Banda inglesa Shame retorna ao Brasil em junho

O quinteto inglês Shame retorna ao Brasil em data única, apresentando um repertório inédito, com canções de seu novo álbum Cutthroat, além de sucessos de seus três discos anteriores. O show acontece no dia 20 de junho, sábado, no Cine Joia, em São Paulo. Essa será a terceira visita da banda ao país desde 2019, após uma série de shows esgotados, gerando imenso buzz pelas performances marcantes do grupo, liderado pelo intenso e carismático vocalista Charlie Steen. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores Pista e Camarote. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque. Confira os dias e horários de funcionamento do estabelecimento. O show é uma produção da Balaclava. Considerados um dos principais nomes que trouxeram à tona a sonoridade punk do Reino Unido, ao lado de IDLES, Fontaines D.C e High Vis, o Shame segue expandindo seu público e consolidando sua reputação como uma banda que transforma inquietação em catarse coletiva. Formado no sul de Londres em meados da década de 2010, o grupo rapidamente chamou atenção pela energia crua de suas apresentações ao vivo e por uma abordagem visceral que dialoga com a tradição pós-punk britânica, mas com identidade própria. Desde os primeiros lançamentos, construíram uma trajetória marcada por urgência política, inquietação geracional e uma entrega performática explosiva. Seu álbum de estreia, Songs of Praise (2018), marcou a essência do pós-punk inglês e trouxe clássicos elementos do britpop, soando Stone Roses e The Fall ao mesmo tempo, com um som direto, barulhento e provocador. Drunk Tank Pink (2021) já mostra uma enorme evolução do quinteto, soando mais grandioso e ambicioso, sob produção de James Ford. Aqui, as referências principais foram Gang of Four, Talking Heads, ESG e Talk Talk. No terceiro disco, Food for Worms (2023), a banda aprofundou sua exploração emocional, equilibrando agressividade e vulnerabilidade com maior sofisticação instrumental. Agora, com o lançamento de Cutthroat (2025), Shame reafirma sua capacidade de evolução sem abrir mão da própria essência. O novo trabalho apresenta sonoridade ainda mais afiada e expansiva, em temas como alienação, ambição, frustração e sobrevivência emocional em tempos de instabilidade social. Lampião é uma das faixas que evidenciam o interesse da banda por imagens fortes e personagens simbólicos, além da conexão evidente dos integrantes com o Brasil. O título evoca imediatamente a figura histórica do cangaceiro brasileiro Virgulino Ferreira da Silva, associado a narrativas de rebeldia, violência e mito popular. Na canção, essa referência funciona mais como símbolo do que como retrato biográfico: a ideia de marginalidade, confronto com estruturas de poder e sobrevivência em ambientes hostis. Ainda na casa dos vinte anos, os cinco amigos de infância, Charlie Steen, os guitarristas Sean Coyle-Smith e Eddie Green, o baixista Josh Finerty e o baterista Charlie Forbes – evoluíram exponencialmente, com ideias sonoras ambiciosas e habilidade técnica para executá-las. * Balaclava apresenta: Shame (UK) em São Paulo Data: 20 de Junho de 2026, sábado Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 20h / Show 21h Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos: https://ingresse.com/shame-sp
Banda inglesa Palace lança quarto álbum de estúdio, Ultrasound

Munido de uma extensa discografia de músicas impressionantes, o Palace retorna com seu novo e profundamente pessoal quarto álbum de estúdio, Ultrasound, lançado pela Fiction Records. A produção do novo álbum mostra a banda reunida com Adam Jaffrey, oito anos depois de terem trabalhado juntos no álbum de estreia, So Long Forever, e chega depois de Part I – When Everything Was Lost e Part II – Nightmares & Ice Cream, os EPs que a banda lançou em 2023. Enquanto escrevia a primeira leva de músicas para o álbum, a parceira do vocalista Leo Wyndham sofreu um aborto. Ultrasound naturalmente se tornou um diário aberto de um ano de luta, da devastação à libertação. “Foi incrivelmente difícil compreender o que havia acontecido, como lidar com isso e como seguir em frente”, diz Leo. “O álbum é a jornada dessa experiência — começando com uma perda, depois um período de processamento e, finalmente, aceitação, liberação e crescimento. E a admiração pelas mulheres nesse processo. A dignidade, a força e a coragem com que elas conseguem lidar com essas coisas que parecem estar além do humano”. Leo, o guitarrista Rupert Turner e o baterista Matt Hodges começaram a tocar juntos em 2012, depois que o destino os levou separadamente para Londres. Amigos de infância, eles lançaram seu aclamado EP de estreia Lost In The Night em 2014. Em seguida veio o EP Chase The Light no ano seguinte. Com uma sequência de quatro álbuns, So Long Forever, Life After, Shoals (2022) e, agora, Ultrasound, a banda conquistou uma massa de fãs entusiasmados em todo o mundo. Ouça Ultrasound, do Palace
Disqueria #11 – Alegria como um ato de resistência
Basement confirma turnê no Brasil