Canvas canta o amor inesperado em Amanheceu

Com a brisa do mar e o calor de um verão inesquecível, Amanheceu chega como um hino ao amor que surpreende, encanta e permanece. A canção do Canvas traduz em versos suaves o encontro inesperado entre dois corações que se conectam à beira-mar, embalados pelo som das ondas e pela magia do instante. Logo no primeiro verso, somos transportados para uma noite de verão onde tudo começa com um gesto simples: sentar na areia, puxar conversa e, sem pressa, descobrir um novo mundo no olhar do outro. Com poesia e leveza, a letra desenha o nascer de um sentimento que cresce com o amanhecer — quando os lábios se encontram e o encantamento é inevitável. Nesse lançamento, a banda Canvas apresenta uma nova formação com a entrada de Nando Vegas nos teclados e os membros do primeiro lançamento: Enrico Minelli (voz), Fabio Yamamoto (guitarra), Will Oliveira (baixo) e Thiago Biasoli (bateria). “Amanheceu” é mais do que uma canção sobre um romance de verão. É um manifesto contra o clichê de que essas paixões são passageiras. Com versos como “quem foi que disse que um amor de verão não dura muito ou some devagar”, a música celebra o amor que permanece — aquele que deixa marcas, cheiros, lembranças e que, mesmo longe da praia, continua presente no dia a dia. A faixa mistura nostalgia e esperança, evocando memórias e imaginando futuros, com refrões marcantes e um clima que convida à entrega. Ideal para embalar momentos especiais, trilhar histórias a dois ou simplesmente se deixar levar por uma melodia que aquece o coração. “Amanheceu é sobre encontrar o paraíso em alguém — e perceber que, às vezes, não há lugar melhor pra gente estar do que nos braços de quem chegou… e ficou”. Enrico Minelli, vocalista da banda Canvas. Produzida por Luiz Carlos Maluly, no estúdio Centro Artístico Maluly em São Paulo, SP. Amanheceu carrega a experiência e sabedoria de um dos maiores produtores musicais do Brasil, que com sua criatividade há mais de quarenta anos possui uma impressionante diversidade de projetos de sucesso, sendo muitos deles históricos como o estrondoso Revoluções Por Minuto (RPM), na década de 80, ou o elegante Fina Estampa de uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, Caetano Veloso.
Bola e Ivyson se unem em single que reflete sobre mudança, memória e o passar do tempo

O cantor e compositor santista Bola lançou Outros Tempos, Outras Ruas, single inédito em parceria com o pernambucano Ivyson. A faixa chegou a todas as plataformas digitais pela Midas Music e antecipa um novo momento artístico para ambos, unindo lirismo, maturidade e uma sonoridade que transita entre o folk, a MPB e o rock alternativo. Com uma atmosfera íntima e nostálgica, a canção mergulha em reflexões sobre o tempo e suas transformações, tanto externas quanto internas. “Outros Tempos, Outras Ruas é uma música que fala sobre mudanças, sobre ressignificação de lugares, de pessoas, de colocar valores diferentes em outras coisas conforme o tempo da nossa vida vai passando”, explica Bola. “Coisas que não eram tão importantes talvez tenham se tornado, e coisas que eram muito importantes talvez tenham ficado um pouco pra trás. É uma música sobre a passagem do tempo e como lidamos com isso (ou tentamos) em nossas vidas.” A música nasceu durante a pandemia, período em que Bola compôs grande parte do seu novo disco. Inicialmente escrita apenas por ele, a faixa ganhou uma nova camada emocional com a entrada de Ivyson. “Depois que passou tudo, conheci o trabalho do Ivyson e, consequentemente, nos conhecemos pessoalmente. Com afinidades musicais, o convidei para cantar essa faixa comigo e escrever uma segunda parte que ele cantasse. Fui até a casa dele e acabamos terminando a música lá em uma tarde; foi um belo dia.” Natural do Recife, Ivyson tem 25 anos e vive em São Paulo desde 2022, onde tem aprofundado sua trajetória musical. Seu trabalho se destaca pelo lirismo e sensibilidade, marcas que conquistaram o público desde os primeiros lançamentos, como o sucesso nas redes com Girassol, a mixtape Poemas Para Quem Chora, o EP Retalhos e o álbum O Outro Lado do Rio (2022). A parceria entre os dois artistas se reflete não só na composição, mas na harmonia das vozes, que se complementam com naturalidade. “Estou muito empolgado e ansioso com este lançamento, pois acho que a junção entre eu e o Ivyson deu uma liga maravilhosa. Parece que a gente já fazia música há um tempão juntos”, diz Bola. O arranjo acústico de Outros Tempos, Outras Ruas segue a proposta do novo álbum solo de Bola: uma obra sensível e sem guitarras, com exceção da faixa “Chave”, única que traz esse elemento, em participação especial da guitarrista Leticia Filizzola. “É um trabalho que mistura folk, MPB e uma pitada de rock alternativo”, resume o artista, que ficou conhecido nacionalmente como vocalista da Zimbra, banda formada ainda na adolescência em Santos, sua cidade natal. Bola traz na bagagem um histórico sólido com a Zimbra, mas vem desbravando novos caminhos no projeto solo, que já conta com um disco, dois EPs e diversos singles. Entre seus lançamentos mais recentes, estão Eu sinto tanta falta de você e Feitos pro fim do mundo (A música de Dark), esta última inspirada na série da Netflix. Suas referências musicais são diversas, indo de Milton Nascimento e Belchior a Radiohead, Bon Iver e Phoebe Bridgers. Com Outros Tempos, Outras Ruas, Bola e Ivyson somam vozes, histórias e gerações para cantar as transformações que marcam a vida, aquelas que nos exigem coragem, mas também nos oferecem novos olhares. O single já está disponível nos apps de música, reforçando a força da canção brasileira em sua forma mais honesta e afetiva. Ouça Outros Tempos, Outras Ruas, de Bola e Ivyson
Evanescence celebra o poder feminino em “Fight Like a Girl” com K.Flay

Um dos maiores nomes do rock das últimas décadas, o Evanescence se uniu com K.Flay, fenômeno alternativo, na explosiva Fight Like a Girl. A faixa está nos créditos finais de Bailarina, filme ambientado no universo da franquia John Wick. Impulsionada pela energia feroz e visceral de vingança, resiliência e da força da mulher, a música incorpora os temas do filme com profundidade emocional. Coescrita pela vocalista do Evanescence, Amy Lee, ao lado de K.Flay, Dylan Eiland e pelo compositor do filme, Tyler Bates, Fight Like A Girl segue o lançamento de Hand That Feeds, fruto da colaboração entre Halsey e Amy Lee, também para a trilha do filme. Bailarina se passa durante os eventos de John Wick: Capítulo 3 – Parabellum, acompanhando Eve Macarro (Ana de Armas), que inicia seu treinamento nas tradições de assassinos da Ruska Roma. O elenco também conta com Anjelica Huston, Gabriel Byrne, Lance Reddick, Catalina Sandino Moreno, Norman Reedus, e participações marcantes de Ian McShane e Keanu Reeves. Prestes a embarcar em turnês ao lado de Metallica e My Chemical Romance, o Evanescence continua a marcar seu nome na história do rock e da cultura pop deste século. Em meio ao domínio masculino do rock no começo dos anos 2000, a banda surgiu combinando metal com melodias sinfônicas e piano e conquistou o mundo com seu álbum de estreia, Fallen, que traz hits como Bring Me to Life e My Immortal. O trabalho foi premiado com múltiplos Grammys e se tornou um dos discos mais vendidos da história. A elogiada discografia do Evanescence inclui cinco álbuns de estúdio, como The Open Door e The Bitter Truth, além de turnês internacionais de grande sucesso. A formação atual — Amy Lee, Tim McCord, Will Hunt, Troy McLawhorn e Emma Anzai — segue lotando arenas ao redor do mundo, incluindo o maior show da carreira acontecendo em São Paulo, e emplacando novos sucessos como Afterlife, da série Devil May Cry.
Barão Vermelho anuncia nova turnê “Do Tamanho da Vida”; veja datas

O Barão Vermelho vai apresentar seu novo show Do Tamanho da Vida, título da música inédita de Cazuza e Barão Vermelho. A nova turnê, que foi lançada juntamente com a canção durante o Rock in Rio 2024, inclui sucessos como Bete Balanço, Exagerado, Maior Abandonado, O Tempo Não Para, Pro Dia Nascer Feliz e a música Do tamanho da vida, que ganhou o prêmio Multishow de melhor rock em 2024. A turnê vai passar pelas principais capitais do Brasil e várias outras cidades. Para estes shows a formação do Barão Vermelho será Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados e vocais), Fernando Magalhães (guitarra, violão e vocais) e Rodrigo Suricato (voz) e ainda contará com as participações de Marcio Alencar no baixo e Cesinha, irmão do Peninha, na percussão. “O show do Barão e a sua turnê Do Tamanho da Vida, me pegam, por mil motivos. Parece que tudo que já fizemos tem relevância. O repertório é “matador”, a banda está voando alto, performances incríveis e muita vontade de agradar aos fãs. São 43 anos de estrada, tudo DO TAMANHO DA VIDA, como o prometido, como merecido. Viva caralho, morrer jamais!”, exclama um empolgado Guto Goffi, baterista do Barão. Há oito anos, o quarteto carioca, é composto por dois de seus fundadores: Guto Goffi e Maurício Barros (teclados e vocais), Fernando Magalhães (guitarra, violão e vocais), desde 1985 no grupo e por Rodrigo Suricato (voz, guitarra e violões). “Adoramos tocar ao vivo, o Barão é uma banda de estrada, e estamos muito felizes com o lançamento do nosso novo single. Amamos prestigiar o nosso passado, mas estamos sempre olhando para frente, e do que se trata a nossa vida e esta nova tour”, diz Fernando Magalhães. A história do Barão Vermelho se confunde com a própria história do rock nacional. Banda que desfila sucessos, com repertório que passeia por quatro décadas. Para Maurício Barros, “é uma alegria estar voltando para a estrada, nessa tour na qual celebramos a passagem do tempo. Estivemos lá, nos anos 80, e agora estamos em 2024 com a mesma pegada”. E o tempo não para mesmo, como bem diz Rodrigo Suricato: “esse tema maior do tempo e suas contradições e celebrações é o que levamos de mais importante com essa turnê. Nós damos uma cutucada no tempo trazendo assuntos como o etarismo, já que alguns membros da banda passaram dos 60 anos. Queremos que isso sirva como inspiração para as pessoas.” A nova programação visual e direção do show são de Batman Zavareze. “O show do Barão é uma explosão de sucessos. Tenho as melhores memórias como fã e hoje, colaborar na direção visual dessa nova turnê, me engrandece como profissional. Showzaço imperdível!”, afirma Zavareze. A turnê anterior do Barão foi a vitoriosa tour BARÃO40, celebrando os 40 anos do grupo. Os shows convidaram os fãs a cantarem juntos, suas músicas mais conhecidas, do início ao fim dos concertos. Datas confirmadas 16/05 – Curitiba, Teatro Guaíra 25/05 – Brasília, Funn Fest 07/06 – Rio de Janeiro, Morro da Urca 08/06 – São Paulo, Best of Blues and Rock 14/06 – Ribeirão Preto, João Rock 12/07 – Belo Horizonte, Fest Prime
David Byrne anuncia álbum “Who is the Sky?”; ouça primeiro single

David Byrne anunciou Who Is the Sky?, seu primeiro novo álbum desde o aclamado American Utopia, de 2018, que será lançado em 5 de setembro pela Matador Records. O álbum foi produzido por Kid Harpoon, vencedor do Grammy (Harry Styles), e suas 12 músicas foram arranjadas pelos membros do conjunto de câmara Ghost Train Orchestra, com sede em Nova York. Amigos da música, antigos e novos, incluindo St. Vincent, Hayley Williams do Paramore, o baterista do The Smile, Tom Skinner, e o percussionista do American Utopia, Mauro Refosco, também fazem aparições em Who Is the Sky?, que é liderado pelo single contagiante Everybody Laughs. Junto com a música, Byrne lançou seu vídeo, dirigido pelo artista multimídia Gabriel Barcia-Colombo. “Alguém que conheço disse: ‘David, você usa muito a palavra ‘todo mundo’. Acho que faço isso para dar uma visão antropológica da vida em Nova York como a conhecemos”, diz Byrne. “Todos vivem, morrem, riem, choram, dormem e olham para o teto. Todo mundo está usando os sapatos dos outros, o que nem todo mundo faz, mas eu fiz. Tentei cantar sobre essas coisas que poderiam ser vistas como negativas de uma forma equilibrada com um sentimento positivo do ritmo e da melodia, especialmente no final, quando St. Vincent e eu estamos gritando e cantando juntos. A música pode fazer isso: manter os opostos simultaneamente. Percebi isso quando cantei com Robyn no início deste ano. Suas canções costumam ser tristes, mas a música é alegre.” “Levei um segundo para perceber que, sim, essas músicas são pessoais, mas com a perspectiva única de David sobre a vida em geral”, acrescenta Kid Harpoon (também conhecido como Tom Hull). “Andar por Nova York ouvindo a demo de ‘Everybody Laughs’ foi muito alegre, porque me fez sentir que somos todos iguais – todos rimos, choramos e cantamos. O que David tem de especial e que repercute em muitas pessoas é o fato de ele participar da piada. Ele entende o absurdo de tudo isso, e todas essas observações pessoais são sua perspectiva sobre o assunto.” Byrne também voltará à estrada com um novo show ao vivo do Who Is the Sky?. A banda da turnê será composta por 13 músicos, cantores e dançarinos, incluindo membros da banda American Utopia, e todos eles estarão em constante movimento durante o show. A turnê norte-americana começa em 14 de setembro em Providence, Rhode Island, e as datas na Europa começam em março de 2026. Em 2023, quando sua triunfante fase American Utopia chegava ao fim — depois de se transformar de um álbum e turnê em um aclamado show da Broadway e, em seguida, em um filme da HBO dirigido por Spike Lee — Byrne começou a anotar, de vez em quando, um ritmo, acorde ou melodia. Já fazia um tempo.
Morrissey anuncia show em São Paulo em novembro

Fundador e vocalista do The Smiths, Morrissey desembarca em São Paulo em novembro para um show no Espaço Unimed no dia 12. As vendas começam na próxima sexta-feira (13), às 10h, pela Livepass, com ingressos custando a partir de R$ 490 (inteira) na pista. Pela sexta vez no Brasil, Morrissey quebrará um hiato de sete anos sem apresentações por aqui. No passado, o músico de 66 anos cancelou apresentações em São Paulo e Brasília, por um quadro de dengue. À frente do The Smiths, banda com apenas quatro álbuns de estúdio, Morrissey deixou uma marca definitiva na história da música. Já como artista solo, consolidou uma sonoridade única que segue ecoando há mais de quatro décadas, tornando-se uma das vozes mais aclamadas desse período. Desde o lançamento do primeiro single do The Smiths, Hand In Glove, o cenário musical nunca mais foi o mesmo — abrindo caminho para hinos como This Charming Man, How Soon Is Now? e There Is A Light That Never Goes Out. Na carreira solo, Morrissey manteve sua sequência de composições marcantes com canções como Suedehead, Everyday Is Like Sunday, Irish Blood, English Heart, First of the Gang to Die, entre muitas outras. MORRISSEY EM SÃO PAULOEspaço Unimed – r. Tagipuru, 795, Barra Funda, região oeste, Instagram @espacounimed12 de novembro, às 21h. Ingressos: R$ 490 (inteira) a partir de 13/06 em Livepass
Guns N’ Roses confirma cinco shows no Brasil; veja datas

O Guns N’ Roses anunciou cinco shows no Brasil em outubro e novembro. A turnê Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things passa por Florianópolis, São Paulo, Curitiba, Cuiabá e Brasília. Serão quatro shows em outubro – dia 21 na Arena Opus, em São José, perto de Florianópolis; dia 25 no Allianz Parque, em São Paulo; dia 28 na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba; e dia 31 na Arena Pantanal, em Cuiabá. A última apresentação será 2 de novembro, em Brasília, na Arena BRB. Em Florianópolis, a venda geral começa às 10h da quinta (12), no site Uhu. Em Curitiba, às 10h da terça (10), na Bilheteria Digital, e quinta na bilheteria física. Em Cuiabá, os ingressos estarão disponíveis na Bilheteria Digital às 9h de terça e, na bilheteria física, a partir das 10h de 17 de junho. Em São Paulo, começa na quinta às 10h, no Eventim e, presencialmente, a partir das 11h do mesmo dia. Já em Brasília, ocorre a partir da terça às 10h, também no Eventim. A pré-venda exclusiva para membros do fã clube começa nesta segunda-feira (9) -na plataforma Eventim, nas cidades de São Paulo e Brasília; na Uhu, para Florianópolis; e na Bilheteria Digital em Curitiba e Cuiabá. Para clientes Allianz Seguros em São Paulo, também haverá uma pré-venda, de terça a quinta. Além de shows no Brasil, a turnê de Guns N’ Roses também se apresenta em outros países da América Latina, como Costa Rica, El Salvador, Colômbia, Chile, Argentina, Peru e México.
Entrevista | Rubel – “Não tem como passar por algo tão intenso e sair igual do outro lado”

Novo álbum de Rubel, intitulado de Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, marca um retorno introspectivo do artista carioca às suas raízes musicais, após a experimentação plural de seu trabalho anterior, As Palavras Vol. 1 & 2. Este quarto disco é composto por nove faixas que exploram temas como tempo, amor, amizade, espiritualidade e a dualidade entre vida e morte. Rubel descreve o título como uma frase em movimento, aberta a múltiplas interpretações, refletindo a complexidade e as incertezas da existência. Entre os destaques do álbum estão Pousada Paraíso, Ouro, com influências de Jorge Ben e Marvin Gaye, e Azul, Bebê, uma canção de amor que combina elementos de hip hop e MPB. O álbum também inclui uma versão em português de A la ventana, Carolina, do mexicano El David Aguilar, intitulada A Janela, Carolina, além de uma reinterpretação de Reckoner, do Radiohead, encerrando o disco com uma homenagem às influências internacionais de Rubel. Complementando o lançamento, um filme de seis minutos dirigido por Larissa Zaidan foi disponibilizado simultaneamente. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Rubel contou sobre inspirações, evolução na carreira e uma possível vinda para Santos com sua próxima turnê. Aliás, a turnê do novo álbum de Rubel tem início nos dias 21 e 22 de junho, com dois shows no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Até dezembro, o artista ainda passa por todas as capitais do Brasil, Europa e Japão. Como você chegou nesse título para o álbum e como ele te guiou ao longo da trajetória de gravação e de composição? Queria um título que fosse provocativo, estranho, que despertasse algum sentimento de… ‘O que é isso, afinal?’ Algo que deixasse as pessoas curiosas e instigadas a querer entender e escutar. Agora, sinceramente, eu não lembro se o título veio antes ou depois das composições. Acho que o disco já estava mais ou menos pronto quando o título apareceu. Ele acabou sendo um resultado do próprio trabalho finalizado. Amarrava conceitualmente o que o disco representava, porque é um trabalho meio estranho, que faz muitas perguntas, bastante aberto à interpretação. Tem também esse caráter literário — estamos falando de um álbum que brinca bastante com as palavras — e eu acho que esse título ajuda a dar o tom de estranheza, mas também de algo um pouco pop, que o disco carrega. Você fala muito que é um tom de estranheza, mas pra você, o que é esse tom de estranheza? Não é muito comum um título de disco vir com uma pergunta, ou trazer duas frases — sendo que o ponto final ali marca a transição de uma pra outra. E também não é comum um título tão grande assim. Então, só por isso ele já me soa meio esquisito. Mas “esquisito”, pra mim, é um adjetivo mais elogioso do que pejorativo. Eu realmente acho esse título esquisito — e gosto disso. Você veio agora com uma pegada mais intimista, à base de voz e violão, que é o contrário do seu último álbum, As Palavras Vol. 1 & 2. O que motivou esse retorno ao estilo? Acho que não teve nenhum acontecimento pessoal específico que tenha me guiado nessa trajetória. Foi muito pela própria jornada profissional e musical mesmo. Comecei num lugar muito íntimo, no primeiro disco, depois fui explorando uma sonoridade mais de banda, com beats, dialogando com o hip hop… e no terceiro disco fui ainda mais longe, experimentando muitas sonoridades — pagode, funk. Então, me pareceu natural que em algum momento voltasse para o início. Mas não é um retorno igual. Esse disco remete ao meu trabalho inicial, sim, mas ele já está muito afetado por tudo o que vivi nos outros projetos. Carrega influências do estudo da música brasileira que aprofundei em As Palavras, da produção que explorei em Casas… então, acho que é um caminho natural dentro da minha própria evolução musical. Depois de um disco tão grandioso e cheio de camadas, me deu saudade de fazer algo mais amarrado, com uma única cara. Quis um álbum que soasse como se fosse uma música só, desmembrada em nove faixas. Eu sentia falta dessa produção menor, mais artesanal. É como voltar pra casa — mas voltar um pouco diferente. A casa pode até ser a mesma, mas eu mudei um pouquinho. Quais artistas te influenciaram na produção desse disco e no seu conteúdo como artista mesmo? Esse disco tem uma inspiração muito forte na MPB dos anos 1960 e 1970. João Gilberto é, sem dúvida, a referência central — por essa estrutura minimalista de voz e violão que ele domina como ninguém. Ele é o mestre absoluto desse formato. Além dele, tem o Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, a teatralidade do Gilberto Gil, Chico Buarque… São figuras fundamentais. É quase impossível não se apoiar neles quando se busca beleza e profundidade na canção. Eles moldaram o que há de mais sofisticado e expressivo na música brasileira. Foram esses nomes que mais influenciaram a estética do disco — tanto na escolha das harmonias quanto na forma de construir as letras. Existe um diálogo direto com esse universo sonoro mais clássico da MPB, que sempre me encantou. Mas não foi só a sonoridade que me tocou. A postura artística também me inspirou muito, especialmente a do João Gilberto. Ele tinha uma relação muito íntegra com a própria arte — não se deixava guiar por modismos ou expectativas de mercado. E eu quis adotar esse mesmo espírito aqui. Não fiz esse álbum pensando se ele ia estourar ou não, se estaria de acordo com o que está em alta ou com o que vende mais. Segui minha intuição, meu ouvido, meu coração. Acho que essa liberdade criativa é algo que une todos esses artistas que mencionei. E João, mais do que ninguém, sustentava isso com coragem. Ele fazia o que acreditava, com identidade e profundidade, mesmo que isso não o tornasse comercial. É claro que eu torço para que o disco alcance muita gente — todo artista quer
Dropkick Murphys anuncia novo álbum e libera single “Who’ll Stand With Us?”

O futuro álbum do Dropkick Murphys, For The People, demonstra coragem e confiança ao se posicionar contra as injustiças que acontecem nos Estados Unidos, fazendo isso com a força e intensidade que remetem às raízes mais punk rock da banda. For The People é mais do que um título. É uma postura sincera, uma declaração de quem essa banda é – e sempre foi. For The People será lançado digitalmente no dia 4 de julho pelo selo Dummy Luck Music / Play It Again Sam da própria banda. As versões em LP e CD, que incluem cinco faixas bônus, chegam no dia 10 de outubro. A capa impactante do álbum foi criada pelo renomado estúdio de design Studio Number One, do artista político/social Shepard Fairey. A produção e mixagem ficaram por conta de Ted Hutt, colaborador de longa data da banda. For The People se levanta em seu momento: uma expressão de humanidade em tempos de desumanização constante, uma promessa de esperança em uma era alimentada pelo medo, uma declaração de solidariedade em uma era de desunião, uma resposta desafiadora aos charlatões e demagogos que buscam nos dividir para obter poder e lucro. Who’ll Stand With Us?, o primeiro single do álbum, é um chamado à união, um apelo ao retorno da sanidade e um olhar direto para o que – e quem – realmente está nos dividindo. A música vai direto ao ponto: quando os bilionários e “broligarchs” terminarem de neutralizar a sociedade, o que restará para o resto de nós? A faixa busca enquadrar a guerra de classes pelo que ela realmente é. E, como todas as músicas do Dropkick Murphys, ela empodera os ouvintes a agirem. O poderoso videoclipe de Who’ll Stand With Us? foi dirigido por Jon Vulpine e retrata a realidade perturbadora de pessoas desaparecendo nos Estados Unidos. A MeidasTouch Network, um podcast norte-americano pró-democracia (e o podcast número 1 nos EUA e Canadá), tomou nota, irá divulgar o vídeo e já demonstrou apoio contínuo aos esforços da banda para combater a injustiça. Alinhado ao tema do álbum e à filosofia da banda, Casey participou recentemente de uma caravana de ajuda humanitária na Ucrânia, destacando o compromisso dos Dropkick Murphys em apoiar o país devastado pela guerra. Nos últimos anos, a banda arrecadou fundos para iniciativas de apoio à Ucrânia com a venda de camisetas de edição limitada, e Casey sentiu que era importante ver a situação de perto e demonstrar apoio moral ao povo ucraniano. Seja na política, na família, entre amigos ou simplesmente na vida, o Dropkick Murphys continua escrevendo músicas com as quais pessoas comuns se identificam. Em For The People – o 13º álbum de estúdio da banda – as histórias são profundas, as memórias intensas e a alegria continua contagiante. Ao longo das 12 faixas, o Dropkick Murphys – Ken Casey (vocais), Tim Brennan (guitarras, tin whistle, acordeão, piano, vocais), Jeff DaRosa (guitarras, banjo, mandolim, vocais), Matt Kelly (bateria, percussão, vocais), James Lynch (guitarras, vocais), Kevin Rheault (baixo) e Campbell Webster (gaita de fole e Uilleann pipes) – transmite o mesmo tipo de alegria que se celebra entre amigos e família. E mesmo nos momentos mais tristes e reflexivos, é difícil não se sentir pessoalmente envolvido no espectro emocional da banda. “Nosso recado sempre foi o mesmo e nunca tivemos medo de falar sobre o que é importante para nós. Mas, para mim agora, penso no futuro dos meus filhos, na próxima geração”, diz Casey. “Isso pode ser qualquer coisa – desde denunciar injustiças até simplesmente garantir que você diga às pessoas próximas o quanto elas são importantes para você.”