Nando Reis lança álbum Uma Estrela Misteriosa Revelará o Segredo

Com mais de quatro décadas de uma carreira sólida, o cantor e compositor paulistano Nando Reis se reinventou mais uma vez e apresenta o ambicioso álbum quádruplo Uma Estrela Misteriosa Revelará o Segredo. A unificação dos discos (que foram lançados em etapas nas plataformas de áudio) ocorre no mesmo dia do início da turnê. Nando escolheu um caminho ousado para divulgar seu novo trabalho, desafiando as tendências do mercado fonográfico. Ele optou por disponibilizar por completo os quatro álbuns em um box especial em vinil, mas lançou gradualmente em formato digital, para que o público absorvesse com calma cada detalhe de sua obra. Agora, os quatro álbuns chegam finalmente às plataformas de streaming de áudio de forma completa e unificada. “Finalmente estou lançando um trabalho com músicas inéditas. É um projeto robusto, com 30 músicas. Esses discos têm uma coisa muito interessante, porque as músicas são de diferentes épocas, de 1988 a 2024, mas, ao mesmo tempo, ele não é uma compilação. Todas as canções foram trazidas para o meu momento atual, não só em relação à sonoridade, mas também à minha pessoa, cabeça”, explica Nando. Sobre o quarto disco, Revelará o Segredo, que chega como um bônus para os ouvintes, ele acrescenta. “O segredo foi revelado. Era secreto pois não era esperado, vem oculto pra quem gostar do conjunto das composições e das prateleiras. Um disco bônus que foi gravado e concebido depois do disco triplo. Ele foi inesperado, tem três regravações e coordena canções recentes com canções antigas achadas em uma demo. Tem uma sonoridade única e muito adequada para as próprias canções”. O terceiro álbum, Misteriosa, começa com O Muro. Nela, o cantor explora uma sonoridade dançante e envolvente, onde o eco torna-se um elemento central, como se sua voz surgisse através de um muro. A melodia cuidadosamente composta pelo baterista e produtor dos álbuns, Barrett Martin, conta com a colaboração de Matt Cameron, baterista do Pearl Jam. Em Ginger e Red, Nando mergulha em um universo roqueiro para narrar a história de um casal cujas diferenças se destacam apesar da semelhança de seus cabelos ruivos. A paixão que os une supera os desencontros, permitindo que a intimidade prevaleça. Esta faixa recebe a participação de Lenny Kaye, renomado guitarrista de Patti Smith. Na Lagoa nasce a partir de uma fotografia que reacendeu memórias antigas. Nando dedicou dois dias para escrever esta canção, em uma reflexão sobre a profundidade emocional da imagem. Em contraste, Enfim surgiu de forma quase espontânea: o artista levou apenas uma hora para criar a letra e a melodia a partir de uma demo de Barrett e do guitarrista Peter Buck, co-fundador da banda R.E.M, que gravou as canções e participa dos shows da turnê. “É uma música de geração espontânea, feita em uma tarde. É como se eu tivesse adentrado em um campo magnético que me permitiu fazer a letra e a melodia da canção”, explica. Ouça Uma Estrela Misteriosa Revelará o Segredo Junto de um arranjo de instrumentos e das vozes de Pedro Lipa e Sebastião Reis, Diz pra Mim apresenta um texto familiar aos fãs de Nando. Um poema que já ressoou em outras ocasiões, como na turnê com Anavitória, em 2018. A música ganha uma nova versão, mantendo sua essência emocional. Macapá, uma das quatro regravações do álbum, foi feita durante um voo de Nando para a cidade em questão. Tudo Está Aqui Dentro, criada a partir de uma demo feita por Peter, fala sobre um vínculo de amizade e da saudade de uma pessoa que não está mais presente. Já Tome O Seu Lugar, que finaliza o terceiro disco, conta com contribuições de Krist Novoselic, lendário baixista do Nirvana, tocando acordeon. A canção explora o paradoxo de amar alguém com características que inicialmente não atraem, ou não deveriam atrair. Nando deixa o significado final para a interpretação dos ouvintes, convidando-os a descobrir esse lugar especial por conta própria. Nando inicia o álbum Revelará o Segredo com a música Corpo e Colo, uma das quatro regravações do projeto. Escrita durante um voo, a música foi primeiramente usada no disco Novela (2024), da cantora e compositora paulistana Céu. A segunda canção, Rhipsalis, aborda uma história pessoal, que surgiu após a trágica perda de uma cantora com quem Nando tinha um encontro marcado. Inicialmente com outro nome, a música foi adaptada para explorar a perda e o desencontro, apenas do ponto de vista do autor. Aparição destaca-se pela melodia feita por Pedro Baby, que inspirou Nando Reis a compor uma letra mais rápida e fluida. A composição é marcada por acordes inovadores que fogem da sintaxe usual do cantor. Já a música bônus, Depois de Amanhã, feita em 1996 e recuperada de uma demo original, foi finalmente gravada após ser revisitada durante a pandemia. Ela, que se manteve sempre na memória de Nando, mesmo nunca tendo sido gravada, apresenta uma letra evocativa e conta com a participação especial de Fernando Magalhães, o que é muito significativo, já que Fernando é quem está tocando com ele na demo em questão. Firmamento combina duas partes distintas e uma letra incompleta. “Finalizada em Maceió, essa música explora a ideia do firmamento como um símbolo de desejo, de quando uma pessoa te promete o céu”, explica. Para Voar, a quarta regravação do disco, foi concebida originalmente com uma melodia destinada a uma voz feminina. A faixa representa bem o caráter curioso do disco bônus, sendo uma escolha adequada para refletir o espírito leve e exploratório do álbum. Produzido por Barrett Martin, com co-produção de Felipe Cambraia, produção executiva de Diogo Damascena e mixado por Jack Endino, os álbuns contam com Nando na voz e violão, junto de Barrett (bateria), Cambraia (baixo), Walter Villaça (guitarra), Peter Buck (guitarra) e Alex Veley (teclados), além de participações de outros músicos ao longo das faixas, como Mike McCready (guitarra) e Matt Cameron (bateria), ambos integrantes do Pearl Jam; Duff McKagan (baixo), do Guns N’ Roses; Sebastião Reis (violão de 12 cordas), da banda Colomy; e Krist Novoselic (baixo), ex-integrante
Hurricanes mantém energia rock no álbum “Back To The Basement”

A banda de rock e blues Hurricanes lançou seu segundo disco de estúdio, Back To The Basement. O grupo se mostra mais maduro neste novo trabalho, entregando a mesma energia contagiante pela qual é conhecido, mas também explorando novas sonoridades e dinâmicas nas composições. O novo álbum, já disponível em todas as plataformas, chega um ano após o disco de estreia do grupo, que teve ótima recepção pelo público e crítica pela sua estética vintage e cheia de energia. Back to the Basement contém oito faixas que foram criadas de forma espontânea e livre, explorando novas texturas e sonoridades, e novamente produzido pelo guitarrista da banda, Leo Mayer. Como o próprio título indica, Back to the Basement literalmente nasceu em um porão, na casa do baixista Henrique Cezarino, em ensaios despretensiosos poucos meses após o lançamento do primeiro disco. “Começamos a escrever um segundo disco sem ideia de data de lançamento, nem nada, e pra nossa surpresa as coisas começam a andar de forma muito rápida. A gente começou a rascunhar o disco em dezembro do ano passado, e em fevereiro, março, a gente já estava no estúdio gravando”, conta Leo. A experiência de ter gravado o disco de estreia, aliada com esse processo criativo espontâneo, trouxe uma nova maturidade ao grupo: além de terem feito suas melhores composições até hoje, a banda conseguiu explorar novos elementos e texturas no estúdio. As músicas novas incluem instrumentos novos, como violões em Big Eyes, pianos elétricos em Down The Street, camadas de percussão em Over The Moon. O resultado é um álbum muito mais dinâmico, em contraste aos arranjos mais crus do primeiro álbum. Mas isso não quer dizer que a Hurricanes perdeu sua essência: o foco ainda é no aspecto “ao vivo” da banda, que é conhecida pelos seus shows cheios de dinâmica e energia contagiante (elogiado até mesmo pela clássica banda The Black Crowes, quando o Hurricanes abriu o show dos americanos no Espaço Unimed no ano passado). Durante as gravações do novo disco, a banda testou as composições ao vivo, observando a reação do público e amadurecendo nesse processo as ideias que entrariam ou não no álbum, de modo natural e espontâneo. A banda foi fundada por Leo e o vocalista Rodrigo Cezimbra em 2016, no sul do Brasil. Em 2018, mudaram-se para São Paulo, onde conheceram o baterista Guilherme Moraes e o baixista Henrique Cezarino. No disco novo, algumas composições foram resgatadas desse momento da banda: “Big Eyes é uma música que é lá de Santa Maria, ainda quando a gente morava no Rio Grande do Sul, e Down The Street é uma das primeiras composições minha e do Rodrigo aqui em São Paulo já.”
Com amor, poesia e boêmia, Tatiana Dauster lança álbum “Origami”

A multiartista carioca Tatiana Dauster se desdobra em muitas em seu novo álbum de estúdio, Origami. Produzido por Emiliano Sette, o álbum reunirá poemas recriados em música, gravados com um espírito de performance livre ao vivo. O repertório do álbum é uma junção de composições com parceiros de longa data, como Jam da Silva, Wagner Pá e Magali, e inclui uma parceria com Jorge Mautner em O Amor é Fatal. “O Origami tem dobras, tem papel, tem poesia, tem brincadeira. Você cria diversas formas, é divertido e poético! Achei uma boa analogia para o que penso sobre esse disco, que se desdobra em diversos ritmos sem perder a unidade tímbrica”, conta Tatiana. E o disco passa pelo samba (como Mar de Beto Brown com poesia de Fernando Pessoa), por uma explosão de alegria carnavalesca (Chuá, uma marchinha em parceria com Magali) e uma MPB leve (como em Azul, em parceria com Guilherme Guimarães e Wagner Pá). Tudo para falar, com um olhar feminino, sobre o amor, a sensualidade, a boêmia, a política e o humor. Essa multiplicidade é a base de criação do álbum que tem como destaque a parceria com Mautner. “O Mautner é um marco pro disco. Em 2015, eu o conheci e chamei ele para fazer o meu show no festival Verão no Castelinho. Nós lotamos o lugar e desde então, criamos um carinho um pelo outro. Na pandemia, eu falei que estava fazendo um disco e queria fazer uma música com ele e ele me ofereceu um poema”, ela conta. Logo depois, inspirada pelo que ouviu, ela compôs a melodia sem mexer em nenhuma palavra do poema original. A faixa ganhará também um clipe especial dirigido pelo cineasta Roberto Berliner (Nise – O coração da loucura, A pessoa é para o que nasce, Todos os corações do mundo e clipes icônicos dos Paralamas do Sucesso). Completando 30 anos de carreira neste ano, a artista deu seus primeiros passos na carreira nos anos 90, como backing vocal para a banda Acabou La Tequila e sua estreia, com um disco homônimo produzido por Pedro Luís, foi em 1998. Agora, Origami marca uma nova fase. “Este é um disco muito espontâneo. Praticamente nós gravamos tudo ao vivo”, ela antecipa.
Nico Rezende lança álbum autoral após 12 anos; ouça “Primeira Vez”

O músico Nico Rezende lançou, depois de 12 anos, o álbum autoral Primeira vez. É o seu décimo álbum autoral, sendo lançado 40 anos depois do compacto simples de 1984. Primeira vez é o primeiro disco autoral desde Piano e voz (2012), e traz participações especiais de Isabella Taviani, em Primeira vez (parceria com Nelson Motta), que dá título ao álbum, Roberta Campos em Um amor puro (parceria Nico/Roberta), e também Ive, na faixa Esquece e vem, (parceria com Paulinho Lima). “Admirando o sol, que surge com o mesmo vigor e beleza a cada manhã, procuro olhar pra trás e lembrar dessa estrada, cheia de altos e baixos, mas sempre acompanhada de belos acordes e lindas melodias. Chegar aqui não foi fácil, com certeza, mas observando a trajetória do sol, rompendo o horizonte a cada novo dia, como se fosse a “Primeira vez”, me sinto uma criança, com o peito cheio de amor e esperança, compondo e cantando, tocando e tocando…”, diz um emocionado Nico. O álbum foi concebido e teve todas as bases gravadas no estúdio de Rezende, o Studiobeat, e finalizado com baterias, baixos e metais no Estudio 2, de André Vasconcelos e Fabricio Matos.
Banda santista Amphères lança álbum “Todos os Lagos”

A banda Amphères celebra a renovação nos ciclos que se encerram em Todos os Lagos, segundo álbum de estúdio. Assim como no primeiro EP (Amphères, 2016), a banda se permitiu maturar todas as etapas desde as composições, pré e pós-produção, em estúdio próprio. Como um mergulho para dentro, esse processo produziu inflexão, partindo das digitais sonoras que marcam a Amphères. A natureza cíclica das coisas, em que o frescor dos inícios é seguido pelo incômodo próprio do decaimento, encontrando depois a beleza dos ciclos que terminam e permitem emergir o novo, é tema das músicas que compõe o álbum. As faixas, falam desde a experiência, por vezes amarga, de ver tudo perder a cor, ao brilho e energia explosiva do desejo que irrompe em um ponto máximo de tensão. Falam do encontro com uma beleza inatingível, que traz vida e provoca movimento. O fim do mundo que aqueceu e queimou é contado pela última pessoa que restou, como quem conta o fim de uma relação. O próprio ciclo de renovação é o tema que fecha o trabalho. Amphères é um trio formado, em 2016, em Santos, pelos músicos Jota Amaral, Paula Martins e Thiago Santos. O som da banda transita entre diversas vertentes do rock alternativo, com influências que vão dos sons psicodélicos da década de 70 à música alternativa nacional e contemporânea. Em 2016, gravaram o EP Amphères, em 2018, o EP Dança e em 2020 o álbum Porto, realizando apresentações em Santos e São Paulo.
Filho do guitarrista do Sepultura, Yohan Kisser lança primeiro álbum solo

O cantor e multi-instrumentista Yohan Kisser, conhecido por sua trajetória marcante na cena musical brasileira, lançou o primeiro álbum solo, The Rivals Are Fed and Rested. Com 12 faixas inéditas, o álbum promete surpreender com sua diversidade sonora e profundidade lírica, refletindo a versatilidade artística do músico. Este trabalho já conta com dois singles lançados nas plataformas digitais, acompanhados de clipes disponíveis no canal do artista no YouTube. O primeiro, que leva o mesmo nome do disco, The Rivals Are Fed and Rested, apresentou ao público um vislumbre da abordagem experimental de Yohan. O segundo single, Membro Fantasma, é uma homenagem emotiva à sua mãe, Patrícia Perissonoto Kisser, falecida há dois anos em decorrência de um câncer. A canção, carregada de sentimento e introspecção, tem sido recebida com grande carinho pelos fãs. “Eu não poderia estar mais contente com esse trabalho, ele é o primeiro “full-length” da minha carreira. Ele comunica bem as minhas ideias e eu acabo explorando diferentes direções”, completa Yohan. The Rivals Are Fed and Rested é um projeto que explora novas sonoridades, evidenciando a amplitude criativa do músico. As faixas, que mesclam letras em inglês e português, revelam uma sólida mensagem que se comunica com o ouvinte de maneira visceral. Cada canção é uma imersão em diferentes estilos, refletindo a identidade artística multifacetada do artista. “O álbum explora uma ampla variedade de estilos musicais e timbres, mas no final, ele une tudo em uma narrativa coesa. Há faixas mais íntimas, dedicadas à minha mãe, e outras que incorporam diferentes línguas. Ele também inclui músicas com piano e violoncelo, além de composições grandiosas com diversos timbres, teclados, órgãos e sintetizadores. O álbum apresenta desde músicas com bateria até aquelas sem bateria, algumas apenas com piano e voz, e até mesmo faixas que são apenas vocais”, explica. O disco foi produzido e gravado no Lhama Records, em São Paulo e o trio que acompanha o músico é composto por Guto Passos no baixo, que também atuou como produtor, e William Paiva na bateria, que fez um trabalho excepcional. Esse esforço está refletido tanto na gravação do álbum quanto em suas apresentações ao vivo. Além da produção musical, Yohan Kisser também se destacou na concepção visual do álbum. A capa, completamente autoral, apresenta retratos desenhados e pintados pelo próprio cantor, reforçando seu envolvimento em todas as etapas do projeto.
Snow Patrol lança álbum cheio de contrastes; ouça The Forest Is The Path

O Snow Patrol lançou o oitavo álbum de estúdio, The Forest Is The Path, o primeiro em seis anos da banda norte-irlandesa. O sucessor de Wildness foi produzido por Fraser T Smith (Adele/Dave/Stormzy) e pela própria banda. Agora composta pelo trio Gary Lightbody, Nathan Connolly e Johnny McDaid, o Snow Patrol veio apresentando o extraordinário novo trabalho para os fãs com os singles The Beginning, This Is The Sound Of Your Voice e All. The Forest is the Path é um álbum de contrastes. Em alguns momentos, é épico, cheio de alegria, afirmando o dom da vida de maneira grandiosa, mas também reserva espaço para momentos de silêncio absoluto e devastação de partir do coração. Gary Lightbody chama o álbum de “o disco com o som mais grandioso que já fizemos”.
Du Rompa Hammond Trio lança álbum conceitual “O Beijo da Serpente”

O Du Rompa Hammond Trio lançou através do selo Blue Crawfish Records, o segundo álbum de estúdio. Com influências do soul jazz, da música brasileira e do rock progressivo e psicodélico dos anos 70, O Beijo da Serpente trata-se de um disco conceitual e roteirizado que se propõe a agregar forças da diversidade cultural, espiritual e religiosa. De acordo com o músico e compositor Du Rompa, o álbum instrumental narra musicalmente a saga da Serpente Cronos ao encarnar no corpo de Tupã para viver uma experiência terrena e deixar uma imagem física e simbólica do amor na Terra. “Os povos antigos viam os astros do céu como espelhos de nossa interioridade. O arquétipo dos sete planetas que descreve uma trajetória de materialização de impulsos sutis, foi a base para compor o álbum como um todo. Cada um dos sete planetas foi associado a um mito ou lenda, extraídos desde as culturas indígenas e afro-brasileiras, até de civilizações antigas como do Egito e da Grécia”. Após a divulgação dos singles O Sumiço das Vacas e Os Sete Cavalos do Alvorecer, o órgão jazz trio escolheu a faixa Lua de Naiá para trabalhar no lançamento do disco. A música, que fecha O Beijo da Serpente, traz brasilidades rítmicas ao órgão Hammond, elemento central da banda. “Lua de Naiá narra de forma instrumental o momento em que a indígena Naiá, apaixonada pela Lua, salta no lago ao ver o reflexo do astro em suas águas e sacrifica sua vida dando lugar à Vitória Régia, que no enredo da saga do álbum é o símbolo do amor materializado na Terra”, revela Du Rompa. Com sete faixas, O Beijo da Serpente está disponível nas principais plataformas digitais e em vinil transparente. A história narrada pelo trio fica evidente no encarte do LP, através de textos e ilustrações criadas por Du Rompa, que também assina a capa. “Ao ouvir o disco em vinil, é possível adentrar mais profundamente à obra, vivenciando as multilinguagens artísticas que lhe cabe”, afirma o compositor. O órgão jazz trio formado em 2018 conta ainda com os músicos Daniel Zivko na guitarra e Leo Luca na bateria.
Dupla madrilenha Hinds lança quarto álbum de estúdio, Viva Hinds

O duo madrilenho Hinds lançou Viva Hinds, o quarto álbum de estúdio e um manifesto de vida e poder. Quatro anos se passaram desde o lançamento de The Prettiest Curse, que foi marcado pelas vicissitudes de uma pandemia que devastou tudo. Desde então, a dupla formada por Carlotta Cosials e Ana Perrote se encarregou de tentar responder à pergunta-canção que abre o álbum (e que é uma óbvia referência ao icônico álbum de Daniel Johnston): Hi, How Are You? a própria Carlotta responde na música: ”he estado mejor, la verdad”. É uma introdução apropriada para Viva Hinds que soa como muito mais do que um álbum: é um manifesto e uma prova de vida de um dos projetos espanhóis que alcançaram a maior expansão e influência global na música atual. No entanto, nos últimos anos, elas se viram em uma rotina criativa que começou quando terminaram o álbum anterior, cancelaram turnês devido à pandemia, ficaram sem uma equipe de gerenciamento e gravação ao seu lado e terminaram quando a baixista e baterista decidiram deixar a banda. A resposta para tudo foi encontrada no mesmo princípio que levou Carlotta e Ana há uma década, a formar uma banda: a confiança e a sinceridade entre elas e também a magia que surge quando começam a compor juntas. O resultado talvez seja seu álbum mais otimista e honesto, mas também o mais selvagem, sarcástico e cru até hoje. “Não é um álbum racional, é feito com emoções, sem uma ordem específica. Nunca nos sentamos para pensar sobre o que deveríamos escrever; nós nos sentamos para escrever sobre o que estávamos vivendo. Não escolhemos um ‘novo visual’, não queríamos fingir que éramos maduras ou que éramos uma banda mais sofisticada. Para mim, é coeso, mas não é um conto de fadas ou uma narrativa inteligente. É guiado pelo coração”, define Carlotta Cosials. A gravação foi realizada em duas casas na zona rural da França, acompanhada pelo produtor Pete Robertson (Beabadoobee) e Tom Roach, engenheiro indicado ao Grammy; e com um leitmotiv central: músicas lendárias são feitas sem expectativas ou pressões e, portanto, artistas como The Moldy Peaches, Courtney Barnett ou Daniel Johnston estiveram presentes como influências no álbum; e artistas como Beck ou Grian Chatten, do Fontaines D.C., quiseram fazer parte do álbum mais brilhante de Hinds até hoje.