Primeiro rapper brasileiro a ocupar o Allianz Parque como headliner, BK’ anuncia convidados

O rapper carioca BK’ confirmou que o seu show comemorativo de 10 anos do álbum Castelos & Ruínas acontecerá no dia 19 de setembro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo. O marco é inédito: é a primeira vez que um artista solo de rap do país ocupa o estádio principal da capital paulista sem o auxílio de festivais ou outras bandas de grande porte. Mais do que um show, o evento promete ser uma radiografia do rap nacional da última década. BK’ convocou uma “seleção” de parceiros que cruzaram sua trajetória: Marcelo D2, Djonga, Marina Sena, L7nnon, Evinha, Luccas Carlos, Febem, Sain, Akira Presidente, Ashira, 2ZDinizz e FYE. Castelos & Ruínas é o foco do show do BK’ no Allianz Parque Lançado em 2016, Castelos & Ruínas foi o pontapé inicial que deu a BK’ a voz de uma geração. O álbum não só moldou a carreira do artista, mas também abriu portas para que outros nomes da cena periférica fossem ouvidos. “Ocupar um espaço desse é uma conquista gigante. Quero trazer comigo uma galera que não só faz parte da minha história, mas que representa muito para o movimento”, afirma o artista sobre o time de convidados. Guia de ingressos Os ingressos já estão disponíveis na Eventim. Clientes Itaú contam com 15% de desconto e parcelamento em 3x sem juros na pré-venda. Serviço: BK’ Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas
Atração do Rock in Rio, Jamiroquai confirma show em São Paulo

Liderado pelo carismático e enigmático vocalista Jay Kay, o Jamiroquai fará um show único no estádio do Allianz Parque, em São Paulo, no dia 13 de setembro de 2026 (domingo), além de se apresentar como headliner do Palco Sunset no Rock in Rio, no dia 11 de setembro. A turnê sul-americana, produzida pela 30e e apresentada pela plataforma Itaú Live, acontece em um momento extremamente simbólico para o grupo: em 2026, a banda celebra os 30 anos do lançamento do mega-hit Virtual Insanity, hino que os catapultou ao estrelato mundial em 1996, e finaliza os últimos detalhes de seu nono álbum de estúdio, o primeiro com material inédito em nove anos. Legado de “Space Cowboys” O Jamiroquai aterrissou na cena musical em 1992 com o single When You Gonna Learn, apresentando uma fusão inovadora e até então inédita de jazz-funk, soul e disco, com letras que já alertavam sobre as mudanças climáticas e o consumo desenfreado. O sucesso comercial foi avassalador: o álbum Travelling Without Moving (1996) entrou para o Livro dos Recordes como o álbum de funk mais vendido da história da música, impulsionado pelo clipe revolucionário de Virtual Insanity, que limpou as prateleiras do VMA da MTV e rendeu um Grammy à banda. Ao longo de sua jornada, o Jamiroquai se consolidou como uma das maiores forças de exportação musical do Reino Unido, sobrevivendo às modas do mercado e acumulando quase 2 bilhões de streams globais e mais de 5,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify. No show do Allianz Parque, os fãs paulistas podem esperar um setlist recheado de clássicos absolutos como Cosmic Girl, Space Cowboy, Deeper Underground e Canned Heat, entregues com o vigor, o balanço e a precisão instrumental que tornam o Jamiroquai uma das melhores bandas de palco do planeta. Descontos especiais para clientes Itaú Os clientes dos cartões de crédito Itaú contarão com um benefício pesado: 30% de desconto no valor de ingressos inteira (limitado a 4 ingressos por CPF e sujeito à disponibilidade de lote), além da facilidade de parcelamento em até 3x sem juros. Preços e setores (Allianz Parque) Setor Inteira Meia-Entrada Desconto Itaú (30%) Hot Seat R$ 945,00 R$ 472,50 R$ 661,50 Pista Premium R$ 895,00 R$ 447,50 R$ 626,50 Cadeira Inferior R$ 645,00 R$ 322,50 R$ 451,50 Pista R$ 445,00 R$ 222,50 R$ 311,50 Cadeira Superior R$ 345,00 R$ 172,50 R$ 241,50 Cronograma de vendas para o show do Jamiroquai Fique atento aos prazos para garantir o seu lugar logo nos setores iniciais: Pré-venda clientes Itaú Unibanco: Venda geral:
Com a volta da formação clássica e benção de Ney Matogrosso, Barão Vermelho faz show irretocável em SP

A minha primeira tentativa de ver o Barão Vermelho em um estádio foi em 1995, na abertura do terceiro dia do Hollywood Rock, em São Paulo. Frejat e companhia tocariam antes de Rita Lee, Spin Doctors e Rolling Stones, em sua histórica primeira turnê pelo Brasil. No entanto, uma tempestade avassaladora atingiu o Estádio do Pacaembu, e a única lembrança daquela tarde foi Frejat ao microfone avisando que a apresentação seria cancelada pelos riscos de segurança. À época, as bandas de abertura não tinham direito à cobertura do palco e Peninha, o saudoso percussionista, correu contra o tempo para tirar a água dos instrumentos enquanto os músicos lidavam com o risco real de choques elétricos. Trinta e um anos depois, na noite de sábado (23), o Allianz Parque finalmente recebeu o Barão Vermelho com casa cheia. Sob um frio paulistano e a ameaça constante de uma chuva que, felizmente, não deu as caras, o Barão entregou uma apresentação completa de quase 2h30. Desta vez, com um superpalco inteiro à disposição e uma infraestrutura de som e luz de dar inveja a muita atração gringa. A atual turnê, que marca o primeiro reencontro desde 1989 da formação clássica com Roberto Frejat, Dé Palmeira, Maurício Barros e Guto Goffi, é pura nostalgia. O show passeia por toda a discografia do grupo e abre espaço para releituras cirúrgicas de Cazuza, Rita Lee, Raul Seixas, Angela Ro Ro, Legião Urbana, Bezerra da Silva e Eduardo Araújo. Tal como aconteceu na estreia do Rio de Janeiro, mas que não deve se repetir nas próximas praças, Ney Matogrosso foi a grande surpresa da noite. Dono de uma ligação íntima com o início do Barão, o cantor foi ovacionado ao subir ao palco em dois momentos distintos. O reconhecimento veio do próprio Frejat: “Sem ele, acredito que nada teria acontecido”. No primeiro bloco, Ney começou com a emocionante Poema, emendando em sequência Jardins da Babilônia (Rita Lee) e Blues da Piedade (Cazuza). Diferentemente da performance carioca, a banda optou por deixar de fora Ideologia e Exagerado, substituídas por duas faixas sem a participação do convidado. Mesmo sem Ney em cena, os highlights da primeira metade do show mantiveram a arena em alta voltagem com Bete Balanço, Meus Bons Amigos e Down em Mim, anunciada por Frejat como o “hino dos bares”. O clima nostálgico é permanente. A abertura com Maior Abandonado, por exemplo, é executada exclusivamente pelo quarteto original. A partir da segunda faixa, o palco ganha o reforço de um timaço de apoio: o guitarrista Fernando Magalhães (parceiro de estrada desde 1985), Rafael Frejat (filho de Roberto) também na guitarra, e o percussionista Cezinha (irmão de Peninha). Completam o grupo a backing vocal Jhusara e o trio de metais formado por Marlon Sette, Diogo Gomes e José Carlos Bigorna. Era visível a alegria e a emoção de Frejat diante do estádio lotado, celebrando o fato de que, após mais de 40 anos de estrada, o Barão Vermelho continua gigante e relevante. A versatilidade e a fusão de influências, do blues clássico à MPB e ao classic rock, sempre foram marcas registradas da banda, permitindo viradas de chave surpreendentes no roteiro. Após um bloco romântico irretocável com Todo Amor Que Houver Nessa Vida (com direito a um dueto em vídeo com Cazuza), Codinome Beija-Flor, Por Você e o cover de Amor, Meu Grande Amor (Angela Ro Ro), o grupo mudou o clima sem aviso. Na sequência, engataram a dançante Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (Eduardo Araújo) e o samba-rock Malandragem Dá um Tempo (Bezerra da Silva), com Maurício Barros assumindo os vocais principais. O fôlego seguiu com Torre de Babel, Declare Guerra, Cuidado e Não Me Acabo, faixa do álbum Carnaval (1988) e uma das novidades no setlist paulista. Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto (Legião Urbana) e Puro Êxtase fecharam a primeira parte de quase duas horas ininterruptas. O bis trouxe o quarteto original de volta, sozinho, cantando Bilhetinho Azul em uma plataforma elevada ao fundo do palco. Logo após, Frejat prestou um tributo emocionante ao guitar hero Luiz Carlini (líder do Tutti Frutti e parceiro histórico de Rita Lee), falecido recentemente. Além de exaltar o legado de Carlini, o Barão tocou uma versão tocante de Ovelha Negra. Ainda marejado, o vocalista cravou: “Por isso é importante fazer as homenagens em vida”. O Poeta Está Vivo preparou o terreno para o retorno triunfal de Ney Matogrosso ao palco de 84 anos esbanjando vitalidade. A dobradinha final com Por Que A Gente É Assim? e Pro Dia Nascer Feliz (hit do Barão que Ney gravou em 1982 e que catapultou a banda nacionalmente) garantiram um encerramento apoteótico. Em um sábado frio e disputando público com grandes concorrentes na Capital, como a Virada Cultural e o C6 Fest, o Barão Vermelho provou que o Allianz Parque continua sendo o quintal de sua história. Edit this setlist | More Barão Vermelho setlists
Aos 87 anos, Jorge Ben Jor fará show no Allianz Parque, em São Paulo, em outubro

Jorge Ben Jor fará um show no Allianz Parque no dia 17 de outubro. O cantor e compositor de 87 anos anunciou a apresentação no estádio do Palmeiras nesta quinta-feira (21). Realizada pela 30e, mesma produtora por trás de diversos shows e turnês no espaço, a apresentação de Ben Jor se chama Alquimia Popular Brasileira. O show deve abranger os maiores sucessos da carreira do artista, dono de hits como País Tropical, Mas, Que Nada, Chove Chuva, Taj Mahal e Fio Maravilha, entre muitos outros. Com exceção do festival Rock the Mountain, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em novembro, ele não tem outras apresentações anunciadas para este ano em suas páginas oficiais. Os ingressos para o show começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (25) para clientes Itaú Unibanco, às 10h. Para o público geral, as entradas serão comercializadas a partir de quarta-feira (27), ao meio-dia, no site da Eventim e às 13h na bilheteria oficial do Allianz Parque. JORGE BEN JOR: ALQUIMIA POPULAR BRASILEIRA
Sob dilúvio, Korn encerra jejum de 9 anos em SP e prova tamanho de seu legado

Pais do nu metal e responsáveis por quebrar os moldes tradicionais do rock e do metal dos anos 1990, acelerando o fim do hair metal e preenchendo o vácuo deixado pelo declínio do grunge, a banda norte-americana Korn, enfim, teve sua estreia como headliner em um estádio brasileiro. Na noite de sábado (16), diante de 50 mil pessoas que esgotaram os ingressos do Allianz Parque, em São Paulo, Jonathan Davis e companhia entregaram tudo o que se esperava deles, encerrando um doloroso jejum de nove anos longe dos palcos do país. Esse status novo do Korn para o porte de estádio no Brasil reflete um fenômeno global: o forte revival do nu metal e o interesse renovado em grandes experiências ao vivo. Mas estar ali, comandando uma arena desse tamanho, faz justiça histórica a um grupo que revolucionou a música sem fazer concessões. Visualmente, eles chocaram os puristas ao trocar o couro e o visual do metal clássico pela estética das ruas, com dreadlocks, agasalhos da Adidas e tênis brancos. Sonoramente, rejeitaram clichês como longos solos de guitarra para fundir o peso do metal ao groove do hip-hop, o baixo funkeado e melodias sombrias do new wave. Com guitarras de sete cordas afinadas lá embaixo e a inusitada gaita de foles de Jonathan Davis, o Korn construiu uma ponte definitiva entre gêneros outrora distantes. O show começou exatamente às 21h33 com Blind, faixa de abertura do disco de estreia de 1994. A introdução com a queda das cortinas foi o suficiente para mudar o clima na pista. A partir dali, o que se viu foi um desfile econômico em pirotecnia, mas monstruoso em som, grave e cristalino. Faixas como a pesada Here to Stay (embalada por sinalizadores na pista) e a dançante Got the Life mantiveram o Allianz em ebulição, mesmo quando uma forte chuva desabou sobre o estádio. No comando de tudo estava Jonathan Davis, a personificação do “anti-herói danificado”. Enquanto o metal tradicional focava em fantasia ou hedonismo, Davis trouxe para o topo das paradas uma vulnerabilidade brutal sobre traumas, depressão e o severo bullying de sua juventude. Ouvir 50 mil vozes ecoando o interlúdio bizarro de Twist ou berrando os versos de Shoots and Ladders (com direito ao trecho final de One, do Metallica) evidencia o nível de conexão emocional fanática que a banda gerou com uma geração de jovens suburbanos alienados. Essa fórmula crua e barulhenta, vale lembrar, chegou a desbancar astros do pop como Britney Spears e NSYNC na MTV no fim dos anos 90 e deu origem à icônica Family Values Tour. Por volta da nona música, após engatar a sequência com Coming Undone, o Korn fez sua primeira pausa totalmente sem som, quebrando o clima de ruídos industriais que unia as faixas. Foi o momento em que Jonathan Davis, visivelmente incrédulo com o mar de gente sob o dilúvio, conversou com o público e pediu sinceras desculpas pela demora de quase uma década. Ele prometeu um retorno mais rápido e justificou que o grupo esteve imerso em estúdio nos últimos anos. Na sequência, introduziram a inédita Reward the Scars, faixa lançada para o game Diablo IV e que deve integrar o próximo álbum. Na segunda metade do set, canções mais recentes como Cold dividiram espaço com petardos cheios de groove como Twisted Transistor e a contestadora Y’All Want a Single. Musicalmente, o grupo soa impecável e idêntico às gravações de estúdio. Os guitarristas Brian “Head” Welch e James “Munky” Shaffer emulam as timbragens com perfeição. O baterista Ray Luzier exibe uma habilidade técnica assustadora, enquanto o baixista convidado Ra Díaz substitui Fieldy mantendo o peso necessário, ainda que com uma pegada ligeiramente menos percussiva. Davis, aos 55 anos, administra o fôlego em alguns refrões, mas compensa com uma entrega visceral. O bis foi um presente nostálgico milimetricamente calculado: a curta 4U abriu caminho para a apoteose com Falling Away from Me, a divertida A.D.I.D.A.S. e o hit máximo Freak on a Leash, que transformou a pista encharcada do Allianz Parque em um mosh pit generalizado sob chuva de serpentinas. Edit this setlist | More Korn setlists
Spiritbox equilibra setlist em SP, mas esbarra em público frio e ausência de telões gringos

Ano passado, meses após a estreia deles no Brasil no fim de 2024, avisei que o grupo canadense Spiritbox estava com uma projeção gigantesca no hemisfério norte, amparado por um show incrivelmente bonito e telões de última geração, como pude constatar de perto no Hammerstein Ballroom, em Nova York. Infelizmente, a apresentação que veio para São Paulo no último sábado (16), como abertura para o Korn no Allianz Parque, não trouxe toda essa parafernália tecnológica. No entanto, com ou sem os supertelões, Courtney LaPlante e companhia conseguem entregar um show excelente, extremamente técnico e com uma presença de palco marcante. Em turnê mundial para divulgar seu segundo álbum de estúdio, Tsunami Sea, o Spiritbox mudou a lógica do setlist no Brasil. Se no ano passado metade do repertório era focado no disco mais recente, no sábado a divisão ficou mais equilibrada: foram quatro canções do álbum de estreia (Eternal Blue), quatro de Tsunami Sea, três do EP The Fear of Fear e uma do EP Rotoscope. A recepção do público, por outro lado, deixou um pouco a desejar. Mesmo que algumas pessoas tentassem imitar os guturais de Courtney na pista, no geral a plateia se mostrou fria com a banda. Nada que estragasse a noite, já que a vocalista demonstrou muita alegria no palco, dançou bastante e conversou brevemente com a galera. O ápice da reta final ficou por conta de um encontro de peso: Courtney chamou Taylor Barber, do Seven Hours After Violet, para dividir os vocais na avassaladora Holy Roller. Sigo com o meu hiperfoco em assistir a um show solo do Spiritbox no Brasil. Essa será a verdadeira validação da banda com um público estratégico do showbiz mundial e, acima de tudo, a experiência rica que os fãs merecem, de preferência, com toda a tecnologia visual a que têm direito. Edit this setlist | More Spiritbox setlists
Com direito a gravação de clipe, Shavo Odadjian comanda show do Seven Hours After Violet em SP

A programação do show do Korn em São Paulo trouxe duas excelentes novidades que já haviam se destacado no Allianz Parque nos últimos anos: Seven Hours After Violet e Spiritbox, bandas que lançaram seus primeiros álbuns em 2024 e 2021, respectivamente. A primeira foi escalada no Knotfest 2024, enquanto a segunda abriu para o Bring Me The Horizon no mesmo ano. No sábado (16), o Seven Hours After Violet (Shav) se apresentou logo após o show incendiário do Black Pantera, hoje, uma das melhores bandas do cenário nacional. Liderado por Shavo Odadjian, baixista do System of a Down, o projeto traz no palco a companhia de Taylor Barber (vocal), Michael “Morgoth” Montoya (guitarra), Alejandro Aranda (guitarra) e Josh Johnson (bateria). Juntos, eles transitam entre o metalcore e o metal alternativo, com Taylor no comando dos guturais e Alejandro, vice-campeão do American Idol 17 (2019), entregando as vozes mais melódicas. Impressionado com a resposta do público, que atendeu a todos os pedidos de mosh pit, cantou junto e vibrou intensamente, Shavo arriscou o agradecimento em bom português: “Vocês são foda”. O repertório foi baseado inteiramente no álbum homônimo de estreia, de 2024, com nove das 11 faixas executadas. Mas ainda houve espaço para uma novidade no set: a inédita Graves, que deve integrar o próximo disco do grupo. Durante a execução, os fãs foram convidados a escanear um QR Code no telão para enviar vídeos dançando e curtindo a música ali na hora. O material fará parte do próximo videoclipe do Shav. É contagiante ver a empolgação do baixista no palco. Ele leva muito a sério o conceito que aprendeu com o Bad Brains, conforme revelou no livro Barulho – A História Oral do Heavy Metal (Louder Than Hell), de Jon Wiederhorn. Na obra, o músico destaca o impacto fundamental da lendária banda de hardcore, ilustrando bem sua própria mentalidade artística independente: “Provavelmente não haveria um System of a Down se não fosse pelo Bad Brains. Eles foram muito influentes, e não apenas musicalmente. Eles abriram o caminho para os artistas não darem a mínima e fazerem o que querem fazer”. A mesma lógica é aplicada no Seven Hours After Violet, que foi abraçada principalmente pela figura de Shavo, mas que saiu do Allianz Parques com muitos fãs novos também.
BK’ anuncia Ebony, Deekapz e Febre90’s para abertura no Allianz Parque

No dia 19 de setembro, o rapper carioca BK’ fará história ao se tornar o primeiro artista solo do gênero a ocupar o Allianz Parque, em São Paulo. O show celebra os 10 anos do álbum divisor de águas Castelos & Ruínas, mas a festa não será solitária. BK’ confirmou um time de peso para a abertura: Ebony, Deekapz e Febre90’S. A escolha dos convidados reforça a ideia de coletividade que sempre moveu o hip-hop. “Quero trazer comigo uma galera que representa muito para o movimento. Ocupar um espaço desse é uma conquista gigante”, afirma o artista. Ebony Vinda de Queimados, na Baixada Fluminense, Ebony é hoje uma das vozes mais contundentes do rap nacional. Com sucessos como Pensamentos Intrusivos e 100 Mili, ela já soma mais de 80 milhões de plays no Spotify. Sua conexão com BK’ vem de longa data, incluindo parcerias como Camarim (2021). Deekapz O duo de produtores Deekapz é responsável por boa parte da renovação sonora do gênero nos últimos anos, fundindo música eletrônica global com o beat do funk brasileiro. Eles são parceiros constantes de BK’, assinando produções em álbuns como Líder em Movimento (2020) e Diamantes, Lágrimas e Rostos Para Esquecer (2025). Febre90’S Representando o “rap popular da selva de concreto”, a dupla Febre90’S traz o resgate do som noventista com uma roupagem moderna. Suas letras diretas e batidas clássicas prometem aquecer a arena com a essência mais pura das ruas. * Serviço: BK’ Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas Setores e preços Clientes Itaú possuem 15% de desconto e parcelamento em até 3x sem juros.
Djavan celebra 50 anos com show grandioso no Allianz Parque

Em 1976, o Brasil era apresentado a A Voz, o Violão, a Música de Djavan. Cinquenta anos depois, o cantor alagoano ocupa o Allianz Parque, em São Paulo, não apenas como um ícone, mas como uma entidade da nossa música. A turnê comemorativa, que se iniciou oficialmente na última sexta (8), trouxe para este sábado (9) uma atmosfera de consagração. “Considero ter uma carreira vitoriosa”, cravou Djavan logo no começo da apresentação, lembrando do início da trajetória em São Paulo, quando ficou em 2º lugar no Festival Abertura de 1975, realizado no Teatro Municipal, com a música Fato Consumado. A sinergia entre o artista e o público rendeu destaques emocionantes, como os coros em Meu Bem Querer e Oceano, que vieram em sequência no momento de voz e violão. Sob a direção artística de Gringo Cardia, o palco reflete a sofisticação das harmonias djavanianas. O trabalho de iluminação de Césio Lima e Mari Pitta cria o cenário perfeito para a banda de elite que o acompanha: Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra/violão), Paulo Calasans e Renato Fonseca (teclados), além do trio de sopros Jessé Sadoc, Marcelo Martins e Rafael Rocha. Assisti a alguns shows de Djavan nos últimos 30 anos, muitos deles em Santos, do ginásio e teatro do Sesc à Praia do Boqueirão. Mas a grandiosidade que o espetáculo ganhou com a turnê Djavanear é impressionante. O telão é de padrão internacional, daqueles que os fãs costumam reclamar que artistas estrangeiros nem sempre trazem em suas turnês por aqui. A qualidade sonora é impecável. Aos 77 anos, Djavan não dá sinais de cansaço. Mantém a voz presente, com ótimo suporte das backing vocals (que garantem a sustentação necessária enquanto ele dança e interage com os fãs). Com um setlist focado exclusivamente em sucessos, não há espaço para momentos mornos. A estrutura do show traz uma curiosidade marcante: Sina é a escolhida tanto para abrir quanto para encerrar a noite, criando um ciclo perfeito de celebração. Sina, inclusive, carrega o famoso neologismo criado por Djavan: “Caetanear”. O termo, feito para homenagear Caetano Veloso, significa compor ou cantar com a maestria, poesia e leveza características do baiano. Quando a música volta ao palco no bis, serve como uma deixa para o público trocar “Caetanear” por “Djavanear” na letra. O mestre alagoano merece a exaltação que ele mesmo criou para o amigo. Djavan também emociona em canções mais recentes, como Um Brinde. Na época do lançamento dessa faixa, o artista liberou um trecho de um minuto cantado apenas com silabados, convidando os fãs a criarem versões sobre a melodia. Já em O Vento, ele relembrou a saudosa Gal Costa, que gravou a faixa (composta em parceria com Ronaldo Bastos) em 1987. Recentemente, a canção ganhou uma nova roupagem no álbum Improviso. Momentos de destaque: Meu Bem Querer, Oceano, Eu Te Devoro, Linha do Equador, Nem Um Dia, Samurai, Lilás, Flor de Lis e Açaí. A turnê, realizada pela Live Nation e Luanda Promoções, cumpre a promessa de entregar exatamente o que o fã deseja: uma antologia viva com estrutura digna de sua história. Assistir ao show Djavanear é obrigatório para quem deseja ver a história da música brasileira sendo celebrada em tempo real. A turnê agora segue para Salvador, passa por Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Recife, Maceió, antes de retornar para o show derradeiro no Pacaembu, em São Paulo, no dia 12 de dezembro.