Jambu mergulha na melancolia pesada com o single “Desculpa”

Consolidada como um dos nomes mais relevantes do indie rock contemporâneo, a banda amazonense Jambu está de volta com material inédito. O trio, formado por Gabriel Mar (voz e guitarra), Roberto “Bob” Freire (guitarra) e Yasmin “ysmn” Moura (bateria e voz), lançou o single Desculpa, via Deck. A faixa serve como o “abre-alas” do novo EP Cartas que escrevi enquanto sonhava, com lançamento previsto para maio. Se em Manauero (Deluxe) a banda explorava cores vibrantes do indie, em Desculpa o caminho é mais profundo e sombrio. A música abraça uma vertente mais densa, com guitarras de timbre pesado, cordas em afinação drop e uma atmosfera que explode em um pós-refrão visceral. Evolução e maturidade da Jambu A produção da faixa é assinada em parceria com Fepa, conhecido como guitarrista da banda O Grilo. Essa colaboração ajudou a lapidar o novo som da Jambu, que busca equilibrar a pegada do rock clássico com a sensibilidade melancólica do indie moderno. “A Jambu é uma banda de rock, tem músicas pesadas, mas dentro do rock tem níveis”, explica o vocalista Gabriel Mar. “A gente abraçou muito essa melancolia, botando peso nas guitarras. É um processo constante de evolução da nossa maturidade, do nosso timbre, com uma bateria mais pegada e um som mais profundo.” Novo EP Cartas que escrevi enquanto sonhava promete ser um registro de transição e afirmação. Com Desculpa, a banda prova que é possível manter a essência melódica que os tornou populares enquanto exploram texturas sonoras mais rústicas e emocionais.

Juvi lança axé punk “tá na hora de terminar”

Ela já dominou o seu feed com os rankings mais aleatórios e divertidos da internet, mas agora Juvi quer dominar a sua playlist. A criadora de conteúdo, cantora e multi-instrumentista lançou pela gravadora Deck o single tá na hora de terminar. Se você espera apenas humor, vai encontrar também uma crítica afiada (e necessária) às relações que já expiraram, mas continuam vivas por pura obrigação social. Crítica por trás do ritmo Inspirada naquelas relações que todo mundo vê que já acabaram, menos o casal, a faixa é uma indireta direta para a monogamia sustentada pelo “tem que ser assim”. “Às vezes, as pessoas estão juntas e não se gostam, ou até se odeiam. Claramente todo mundo ganha se isso terminar”, dispara Juvi com a sinceridade que a tornou uma das personalidades mais queridas da web. Sonoridade “axé punk” Musicalmente, Juvi não se prende a rótulos óbvios. A faixa aposta em uma mistura festiva que ela define como “axé punk”: tem a leveza e a dança da cumbia e dos ritmos latinos, mas com guitarras marcantes, sintetizadores e uma atitude sarcástica que flerta com o rock alternativo. Demonstrando sua versatilidade, a artista assina a produção completa da faixa — dos beats à mixagem, passando por baixo e guitarra. Videoclipe disponível Para acompanhar o lançamento, a faixa ganhou um videoclipe que traduz visualmente essa estética caótica e divertida, já disponível no canal oficial da artista.

Dead Fish revela inéditas na versão deluxe de “Labirinto da Memória”

Às vezes, o que fica de fora da tracklist final de um disco é tão urgente quanto o que entra. Quase dois anos após apresentar o álbum Labirinto da Memória (2024), o Dead Fish decidiu abrir os arquivos daquela sessão de gravação. A banda capixaba disponibilizou nas plataformas de streaming a edição deluxe do trabalho, via gravadora Deck. O projeto expandido vai além de uma simples reedição: ele traz duas faixas inéditas, Entre o Fim e o Começo e Orbitando, além de quatro registros captados ao vivo. “Tragicamente atual para 2026” Produzidas por Rafael Ramos e Ricardo Mastria, as canções inéditas mantêm a pegada hardcore melódica que marcou o disco original. Segundo a banda, elas só ficaram de fora em 2024 por questões de fluxo narrativo do álbum. O vocalista Rodrigo Lima comenta que a faixa “Entre o Fim e o Começo” reflete sobre o esgotamento de recursos e a apropriação egoísta do conhecimento: “Entre o Fim e o Começo ficou pronta no fim das gravações e preferimos deixá-la de fora. Eu, pessoalmente, gosto bastante da letra e da música, é uma letra tragicamente atual para 2026”. Já sobre Orbitando, Lima explica que a música “bateu na trave”. “Ficou pronta antes de muitas que entraram. Gosto de tudo nela… mas acabou não encaixando no flow do álbum. É uma música muito forte, que ficou sem lugar”. Registro dos palcos de Labirinto da Memória Para completar o pacote, a edição deluxe inclui a energia da turnê que rodou o Brasil nos últimos dois anos. As faixas escolhidas para as versões ao vivo foram:

Molho Negro lança o álbum Vidamorteconteúdo

Primeiro disco da Molho Negro lançado pela gravadora Deck, Vidamorteconteúdo começou com um desafio diferente para a banda, ao se depararem com um pedido do diretor artístico Rafael Ramos. “Ele sugeriu que a gente compusesse mais músicas para depois escolher as que entrariam no álbum e isso já fez uma super diferença”, comentou o vocalista e guitarrista João Lemos. Assim a banda montou o disco tendo muitas opções e seguiu um fio narrativo ao selecionar as canções e a ordem delas. Vidamorteconteúdo, embora não tenha um tema, traz como pano de fundo a vida que a gente tem levado, muito pautada pela hiperconectividade, excesso de telas e afins, “além do que vem junto com isso, precarização do trabalho e outros problemas do nosso tempo”. A sonoridade desse novo trabalho traz a essência da Molho Negro, mas com alguns experimentos novos como em Bombas e Refrigerantes, que tem elementos eletrônicos e samples e Claustrofobia, com uma massa sonora mais densa do que os álbuns anteriores. Com 13 anos de carreira, a Molho Negro lança seu quarto álbum, Vidamorteconteúdo, que reafirma a identidade da banda, ao mesmo tempo que aponta novos caminhos.

Aposta da Deck, Maré Tardia revela single Tarde Demais

A banda Maré Tardia revelou o single Tarde Demais, que capta perfeitamente a sonoridade nostálgica autêntica do grupo. Gus (guitarra e voz), Bruno Lozório (guitarra), Canni (baixo) e Vazo (bateria) gravaram no estúdio Costella, em SP, com a afiada produção de Alexandre Capilé e Gus Lacerda. Esse primeiro single antecipa o lançamento do aguardado segundo álbum da banda, Sem Diversão Pra Mim, com distribuição pela gravadora Deck no início de 2025. O clipe, dirigido por Lucas H. Santos (Majestoso), traduz em imagens a intensidade da faixa. Gravado na praia de Itapoã, em Vila Velha, durante o crepúsculo. Em turnê de divulgação desde agosto até dezembro de 2024, a banda já planeja para 2025 uma turnê de lançamento que promete consolidar seu lugar na cena indie rock e punk nacional.

Sugar Kane lança álbum “Antes que o Amor Vá Embora”; ouça!

Mesmo antes de ser lançado, o novo álbum do Sugar Kane já era considerado um divisor de águas na carreira da banda. Eles, que já têm mais de 27 anos de estrada e sempre foram 100% independentes, se juntaram com a gravadora Deck e com o produtor Rafael Ramos para produzirem juntos Antes que o Amor Vá Embora. “Já tínhamos na nossa cabeça que a única chance de trabalhar com alguém de fora seria se fosse com a Deck e com o Rafael e isso fez e está fazendo toda a diferença”, comentou o guitarrista Vini Zampieri. “Ter um outro olhar sobre o trabalho acabou tendo um impacto positivo no resultado”, completa. Além de ter um produtor de fora, os integrantes do Sugar Kane passaram bastante tempo compondo e gravando no estúdio até definirem quais canções entrariam ou não no material final. “Acho que a principal diferença desse disco para os outros foi a escolha de repertório. Fizemos mais de 30 músicas e 12 entraram. É um disco direto, rápido e intenso”, apontou o baterista Pindé. A temática também mudou. “Abordamos sentimentos novos, mais otimistas do que os que escrevemos anteriormente. Tentamos mudar a perspectiva do mundo caótico e apocalíptico que temos no presente. É um disco mais alegre”, revela Vini Zampieri. Sobre o processo de gravação Zampieri conta: “Como eu não moro em São Paulo, gravava as versões de voz e violão para que os outros três montassem a música. Depois mostramos para o Rafael e ele ia nos guiando, também à distância. Assim que tivemos tudo aprovado, partimos para as gravações definitivas mas muita coisa ficou nesses primeiros takes”. Justamente por isso, o álbum soe tão espontâneo. Antes que o Amor Vá Embora também marca a entrada do Carlos Fermentão no baixo e fazendo backing vocal, o que também trouxe uma mudança no clima das músicas, já que antes só o Alexandre Capilé fazia as vozes. “Ele já tinha tocado muitas vezes conosco em shows, mas tê-lo na banda é uma alegria. Além de músico ele é compositor e trouxe algumas canções para esse trabalho”, comentou Alexandre Capilé. Somado às muitas novidades do álbum, o Sugar Kane convidou duas participações especiais, Badauí, do CPM22, canta Dormi no Chão e Jup do Bairro Agora. Badauí é contemporâneo deles e há tempos queriam fazer algo juntos. Já Jup, uma artista de outra geração, eles conheceram pouco tempo atrás e tiveram uma identificação imediata. Ficou aquela promessa de uma música juntos, até que veio esta oportunidade. “Essa música foi perfeita porque a interpretação dela casou muito bem”, declarou Capilé. Novos integrantes, participações especiais, letras mais solares, produtor e gravadora. Definitivamente Antes que o Amor Vá Embora parece querer dizer que agora é que o amor nunca mais vai embora.

Sugar Kane assina com a Deck e prepara novo álbum

Uma das maiores bandas de hardcore do Brasil, o Sugar Kane acaba de assinar contrato com a gravadora Deck para lançar seu próximo álbum. “Nesses 27 anos de banda é a primeira vez que estamos fazendo um lançamento com uma gravadora e estamos muito felizes com isso. Ter uma equipe trabalhando junto faz toda diferença, já que sempre fizemos tudo sozinhos”, comentou o vocalista e guitarrista Alexandre Capilé. O novo álbum também marca uma nova fase da banda, com temáticas mais solares e mensagens mais positivas. “Estamos na faixa dos 40 anos e claro que com o tempo nossa visão de mundo mudou e as reflexões sobre música e sobre as nossas músicas também”, aponta Capilé. O disco está sendo finalizado essa semana no Estúdio Tambor, a produção é de Rafael Ramos e o lançamento será no próximo semestre.

Apadrinhado por Elza Soares, Caio Prado lança single “Reconciliar”

O cantor e compositor Caio Prado vem chamando atenção desde que começou sua carreira, alguns anos atrás, mas depois que a cantora Elza Soares gravou sua música Não Recomendado, um hino contra a homofobia, ele passou a ser mais conhecido, se tornando um dos nomes mais relevantes de uma geração que usa a arte contra a intolerância e a favor da democracia. A voz da “cantora do milênio” foi divisor de águas na carreira do artista, que participou do espetáculo musical Elzas, na Cidade das Artes em 2021, do documentário Elza Infinita (2021) e da homenagem a Elza no Rock in Rio 2022. Depois dos singles Não sou teu negro, lançado em áudio e vídeo no Dia da Consciência Negra em 2020, que tornou-se música tema do especial Falas Negras 2021, na TV Globo, e foi regravada por Alcione com a participação de Caio, veio Baobá, parceria com Verônica Bonfim e com clipe assinado pela Meduzza Filmes, que lhe rendeu o título de “fenômeno vocal da Neo MPB” pela imprensa internacional. A música entrou na trilha sonora do jogo de videogame FIFA 22 (da franquia de games EA Sports). Grande aposta da cena musical independente brasileira, Caio Prado assinou contrato com a gravadora Deck em junho e Reconciliar é a primeira canção da nova fase do artista. “Essa é uma música com muitos tons e camadas, que fala de um amor universal e necessário, que se reconcilia, que é mais tolerante, que se estende dos relacionamentos à vida social e política. Nela, me reconcilio também com as minhas raízes, com um auto-amor que tem, inclusive, mais liberdade para encontrar o outro. O outro é uma língua que a gente precisa aprender”, explica ele. A música, produzida por Marcelo Delamare e Theo Zagrae, é o single de estreia do Caio na gravadora, anunciando os caminhos para o próximo disco. Além da canção, ele também lança o clipe, que tem direção de Rodrigo França.

Luiz Caldas passeia por hits nacionais em “Playlist Brasileira 1”

O cantor e compositor baiano Luiz Caldas escolheu revisitar algumas de suas canções favoritas fazendo uma homenagem carinhosa e trazendo seu olhar peculiar para cada obra. Tudo começou no início da quarentena. Sem poder fazer shows, Luiz Caldas teve a ideia de cantar e tocar violão na sua casa e postar nas redes sociais. Daí veio o convite de Rafael Ramos, diretor artístico da gravadora Deck, para registrar as gravações em estúdio. O próprio Luiz Caldas produziu e tocou essas versões intimistas para músicas que fazem parte de seu universo afetivo. “Tudo é baseado no que eu gosto de cantar. Há muita verdade nessas interpretações justamente por isso”, disse ele. Assim sendo, o álbum Playlist Brasileira 1 traz compositores diversos, como Fábio Jr., Cassiano, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Marcos Sabino, João Ricardo, Paulo Diniz e outros. Algumas das canções são do tempo em que o multi-instrumentista tocava em bailes, atividade que exerceu dos 7 aos 16 anos, como A Lua e Eu (Cassiano/ Paulinho Motoka). “Cassiano é um compositor maravilhoso, a música brasileira deve demais a ele. Desde que começou tendo suas canções gravadas por Tim Maia, ele espalha sucessos. E essa música é um clássico, eu sempre tocava nos bailes e quem não estava apaixonado se apaixonava”, relembra Luiz Caldas. Reluz (Marcos Sabino), que fez muito sucesso nos anos 80, também remete a esses tempos. “Quando eu estava gravando meus primeiros discos, essa música era um hit em todo o país. O Marcos Sabino é um artista incrível, uma voz suave. Para mim foi muito legal revivê-la porque ela remete muito ao baile, à pista de dança. Me traz recordações maravilhosas”. Dos anos 70, Luiz Caldas pinçou Sangue Latino (João Ricardo/ Paulinho Mendonça). “Quando essa música foi lançada, deixou todo mundo de boca aberta. A interpretação de Ney e o surgimento do Secos & Molhados abriram a cabeça e a forma de se enxergar um artista no palco, a forma de se vestir, a performance, a voz aguda de Ney. Foi um marco. Acho essa canção belíssima e por isso fiz questão de incluir no disco”. Além dessas, fazem parte do álbum A Força do Amor (Cleberson Horsth/ Ronaldo Bastos), Deslizes (Michael Sullivan/ Paulo Massadas), Caçador de Mim (Luiz Carlos Sá/ Sérgio Magrão), O Que É Que Há? (Fábio Jr./ Sérgio Sá), Pingos de Amor (Paulo Diniz/ Odibar), Sol de Primavera (Beto Guedes/ Ronaldo Bastos), Frisson (Sérgio Natureza/ Tunai), Caminhos de Sol (Herman Torres/ Salgado Magrão) e Espanhola (Flávio Venturini/ Guarabyra). As 12 faixas do álbum, que estreou hoje nos aplicativos de música, são um passeio não só pelos afetos musicais de Luiz Caldas, como também pelas memórias que o público tem dessas canções e pelas lembranças que elas despertam em cada um. Playlist Brasileira 1 é o 137º álbum gravado por Luiz Caldas ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira, número este que não para de crescer, uma vez que o cantor e compositor lança, desde 2013, um álbum a cada mês, passeando pelos mais diversos estilos musicais. Um dos lançados no primeiro semestre de 2021, Sambadeiras, rendeu ao artista a indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. O disco é um mergulho no samba de roda do recôncavo baiano, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, e homenageia os artistas da região, em especial o cantor, compositor, violonista e grande conhecedor da cultura popular da Bahia, Roberto Mendes. Todos os álbuns do projeto de lançamentos mensais estão disponíveis para download gratuito no site.