Snow Patrol lança álbum cheio de contrastes; ouça The Forest Is The Path

O Snow Patrol lançou o oitavo álbum de estúdio, The Forest Is The Path, o primeiro em seis anos da banda norte-irlandesa. O sucessor de Wildness foi produzido por Fraser T Smith (Adele/Dave/Stormzy) e pela própria banda. Agora composta pelo trio Gary Lightbody, Nathan Connolly e Johnny McDaid, o Snow Patrol veio apresentando o extraordinário novo trabalho para os fãs com os singles The Beginning, This Is The Sound Of Your Voice e All. The Forest is the Path é um álbum de contrastes. Em alguns momentos, é épico, cheio de alegria, afirmando o dom da vida de maneira grandiosa, mas também reserva espaço para momentos de silêncio absoluto e devastação de partir do coração. Gary Lightbody chama o álbum de “o disco com o som mais grandioso que já fizemos”.
Du Rompa Hammond Trio lança álbum conceitual “O Beijo da Serpente”

O Du Rompa Hammond Trio lançou através do selo Blue Crawfish Records, o segundo álbum de estúdio. Com influências do soul jazz, da música brasileira e do rock progressivo e psicodélico dos anos 70, O Beijo da Serpente trata-se de um disco conceitual e roteirizado que se propõe a agregar forças da diversidade cultural, espiritual e religiosa. De acordo com o músico e compositor Du Rompa, o álbum instrumental narra musicalmente a saga da Serpente Cronos ao encarnar no corpo de Tupã para viver uma experiência terrena e deixar uma imagem física e simbólica do amor na Terra. “Os povos antigos viam os astros do céu como espelhos de nossa interioridade. O arquétipo dos sete planetas que descreve uma trajetória de materialização de impulsos sutis, foi a base para compor o álbum como um todo. Cada um dos sete planetas foi associado a um mito ou lenda, extraídos desde as culturas indígenas e afro-brasileiras, até de civilizações antigas como do Egito e da Grécia”. Após a divulgação dos singles O Sumiço das Vacas e Os Sete Cavalos do Alvorecer, o órgão jazz trio escolheu a faixa Lua de Naiá para trabalhar no lançamento do disco. A música, que fecha O Beijo da Serpente, traz brasilidades rítmicas ao órgão Hammond, elemento central da banda. “Lua de Naiá narra de forma instrumental o momento em que a indígena Naiá, apaixonada pela Lua, salta no lago ao ver o reflexo do astro em suas águas e sacrifica sua vida dando lugar à Vitória Régia, que no enredo da saga do álbum é o símbolo do amor materializado na Terra”, revela Du Rompa. Com sete faixas, O Beijo da Serpente está disponível nas principais plataformas digitais e em vinil transparente. A história narrada pelo trio fica evidente no encarte do LP, através de textos e ilustrações criadas por Du Rompa, que também assina a capa. “Ao ouvir o disco em vinil, é possível adentrar mais profundamente à obra, vivenciando as multilinguagens artísticas que lhe cabe”, afirma o compositor. O órgão jazz trio formado em 2018 conta ainda com os músicos Daniel Zivko na guitarra e Leo Luca na bateria.
Dupla madrilenha Hinds lança quarto álbum de estúdio, Viva Hinds

O duo madrilenho Hinds lançou Viva Hinds, o quarto álbum de estúdio e um manifesto de vida e poder. Quatro anos se passaram desde o lançamento de The Prettiest Curse, que foi marcado pelas vicissitudes de uma pandemia que devastou tudo. Desde então, a dupla formada por Carlotta Cosials e Ana Perrote se encarregou de tentar responder à pergunta-canção que abre o álbum (e que é uma óbvia referência ao icônico álbum de Daniel Johnston): Hi, How Are You? a própria Carlotta responde na música: ”he estado mejor, la verdad”. É uma introdução apropriada para Viva Hinds que soa como muito mais do que um álbum: é um manifesto e uma prova de vida de um dos projetos espanhóis que alcançaram a maior expansão e influência global na música atual. No entanto, nos últimos anos, elas se viram em uma rotina criativa que começou quando terminaram o álbum anterior, cancelaram turnês devido à pandemia, ficaram sem uma equipe de gerenciamento e gravação ao seu lado e terminaram quando a baixista e baterista decidiram deixar a banda. A resposta para tudo foi encontrada no mesmo princípio que levou Carlotta e Ana há uma década, a formar uma banda: a confiança e a sinceridade entre elas e também a magia que surge quando começam a compor juntas. O resultado talvez seja seu álbum mais otimista e honesto, mas também o mais selvagem, sarcástico e cru até hoje. “Não é um álbum racional, é feito com emoções, sem uma ordem específica. Nunca nos sentamos para pensar sobre o que deveríamos escrever; nós nos sentamos para escrever sobre o que estávamos vivendo. Não escolhemos um ‘novo visual’, não queríamos fingir que éramos maduras ou que éramos uma banda mais sofisticada. Para mim, é coeso, mas não é um conto de fadas ou uma narrativa inteligente. É guiado pelo coração”, define Carlotta Cosials. A gravação foi realizada em duas casas na zona rural da França, acompanhada pelo produtor Pete Robertson (Beabadoobee) e Tom Roach, engenheiro indicado ao Grammy; e com um leitmotiv central: músicas lendárias são feitas sem expectativas ou pressões e, portanto, artistas como The Moldy Peaches, Courtney Barnett ou Daniel Johnston estiveram presentes como influências no álbum; e artistas como Beck ou Grian Chatten, do Fontaines D.C., quiseram fazer parte do álbum mais brilhante de Hinds até hoje.
Ale Sater lança o disco Tudo Tão Certo; ouça!

O músico Ale Sater lançou Tudo Tão Certo, seu aguardado disco de estreia pela Balaclava Records. Depois de anos de estrada no vocal e baixo de um dos maiores atuais fenômenos do indie pop, a banda Terno Rei, ele se prepara para o seu primeiro voo solo depois de dois EPs lançados. O disco traz 11 faixas autorais e foi todo composto, produzido e executado a quatro mãos, pelo próprio, juntamente com o parceiro de longa data, o produtor Gustavo Schirmer (Terno Rei, Jovem Dionísio, Lou Garcia), entre dezembro de 2023 e abril deste ano, em Curitiba. Tudo Tão Certo apresenta uma sonoridade de folk melancólico já revelada nos EPs Fantasmas e Japão e evidente nas canções Anjo, Final de Mim, Ouvi Dizer e Desvencilhar, além de trazer algumas faixas mais introspectivas como Cidade, Trégua e Girando em Falso, mas sem deixar de lado uma sonoridade indie pop mais ensolarada como em Quero Estar e Alguma Coisa. O novo trabalho abre espaço para uma sonoridade mais pop e versátil, repleto de nostalgia e referências à música alternativa dos anos 90. Nas referências musicais, Everything But The Girl, Elliot Smith, Jeff Buckley e Radiohead. A observação da passagem do tempo em nossas vidas, a metrópole de São Paulo como pano de fundo, as relações de amizades e amor em tom confessional e nu dão o tom dos temas abordados em suas letras. “Bastante feliz que esse seja o meu primeiro álbum. Eu gosto de cada uma das músicas de uma maneira diferente e especial e estou bem ansioso pra lançar”, comenta Sater. Tudo Tão Certo tem capa fotografada por Fernando Mendes e direção criativa/design de Thais Jacoponi.
Tássia Reis coroa sua trajetória com a chegada do álbum Topo da Minha Cabeça

Como uma linha de chegada que celebra as dores e delícias de um longo percurso, o novo projeto de Tássia Reis registra um ensaio de movimentos introspectivos e reconexão com sua ancestralidade, para então reafirmar: “Topo da Minha Cabeça é o ponto mais alto e mais importante a se chegar, é o ponto que almejo, é o topo que quero e vou conquistar”. O quinto álbum em sua discografia marca também o seu retorno para si mesma sendo versado ao longo de dez faixas. Com produções de Barba Negra, Evehive, Felipe Pizzu, Fejuca e Kiko Dinucci, e participações especiais de Criolo e Theodoro Nagô, Topo da Minha Cabeça sintetiza as misturas que foram sendo costuradas pela artista paulista ao longo do processo, unindo o soul, samba, rap, drill, funk, R&B, jazz e muito mais por um olhar afrofuturista. “Após quase morrer, renasci compreendendo melhor algumas coisas, e entendi que esse é o ponto mais alto e mais importante que quero estar, o topo da minha própria cabeça. Com essa consciência e domínio, e com minha atenção focada na saúde mental, espiritual e física, eu posso sonhar, planejar e viver melhor, superando qualquer obstáculo e sendo fiel a mim mesma”, afirma Tássia. Tal percepção se tornou fio condutor da canção título que propõe um exercício de presença, e não só abre o disco mas também ecoa o mantra que o embala. O single Topo da Minha Cabeça é um desdobramento de referências atemporais como o mestre Sun Ra, Erykah Badu e Solange – e sucede o poético samba de Asfalto Selvagem, lançado no último mês. Maturando desde 2020, o disco começou a surgir quando Tássia compôs Ofício de Cantante, sua declaração pessoal ao samba. A faixa foi o pontapé inicial para a jornada que então viria. O projeto cantando Alcione no programa Versões (Multishow/Canal Bis, 2021) e também nos palcos com a turnê que começou em 2022, enfatizaram sua reconexão com a ancestralidade, que mais tarde se tornou protagonista e então o disco foi tomando forma. “Eu levo comigo a filosofia de ser um canal atento para conseguir trazer a música para o mundo, e para isso é mais do que necessário se desapegar do que não quer ser e deixar vir apenas o que se é”, afirma a cantora sobre um dos processos mais intuitivos e cruciais para a criação do álbum. O samba foi o primeiro traço de Topo da Minha Cabeça, que mescla referências como os grupos Black Rio e Originais do Samba, além das jóias da música brasileira: Gilberto Gil, Elza Soares, Elis Regina e Alcione. Dividindo as composições e produções com Barba Negra (na faixa-título), Evehive (em Rude), Fejuca (em Ofício de Cantante), Kiko Dinucci (em Previsível) e Felipe Pizzu (em Asfalto Selvagem, Brecha, Nós Vestimos Branco, Só Maior, Tão Crazy e Só um Tempo), o álbum se forma de modo plural, com um traço de cada colaborador. Nesta lista de parcerias, duas marcam ainda os feats que o projeto apresenta, com os músicos Theodoro Nagô (em Tão Crazy) e Criolo (em Só um Tempo). Com direção criativa de Leandro Assis, todas as histórias, reflexões e ensaios de Tássia ganham forma. O cabelo como símbolo central dialoga com o título do disco como meio de referenciar as muitas origens, etnias, religião e status social que contam a história da mulher negra. “Todo o conjunto da obra visual potencializa uma conversa que proponho nas faixas, representando uma variedade de emoções. Os elementos do cabelo, as cores e até a tipografia, criada com base em influências dos anos 70, conectam o passado e o presente da música brasileira”, completa Leandro.
Matuê narra uma odisseia no rap com o álbum “333”

Um presente dedicado aos jovens. É como Matuê define 333, seu mais novo álbum, lançado de surpresa às 15h33 desta segunda-feira (9). Gravado com métodos analógicos, o disco é o resultado do amadurecimento pessoal do artista. Além disso, foi concebido como uma narrativa cinemática, inspirada pela jornada do herói e por vivências do rapper no mercado fonográfico. “333 nasce depois de um longo período de bloqueio criativo”, divide o músico, que vem instigando fãs sobre seu segundo registro de estúdio há cerca de dois anos. Ou seja, o projeto é extremamente aguardado por seu público. “Após o sucesso de Máquina do Tempo, tive que me reconectar com o que importava de fato. Foi um processo de amadurecimento pessoal e os estágios disso são narrados nessas faixas”. Para contar essa história de autoconhecimento, Matuê assume o papel de narrador e personagem principal. Nesse processo de crescimento, nosso herói busca a dominação dos planos físico, mental e espiritual de suas vivências. O segundo registro de estúdio de Matuê chega exatamente quatro anos após o lançamento de Máquina do Tempo, disco de estreia que o consagrou como uma das principais vozes do rap nacional e revolucionou o gênero. Ouça 333, novo álbum de Matuê
Entrevista | Blue Mar – “Esse período me ajudou a crescer como artista”
Banda bielorrussa Molchat Doma lança o álbum Belaya Polosa
Voorish lança autointitulado álbum de estreia; ouça!

A Voorish, banda catarinense de black metal que vem se destacando desde a sua formação como um dos grandes nomes do gênero no país, lançou o aguardado autointitulado álbum de estreia, com uma sonoridade enraizada no black metal clássico e temáticas que abordam a misantropia, o satanismo, o desprezo pela raça humana, a morte e uma recusa categórica ao positivismo. A base fiel de seguidores que a banda vinha angariando a partir de suas grandiosas apresentações ao vivo agora tem acesso a um dos discos mais inquietantes, perturbadores e pesados lançados por uma banda brasileira de black metal nos últimos anos. Em suas próprias palavras, o vocalista Devil From Chaos define a essência do trabalho: “A experiência de entrega deste álbum é uma mensagem direta a toda e qualquer tentativa de positividade e superação, não há bons sentimentos aqui, apenas uma atmosfera de morte, satanismo e destruição”. Fundada em meio ao cenário pandêmico de 2021, e influenciada pelo cenário apocalíptico contemporâneo, a Voorish é uma banda de black metal que conta em sua formação com o vocalista Devil From Chaos, o guitarrista Servus Inferni, o baixista Scepticismi Defensoris e o baterista Umbra Entitatis. As gravações do álbum tiveram captações de guitarra, voz e bateria no Estúdio Núcleo, com mixagem e masterização da própria Voorish. A arte da capa e as fotografias promocionais são de Nefhar Borck. O baixista Scepticismi Defensoris ainda salienta um aspecto bastante importante a respeito da abordagem e posicionamento da Voorish. “Tratar sobre assuntos extremos, como no caso do black metal, é sempre bastante perigoso, pois esses temas por vezes estão associados a extremistas fascistas, nazistas, sionistas ou qualquer variação de ideais de extrema direita. Em nossas publicações, sempre temos o cuidado de evidenciar a expressão “FCK NZS”, buscando deixar claro o posicionamento de todos os integrantes da banda. Independente de nossas músicas não abordarem temáticas antifascistas ou progressistas – pois nossa proposta artística tende ao satanismo, o ocultismo e a misantropia – o posicionamento de todos os integrantes das banda em uníssono é repudiar tais políticas de conservadoras, reacionárias e fascistas”.