Entrevista | Bullet For My Valentine – “Ele ainda é muito relevante, muito próximo aos nossos corações”

Vinte anos após o lançamento de The Poison, o Bullet For My Valentine encerrou um ciclo histórico em solo brasileiro. No último dia 20, pouco antes de subirem ao palco do Allianz Parque, em São Paulo, para abrir o show do Limp Bizkit, Michael Paget, Jason Bowld e Jamie Mathias conversaram sobre o peso do legado que carregam e a conexão renovada com uma nova geração de fãs. O Bullet For My Valentine, que ajudou a moldar o metalcore mundial, refletiu sobre a experiência de tocar seu álbum de estreia na íntegra pela última vez. Em um clima de celebração e respeito mútuo entre gerações do metal, os músicos destacaram a importância de manter a essência focada nas guitarras e a honra de dividir o palco com ídolos que foram cruciais para suas próprias formações musicais. >> Confira como foi o show em São Paulo Nesta entrevista, o trio abriu o jogo sobre o futuro sonoro do grupo, a “bênção” que foi o sucesso repentino nos anos 2000 e revela os discos fundamentais que definiram suas trajetórias. Confira abaixo o bate-papo completo. Qual é a sensação de ver um álbum como The Poison, que foi lançado há duas décadas, ainda ser a porta de entrada para tantos fãs? Michael Paget: É incrível, sabe? Aquele álbum se conectou com tanta gente 20 anos atrás e poder tocá-lo 20 anos depois, vendo todos esses novos fãs mais jovens aparecendo e aceitando o disco, tem sido maravilhoso. Ele ainda é muito relevante, é muito próximo aos nossos corações e temos muito orgulho dele porque fez muito pelas pessoas, a forma como ele se comunica e se conecta com elas. É muito importante para nós. Além disso, tocá-lo o ano todo em alguns dos locais onde tocamos pelo mundo e ir a lugares onde nunca estivemos antes também foi animal. Hoje é o último show, a última vez que o tocaremos na íntegra, então vai ser um estouro. Jason Bowld: É, a última vez tocando o The Poison. Vou sentir falta… até daqui a dez anos. O álbum mais recente é o homônimo (Bullet For My Valentine, de 2021)… esse som mais agressivo definitivamente combina mais com a banda? Jason Bowld: Ih, eu estaria revelando segredos, isso seria… Top secret? Jason Bowld: É, segredo absoluto. Eu não gosto de falar muito sobre como será o próximo álbum porque… Estou me referindo ao mais recente, de 2021. Michael Paget: Ah, o mais recente? Achei que era o próximo. O último foi o autointitulado (Self-titled), então o próximo vai ser ainda mais agressivo. Vai ser sempre pesado e sempre terá… vai ser simplesmente Bullet, é tudo o que gostaria de dizer, na verdade. Vai ser a cara do Bullet. O nu metal está tendo um retorno enorme. Como uma banda de metalcore, como vocês se sentem dividindo o palco com o Limp Bizkit hoje à noite? Michael Paget: Ah, é bom pra caralho, cara. Somos fãs de longa data do Limp Bizkit. Eles mudaram nossas vidas anos atrás, da mesma forma que o The Poison mudou a vida de tanta gente para nós. Ser convidado para vir e abrir para eles na América do Sul tem sido um sonho realizado. É loucura! Jason Bowld: É, muita loucura. Lugares enormes também, tem sido incrível! A energia da multidão é… não me lembro de ter visto uma banda gerar tanta energia com o público, sabe? E eles são classe pura. Pessoas de classe, músicos incríveis e, sim, eles ainda são relevantes. Mas, sabe, essa coisa do retorno do nu metal… não sei, talvez seja um retorno com algumas reviravoltas, mas na minha visão você não consegue replicar estilos que já passaram sem que pareça algo forçado. Vocês ficaram encantados com o apoio incrível e radical dos fãs brasileiros. Qual é o segredo para manter o respeito dessas lendas e, ao mesmo tempo, continuar relevante para a geração mais jovem? Michael Paget: Essa talvez seja uma pergunta para você responder, mas… acho que para nós, lá no começo, a gente explodiu muito rápido. De novo, acho que foi por causa do The Poison e de como tocamos em algo que conectou com muita gente. Não sei o que foi, mas foi uma “bênção disfarçada” para nós. Simplesmente aconteceu do dia para a noite. E acho que talvez seja porque somos focados nas guitarras; Metallica e Iron Maiden são influências muito grandes na banda também. Então acho que o encaixe foi certo e nós éramos aquela banda nova que as pessoas queriam levar em turnê. Já realizamos muita coisa, a nossa lista de desejos está bem cheia no momento, mas estamos no caminho. Só uma última pergunta: cada um de vocês poderia dizer um álbum que mais influenciou na carreira? Jason Bowld: Steal This Album!, do System Of A Down. Jamie Mathias: Master of Puppets, do Metallica. Michael Paget: Cowboys From Hell, do Pantera.

Bullet For My Valentine substitui Yungblud com show focado em “The Poison”

Substituir um headliner de última hora é uma tarefa ingrata, mas o Bullet For My Valentine provou ser a escolha definitiva para ocupar a lacuna deixada por Yungblud na etapa latino-americana da Loserville Tour. Convocados para suprir a ausência do músico britânico, que se retirou do lineup por questões de saúde, os galeses não apenas cumpriram a tabela: eles dominaram o palco do Allianz Parque com uma autoridade que só veteranos do metalcore possuem. A conexão com o público paulistano foi instantânea e avassaladora. Antes mesmo dos primeiros acordes ecoarem pelo estádio, a pista já fervilhava com mosh pits espontâneos, sinalizando que a audiência estava pronta para uma descarga de energia pesada. O respaldo dos fãs foi o combustível necessário para que o quarteto entregasse uma performance técnica e emocionalmente carregada. Estrategicamente, a banda optou por não montar um setlist genérico de festival. Em vez de uma coletânea de hits esparsos, eles mantiveram a espinha dorsal de sua turnê de 2025: a celebração monumental dos 20 anos de The Poison. O álbum, que definiu uma era para o metal moderno, foi o protagonista da noite, sendo executado quase na íntegra. Das 13 faixas originais, dez foram resgatadas, transportando o público diretamente para 2005 com hinos como Tears Don’t Fall e 4 Words (to Choke Upon). O show ainda guardou fôlego para pérolas essenciais da discografia, como Hand of Blood e o encerramento catártico com Waking the Demon. Embora o formato reduzido do set tenha deixado um gosto de “quero mais” nos presentes, a recepção calorosa e o apoio incondicional da plateia consolidaram a passagem do BFMV por São Paulo como um dos grandes momentos do evento. Eles entraram como substitutos, mas saíram como protagonistas. Setlist Her Voice Resides 4 Words (to Choke Upon) Tears Don’t Fall Suffocating Under Words of Sorrow (What Can I Do) Hit the Floor All These Things I Hate (Revolve Around Me) Hand of Blood Room 409 The Poison 10 Years Today Cries in Vain The End Waking the Demon

Substituição na Loserville Tour, no Allianz Parque: sai Yungblud, entra Bullet for my Valentine

O Loserville Tour, que tem Limp Bizkit como headliner e está marcado para o dia 20 de dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo, sofreu uma mudança da última hora: saiu Yungblud, entrou Bullet for my Valentine. Nas redes sociais, Yungblud disse que precisou se ausentar para cuidar da saúde. “Vou explicar. É algo relacionado à minha saúde, por favor, me deem apenas alguns dias. Amo vocês eternamente”. Além de Limp Bizkit e Bullet for My Valentine, também irão se apresentar as bandas 311, Ecca Vandal, Riff Raff e Slay Squad. Os ingressos continuam à venda pelo site Eventim. Veja setores e preços Cadeira superior: R$ 182,50 (meia) | R$ 365,00 (inteira) Pista: R$ 247,50 (meia) | R$ 495,00 (inteira) Cadeira inferior: R$ 332,50 (meia) | R$ 665,00 (inteira) Pista premium: R$ 447,50 (meia) | R$ 895,00 (inteira)

Bullet For My Valentine revela single inédito; ouça No More Tears To Cry

Atração confirmada do Rock in Rio, a banda galesa de heavy metal Bullet For My Valentine lançou o single No More Tears To Cry. A faixa dá sequência ao sucesso dos singles anteriores Omen e Stitches, mas continua a surpreender os fãs. A banda se apresenta no Palco Sunset do Rock In Rio no dia 2 de setembro e na Audio, em São Paulo, em 3 de setembro.

Rock in Rio: Festival anuncia Black Pantera com Devotos e Living Colour com Steve Vai

Após anunciar o line-up do Palco Mundo no Dia do Metal, que conta com Iron Maiden como atração principal, o Rock in Rio anunciou alguns shows incríveis para o Palco Sunset, na mesma data: um encontro inédito entre Living Colour e o guitarrista Steve Vai, a banda Bullet For My Valentine, além do supergrupo de heavy metal americano Metal Allegiance e os brasileiros do Black Pantera com a banda Devotos. O ineditismo da apresentação da banda Living Colour com o guitarrista Steve Vai reunirá os timbres graves de Corey Glover somados a riffes precisos da guitarra de Steve. Somando-se a ele, claro, os músicos Vernon Reid, Doug Wimbish e William Calhoun farão este espetáculo ainda mais grandioso. Os fãs já podem esperar inclusive o groove de Steve em Cult of Personality. Sucesso nas décadas de 1980 e 1990, a norte-americana Living Colour volta ao Brasil após passagem pelo próprio Palco Sunset, em 2013, quando se apresentou com a superstar africana Angelique Kidjo. No ano passado, a atração lançou um novo clipe, em um protesto antirracista, com a sua clássica This Is The Life, do álbum Time’s Up – um clássico revisitado até os dias de hoje. O último trabalho apresentado pela banda foi Shade, em 2017, o sexto de estúdio. Já o guitarrista americano Steve Vai, que também é compositor e produtor, ganhou três vezes o Grammy. Com passagens pelo Rock in Rio, nas edições de 2015 do Brasil e de Las Vegas, Steve emocionou o os presentes na Cidade do Rock brasileira, quando milhares de pessoas se juntaram a ele cantando a melodia instrumental do seu hit For the love of God. Ele iniciou sua carreira aos 18 anos transcrevendo as sequências musicais de Frank Zappa, com quem depois veio a tocar. Com a missão de fechar as apresentações do Palco Sunset, os britânicos do Bullet For My Valentine vão encerrar o dia com chave de ouro. Recentemente, a banda anunciou o seu sétimo álbum de estúdio chamado Bullet For My Valentine, lançado em novembro de 202. Eles abriram um novo capítulo ainda mais ousado com o álbum mais pesado e feroz que produziram. Prova disso são as músicas lançadas Rainbow Veins, Knives, Parasite e Shatter. Formado pelo vocalista e guitarrista Matt Tuck, pelo guitarrista Michael “Padge” Paget, o baixista Jamie Mathias e o baterista Jason Bowld, o grupo nasceu em 1998 e se tornaram uma das maiores bandas do metal, vendendo mais de 3 milhões de álbuns em todo o mundo e ganhando três álbuns de ouro, além de definir o metalcore britânico com o single de estreia, The Poison. Entre os pioneiros da cena mais reverenciados da comunidade do metal, o Metal Allegiance promete entregar um show inesquecível no Palco Sunset. Seu último álbum, Volume II: Power Drunk Majesty se tornou um clássico do trash com músicas guiadas por muita adrenalina e movidas por um groove que nunca foi visto antes. Os fãs da banda também vão ter um motivo a mais para comemorar: o baterista Mike Portnoy, um dos maiores ídolos do metal, vai fazer sua estreia no Rock in Rio acompanhado de seus parceiros Alex Skolnick, Mark Menghi, Phil Demmel, John Bush e Chuck Billy. O público pode esperar por uma apresentação repleta de clássicos e bastante animada, com hits como We Rock, Bound by Silence e Dying Song. Abrindo o line-up do Palco Sunet, o trio do Black Pantera formado por Charles Gama, Chaene da Gama e Rodrigo Pancho, vai ser o responsável por começar os trabalhos de uma noite épica para os fãs de metal junto com os Devotos. Uma das maiores bandas do cenário underground atual, o Black Pantera chamou atenção não só no Brasil, mas de todo o mundo com o seu som marcante. Com seu rock pesado e letras que trazem críticas sociais importantíssimas para os dias de hoje, a banda vem conquistando cada vez mais espaço. No dia 21 de janeiro, lançou seu mais recente single Padrão É O Caralho, que é uma das faixas do disco Ascensão, com lançamento marcado para 11 de março. Além das musicas do seu novo álbum, os fãs também poderão conferir na Cidade do Rock seus grandes sucessos, O Último Homem Em Pé, Alvo na Mira, A Carne, além da recém-lançada Seis Armas. Já os Devotos, power trio nascido em 1988 e uma das bandas de punk rock/hardcore mais influentes e importantes da música brasileira, farão uma participação especial com seus hits Brincando do Jeito que Dá, Nossa História e Fé Demais.

Margot Robbie declara amor por heavy metal no Tonight Show

Margot Robbie

Margot Robbie que é uma grande fã de metal. A protagonista de Aves de Rapina listou algumas de suas bandas favoritas no Tonight Show com Jimmy Fallon. Margot estava participando da seção Know It All, um quiz no programa que passa por diferentes categorias. Entre as bandas citadas pela atriz como suas favoritas, estão KISS, Slipknot e Metallica. Depois de interpretar uma personagem tão rebelde quanto a Arlequina, nada como mostrar sua apreciação pelo metal. “Eu tive uma fase bem heavy metal. Eu tinha uns 14 anos, pintei meu cabelo de preto e cortei com uma navalha. Eu só usava camisas de banda e ouvia bandas como Silverstein e Bullet For My Valentine. Foi uma fase bem estranha”, comentou a atriz. Além de Margot Robbie, outros artistas declaradamente fãs do gênero como Jim Carrey e Demi Lovato também têm se manifestado sobre a paixão musical recentemente. Confira a participação de Margot Robbie no Tonight Show: