Descendents e Circle Jerks fazem turnê conjunta pelo Brasil; veja datas

A lendária banda punk Descendents vem ao Brasil em dezembro, juntamente com o Circle Jerks, para uma turnê que incluirá datas em São Paulo e Curitiba. A venda de ingressos já teve início via Clube do Ingresso. A primeira apresentação será em 13 de dezembro, no Tork N’ Roll, em Curitiba. No dia seguinte, a dobradinha será repetida no Terra SP, em São Paulo. Formada em 1977, a banda Descendents é um pilar do punk rock americano. Com álbuns aclamados como Milo Goes to College e Everything Sucks, eles conquistaram uma legião de fãs ao redor do mundo. A banda é conhecida por suas letras pessoais e introspectivas, combinadas com uma energia frenética e melodias cativantes. Desde sua formação em 1979, o Circle Jerks também é uma lenda do punk rock, com seus icônicos álbuns Group Sex e Wild in the Streets. Eles personificam a essência rebelde e crua do punk rock, deixando uma marca indelével na história do gênero. Vem de uma turnê pela Europa com o Nofx. Serviço Descendents + Circle Jerks no Brasil em 2024 CURITIBA13 de dezembro – sexta feiraLocal: Tork N’ Roll (Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças, Curitiba)Classificação: 18 anosIngressos SÃO PAULO14 de dezembro – sábadoLocal: Terra SP (Av. Salim Antônio Curiati, 160 – Campo Grande, São Paulo)Classificação: 18 anosIngressos
Circle Jerks promove aula magna de hardcore com 24 músicas em 40 minutos

Se Frank Turner trouxe o polimento, o Circle Jerks trouxe a história. Quando Keith Morris e Greg Hetson subiram ao palco às 20:10, a sensação não foi de um show de abertura, mas de uma lição de casa. Eles são os arquitetos do hardcore californiano que permitiram que bandas como o NOFX existissem. A apresentação foi um exercício de urgência e resistência. O guitarrista Greg Hetson, incombustível, correu pelo palco provando que o punk preserva. A banda entregou um set “cravado” em 40 minutos, sem gordura, sem discursos longos, apenas descarga sonora. Sem jogos de luzes, apenas porradaria no show do Circle Jerks Visualmente, o show foi um retorno às raízes. Com uma luz fixa e crua, sem os jogos de luzes coloridas típicos de arenas, o WiZink Center ganhou ares de “casa abandonada”. Essa estética “suja” casou perfeitamente com a sonoridade primitiva da banda. A abertura com Deny Everything e Letterbomb deixou claro que a proposta era a velocidade. Blocos temáticos de ritmo se formaram, com destaque para a execução celebradíssima dos clássicos Beverly Hills e When the Shit Hits the Fan. Metralhadora de clássicos O repertório foi um presente para os puristas, com metade do show (12 músicas) dedicado ao seminal álbum Group Sex. A intensidade era tanta que faixas de dois minutos, como o cover de Wild in the Streets (de Garland Jeffreys), pareciam épicos longos em comparação aos petardos de hardcore de 50 segundos como Don’t Care. Houve espaço para navegar pela discografia com Moral Majority e Live Fast Die Young, mantendo o público em um estado constante de mosh e stage diving, conferindo um tom nostálgico e violento à pista. A reta final com Wasted abriu caminho para o encerramento caótico com Red Tape. O Circle Jerks provou que, mesmo em uma “festa de aposentadoria” (a do NOFX), eles, os veteranos, ainda têm gasolina no tanque. Foi o prato principal perfeito para saciar a fome de violência sonora antes da sobremesa agridoce da despedida.