Circa Waves completa novo projeto com o lançamento de “Death & Love Pt. 2”

O grupo de Liverpool Circa Waves lançou nesta sexta-feira (24) o álbum Death & Love Pt. 2 (Lower Third/[PIAS]). O trabalho complementa a primeira parte do projeto, lançada em janeiro de 2025, reunindo agora 18 faixas em um álbum completo disponível no streaming e em formatos físicos (CD e vinil duplo). O lançamento é acompanhado pelo single Stick Around, que ganhou videoclipe dirigido pelo guitarrista da banda, Joe Falconer. Anteriormente, o grupo já havia antecipado as faixas Cherry Bomb e Old Balloons. Processo de composição de Death & Love Pt. 2 O conceito do álbum duplo foi motivado por um problema de saúde grave enfrentado pelo vocalista Kieran Shudall no início de 2023. Após o diagnóstico de uma artéria bloqueada, o músico passou por uma cirurgia cardíaca de emergência, período que resultou em um hiato nos palcos e em uma produção intensa de novas composições. Segundo Shudall, as músicas refletem o processo de recuperação e o impacto emocional do procedimento cirúrgico. O material foi produzido pelo próprio vocalista e gravado entre o RAK Studios, em Londres, e um estúdio em Finsbury Park. Histórico O Circa Waves surgiu em 2013 e alcançou destaque no cenário indie britânico com o álbum de estreia Young Chasers (2015), que entrou no Top 10 do Reino Unido. O grupo é conhecido por singles como T-Shirt Weather e Stuck in My Teeth. O último trabalho de inéditas antes do novo projeto havia sido Never Going Under, lançado em 2023.
Entrevista | Circa Waves – “Conforme você envelhece, se torna sentimental”

Death & Love Pt.1, o sexto álbum de estúdio da banda inglesa Circa Waves, já está disponível nas plataformas de streaming. O primeiro volume conta com nove faixas de guitar pop catártico. De acordo com a banda, o disco é um poderoso mecanismo de enfrentamento para processar a experiência de quase morte do vocalista Kieran Shudall. A segunda parte será lançada ainda este ano. No início de 2023, Kieran recebeu uma ligação dos médicos informando que sua artéria principal estava severamente bloqueada. Dois dias depois, ele estava deitado em uma mesa de cirurgia, assistindo um fio ser inserido em seu coração para corrigir o problema. O que se seguiu foi o cancelamento de vários shows do Circa Waves, o ajuste a uma rotina de medicação e, mais crucialmente, a necessidade de aprender a viver de uma nova maneira. E o resultado é simplesmente impressionante. Autoproduzido por Kieran, com engenharia de som de Matt Wiggins (Adele, Lana Del Rey, Glass Animals), as nove faixas de Death & Love Pt.1 exalam nostalgia e remetem aos sons e temas que fizeram Shudall querer pegar uma guitarra pela primeira vez. Shudall conversou com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, a recuperação após o problema médico, além da possibilidade do Circa Waves vir ao Brasil. Confira abaixo. Death & Love Pt. 1 parece um álbum profundamente pessoal e intenso sobre uma experiência de quase morte. Trouxe uma nova perspectiva para o trabalho da Circa Waves? Sim, acho que, no final das contas, quando algo louco acontece contigo e você tem emoções intensas, é como se novos tipos de melodias surgissem. Acho que naturalmente temos melodias de amor, medo, ódio ou algo assim como a ideia de desaparecer e ou morrer ou o que quer que seja. Isso criou um novo tipo de melodia que era interessante. O primeiro single que fizemos já transmite uma energia de superação. Qual foi a inspiração por trás de We Made It e como ela se conecta ao tema geral do álbum? Escrevi sobre um amigo que estava passando por um momento difícil e era eu meio que dizendo: “apesar de todos os momentos difíceis que passamos, ainda estamos aqui, nós conseguimos”. Queria que fosse bem aberto e relacionável para qualquer um, então se você estiver no meio da multidão, você pode sentir que é a pessoa que conseguiu, porque acho que todo mundo já passou por algo difícil, seja um término de relacionamento, perda de emprego ou a morte de um membro da família. Todo mundo precisa sentir esse otimismo de que a vida continua e você consegue. Isso é algo que você acha que teria escrito antes ou é por causa da sua experiência que começou a pensar mais sobre esses assuntos? Acho que é como a idade avançada. Conforme você envelhece, se torna sentimental e começa a pensar sobre a vida que você viveu e a mortalidade, além de todos esses tipos de coisas mórbidas. É o processo real de transformar uma experiência tão aterrorizante em um processo de cura através da música, porque você disse que era uma carta para dizer a si mesmo que você sobreviveria. Isso é algo fácil? Como foi a experiência real? Bem, acho que queria me esforçar para escrever músicas que fossem mais pessoais e que fossem sobre o assunto. Poderia escrever músicas que não fossem sobre isso, mas simplesmente saiu naturalmente. Senti a necessidade de escrever sobre isso, quase como quando alguém tem um diário e quer escrever sobre algo que o irritou ou algo triste, simplesmente saiu naturalmente e é meu tipo de catarse. Foi o meu jeito de superar isso. Isso ajuda já que escrevi músicas, sinto que é uma terapia para mim. Quais bandas ou artistas do passado mais inspiraram nessas composições? Consegue identificar? É muito parecido com aquela cena inicial de Nova York, os anos 2000, com o The Walkmen, Yeah Yeah Yeahs, The Strokes, The National e LCD Soundsystem. Essa energia bruta e o tipo de guitarras corajosas com a bateria estridente, os vocais distorcidos e tudo mais. Por algum motivo, sempre fui loucamente apaixonado por esse som, o que realmente não sei por quê. Porque muitas bandas de Liverpool só querem soar como os Beatles, mas sempre fui apaixonado pelos artistas de Nova York. Você pode mencionar dois ou três álbuns que o inspiraram muito na sua vida? Bows + Arrows, do The Walkmen, certamente Is This It, do The Strokes, além do Alligator, do The National, que foi uma grande inspiração para mim. E você e a banda têm um histórico de criar música que ressoa fortemente com o público ao vivo. Como você imagina que faixas como Let’s Leave Together e Like You Did Before impactarão os fãs nos shows? Acho que a letra é um pouco mais direta do que escrevi no passado. Escrevi muito pop ao longo dos anos com vários artistas fora da banda. E há algo sobre a simplicidade de um refrão pop que amo, e a letra é sempre tão direta. O primeiro disco que fizemos, Young Chasers, era melodicamente bastante pop, mas as letras eram meio vagas. E elas eram um pouco mais misteriosas, acho. Os refrões que escrevi neles ainda são bastante pop, mas acho que a letra é um pouco mais direta e sucinta. Então espero que o público sinta a necessidade de gritar de volta para mim agora. O álbum foi mixado por Matt Wiggins, que trabalhou com artistas como Adele e Glass Animals. Como foi essa colaboração? E o que ele trouxe para o som final do Circa Waves? Eu amo Matt, ele é simplesmente incrível, um engenheiro incrível. Ele grava as coisas com extrema proficiência. Ele é uma pessoa tão legal, é ótimo para trocar ideias e me deixa meio que “podemos tentar isso? Podemos tentar isso? Podemos tentar isso? E ele responde sempre positivamente. Ele nunca impede a banda de tentar nada. Ele é muito aberto e nos permite ser quem queremos ser. Como você
Entrevista | Circa Waves – “A música é uma ótima forma de esquecer coisas ruins”
Circa Waves lança novo single; confira Lemonade

Após o cancelamento da turnê do álbum Sad Happy, a banda britânica Circa Waves continuou produzindo em casa a todo vapor neste período de quarentena. Como resultado, lançou Lemonade, seu mais novo single em parceria com o cantor e compositor Alfie Templeman. Além de uma música de verão, Lemonade fala de esperança, da importância do pensamento positivo e de ocupar a mente com coisas alegres. “Imagine, se quiser, o mundo desmoronando ao seu redor/Há ansiedade, medo e você não consegue abraçar sua mãe há meses/Mas espere! O que é isso?“. Uma bela música começa a tocar, acompanhada dos vocais elegantes de Templeman. A guitarra te enche de alegria, a melodia alivia sua dor e de repente você está bebendo rum com limonada. Sua mente fica clara e tudo está bem por 3 minutos e 20 segundos. “O que é isso? Magia?! Não… é ‘Lemonade’”, explica o vocalista Kieran Shudall. Parceria com Alfie Templeman Em contrapartida, a parceria entre Shudal e Alfie Templeman é considerada muito desenvolta, pelo fato de ambos serem descritos como grandes compositores, além de muito talentosos. Como resultado, a parceria gerou um single com ritmo equilibrado, entre nuances da bateria e melodia alegre. Ao falar sobre sua colaboração, Templeman comentou: “Lemonade para mim é uma faixa tão sincera, sobre todos se unindo e se amando em momentos em que tudo parece tão difícil. Eu definitivamente me relacionei com isso no bloqueio e é por isso que estava tão animado para pular na pista”. Banda Circa Waves Com sete anos de estrada, a banda Circa Waves é formada por Kieran Shudall (vocal), Sam Rourke (baixo), Joe Falconer (guitarra) e Colin Jones (bateria). Sua discografia conta com os álbuns Young Chasers (2015), Different Creatures (2017) , What’s It Like Over There? (2019) e Sad Happy (2020).
Circa Waves lança cover de There She Goes, do The La’s

O Circa Waves divulgou no último sábado (20), um cover de There She Goes, do The La’s. Em resumo, o lançamento faz parte do lançamento de uma loja virtual de 24 horas que só vende discos de música, idealizado pelo Love Record Store. Contudo, essa não é a única novidade. O grupo também lançou um vinil edição limitada do disco What’s It Like Over There (2019). Para comprar o disco físico você pode acessar este link. O evento #loverecordstores, foi realizado no dia 20. Ademais, a iniciativa também teve shows virtuais de Craig David, Richard Russell, Metronomy, entre outros. A campanha tem como objetivo conscientizar os desafios apresentados pelas lojas de discos durante esta atual pandemia.
Circa Waves lança EP acústico; ouça Sadder, Happier
Entrevista | Circa Waves – “Ficamos em casa, tentando produzir mesmo à distância”