Hurricanes mantém energia rock no álbum “Back To The Basement”

A banda de rock e blues Hurricanes lançou seu segundo disco de estúdio, Back To The Basement. O grupo se mostra mais maduro neste novo trabalho, entregando a mesma energia contagiante pela qual é conhecido, mas também explorando novas sonoridades e dinâmicas nas composições. O novo álbum, já disponível em todas as plataformas, chega um ano após o disco de estreia do grupo, que teve ótima recepção pelo público e crítica pela sua estética vintage e cheia de energia. Back to the Basement contém oito faixas que foram criadas de forma espontânea e livre, explorando novas texturas e sonoridades, e novamente produzido pelo guitarrista da banda, Leo Mayer. Como o próprio título indica, Back to the Basement literalmente nasceu em um porão, na casa do baixista Henrique Cezarino, em ensaios despretensiosos poucos meses após o lançamento do primeiro disco. “Começamos a escrever um segundo disco sem ideia de data de lançamento, nem nada, e pra nossa surpresa as coisas começam a andar de forma muito rápida. A gente começou a rascunhar o disco em dezembro do ano passado, e em fevereiro, março, a gente já estava no estúdio gravando”, conta Leo. A experiência de ter gravado o disco de estreia, aliada com esse processo criativo espontâneo, trouxe uma nova maturidade ao grupo: além de terem feito suas melhores composições até hoje, a banda conseguiu explorar novos elementos e texturas no estúdio. As músicas novas incluem instrumentos novos, como violões em Big Eyes, pianos elétricos em Down The Street, camadas de percussão em Over The Moon. O resultado é um álbum muito mais dinâmico, em contraste aos arranjos mais crus do primeiro álbum. Mas isso não quer dizer que a Hurricanes perdeu sua essência: o foco ainda é no aspecto “ao vivo” da banda, que é conhecida pelos seus shows cheios de dinâmica e energia contagiante (elogiado até mesmo pela clássica banda The Black Crowes, quando o Hurricanes abriu o show dos americanos no Espaço Unimed no ano passado). Durante as gravações do novo disco, a banda testou as composições ao vivo, observando a reação do público e amadurecendo nesse processo as ideias que entrariam ou não no álbum, de modo natural e espontâneo. A banda foi fundada por Leo e o vocalista Rodrigo Cezimbra em 2016, no sul do Brasil. Em 2018, mudaram-se para São Paulo, onde conheceram o baterista Guilherme Moraes e o baixista Henrique Cezarino. No disco novo, algumas composições foram resgatadas desse momento da banda: “Big Eyes é uma música que é lá de Santa Maria, ainda quando a gente morava no Rio Grande do Sul, e Down The Street é uma das primeiras composições minha e do Rodrigo aqui em São Paulo já.”
Com amor, poesia e boêmia, Tatiana Dauster lança álbum “Origami”

A multiartista carioca Tatiana Dauster se desdobra em muitas em seu novo álbum de estúdio, Origami. Produzido por Emiliano Sette, o álbum reunirá poemas recriados em música, gravados com um espírito de performance livre ao vivo. O repertório do álbum é uma junção de composições com parceiros de longa data, como Jam da Silva, Wagner Pá e Magali, e inclui uma parceria com Jorge Mautner em O Amor é Fatal. “O Origami tem dobras, tem papel, tem poesia, tem brincadeira. Você cria diversas formas, é divertido e poético! Achei uma boa analogia para o que penso sobre esse disco, que se desdobra em diversos ritmos sem perder a unidade tímbrica”, conta Tatiana. E o disco passa pelo samba (como Mar de Beto Brown com poesia de Fernando Pessoa), por uma explosão de alegria carnavalesca (Chuá, uma marchinha em parceria com Magali) e uma MPB leve (como em Azul, em parceria com Guilherme Guimarães e Wagner Pá). Tudo para falar, com um olhar feminino, sobre o amor, a sensualidade, a boêmia, a política e o humor. Essa multiplicidade é a base de criação do álbum que tem como destaque a parceria com Mautner. “O Mautner é um marco pro disco. Em 2015, eu o conheci e chamei ele para fazer o meu show no festival Verão no Castelinho. Nós lotamos o lugar e desde então, criamos um carinho um pelo outro. Na pandemia, eu falei que estava fazendo um disco e queria fazer uma música com ele e ele me ofereceu um poema”, ela conta. Logo depois, inspirada pelo que ouviu, ela compôs a melodia sem mexer em nenhuma palavra do poema original. A faixa ganhará também um clipe especial dirigido pelo cineasta Roberto Berliner (Nise – O coração da loucura, A pessoa é para o que nasce, Todos os corações do mundo e clipes icônicos dos Paralamas do Sucesso). Completando 30 anos de carreira neste ano, a artista deu seus primeiros passos na carreira nos anos 90, como backing vocal para a banda Acabou La Tequila e sua estreia, com um disco homônimo produzido por Pedro Luís, foi em 1998. Agora, Origami marca uma nova fase. “Este é um disco muito espontâneo. Praticamente nós gravamos tudo ao vivo”, ela antecipa.
Nico Rezende lança álbum autoral após 12 anos; ouça “Primeira Vez”

O músico Nico Rezende lançou, depois de 12 anos, o álbum autoral Primeira vez. É o seu décimo álbum autoral, sendo lançado 40 anos depois do compacto simples de 1984. Primeira vez é o primeiro disco autoral desde Piano e voz (2012), e traz participações especiais de Isabella Taviani, em Primeira vez (parceria com Nelson Motta), que dá título ao álbum, Roberta Campos em Um amor puro (parceria Nico/Roberta), e também Ive, na faixa Esquece e vem, (parceria com Paulinho Lima). “Admirando o sol, que surge com o mesmo vigor e beleza a cada manhã, procuro olhar pra trás e lembrar dessa estrada, cheia de altos e baixos, mas sempre acompanhada de belos acordes e lindas melodias. Chegar aqui não foi fácil, com certeza, mas observando a trajetória do sol, rompendo o horizonte a cada novo dia, como se fosse a “Primeira vez”, me sinto uma criança, com o peito cheio de amor e esperança, compondo e cantando, tocando e tocando…”, diz um emocionado Nico. O álbum foi concebido e teve todas as bases gravadas no estúdio de Rezende, o Studiobeat, e finalizado com baterias, baixos e metais no Estudio 2, de André Vasconcelos e Fabricio Matos.
Banda santista Amphères lança álbum “Todos os Lagos”

A banda Amphères celebra a renovação nos ciclos que se encerram em Todos os Lagos, segundo álbum de estúdio. Assim como no primeiro EP (Amphères, 2016), a banda se permitiu maturar todas as etapas desde as composições, pré e pós-produção, em estúdio próprio. Como um mergulho para dentro, esse processo produziu inflexão, partindo das digitais sonoras que marcam a Amphères. A natureza cíclica das coisas, em que o frescor dos inícios é seguido pelo incômodo próprio do decaimento, encontrando depois a beleza dos ciclos que terminam e permitem emergir o novo, é tema das músicas que compõe o álbum. As faixas, falam desde a experiência, por vezes amarga, de ver tudo perder a cor, ao brilho e energia explosiva do desejo que irrompe em um ponto máximo de tensão. Falam do encontro com uma beleza inatingível, que traz vida e provoca movimento. O fim do mundo que aqueceu e queimou é contado pela última pessoa que restou, como quem conta o fim de uma relação. O próprio ciclo de renovação é o tema que fecha o trabalho. Amphères é um trio formado, em 2016, em Santos, pelos músicos Jota Amaral, Paula Martins e Thiago Santos. O som da banda transita entre diversas vertentes do rock alternativo, com influências que vão dos sons psicodélicos da década de 70 à música alternativa nacional e contemporânea. Em 2016, gravaram o EP Amphères, em 2018, o EP Dança e em 2020 o álbum Porto, realizando apresentações em Santos e São Paulo.
Filho do guitarrista do Sepultura, Yohan Kisser lança primeiro álbum solo

O cantor e multi-instrumentista Yohan Kisser, conhecido por sua trajetória marcante na cena musical brasileira, lançou o primeiro álbum solo, The Rivals Are Fed and Rested. Com 12 faixas inéditas, o álbum promete surpreender com sua diversidade sonora e profundidade lírica, refletindo a versatilidade artística do músico. Este trabalho já conta com dois singles lançados nas plataformas digitais, acompanhados de clipes disponíveis no canal do artista no YouTube. O primeiro, que leva o mesmo nome do disco, The Rivals Are Fed and Rested, apresentou ao público um vislumbre da abordagem experimental de Yohan. O segundo single, Membro Fantasma, é uma homenagem emotiva à sua mãe, Patrícia Perissonoto Kisser, falecida há dois anos em decorrência de um câncer. A canção, carregada de sentimento e introspecção, tem sido recebida com grande carinho pelos fãs. “Eu não poderia estar mais contente com esse trabalho, ele é o primeiro “full-length” da minha carreira. Ele comunica bem as minhas ideias e eu acabo explorando diferentes direções”, completa Yohan. The Rivals Are Fed and Rested é um projeto que explora novas sonoridades, evidenciando a amplitude criativa do músico. As faixas, que mesclam letras em inglês e português, revelam uma sólida mensagem que se comunica com o ouvinte de maneira visceral. Cada canção é uma imersão em diferentes estilos, refletindo a identidade artística multifacetada do artista. “O álbum explora uma ampla variedade de estilos musicais e timbres, mas no final, ele une tudo em uma narrativa coesa. Há faixas mais íntimas, dedicadas à minha mãe, e outras que incorporam diferentes línguas. Ele também inclui músicas com piano e violoncelo, além de composições grandiosas com diversos timbres, teclados, órgãos e sintetizadores. O álbum apresenta desde músicas com bateria até aquelas sem bateria, algumas apenas com piano e voz, e até mesmo faixas que são apenas vocais”, explica. O disco foi produzido e gravado no Lhama Records, em São Paulo e o trio que acompanha o músico é composto por Guto Passos no baixo, que também atuou como produtor, e William Paiva na bateria, que fez um trabalho excepcional. Esse esforço está refletido tanto na gravação do álbum quanto em suas apresentações ao vivo. Além da produção musical, Yohan Kisser também se destacou na concepção visual do álbum. A capa, completamente autoral, apresenta retratos desenhados e pintados pelo próprio cantor, reforçando seu envolvimento em todas as etapas do projeto.
Snow Patrol lança álbum cheio de contrastes; ouça The Forest Is The Path

O Snow Patrol lançou o oitavo álbum de estúdio, The Forest Is The Path, o primeiro em seis anos da banda norte-irlandesa. O sucessor de Wildness foi produzido por Fraser T Smith (Adele/Dave/Stormzy) e pela própria banda. Agora composta pelo trio Gary Lightbody, Nathan Connolly e Johnny McDaid, o Snow Patrol veio apresentando o extraordinário novo trabalho para os fãs com os singles The Beginning, This Is The Sound Of Your Voice e All. The Forest is the Path é um álbum de contrastes. Em alguns momentos, é épico, cheio de alegria, afirmando o dom da vida de maneira grandiosa, mas também reserva espaço para momentos de silêncio absoluto e devastação de partir do coração. Gary Lightbody chama o álbum de “o disco com o som mais grandioso que já fizemos”.
Du Rompa Hammond Trio lança álbum conceitual “O Beijo da Serpente”

O Du Rompa Hammond Trio lançou através do selo Blue Crawfish Records, o segundo álbum de estúdio. Com influências do soul jazz, da música brasileira e do rock progressivo e psicodélico dos anos 70, O Beijo da Serpente trata-se de um disco conceitual e roteirizado que se propõe a agregar forças da diversidade cultural, espiritual e religiosa. De acordo com o músico e compositor Du Rompa, o álbum instrumental narra musicalmente a saga da Serpente Cronos ao encarnar no corpo de Tupã para viver uma experiência terrena e deixar uma imagem física e simbólica do amor na Terra. “Os povos antigos viam os astros do céu como espelhos de nossa interioridade. O arquétipo dos sete planetas que descreve uma trajetória de materialização de impulsos sutis, foi a base para compor o álbum como um todo. Cada um dos sete planetas foi associado a um mito ou lenda, extraídos desde as culturas indígenas e afro-brasileiras, até de civilizações antigas como do Egito e da Grécia”. Após a divulgação dos singles O Sumiço das Vacas e Os Sete Cavalos do Alvorecer, o órgão jazz trio escolheu a faixa Lua de Naiá para trabalhar no lançamento do disco. A música, que fecha O Beijo da Serpente, traz brasilidades rítmicas ao órgão Hammond, elemento central da banda. “Lua de Naiá narra de forma instrumental o momento em que a indígena Naiá, apaixonada pela Lua, salta no lago ao ver o reflexo do astro em suas águas e sacrifica sua vida dando lugar à Vitória Régia, que no enredo da saga do álbum é o símbolo do amor materializado na Terra”, revela Du Rompa. Com sete faixas, O Beijo da Serpente está disponível nas principais plataformas digitais e em vinil transparente. A história narrada pelo trio fica evidente no encarte do LP, através de textos e ilustrações criadas por Du Rompa, que também assina a capa. “Ao ouvir o disco em vinil, é possível adentrar mais profundamente à obra, vivenciando as multilinguagens artísticas que lhe cabe”, afirma o compositor. O órgão jazz trio formado em 2018 conta ainda com os músicos Daniel Zivko na guitarra e Leo Luca na bateria.
Dupla madrilenha Hinds lança quarto álbum de estúdio, Viva Hinds

O duo madrilenho Hinds lançou Viva Hinds, o quarto álbum de estúdio e um manifesto de vida e poder. Quatro anos se passaram desde o lançamento de The Prettiest Curse, que foi marcado pelas vicissitudes de uma pandemia que devastou tudo. Desde então, a dupla formada por Carlotta Cosials e Ana Perrote se encarregou de tentar responder à pergunta-canção que abre o álbum (e que é uma óbvia referência ao icônico álbum de Daniel Johnston): Hi, How Are You? a própria Carlotta responde na música: ”he estado mejor, la verdad”. É uma introdução apropriada para Viva Hinds que soa como muito mais do que um álbum: é um manifesto e uma prova de vida de um dos projetos espanhóis que alcançaram a maior expansão e influência global na música atual. No entanto, nos últimos anos, elas se viram em uma rotina criativa que começou quando terminaram o álbum anterior, cancelaram turnês devido à pandemia, ficaram sem uma equipe de gerenciamento e gravação ao seu lado e terminaram quando a baixista e baterista decidiram deixar a banda. A resposta para tudo foi encontrada no mesmo princípio que levou Carlotta e Ana há uma década, a formar uma banda: a confiança e a sinceridade entre elas e também a magia que surge quando começam a compor juntas. O resultado talvez seja seu álbum mais otimista e honesto, mas também o mais selvagem, sarcástico e cru até hoje. “Não é um álbum racional, é feito com emoções, sem uma ordem específica. Nunca nos sentamos para pensar sobre o que deveríamos escrever; nós nos sentamos para escrever sobre o que estávamos vivendo. Não escolhemos um ‘novo visual’, não queríamos fingir que éramos maduras ou que éramos uma banda mais sofisticada. Para mim, é coeso, mas não é um conto de fadas ou uma narrativa inteligente. É guiado pelo coração”, define Carlotta Cosials. A gravação foi realizada em duas casas na zona rural da França, acompanhada pelo produtor Pete Robertson (Beabadoobee) e Tom Roach, engenheiro indicado ao Grammy; e com um leitmotiv central: músicas lendárias são feitas sem expectativas ou pressões e, portanto, artistas como The Moldy Peaches, Courtney Barnett ou Daniel Johnston estiveram presentes como influências no álbum; e artistas como Beck ou Grian Chatten, do Fontaines D.C., quiseram fazer parte do álbum mais brilhante de Hinds até hoje.
Ale Sater lança o disco Tudo Tão Certo; ouça!

O músico Ale Sater lançou Tudo Tão Certo, seu aguardado disco de estreia pela Balaclava Records. Depois de anos de estrada no vocal e baixo de um dos maiores atuais fenômenos do indie pop, a banda Terno Rei, ele se prepara para o seu primeiro voo solo depois de dois EPs lançados. O disco traz 11 faixas autorais e foi todo composto, produzido e executado a quatro mãos, pelo próprio, juntamente com o parceiro de longa data, o produtor Gustavo Schirmer (Terno Rei, Jovem Dionísio, Lou Garcia), entre dezembro de 2023 e abril deste ano, em Curitiba. Tudo Tão Certo apresenta uma sonoridade de folk melancólico já revelada nos EPs Fantasmas e Japão e evidente nas canções Anjo, Final de Mim, Ouvi Dizer e Desvencilhar, além de trazer algumas faixas mais introspectivas como Cidade, Trégua e Girando em Falso, mas sem deixar de lado uma sonoridade indie pop mais ensolarada como em Quero Estar e Alguma Coisa. O novo trabalho abre espaço para uma sonoridade mais pop e versátil, repleto de nostalgia e referências à música alternativa dos anos 90. Nas referências musicais, Everything But The Girl, Elliot Smith, Jeff Buckley e Radiohead. A observação da passagem do tempo em nossas vidas, a metrópole de São Paulo como pano de fundo, as relações de amizades e amor em tom confessional e nu dão o tom dos temas abordados em suas letras. “Bastante feliz que esse seja o meu primeiro álbum. Eu gosto de cada uma das músicas de uma maneira diferente e especial e estou bem ansioso pra lançar”, comenta Sater. Tudo Tão Certo tem capa fotografada por Fernando Mendes e direção criativa/design de Thais Jacoponi.