Entrevista | The Maine – “O Brasil sabe o quanto amamos tocar aí e com certeza levaremos a Joy Next Door para aí”

Quase duas décadas de estrada e uma conexão inabalável com os fãs marcam a trajetória do The Maine. Agora, a banda do Arizona se prepara para um de seus marcos mais significativos: o lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Joy Next Door, com previsão de chegada para abril. O novo trabalho promete mostrar uma faceta mais madura e despida de artifícios de um grupo que soube crescer e evoluir junto com o seu público ao longo dos anos. Batizado pelos próprios integrantes como a “era verde” da banda, o disco aposta em uma instrumentação mais orgânica e faz questão de abraçar imperfeições propositais. Em uma conversa exclusiva com o Blog n’ Roll, o vocalista John O’Callaghan refletiu sobre essa mudança de sonoridade. Segundo ele, a proximidade da “meia-idade” e a vontade de não se esconder mais atrás de grandes produções de estúdio foram fundamentais para que a banda buscasse esse som mais cru e honesto na nova fase. Mas a honestidade de Joy Next Door vai muito além dos arranjos. Durante o bate-papo, John revelou de forma vulnerável que este foi um dos álbuns mais difíceis de produzir até hoje. As letras nasceram de um conflito interno entre a gratidão por uma vida privilegiada e a dificuldade real de estar “totalmente presente” no dia a dia. O resultado, como o próprio músico define, não traz uma solução mágica, mas serve como um empurrãozinho para tentar desacelerar e fazer cada momento valer a pena. Para os fãs brasileiros, a entrevista traz ainda um gostinho especial. A banda guarda com muito carinho as memórias da passagem pelo país no ano passado, durante a I Wanna Be Tour, destacando a experiência inesquecível de tocar em um estádio pela primeira vez. E, para alívio de quem já está com saudade, a promessa de um retorno está no radar: eles garantem que trarão a nova turnê para cá assim que possível, ansiosos para reencontrar a energia frenética que só o público brasileiro possui. Confira abaixo, na íntegra, a nossa entrevista exclusiva com o The Maine sobre os bastidores do novo disco, a evolução de quase 20 anos de carreira, memórias marcantes do Brasil e as grandes influências musicais do vocalista. John, você mencionou que este foi um dos álbuns mais difíceis de fazer até hoje, lidando com o conflito pessoal entre ter uma vida privilegiada e a luta para estar “totalmente presente”. Como transformar esse conflito interno em música o ajudou a processar esses sentimentos? O álbum oferece alguma resolução para esse conflito? Certamente tenho consciência de quão sortudo sou por poder chamar esse dilema de “problema”, mas, no fim das contas, a minha realidade é tudo sobre o que posso falar com honestidade. Os sentimentos que tive em torno dessa luta foram fáceis de sentir, mas difíceis de me conformar em compartilhar; no entanto, acho que escrevê-los ajudou a trazer a percepção de que a única coisa que se pode fazer é tentar. Tentar estar aqui. Tentar desacelerar. Tentar fazer valer a pena. Este álbum não oferece nada além de um empurrãozinho para tentar. O Pat (Kirch, baterista) mencionou que cada álbum do The Maine tem uma cor, e Joy Next Door é a “era verde”, refletindo uma instrumentação mais orgânica e imperfeições propositais. O que levou a banda a buscar esse som mais cru e natural nesta fase da carreira de vocês? Foi uma reação à produção dos álbuns anteriores? Acredito que tudo o que fazemos é uma reação a algo que já fizemos. Isso se aplica a querer tirar um pouco daquele brilho que nossos ouvintes e nós mesmos talvez tenhamos nos acostumado a esperar. Acho que a idade também teve muito a ver com a decisão. Nos aproximarmos da “meia-idade” teve um efeito profundo em mim e no que queremos das nossas composições e de ser uma banda neste momento. No passado, acho que quase nos escondíamos atrás de algumas das nossas escolhas de produção, e Joy definitivamente não usa tanta maquiagem quanto alguns dos nossos outros discos. Chegar ao décimo álbum é um marco incrível para qualquer banda. Olhando para trás, como você vê a evolução de Can’t Stop Won’t Stop para Joy Next Door? O que permaneceu na essência do The Maine e o que mudou drasticamente ao longo do caminho? Com o luxo de quase 20 anos a nosso favor, vejo agora que cada disco foi mais um ponto de virada do que uma evolução. A cada passo do caminho, posso dizer com toda a sinceridade que acreditamos, de todo o coração, no capítulo em que estávamos. Mudanças maiores e mais óbvias, como ter filhos e construir famílias, agora fazem parte da essência da nossa inspiração para qualquer caminho que venha a seguir, e estamos apenas agradecendo aos céus por as pessoas ainda se importarem com a nossa música. Vocês anunciaram o álbum com um show de drones no Arizona, o que foi visualmente impressionante. De onde surgiu essa ideia e qual é a importância de sempre buscar maneiras criativas e diferentes de se conectar com os fãs a cada novo ciclo de álbum? Somos sempre tão apaixonados e empolgados com novos discos, e damos o nosso melhor para expressar às pessoas o quanto nos importamos. Ninguém nunca vai se importar tanto com a sua arte quanto você mesmo, então, quando você tem orgulho de algo, por que não fazer um grande evento em cima disso? O show de luzes surgiu por acaso, e temos muita sorte de que novas oportunidades como essa continuem aparecendo para nós. The Maine tocou no Brasil no ano passado durante a I Wanna Be Tour. Quais lembranças você tem daqueles shows? Teve algum momento específico, dentro ou fora do palco, que marcou a banda durante essa última visita? Várias coisas se destacam, especificamente o fato de que eu, Pat e Garrett (Nickelsen, baixista) quase perdemos nosso voo para São Paulo por causa do clima. Coincidentemente, aquele show foi a nossa primeira vez tocando em um estádio (risos). Só me lembro

Guia definitivo lista 300 lançamentos da música brasileira em 2026

Em meio à avalanche de novidades que chegam às plataformas digitais todas as sextas-feiras, ficar perdido no algoritmo já virou rotina. Para romper essa lógica e organizar o calendário de quem respira música nacional, os portais Hits Perdidos (Rafael Chioccarello) e Minuto Indie (Alexandre Giglio) se uniram para mapear os lançamentos da música brasileira em 2026. Inspirado por iniciativas consolidadas no exterior (como os guias do Consequence of Sound), o levantamento reúne mais de 300 discos e EPs aguardados para o ano. O guia funciona como um verdadeiro termômetro para fãs, jornalistas e produtores culturais. Furando a bolha do algoritmo A proposta é simples, mas essencial: combater a perda de informação em uma indústria onde os maiores players concentram a atenção. “A indústria segue operando dentro de um modelo tradicional. Ficamos à espera do algoritmo, enquanto o jornalismo musical encolhe e deixa de cumprir um papel que poderia fortalecer toda a cadeia. Anunciar que um álbum será lançado este ano precisa mesmo ser tratado como algo exclusivo e estratégico demais para chegar ao público?”, questiona Alexandre Giglio. Rafael Chioccarello complementa: “Um guia exerce um papel estratégico no ecossistema da música: funciona como termômetro, rompe a lógica passiva dos algoritmos e estimula trocas mais qualificadas”. O projeto contou com a contribuição de dezenas de profissionais de comunicação, selos e produtoras de todo o país, tornando-se uma ferramenta viva e colaborativa. Destaques para o público do rock, punk e hardcore Para quem acompanha as baterias aceleradas, a distorção e o skank, 2026 promete ser um ano de colheita farta. O guia aponta novidades muito aguardadas na cena, incluindo os veteranos do Dead Fish (com os 20 anos de Zero e Um e a versão deluxe de Labirinto da Memória), o peso do Black Pantera (que promete dois álbuns), além de novos trabalhos de Rancore, Zander, Claustrofobia, Pitty, Capital Inicial, Detonautas, Fresno e a energia do Sapo Banjo. 💿 Guia de lançamentos 2026 (ordem alfabética) Abaixo, você confere o mapeamento inicial. Como os bastidores da música são dinâmicos, alguns projetos ainda definem se serão EPs ou discos cheios, e datas podem sofrer alterações. Você também pode acompanhar a planilha oficial e sugerir novos lançamentos [acessando o formulário do projeto aqui].

Rush anuncia cinco shows no Brasil em 2027; veja datas e locais

Pode acreditar, não é um delírio coletivo. O impossível aconteceu. Os ícones Geddy Lee (baixo, teclados, vocais) e Alex Lifeson (guitarra, vocais) confirmaram o retorno do Rush ao Brasil com a histórica Fifty Something Tour. Após o esgotamento imediato de mais de 50 datas na América do Norte, a banda anunciou nesta segunda-feira (23) a extensão da turnê para o Reino Unido, Europa e, para a nossa alegria, América do Sul, quebrando um hiato de 17 anos sem pisar por aqui. No Brasil, a turnê terá proporções colossais. Com produção da 30e, o grupo fará cinco shows entre janeiro e fevereiro de 2027, passando por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Confira a rota do Rush pelo Brasil em 2027: Homenagem a Neil Peart e a nova formação A turnê é uma grande celebração do legado da banda e, principalmente, da vida do saudoso baterista e letrista Neil Peart. A decisão tem a bênção integral da família de Peart. “Estamos entusiasmadas em apoiar a turnê, celebrando uma banda cuja música ressoou e inspirou fãs por gerações. A musicalidade de Neil era singular. […] Como baterista e letrista, ele era insubstituível. Estamos animadas para ver como essa nova visão se desenvolverá”, declararam Carrie e Olivia Peart (viúva e filha do músico). Para a Fifty Something Tour, a monumental tarefa de assumir as baquetas ficará a cargo da virtuosa baterista, compositora e produtora alemã Anika Nilles (que já tocou com Jeff Beck). O tecladista Loren Gold (The Who) completa a nova escalação. Formato “An Evening With” Se prepare para uma maratona. Os shows seguirão o formato “an evening with” (uma noite com), ou seja, sem bandas de abertura e com o Rush tocando dois sets por noite. Geddy Lee revelou que a banda está ensaiando um catálogo de cerca de 40 músicas, o que permitirá um setlist rotativo, com canções diferentes a cada apresentação. “Esperamos sinceramente que vocês venham celebrar conosco 50 anos da música do Rush, enquanto prestamos a Neil a homenagem que ele tão merecidamente merece”, afirmou o baixista. 🎫 SERVIÇO: RUSH NO BRASIL (2027) Turnê: Fifty Something South American Tour Realização: 30e 📍 CURITIBA Data: 22 de janeiro (sexta-feira) Local: Arena da Baixada 📍 SÃO PAULO Data: 24 de janeiro (domingo) Local: Allianz Parque 📍 RIO DE JANEIRO Data: 30 de janeiro (sábado) Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão) 📍 BELO HORIZONTE Data: 1 de fevereiro (segunda-feira) Local: Estádio Mineirão 📍 BRASÍLIA Data: 4 de fevereiro (quinta-feira) Local: Arena BRB Mané Garrincha 💎 EXPERIÊNCIAS VIP (Preços padrão para todas as cidades) 💳 INFORMAÇÕES DE VENDA

Party On Wacken 2026: maior festival de metal do mundo ganha esquenta oficial no Brasil

O Wacken Open Air, meca sagrada do heavy metal mundial, completará 35 anos de história em 2026 com uma iniciativa sem precedentes. Intitulado Party On Wacken 2026, o evento celebrará a data de forma simultânea em 35 países, e o Brasil, com sua legião apaixonada de metalheads, obviamente não ficaria de fora. A edição nacional vai acontecer no dia 18 de abril (sábado), na Audio, em São Paulo. A realização é do Bangers Open Air, com produção da HonorSounds, garantindo que o espírito do vilarejo alemão seja perfeitamente traduzido para o público brasileiro. Força do metal nacional Para representar o Brasil nessa celebração global, a organização montou um line-up que é uma verdadeira aula de peso e brutalidade. O palco da Audio receberá quatro instituições do metal extremo brasileiro, unindo diferentes gerações: Essa escolha reforça a relevância do nosso cenário no exterior. A relação do público brasileiro com o Wacken é histórica e vem sendo construída desde 2001, impulsionada pelo apoio da revista Roadie Crew, que atua como ponte oficial do festival no país há mais de duas décadas. Uma festa global Ao todo, a festa acontecerá em 35 nações, incluindo Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Argentina, Chile e Austrália. O projeto promete shows ao vivo, ativações especiais, festas temáticas e conteúdos oficiais que conectam a comunidade global do heavy metal. É a chance de viver a energia de Wacken sem precisar atravessar o oceano. 🎫 Serviço: Party On Wacken 2026 | Edição Brasil Ingressos: Os ingressos já estão à venda online.

Com retorno de guitarrista original, Candlebox traz os hinos de Seattle para o Somos Rock Festival

Se você viveu intensamente a efervescência da cena de Seattle nos anos 90, prepare o coração e a garganta. O Candlebox, uma das bandas mais cultuadas do pós-grunge, desembarca na América do Sul em abril para quatro apresentações, duas delas no Brasil. O grupo, liderado pelo carismático vocalista Kevin Martin, é uma das principais atrações internacionais da 6ª edição do Somos Rock Festival, com shows marcados para São Paulo (25/04) e Curitiba (26/04). Retorno de Peter Klett ao Candlebox Para tornar a turnê ainda mais especial para os fãs de longa data, a banda confirmou o retorno de Peter Klett, guitarrista fundador e responsável por grande parte dos riffs marcantes dos primeiros álbuns. É a chance perfeita para ouvir hinos absolutos como Far Behind e You (do aclamado disco de estreia que vendeu mais de quatro milhões de cópias) com a energia e a identidade sonora que consagraram a banda nas paradas e na antiga MTV. A perna sul-americana da turnê, assinada pela Vênus Concerts, passará também por Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina). Maratona do Somos Rock Festival O Somos Rock Festival tem a proposta clara de celebrar bandas que atravessaram décadas, do vinil ao streaming. E o lineup desta edição é uma verdadeira viagem no tempo: 🎫 Serviço: Candlebox no Somos Rock São Paulo Curitiba

Entrevista | Gogol Bordello – “Esse álbum é a minha vingança pós-punk contra mim mesmo”

O Gogol Bordello lançou, na última sexta-feira (13), o álbum We Mean It, Man!, um trabalho que reafirma a identidade combativa e multicultural da banda formada em Nova York no fim dos anos 1990. O disco amplia a sonoridade do grupo ao mergulhar ainda mais em sintetizadores, camadas eletrônicas e influências pós-punk, sem abandonar as raízes ciganas, latinas e do hardcore que consolidaram o chamado gypsy punk. O álbum carrega senso de urgência e posicionamento político, mas também mantém o espírito festivo que transformou o Gogol Bordello em uma das bandas mais intensas ao vivo da cena alternativa. A produção aposta em texturas mais eletrônicas e uma abordagem moderna, reforçando a ideia de que o grupo nunca foi preso a um purismo acústico, mas sempre dialogou com tecnologia, experimentação e cultura urbana global. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Eugene Hütz, vocalista do Gogol Bordello, falou sobre o simbolismo do lançamento do álbum e do selo, a proposta sonora mais eletrônica do novo álbum e a relação histórica e afetiva da banda com o Brasil. O álbum foi lançado na sexta-feira 13. A data teve algum simbolismo especial para a banda ou foi coincidência? Eu não acho que existia nenhum simbolismo antes. Mas agora existe. Porque não foi apenas o lançamento de um álbum. Nós também começamos nosso próprio selo. Então essa data virou o nascimento oficial do nosso selo e das bandas que fazem parte dele, como Puzzled Panther, Greatest Berger, Pons e nós. Eu estou produzindo várias bandas de Nova York agora. Então, a partir deste momento, essa data se tornou simbólica. Como você descreveria a essência desse novo álbum? É a minha vingança pós-punk contra mim mesmo. Algumas pessoas passaram a enxergar o Gogol Bordello como uma banda que cortou ligações com o resto do mundo musical, como se fôssemos anti-tecnologia ou neo-primitivistas. Isso nunca foi verdade. Antes mesmo da banda, eu já tocava com sintetizadores e experimentava com sons eletrônicos. Sempre usamos eletrônicos. Até Immigrant Punk é totalmente programada com loops e samples. Esse álbum deixa isso claro. É post-punk, post-hardcore, com mais sintetizadores. É sobre avançar, não sobre voltar para a montanha com um violão. Quando ouço o disco, sinto uma grande fusão entre punk, eletrônico e ritmos globais. É isso. Exatamente. Fusão é a palavra. Existe uma faixa que represente melhor o espírito do álbum? São as 11 faixas. Se alguma não representasse, não estaria no álbum. Eu não conseguiria eliminar nada. Há muita vida ali, muitas influências de Nova York, de Manchester psicodélica, da música cigana e da América Latina. Temos integrantes latino-americanos na banda, inclusive um baixista de Minas Gerais, Gil Alexandre, que, aliás, é especialista em cachaça. E quais foram as selecionadas para entrar no setlist dos shows? Todas. Fizemos uma grande turnê na Europa tocando basicamente o álbum inteiro. É raro quando músicas novas se tornam imediatamente destaques do show. Mas está acontecendo. O clima político e social atual dos Estados Unidos influenciou o álbum? Por que limitar aos Estados Unidos? O mundo inteiro está perdendo a cabeça. O ponto central é a perda do pensamento crítico. O pensamento crítico era essencial para o punk rock. Hoje, muita gente faz qualquer coisa por seguidores e publicidade e chama isso de punk. Isso não é punk. O espírito original era quase o oposto disso. Há planos para trazer essa nova turnê ao Brasil? Esperamos que sim. Eu amo o Brasil. É um dos meus lugares favoritos no mundo. Pessoas incríveis, cultura incrível. Passei muito tempo aí e penso nisso todos os dias. O que faz o Brasil diferente de outros lugares? No Brasil as pessoas, na maior parte do tempo, estão de bom humor. Em outros lugares, você precisa quase levantar peso para sentir essa energia, como se tivesse que puxar as pessoas pelo cabelo. Eu amo a cultura do Nordeste. Já estive no Carnaval em Recife e Olinda várias vezes. Me aproximei quase como um antropólogo cultural. Qual foi o show mais marcante da banda no Brasil? Acho que foi o Lollapalooza em São Paulo, com Gogol Bordello. Foi um momento muito forte para a banda. Mas eu também vivi muitas experiências especiais no Brasil fora dos nossos próprios shows. Durante o Carnaval, fiz participações com Mundo Livre, DJ Dolores, Nação Zumbi e uma Orquestra de Frevo. Toquei e convivi com Seu Jorge, Otto e Lenine. Com Lenine, fizemos inclusive uma apresentação longa no Rock in Rio, algo como 30 minutos juntos, com músicos ciganos do Rio de Janeiro. Também toquei como DJ em cidades como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Tenho amigos aí, como o pessoal do Comunidade Ninjitsu, especialmente o Freddy Chernobyl. Então é difícil escolher um único momento, porque minha relação com o Brasil vai muito além de um show específico. Álbum novo e independência com o selo. Como você enxerga o futuro do Gogol Bordello? Você planeja um tempo para lançar um trabalho novo? Nós agora existimos no nosso próprio tempo. Não temos uma grande gravadora dizendo quando lançar algo. Às vezes um álbum vem em um ano e meio, às vezes leva três anos. Não dependemos do ciclo da indústria. Claro que quando saímos em turnê existe um ciclo, mas temos liberdade. Há muito trabalho envolvido, mas estamos acostumados. Além do Gogol Bordello, eu tenho outra banda chamada Puzzle Panther, com o Brian Chase, do Yeah Yeah Yeahs, e músicos mais jovens de Nova York que estão começando a deixar sua marca. É uma formação diferente, mais voltada para um dance punk psicodélico. O Brian e eu nos conhecemos antes de existir Yeah Yeah Yeahs, antes de existir Gogol Bordello, antes de existir Interpol, The Strokes, Liars. Era só um grupo de pessoas fumando e bebendo juntas, imaginando que um dia começariam bandas. E então, entre 1999 e 2000, todas essas bandas explodiram. Depois disso, a gente só se via em festivais, no catering, uma vez a cada cinco anos. Agora está tudo um pouco mais organizado. Todo mundo tem a própria vida

As I Lay Dying anuncia turnê no Brasil celebrando 20 anos de “Shadows Are Security”

Uma das bandas pilares do metalcore, o As I Lay Dying, confirmou o seu retorno ao Brasil. A turnê An Evening With As I Lay Dying desembarca no país em maio para celebrar duas décadas de um disco que definiu uma geração: Shadows Are Security. Com realização da Dark Dimensions, a passagem da banda contará com duas datas: Celebração de um clássico Lançado em 2005, Shadows Are Security foi o álbum que catapultou o As I Lay Dying para o reconhecimento internacional, entregando hinos como Confined e Through Struggle. A turnê promete revisitar essa fase de ouro, sem deixar de lado sucessos posteriores de An Ocean Between Us e faixas recentes. Nova formação do As I Lay Dying com DNA brasileiro O As I Lay Dying vive um novo capítulo. Liderada pelo fundador Tim Lambesis, a banda passou por uma reformulação completa e agora conta com um time de peso, incluindo o guitarrista brasileiro Bill Hudson (Northtale, Doro). Completam o line-up Don Vedda (guitarra), Chris Clancy (baixo e vocais) e o monstruoso baterista Tim Yeung (ex-Morbid Angel). A banda também apresentou recentemente os singles Echoes e If I Fall, que mostram a direção do próximo álbum de estúdio via Napalm Records. Serviço: As I Lay Dying no Brasil Os ingressos já estão disponíveis através da plataforma Ingresso Master. São Paulo Curitiba Classificação: 18 anos.

Portugal. The Man confirma sua primeira turnê solo no Brasil com dois shows

A banda Portugal. The Man acaba de anunciar sua primeira turnê solo no Brasil. Conhecidos pela mistura contagiante de rock alternativo e pop, os norte-americanos desembarcam no país em maio para duas apresentações exclusivas. The Denali Tour A vinda da banda faz parte da The Denali Tour, que marca uma nova era na carreira do grupo. O show apresenta as faixas de seu 10º álbum de estúdio, intitulado SHISH. Claro que o repertório não deixará de lado os hinos que consolidaram a trajetória da banda, como a favorita dos fãs Purple Yellow Red and Blue e o fenômeno Feel It Still. É a chance de ver o grupo com um setlist completo e imersivo, fora da correria dos festivais. Guia de ingressos para Portugal. The Man no Brasil A venda de ingressos será dividida em várias etapas, começando já nesta terça-feira (27). Confira o cronograma para não perder a chance. Serviço CURITIBA (PR) SÃO PAULO (SP)

The Red Jumpsuit Apparatus estreia no Brasil com turnê de 20 anos

A espera de duas décadas finalmente acabou para os fãs brasileiros do emo e do rock alternativo. A banda norte-americana The Red Jumpsuit Apparatus confirmou sua primeira apresentação no Brasil. O show acontece no dia 28 de março de 2026, no Hangar 110, em São Paulo. A venda de ingressos já está aberta. A apresentação integra uma turnê internacional muito especial. O grupo celebra os 20 anos de lançamento de Don’t You Fake It (2006). Este álbum de estreia se tornou um marco da explosão do gênero nos anos 2000, figurando ao lado de clássicos de bandas como My Chemical Romance e Fall Out Boy. “Face Down” e o impacto cultural Formada em Jacksonville, na Flórida, a banda rompeu a bolha do underground rapidamente com o single “Face Down”. A música dominou as paradas da Billboard e a programação da MTV, tornando-se um hino da época. Mas o sucesso da faixa foi além das melodias cativantes. A letra chamou a atenção por denunciar explicitamente a violência doméstica, narrando a história de uma mulher vítima de agressões. Esse posicionamento transformou a banda em uma voz ativa em campanhas e debates sobre relacionamentos tóxicos. Até hoje, a canção permanece central nos shows e na identidade do grupo. Hits nostálgicos do The Red Jumpsuit Apparatus e fôlego novo Além da mensagem poderosa de “Face Down”, o público do Hangar 110 poderá cantar outros sucessos. O repertório promete incluir o hit do Warped Tour, “False Pretense”, e a balada onipresente “Your Guardian Angel”. No entanto, o The Red Jumpsuit Apparatus não vive apenas do passado. Em 2025, a banda lançou os singles “Perfection” e “Slipping Through”, mostrando uma sonoridade atualizada. Eles também participaram recentemente de um tributo ao Twenty One Pilots, provando que dialogam bem com as novas gerações. Portanto, se você viveu a era de ouro do emo ou descobriu o som deles agora, esta é uma oportunidade única. Confira o serviço completo abaixo e garanta seu lugar. 📅 Serviço The Red Jumpsuit Apparatus em São Paulo