A CCXP22 Realmente atendeu as expectativas?

Engenharia do Cinema Este é um texto comentando minha experiência na CCXP22, pela qual pode ter sido totalmente diferente da sua, dependendo do rumo que você estava procurando no local. Para deixar clara esta análise da mesma, resumo que estava procurando um local agregado ao universo dos filmes e séries, contendo uma breve fuga do dia a dia. Terminou na noite deste domingo, 04 de dezembro, a sétima edição do evento Comic Con Experience, no Brasil. Após um hiato três anos devido a pandemia, muitos estavam se questionando se a qualidade do mesmo iria decair e se teria o mesmo pique, afinal, no início de 2020 vários nomes que estavam encabeçando a Omelete Company (empresa responsável pelo evento, até então) como Érico Borgo, Aline Diniz e Natália Bridi, se desligaram do mesmo e seguiram carreiras distintas, mas ainda no universo pop. Com início na noite de 30 de novembro com a Spoiler Night, conhecido como um breve período pelo qual o mesmo abre às portas por poucas horas durante a noite, apenas para divulgar algumas das atrações que serão vistas no evento, muitos começaram a perceber o óbvio: havia menos estandes, mas agora as atrações tinham bons brindes. Este que vos fala optou por dormir na fila no dia citado, para conseguir pegar o painel do dia 01 de dezembro (cujas principais atrações eram os painéis da Marvel, Lucasfilm, Pixar e uma então possível aparição de Pedro Pascal, que não estava confirmado no painel de “The Mandalorian”). Cheguei ao local na faixa das 16h30, e fui o 67ª a chegar na fila. Durante o período da madrugada, apesar de haver bastante segurança na parte externa do mesmo, no interior do estacionamento não se encontravam staffs para cuidarem dos “fura filas” e auxiliarem em eventuais problemas que poderiam surgir (uma vez que o local já tinha cerca de 1600 pessoas). Tudo acabou ficando à mercê daqueles que já estavam cientes do ambiente nos outros anos. Com a fila para o auditório Thunder Cinemark Club sendo aberta apenas às 9 horas da manhã (horário que também foram entregues as pulseiras), muitos começaram a furar a fila durante a entrada na fila que já direcionava para o painel, devido a ausência de staffs no final das mesmas (algo que foi solucionado nos outros dias do evento). Devido novamente a interferência daqueles que chegaram primeiro no local (como eu), aqueles ainda evitaram abrir as filas erradas (com o público que havia acabado de chegar no local) para entrarem no mesmo! (por incrível que pareça!). Após muitas confusões, finalmente fomos colocados dentro do mesmo e justamente muitos de nós ficamos nas laterais dos painéis. Bastante próximos dos apresentadores e convidados durante os anúncios (estar perto de Kevin Feige, Pedro Pascal, Paul Rudd e Evangeline Lilly, foi surreal), não havíamos imaginado que outro problema estava prestes a ser mostrado em nossos olhos, mas que só notaríamos horas depois: Maria Bopp. Conhecida por fazer muito sucesso nas redes sociais com a “Blogueirinha do Fim do Mundo” e ter interpretado Bruna Surfistinha na sucedida série “Me Chama de Bruna”, era um desafio para ela em meio a cultura pop (algo que ela realmente nunca foi muito conhecida, inclusive grande parte das pessoas presentes do painel, não a conheciam). Quando a mesma começou a todo momento interromper o cineasta Fernando Meirelles (que estava sendo homenageado, no início do painel), para falar de sua carreira e se atrapalhar na leitura de frases clichês no teleprompter, os problemas começaram a serem notados por uma grande parcela do espectador. Mas o grande momento “vergonha alheia”, foi quando a mesma foi colocada para entrevistar o ator Alexander Ludwig (da série “Vikings”), pois além de fazer várias perguntas clichês, brincadeiras aleatórias e sem graças (como colocar ele vendo um oriental jogando um machado e dois “lutadores” se batendo, enquanto ela “parava” para poder falar que ela era a “fod*na” no palco e pedia fotos do público). Quando tudo não parecia estar mais vergonhoso (o mesmo inclusive, estava desconfortável em vários momentos), quando chegou a hora dela retratar sobre a série “Hells” (estrelada pelo ator, em 2021), ela não sabia sequer qual plataforma ela se encontrava (e ainda confundiu “Star+” com “Star”, e encerrou o mesmo sem citar que ela está disponível no Lionsgate+). Imagem: Reprodução da Internet (Divulgação) Quando a dupla saiu do palco, e Marcelo Forlani assumiu para comandar a atração da Disney, a sensação foi de alívio. Porém, outro descuido bastante breve foi cometido pelo mesmo (e que poderia ter sido evitado com uma simples palavra). 80% das atrações mostradas em vídeos nos painéis, foram ditas pelo mesmo que eram totalmente exclusivas e que só os presentes iriam ver elas serem mostradas, mas que cerca de dois minutos depois já estavam disponibilizados pelos estúdios na internet. Isso ocorreu com os trailers de “Transformers: O Despertar das Feras”, “Indiana Jones: O Chamado do Destino” e até mesmo “Guardiões da Galáxia: Vol. 3” (que inclusive foi dito isso na presença do próprio Kevin Feige, Presidente da Marvel). A sensação de tristeza de vermos conteúdos que valessem à espera, acabaram sendo aumentadas (uma vez que os próprios painéis do estúdio ainda contavam com pré-estreias exclusivas). Isso sem citar que durante boa parte dos painéis da Disney, muitos staffs estavam totalmente confusos e achavam que não poderiam filmar presenças dos astros no palco (o que resultou em alguns conflitos e discussões desnecessárias). Mas para os que pensam que foi um desastre completo, confesso que o primeiro dia no Auditório Thunder Cinemark Club se salvou por conta da presença dos astros da Disney, pois realmente era nítido que muitas pessoas ali ainda não sabiam o que deveria se fazer e não houve nenhum preparo ou estudo sobre o que deveria ser executado. Desde então prometi para mim mesmo que não iria mais me prender naquele local, nos próximos três dias de evento. E realmente foi a melhor decisão que tomei (pois segundo muitos presentes no local, os problemas continuaram persistindo nos outros dias). Ao andar na feira na