Bad Luv, Bullet Bane e Menores Atos celebram 15 anos do Cine Joia

Se existe uma trindade do rock alternativo nacional contemporâneo, ela provavelmente estará reunida no mesmo palco no dia 22 de fevereiro (domingo). A banda Bad Luv retorna a São Paulo para liderar uma noite de celebração aos 15 anos de uma das casas mais emblemáticas da cidade, o Cine Joia. Para tornar a festa completa, o line-up conta ainda com duas potências da cena: Bullet Bane e Menores Atos. Turnê “Nós” A apresentação dá continuidade à turnê de divulgação do álbum Nós, lançado em agosto de 2025. O disco marca a consolidação da Bad Luv como um “supergrupo” de respeito. A formação atual une a experiência de Gee Rocha (NX Zero) nas guitarras com a intensidade vocal de Caio Weber (ex-Cefa), somados a João Bonafé, Murilo Amancio e Vitor Peracetta. Sobre o conceito do álbum e da turnê, Caio explica o jogo de palavras: “Nós pode ter um significado irônico à primeira vista… já que pode significar o plural de ‘nó’. Essas músicas são os ‘nós’ que nos unem, esse álbum é sobre a nossa conexão”. Uma noite, três gigantes Além de conferir as faixas do novo disco da Bad Luv (que conta com feats como Luccas Carlos), o público terá a chance de ver shows completos de Bullet Bane e Menores Atos, transformando o aniversário do Cine Joia em um verdadeiro festival indoor para os amantes de guitarras e letras confessionais. Serviço: Bad Luv + convidados no Cine Joia Ingressos: Disponíveis no site oficial do Cine Joia: garanta aqui.

Review: BAD LUV lança Nós, um disco intenso, moderno e cheio de identidade

O álbum “NÓS”, da BAD LUV, foi lançado há apenas duas horas pelo selo Rockambole. E ele marca não apenas o lançamento de um novo disco, mas a consolidação de uma super banda que carrega a experiência de anos na estrada em projetos que marcaram a cena emo/hardcore. Com Gee Rocha (ex-NX Zero) na guitarra, João Bonafé (ex-Gloria e integrante da banda de apoio de Di Ferrero) no baixo e Vitor Peracetta (baterista do Matuê), o quinteto ainda conta com Caio Weber nos vocais e Murilo Amancio na outra guitarra. O resultado é um álbum cheio de identidade, peso emocional e amplitude estética, que passeia entre o pop, o emo e o metal moderno sem perder o eixo. Com atmosfera de recomeço, o disco “NÓS” nasce de uma crise interna que quase colocou fim ao grupo. Ao invés disso, serviu como catalisador criativo. Os singles “Cicatrizes” e “Reaprender” deram o tom do que viria, e o novo vocalista Caio rapidamente se encaixou como peça-chave dessa nova fase. Segundo Gee Rocha, a banda optou por não fazer shows até ter um álbum pronto. “A gente queria ter um disco novo para trabalhar e sentir que o show tivesse mais sentido, mais completo”, explica o guitarrista no Instagram. O plano se concretizou com um repertório que revela a maturidade de quem viveu muito na cena. Entre os destaques, a visceral “Autorretrato” traz screams intensos e flerta com o metal moderno, enquanto “Me Faz Tão Bem” e “Nós2” apontam para o pop com sensibilidade. “Tradução de Saudade” aparece como uma balada moderna e cheia de peso emocional. Já “Talvez Não” encerra o álbum com atmosfera que mistura o emo dos anos 2000 e agressividade. João Bonafé destacou recentemente a versatilidade do grupo no perfil da banda: “Temos influências muito diferentes, e estamos felizes com a sonoridade que encontramos juntos.” Entre beats eletrônicos, riffs pesados e vocais que vão do melódico ao gritado com fluidez, o álbum ganha força nos extremos. O trabalho vocal de Caio Weber emociona e surpreende, mas é a bateria precisa e cheia de textura de Vitor Peracetta que amarra a estética e garante energia constante, sendo um dos pontos altos do álbum. Nota: 4/5