançada em dezembro do ano passado, além de Ouro de Tolo, faixa foco do projeto, lançada junto com um videoclipe. O processo criativo do álbum teve início há mais de um ano e foi marcado por uma intensa atenção, em uma fazenda, no interior de São Paulo. Foi nesse cenário inspirador que as primeiras composições tomaram forma, onde a espontaneidade e a experimentação foram os principais guias. Músicos de diferentes trajetórias se uniram a Marina nesse percurso, incluindo integrantes de A Outra Banda da Lua , de Montes Claros, criando um ambiente fértil para a composição da artista. As sessões organizadas em outros espaços, como a Casa da Música Brasileira (ZUCA) – equipamento cultural idealizado por Marina, em um estúdio intimista montado especialmente para a cantora e compositora, onde puderam concluir o processo de confecção do novo álbum. Foram mais de 12 meses de dedicação, com cada detalhe sendo lapidado até os últimos dias antes do lançamento. “Esse álbum foi muito diferente de tudo o que já fiz. O processo de composição começou há mais de um ano e foi muito intenso. A gente montou um estúdio no meio da sala, numa fazenda, e tudo foi surgindo de forma muito espontânea, com a banda tocando junto, experimentando. Foi um trabalho de criação coletiva, algo que eu queria muito viver. Esse sempre foi um sonho da Marina de Taiobeiras: poder reunir um pessoal, com uma estrutura legal e fazer uma aquisição, alugar uma fazenda e criar música desse jeito. Mas, no começo da minha carreira solo, com os primeiros discos, eu ainda não consegui parar, porque tinha toda uma agenda a cumprir, uma corrida enorme. Dessa vez, eu consegui esse tempo para realizar esse sonho e fazer o álbum exatamente da forma que eu imaginava”, se empolga Marina. Além da sonoridade plural, Coisas Naturais também marca um novo momento na performance vocal de Marina Sena. Durante a preparação para o álbum, a artista passou por um processo intenso de aprimoramento técnico ao lado da preparadara vocal Blacy Gulfier. Esse mergulho profundo na própria voz permitiu que Marina Sena explorasse novas nuances e expandisse suas possibilidades interpretativas, trazendo ainda mais soluções e emoções para cada faixa. O resultado é um disco que não apenas amplia seu repertório musical, mas também evidencia sua constante evolução como cantora e compositora. “Me dediquei muito ao estudo da minha voz para este álbum. Chegamos a um ponto na produção em que eu disse: ‘Quero cantar assim’, e então fui moldando minha interpretação com precisão, encontrando o tempo e a expressão certos para cada faixa. Foi um processo intenso, uma pesquisa profunda. Acho que todas as vozes do álbum soam diferentes do que eram antes, porque me desafiei a sair da minha zona de conforto e explorar novos lugares na minha forma de cantar”, ressalta o artista.
Forever Is A Feeling, quarto álbum de Lucy Dacus, chega às plataformas

Lucy Dacus lançou seu quarto álbum de estúdio, Forever Is A Feeling. Após uma fase marcante ao lado do boygenius, que rendeu três prêmios Grammy, a artista agora mergulha nas nuances do amor, seus começos, términos e o turbilhão do desejo. Ao longo de 13 faixas, que vão desde arranjos exuberantes até declarações minimalistas, Lucy Dacus investiga profundamente o que significa dedicar-se ao amor verdadeiro, em uma tentativa ousada de capturar a sensação fugaz e indescritível do ‘para sempre’. Junto com a chegada do álbum, a cantora também liberou o videoclipe de Bullseye, que tem a participação de Hozier.
Overfuzz canta em português no álbum Três, com intensa expressão criativa

A banda goiana Overfuzz, que este ano comemora 15 anos, é formada por três músicos e acaba de lançar o terceiro álbum da carreira – três singles já estavam no streaming. A recorrência de um numeral é o ponto de partida e a aura do registro Três, que chegou às plataformas digitais nesta sexta-feira (28) – aliás, o terceiro mês do ano. Três, de fato, mostra um Overfuzz integrado a tudo que a numerologia traz sobre a representação do número 3: o álbum carrega uma intensa expressão criativa, comunica-se com seus fãs e busca novos ouvintes, é otimista, enérgico e amparado por uma imaginação expansiva. O Três ainda faz referência à identidade cerne da banda como um power trio, que sempre trouxe um som com baixo muito presente e de atitude (diferente talvez de outras bandas com mais de uma guitarra), além do fato dos três membros serem igualmente compositores, instrumentistas e também vocalistas. Criatividade, alinhamento ao esforço, foram super necessários no processo de composição de Três, em que pela primeira vez o Overfuzz mostra músicas em português – o álbum completo, aliás. Na sonoridade, Três mantém a essência visceral do rock habitual da banda, mas também apresenta influências de outros gêneros. O lançamento de Três, assim como os três singles deste álbum, foi viabilizado por meio de um projeto contemplado pelo Edital de Fomento à Música 13/2023 do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás.
Underoath lança The Place After This One indo do metalcore ao pop

A banda Underoath lançou seu aguardado décimo álbum de estúdio, “The Place After This One”, reafirmando sua capacidade de evoluir sem perder a essência que os consagrou. Conhecidos por incorporar elementos eletrônicos e industriais ao seu som desde os anos 2000, o grupo da Flórida entrega uma obra que mescla agressividade e experimentação de forma coesa. O álbum inicia com a já lançada “Generation No Surrender”, uma faixa caótica e dissonante que serve como uma excelente abertura, destacando os vocais potentes de Spencer Chamberlain. Na sequência, as inéditas “Devil” apresenta uma pegada groove envolvente e “Loss” é agressiva na medida que os fãs aguardavam. Logo depois, o álbum segue com outros dois singles já revelados: “Survivor’s Guilt” e a principal música de trabalho “All The Love is Gone”, que cativa com seu refrão pop e marcante. “And Then There Was Nothing” mantém o clima de tensão e a intensidade características da banda para fechar a primeira metade. Contudo, a segunda metade do álbum apresenta uma leve queda em comparação às faixas iniciais, iniciando com a já conhecida “Teeth” e investindo no lado mais pop. Na sequência, “Shame” investe em um refrão no melhor estilo “Summer Eletrohits”. Ponto alto desta segunda metade são as faixas “Spinning in the place”, que conta com uma insana bateria, e “Vultures” que conta com a participação de Troy Sanders do Mastodon. O álbum fecha com “Cannibal” que sabe transitar bem entre um refrão radiofônico e o lado agressivo dos berros. A última música, “Outsider”, oferece um desfecho mais contido, contrastando com a energia avassaladora das músicas anteriores. Apesar de uma segunda metade mais pop, isso não faz com que o álbum não atinja plenamente o nível de suas obras clássicas. A habilidade do Underoath em transitar por diferentes sonoridades sem perder sua identidade é evidente, e este trabalho adiciona uma camada interessante ao seu repertório. Com certeza vai atrair novos fãs sem desapontar quem conheceu a banda ainda nos anos 2000. A produção do álbum é um destaque a parte, evidenciando a maturidade da banda em equilibrar peso e melodia. As experimentações sonoras demonstram a disposição do grupo em explorar novos territórios musicais, mantendo-se relevante no cenário atual. Em resumo, “The Place After This One” solidifica a posição do Underoath como uma banda que não teme a evolução e que não entrou no terreno confortável de repetir fórmulas. O álbum representa um capítulo significativo em sua trajetória, refletindo a contínua busca por inovação e expressão artística. Nota: 8.5
Review: A Day To Remember lança Big Ole Album Vol.1 focado mais no pop punk

O novo álbum da banda A Day To Remember, “Big Ole Album Vol. 1”, foi lançado em 21 de fevereiro de 2025 em formato físico e chegou hoje (21.03) nos streamings. No entanto, apesar da energia e a diversidade, o trabalho flerta mais com o pop punk do que com o Metalcore. A falta de coesão, repetição de fórmulas e até mesmo ausência de berros em algumas faixas são as críticas mais frequentes de reviews e comentários dos fãs. Faixas:O álbum começa com a faixa “Make It Make Sense”, música rápida e agressiva com um refrão pegajoso, no qual Jeremy McKinnon parece estar perguntando “Por que nossas inseguranças nos fazem colocar os outros para baixo?” A presença do pop punk também se destaca na música “All My Friends”, uma balada emotiva, e “Die For Me”, uma colaboração com Oliver Sykes da banda Bring Me the Horizon. Alias, a participação de Sykes tem uma história curiosa. Acontece que ambas as bandas dividem o mesmo produtor, Zakk Cervini. Por isso, acabou que o vocalista do Bring Me The Horizon teve uma contribuição na faixa. “Oli tinha enviado a Zakk aúdios dessa melodia com algumas letras, algumas delas murmuradas aqui e ali, e Zakk colocou uma música nela. Ouvimos essa ideia e imediatamente pensamos, ‘Bem, é óbvio que casa com o que estamos trabalhando hoje – isso é demais!’ Então, trabalhamos na letra a história sobre o que estava acontecendo em nossas vidas, e isso se tornou Die For Me.” conta Jeremy McKinnon ao portal da Kerrang. No entanto, é quando a banda se compromete a fazer um som mais pesado que as melhores músicas do álbum aparecem: “To The Death” é a mais pesada de todo o trabalho. Já “Silence”, vai para um território novo para o A Day To Remember. A canção traz influências de Gojira e Coal Chamber. “Miracle” é outro grande destaque e deve ser uma das músicas mais executadas na turnê. O início mais leve e refrão pop preparam a surpresa de um nervoso breakdown recheado de tudo aquilo que os fãs mais desejavam com berros e brutalidade. Bem a cara da banda. No geral, “Big Ole Album Vol. 1” é um bom álbum, ainda mais por se tratar do sucessor do criticado “You’re Welcome”. Porém, não deve agradar em cheio todos os fãs da banda justamente por não ser tão inovador ou abordar a sonoridade do auge do grupo. Nota: 7
Confissões e Outros Blues é o novo álbum de Pepe Bueno e Os Estranhos; ouça!

Pepe Bueno e Os Estranhos acaba de lançar o terceiro álbum de estúdio, Confissões e Outros Blues. Com dez faixas, o disco mescla composições autorais e releituras, gravadas nos estúdios Orra Meu e Área 13. O show de lançamento é nesta sexta-feira (21), no Sesc Belenzinho. Os ingressos estão à venda. Produzido pelo próprio Pepe Bueno, o trabalho explora novas sonoridades, explorando influências do blues, da música popular brasileira e até nuances psicodélicas. Confissões e Outros Blues busca conquistar um público ainda mais diversificado, reafirmando a versatilidade e a autenticidade do artista. O álbum carrega uma forte carga emocional, como revela o artista: “Confissões e Outros Blues é um disco que teve perdas e ele permeia o álbum. Regravamos Real Valor, do Golpe de Estado, e tive a sorte e honra de mostrar ao meu melhor amigo, Nelson Brito. Já Blues e a Prancha é uma homenagem ao Paulo Meyer, com quem toquei por quase dois anos. Mostrei o som pra ele escrever, mas não deu tempo. Então, escrevi a letra com seu eterno parceiro Paulo Resende, mencionando as cidades onde eles tocaram e fizeram história.” O álbum também traz If I Lose, parceria de Pepe com Mário Bortolotto, que conta com a participação do saudoso Diego Basanelli. “Ele cantou a parte em inglês antes de sua trágica morte. Bom, é um disco cheio de importância emocional pra mim”, completa Pepe. Para o baixista, Pepe Bueno & Os Estranhos representa um momento de liberdade sonora. “É um movimento em direção ao blues mesclado com a música popular brasileira, com pitadas de psicodelia e a originalidade que cada músico dos Estranhos trazem.” Lançamento no Sesc BelenzinhoPepe Bueno e Os Estranhos lança o álbum Confissões e Outros Blues no Sesc Belenzinho (São Paulo) no dia 21 de março, às 21h. Os ingressos estão à venda no site do Sesc e em qualquer unidade do Sesc São Paulo. Os valores são de R$ 18,00 a R$ 60,00. Para esta apresentação especial, com formação de Big Band e cujo repertório vai mesclar canções do ainda Confissões e Outros Blues e de álbuns anteriores, Pepe Bueno & Os Estranhos contarão com a participação de Thunderbird, Paulão de Carvalho, Paulo Resende, Fabio Brum, Mário Bortolotto e Fabio Pagotto. Além de apresentar o novo álbum ao público, a noite será uma homenagem aos talentosos Paulo Meyer e Diego Basa, dois grandes nomes que marcaram a trajetória do grupo.
Sam Fender lança terceiro álbum de estúdio; ouça People Watching

Consolidado como um dos compositores mais talentosos de sua geração, Sam Fender lançou recentemente seu terceiro álbum de estúdio, People Watching. O disco sucede Seventeen Going Under (2021), que alcançou o topo das paradas no Reino Unido. People Watching representa o próximo passo de Sam e traz histórias vibrantes e observações sobre personagens do dia a dia, que vivem rotinas comuns, mas, muitas vezes, extraordinárias.
Arnaldo Antunes anuncia álbum Novo Mundo

Novo Mundo é o novo álbum de inéditas de Arnaldo Antunes, que será lançado nas plataformas digitais no dia 20 de março, pelo selo RISCO. No repertório de 12 canções inéditas e recentes, fazem parte composições só de Arnaldo e parcerias com David Byrne, Marisa Monte, Erasmo Carlos e Marcia Xavier. A capa é uma fotografia de Leo Aversa, com direção artística de Batman Zavareze. Arnaldo Antunes também divulgou o tracklist do álbum. Confira a relação completa das músicas abaixo. Tracklist 01_Novo Mundo (Arnaldo Antunes/Participação: Vandal / Citação: MUNDANOH/ Vandal) 02_O Amor É A Droga Mais Forte (Arnaldo Antunes) 03_Body Corpo (David Byrne e Arnaldo Antunes/ Participação: David Byrne) 04_É Primeiro De Janeiro (Arnaldo Antunes e Marcia Xavier) 05_Pra Não Falar Mal (Arnaldo Antunes/ Participação: Ana Frango Elétrico / Citação: Canto XLV do Tao-Te King, Lao Tzu) 06_Acordarei (Arnaldo Antunes) 07_Pra Brincar (Arnaldo Antunes) 08_Tire O Seu Passado Da Frente (Arnaldo Antunes) 09_Sou Só (Marisa Monte e Arnaldo Antunes/ Participação: Marisa Monte) 10_Viu, Mãe? (Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos) 11_Não Dá Para Ficar Parado Aí Na Porta (Arnaldo Antunes e David Byrne/ Participação: David Byrne) 12_Tanta Pressa Pra Quê? (Arnaldo Antunes e Marcia Xavier)
Terraplana lança “Natural”, seu segundo álbum, com clipe e turnê internacional

Dois anos após o aclamado disco de estreia, Olhar pra Trás, o quarteto curitibano terraplana lançou seu segundo álbum de estúdio, Natural, com lançamento pela Balaclava Records. O álbum foi produzido e mixado pelo estadunidense JooJoo Ashworth, que já trabalhou com nomes como Automatic e SASAMI, e masterizado por Greg Obis da Chicago Mastering Service. A capa do disco e dos singles são assinadas por Julia Lacerda, artista paulistana. O álbum também ganha distribuição física no exterior em parceria com o selo norte-americano Flesh and Bone. Junto do lançamento do álbum Natural, o terraplana apresentou um videoclipe inédito para a faixa Todo Dia, que já tinha sido apresentada ao público em uma versão ao vivo no programa Cultura Livre, da TV Cultura, exibido no ano passado. O clipe foi dirigido por Daniboy, com direção de cena e fotografia por DePraxe. O novo trabalho apresenta a expansão sonora do quarteto dentro do rock alternativo, indo muito além do gênero shoegaze que os definiu até então. O grupo consegue sumarizar diferentes influências e demonstrar sua própria identidade musical, sem ficar preso a uma estética ou sonoridade específica. Além disso, se torna evidente o amadurecimento na temática das canções, arranjos e composições em geral. O material foi produzido durante uma imersão de duas semanas no Nico’s Studio, entre 24 de agosto e 15 de setembro de 2024. “O processo inteiro desse álbum foi muito mais natural [que o primeiro]”, comenta Vinícius. “Compusemos as músicas nos períodos de intervalos entre shows do ‘olhar pra trás’, e as coisas foram saindo de um jeito bem mais fácil e leve. Conversei com a Samira [Winter] no Balaclava Fest que tocamos em 2023, e ela comentou que conhecia um produtor que poderia gostar de trabalhar com a gente”, continua. “Então entrei em contato com o JooJoo, apresentei as demos que tínhamos e ele topou de imediato. Durante a gravação do álbum, tudo fluiu de um jeito bem fácil e divertido. A questão da língua pode ter sido uma barreira em alguns momentos, porque nenhum de nós é fluente em inglês e muito menos ele em português, mas por causa disso também aconteceram diversos momentos divertidos que deixava a coisa mais leve, e acho que isso fez com que a música também falasse por nós ou por ele em certos momentos. No fim, saímos desse processo todo com um aprendizado muito forte de produção, da forma de ver, fazer e tratar a música, e também de confiança no nosso próprio trabalho.” O grupo está escalado no festival estadunidense South by Southwest (SXSW), que está acontecendo durante essa semana em Austin, no Texas, seguindo com uma série de datas por oito cidades nos Estados Unidos. Além de estarem confirmados no Festival Coolritiba, que acontece dia 17 de maio na Pedreira Paulo Leminski, também anunciam suas primeiras datas da turnê, passando pelo sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além de seus primeiros dois shows na Argentina. terraplana é composto por Stephani Heuczuk (voz e baixo), Vinícius Lourenço (voz e guitarra), Cassiano Kruchelski (voz e guitarra) e Wendeu Silverio (bateria).