Ride divulga sétimo álbum de estúdio; ouça Interplay

A banda Ride lançou o sétimo álbum de estúdio, Interplay, que já está disponível via Wichita Recordings / PIAS. O LP de 12 faixas é o terceiro álbum do Ride desde que se reformulou em 2014, tendo estado juntos por mais tempo em sua segunda fase atual do que em sua formação original como pioneiros do shoegaze dos anos 1990. Interplay seguirá Weather Diaries, de 2017, e This Is Not A Safe Place, de 2019, que reacenderam a faísca do Ride, agradando aos antigos fãs e apresentando uma das bandas de guitarra mais inovadoras de sua geração a um público totalmente novo. Produzido pela banda com Richie Kennedy e mixado por Claudius Mittendorfer, o álbum liga todos os pontos da carreira deles, pegando os acessos frenéticos de guitarra, os grooves hipnóticos e os ganchos melódicos sonhadores dos primeiros trabalhos e colocando-os em um modelo sonoro mais expansivo, inspirado em joias do pop dos anos 80, como Tears For Fears, Talk Talk e o início do U2. Quanto ao tema, ele combina as características líricas clássicas do Ride, como o escapismo, os sonhos e a insatisfação da vida moderna, com um senso de resiliência e perseverança que vem da implosão, da reforma e da descoberta de um caminho para o seu segundo pico, como Andy explica. “Esse álbum levou muito tempo para ser feito e a banda passou por muitos altos e baixos; talvez o maior de todos os álbuns do Ride. Mas o processo nos deixou em um bom lugar como banda, nos sentindo capazes de nos livrar do passado e prontos para celebrar os talentos musicais combinados que nos uniram inicialmente.” Formado pelos guitarristas/vocalistas Andy Bell e Mark Gardener, ao lado do baterista Laurence “Loz” Colbert e do baixista Steve Queralt, o Ride foi formado em Oxford em 1988; quatro amigos com raízes na estética da escola de arte que combinavam as sensibilidades do pop de guitarra dos anos 60 com avalanches de ruído e ritmos pulsantes. Foi uma reformulação do indie-rock que viria a ser definido como “shoegaze” e, com seu álbum de estreia em 1990, Nowhere, veio uma série de sucessos comerciais e de crítica que acabaram por cair em 1996, com a turbulência dentro da banda levando-os a encerrar as atividades. Eles se reuniram em 2014, encontrando uma cena global repleta de bandas em dívida com o Ride e seus pares (Tame Impala, Beach House etc.) e, após uma turnê bem-sucedida, entraram em estúdio com o lendário produtor Erol Alkan para criar o aclamado Weather Diaries e o sucessor This Is Not A Safe Place. Agora, em 2024, o shoegaze é um dos gêneros musicais que mais cresce, tendo conquistado uma nova onda de fãs da Geração Z por meio do TikTok, com artistas convertendo milhões de visualizações em números impressionantes de streaming e vendas de ingressos. Um quarto de século desde sua formação original e com uma nova geração descobrindo sua música, o Interplay encontra o Ride atingindo novos patamares criativos e mais forte do que nunca.

Gossip revela álbum Real Power, o primeiro em mais de uma década

A banda de indie-pop Gossip lançou seu primeiro álbum em mais de uma década, Real Power. O disco marca uma reunião com o lendário produtor Rick Rubin, que comandou o álbum pivotante da banda em 2009, Music For Men. Recentemente, o Gossip preparou o terreno para o álbum com o lançamento de novas músicas pela primeira vez em 11 anos: desde o hino de rebelião inspirado nos protestos do Black Lives Matter Real Power até o clássico emocionante Crazy Again, os primeiros singles do projeto. A pedido de Rubin, a banda começou a gravar Real Power em 2019 no estúdio particular dele em Kauai, Havaí. O álbum é uma celebração de 11 faixas da expressão criativa e do poder da família escolhida no rescaldo do trauma coletivo e pessoal. Caracteristicamente Gossip, além de uma mistura de texturas e gêneros sonoros, de rock propulsivo a disco jubilante, há também uma mistura de emoções intensas que abrangem toda a gama da experiência humana. “Todos nós experimentamos muitas perdas profundas, e cada um de nós completou 40 anos desde que gravamos juntos pela última vez”, diz Ditto, “Esses são momentos tão grandes em suas vidas.” Ouça Real Power, novo álbum do Gossip, abaixo

Atração do Rock in Rio, sul-africana Tyla revela álbum de estreia

Um final de 2023 espetacular preparou o cenário para a superstar sul-africana Tyla consolidar firmemente seu estrelato em 2024. O álbum de estreia, autointitulado, conta com participações especiais de Travis Scott, Tems, Gunna, Becky G, Skillibeng e Kelvin Momo. Junto com seu álbum de estreia, após dar prévias da música nas redes sociais por semanas, Tyla lançou o videoclipe de seu single, Art, dirigido por Nabil. Tyla é um álbum de 15 faixas e a primeira oferta completa da cantora, que alcançou o ouro – e a platina – com seu hit single, Water, um dos maiores sucessos de 2023 que acumulou 766 milhões de streams em todo o mundo até o momento. Faixas como Safer, Truth Or Dare e On My Body, com participação de Becky G, lembrarão a energia atemporal de Water, enquanto em outros lugares, Tyla expande seu alcance. Gunna e Skillibeng se juntam a ela para um hino de hip hop de alta octanagem, e Butterflies é uma balada de R&B viscosa desprovida dos ritmos animados costumeiros da cantora. Tyla é uma das atrações do Palco Sunset do Rock in Rio. Ela se apresenta no dia 20 de setembro, mesma data de Katy Perry, Cindy Lauper, Ivete Sangalo, IZA, Gloria Gaynor e Luedji Luna.

Shakira lança álbum Las Mujeres Ya No Lloran, testemunho de resistência e força

A cantora colombiana Shakira lançou o décimo segundo álbum de estúdio, Las Mujeres Ya No Lloran. É o primeiro álbum de Shakira em sete anos e é um testemunho deslumbrante de sua resistência e força, assim como do poder da música para transformar até mesmo as experiências mais difíceis em momentos memoráveis. O álbum conta com 16 faixas, incluindo oito canções novas, um novo remix e sete sucessos anteriores, incluindo Music Sessions Vol. 53 com Bizarrap, TQG com Karol G, Monotonía com Ozuna, Te Felicito com Rauw Alejandro, Copa Vacía com Manuel Turizo e mais. As sete faixas previamente lançadas já acumulam um total combinado de 3,7 bilhões de reproduções no Spotify. Junto com o lançamento do álbum, Shakira divulgou o videoclipe de sua nova e contagiante canção pop Puntería com Cardi B. Dirigido por Hannah Lux Davis, o vídeo também conta com a estrela da série Emily in Paris, Lucien Laviscount, em um papel especial.

Clarissa inicia fase Agridoce com primeira parte do segundo álbum

O ano de 2024 se inicia Agridoce para Clarissa. A cantora começa a apresentar seu segundo álbum, que tem como temática principal a visão dela dos relacionamentos modernos, que possuem esse tom e sabor “agridoce”. A primeira parte chegou com três canções: Agridoce, Botas de Cowboy e Bonita. Para a chegada da segunda parte, Clarissa apresenta o interlúdio 4 da Manhã. Contando com quatro músicas inéditas, a segunda parte será apresentada em breve. O trabalho narra as fases de um amor, do início ao fim, de forma despretensiosa, sensível e inteligente. Ainda seguindo sua veia artística do pop e alternativa, Clarissa promete encantar ainda mais seus fãs trazendo uma face mais madura e inovadora em suas músicas. Agridoce chega após uma intensa reflexão da artista sobre seus próprios questionamentos e ideias, em uma composição que reflete a montagem de um quebra-cabeça, onde cada música concluída ditava o tom e o rumo do projeto. É um disco que não seguiu uma receita ou roteiro, mas foi desenvolvido de maneira orgânica. Todo o processo de produção foi excepcionalmente rápido, o que reflete a natureza caótica e intensa dos métodos criativos da artista e apresenta sonoridades mais alternativas e letras maduras. Na faixa-tema do projeto, Clarissa retrata seu momento atual e traz uma sonoridade complexa que reproduz todas suas crises e questões pessoais. Todas as faixas também ganharam seus respectivos visualizers. Clarissa é uma cantora, compositora e atriz brasileira de 25 anos, natural do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira autoral em 2021, após sua estreia no mundo da música com o filme musical Ana & Vitória (2018) e já conquistou o público com nada contra (ciúme), single Top 1 no TikTok e Top 100 Brasil em todas as plataformas. Clarissa também tem feats nacionais com Giulia Be, Di Ferrero, Oswaldo Montenegro, entre outros. Em 2023, lançou o seu mais recentetrabalho, o EP tudo, eu, enfim., que conta com cinco faixas autorais e visuais que inauguram a fase blue da artista, com letras biográficas e de extrema sensibilidade.

Rafael Castro lança álbum Vaidosos Demais, uma cutucada em estereótipos

Duas décadas de carreira e 20 discos. Um dos artistas mais hiperativos da música contemporânea brasileira, Rafael Castro ficou conhecido por produzir seus álbuns completamente sozinho, lá nos anos 2000, e pelo cinismo criativo que o cunhou como um novo “marginal”. Agora, ele quebra o silêncio de oito anos revelando Vaidosos Demais, seu novo trabalho solo. Bar e Lanches, faixa de abertura, aponta a que veio o (aguardado) disco: dar aquela cutucada, com lugar de fala, na classe média-baixa da Zona Oeste da cidade de São Paulo, região que é reduto artístico e, vejam só, abriga bar, estúdio e casa de shows do próprio Rafael. A decadência da simbologia hipster, passando pela objetificação dos artistas nas redes sociais – via promessa empreendedora, evidenciada na faixa O Algoritmo te Escolheu, com participação da cantora e compositora Vanessa Bumagny – e os exageros retóricos de uma esquerda falha em suas práticas, o conservadorismo mascarado de liberalismo e a hipocrisia das fofocas novelísticas compõem o curioso mosaico temático de Vaidosos Demais. O disco também contempla canções que exaltam a entropia do universo, encerrando debochada e liricamente com a faixa Quando Essas Canções Não Existirem Mais, parceria com o músico e compositor André Mourão e a beleza da iconoclastia ao cristianismo. Em sua reta final, Tim Bernardes achou o nome do disco com uma ideia genial: “Qual é o último verso da última música?”, “Vaidosos Demais”, “Pronto!”, “Curti, pô!”. Vaidosos Demais deixa claro o amadurecimento de Rafael Castro, e sua conexão com o presente e suas questões. As questões cotidianas, registro temático do artista, aqui se apresentam aprofundadas e marcadas pela contemporaneidade, com a presença das redes sociais, a polarização política e os impactos da vida pós-pandêmica. Gravado e finalizado em 15 dias entre sua casa e diferentes estúdios, o álbum mistura canções que estavam guardadas e produções novas, realizadas “na velocidade da luz”. Aproveitando as noites em que chegou em casa acelerado pela agitada vida noturna da capital paulista, as composições inéditas foram feitas, em sua maioria, nas madrugadas. “A correria foi uma delícia e com uma grande ajuda dos amigos, botei geral pra tocar e cantar, e até um maestro pra fazer arranjo de cordas, o que trouxe pra esse trabalho um astral completamente novo, diferente do que fazia na solidão e na derrota”, conta. A sonoridade, dessa vez, é bastante polida e profissional, porque, afinal, as coisas se complexificam ao longo da vida.

Maria Sil, de São Vicente, lança primeiro álbum, Grito, Beat & Poesia

A cantora Maria Sil lança seu primeiro álbum, Grito, Beat & Poesia, nesta terça-feira (19), em todas as plataformas digitais. O trabalho, que consolida oito anos de sua trajetória musical, propõe uma jornada sobre o Brasil contemporâneo a partir de suas vivências, em 11 faixas autorais. A produção é do DJ Cuco e a distribuição, do selo Sonora Digital. Do funk pop ao ijexá, do rap ao samba de roda, entre outros gêneros, Grito, Beat & Poesia transita pela brasilidade e pela música urbana, remetendo a uma mesma origem – negra, periférica, que teve e ainda tem papel determinante na construção do país. Neste sentido, o álbum reflete sobre as consequências recentes da ascensão de políticas fascistas, da negligência em relação à pandemia da covid-19 e da impunidade que ainda prevalece em casos de crimes de execução. Ao mesmo tempo, é um tributo à resiliência desta população, mesmo em um cenário de tantas mazelas sociais. “É o começo de um ciclo. Um trabalho autoral, independente, distribuído por um selo parceiro, que traz novas sonoridades e avança por um território que abriga com mais naturalidade minhas histórias. Afinal, cada uma de nós que permanece viva é uma vitória. E não podemos abrir mão de celebrar isso”, resume Maria Sil. Por vezes como narradora de cenas que já vivenciou ou idealiza – e, em outras, como protagonista, a artista trans versa sobre ancestralidade, autoestima e amor livre, mas também impõe seu olhar crítico sobre a injustiça social, a violência contra as minorias, o preconceito e a discriminação em suas diversas formas. Reflete, ainda, sobre a jornada de artistas independentes em meio às dificuldades impostas pela indústria e superando seus próprios medos e incertezas. “Network, streams / Relações para poder lançar os hits / Prisões, correntes / Ganhar uns kits de uma marca / Que não sabe o que passa na tua mente”, provoca o refrão de Na Tua Mente, música de trabalho do álbum. “Sou uma boa contadora de histórias através da música”, prossegue, atribuindo a alternância entre temas mais leves e densos a um movimento natural de sua carreira como artista e compositora. “Penso que a poesia está também aos olhos de quem vê. Para mim, uma música como Estilosa, divertida, que trata o amor como algo livre, sensível, é tão política e poética quanto Bala Na Garganta ou Tapetes de Luxo, por exemplo, que abordam questões como a execução das populações periféricas no Brasil”, compara. Este contraponto às vezes surge também em uma mesma faixa, como Samba Iaiá, que abre o álbum. Dedicada à mãe, Vani dos Santos, vítima de negligência médica durante a pandemia da covid-19, a canção fala sobre a autoaceitação e a luta de famílias por um futuro mais digno em meio ao cansaço do dia a dia, mas com leveza. “Professora e mãe solo, em muitas noites tudo que minha mãe podia cozinhar ao chegar em casa era um prato de tutu de feijão. Essa memória afetiva acabou inspirando a letra”, conta. Desta forma, Grito, Beat & Poesia reflete uma percepção maior de Maria Sil acerca do seu corpo, de sua história de vida e das dores com as quais lidou na adolescência e início da vida adulta. A cantora ressalta que não naturaliza violência, nem perdas, mas entende que ao expressar essas vivências no álbum – com um caminho musical definido e que abraça a complexidade da vida, inclusive seus bons momentos – hoje entende melhor sua própria trajetória. Novas sonoridades- Maria Sil ressalta a parceria com DJ Cuco na produção de Grito Beat & Poesia, reconhecendo-o como um dos precursores do movimento funk e rap da Baixada Santista, tanto à frente do grupo Voz de Assalto, como também produzindo nomes como MC Felipe Boladão e MC Careca, entre outros. “Sempre ouvi histórias mais próximas das minhas no funk e no rap. Quando as letras de Estilosa e Fôlego – que fala sobre frustrações e recomeços – ficaram prontas, foi a primeira pessoa que pensei em convidar para produzi-las”, lembra. A afinidade musical imediata rendeu, em seguida, um convite para a trilha sonora de Quando Mataram Os Meus, espetáculo encenado pela artista em 2023. A artista lembra ainda que o DJ reconhecia sua trajetória musical vinda da MPB e do pop, mas imediatamente entendeu sua intenção em construir outras sonoridades, o que foi essencial no processo de produção do álbum. “Maria Sil trouxe referências como Elza Soares, Criolo, Irmãs de Paula, Ivete Sangalo e funk de fluxo. A partir daí buscamos elementos sonoros para criar a atmosfera que ela pretendia para cada canção. E chegamos a resultados muito interessantes, como Só No Blecaute, que combina trap e pagode baiano, uma experimentação inédita na minha carreira; Eu Vi, arranjo que flerta com a música erudita; e Tanta Coisa, originalmente uma balada romântica que ganhou batida eletrônica e samplers, o que considero minha assinatura”, comenta DJ Cuco. Maria Sil completa: “É um trabalho de produtor musical. Entreguei o meu melhor ao Cuco e ele me devolveu o seu melhor. É destes álbuns que deve ser ouvido por inteiro, não uma coletânea de singles”. Além de músicas compostas com DJ Cuco, o álbum também traz parcerias autorais com a cantora Socorro Lira, com o educador e poeta Vandei Oliveira e com o músico Théo Cancello. Nascida em São Vicente (SP), Maria Sil é cantora, produtora cultural, atriz e ativista social. Como cantora, tem dez singles lançados, além dos EPs Húmus (2017) e A Carne A Língua e o Vírus (2019), apresentado em shows no Sesc Pompeia, em São Paulo (SP) e no Sesc Santos. Recentemente teve músicas incluídas em obras audiovisuais de diretores como Gustavo Vinagre e Day Rodrigues.