Entrevista | Terno Rei – “A gente tá super afim de voltar a produzir um disco inteiro”
The Bombers ganha lindo tributo de 19 bandas de todo Brasil; ouça
The Cure é a primeira atração confirmada do Primavera Sound Brasil
Morrissey traz turnê de 40 anos para o Brasil; veja datas e locais
Entrevista | Sami Chohfi – “Os músicos já não vivem tão bem quanto viviam”
Titãs emociona 50 mil pessoas com show de alto nível no Allianz Parque

Um dream team de artistas, um palco que não deixa a desejar em nada na comparação com grandes shows internacionais, além de um repertório repleto de hits. A turnê Titãs Encontro é o maior acerto da música brasileira em 2023. Nos últimos meses nos despedimos de Rita Lee, Erasmo Carlos, Gal Costa, Astrud Gilberto, além de assistirmos as despedidas do Skank e Milton Nascimento dos palcos. Portanto, assistir Arnaldo Antunes, Nando Reis, Sérgio Britto, Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Bellotto, Charles Gavin é um abraço quente para quem gosta da boa música brasileira. Que o retorno do público seja o suficiente para manter esses caras juntos por muito mais anos. O Blog n’ Roll acompanhou a segunda das três noites da turnê no Allianz Parque, em São Paulo, que estava lotado, com 50 mil pessoas. Logo de cara, o palco é algo que chama demais a atenção. Grandioso, com toneladas de equipamento, além de um telão realmente de primeiro mundo. Me lembrou muito a qualidade da imagem proporcionada na atual turnê do The Killers. O repertório é praticamente inteiro dedicado aos álbuns gravados com os sete integrantes juntos: Titãs (1984), Televisão (1985), Cabeça Dinossauro (1986), Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987), Õ Blésq Blom (1989) e Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991). Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas dominam o set, com dez e seis canções cada, respectivamente. A apresentação do Titãs foi dividida em três etapas, além do bis. Na primeira, com exceções de O Pulso e Eu Não Sei Fazer Música, o set foi inteiramente dedicado aos discos Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas. Antes de entrar no segundo ato, a banda sai do palco e o telão passa a exibir imagens históricas dos integrantes juntos, inclusive bastidores de Fromer com os amigos. Logo depois, o set acústico assume o protagonismo. Todos ficam sentados mais à frente. Arnaldo se ausenta por alguns minutos enquanto Sérgio Britto e Nando Reis assumem os vocais. Arnaldo retona depois, acompanhado de Alice Fromer, filha do falecido Marcelo Fromer, para cantar três músicas. O terceiro ato do show é mais variado, contemplando um pouco de cada um dos discos lançados até o início dos anos 1990. Sempre com os integrantes revezando nos vocais, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto. A apresentação foi repleta de tributos. Erasmo Carlos (É preciso saber viver), Rita Lee (Ovelha Negra), Ciro Pessoa e Marcelo Fromer (Toda Cor) foram citados em momentos diversos do show. Além da sintonia perfeita dos músicos, uma grande reunião de amigos talentosos, o show também trouxe discursos emocionados e outros inflamados, quando Nando Reis falou de como as canções seguem atuais, principalmente após quatro anos de desgoverno do coiso lá que não merece ser mencionado. Branco Mello, curado de um câncer na garganta, emocionou ao falar da alegria de voltar a fazer o que mais ama. Disse que estava muito feliz de poder voltar ao palco, falar e cantar, mesmo que a voz esteja bem comprometida. Cantou Tô Cansado, Eu Não Sei Fazer Música, Cabeça Dinossauro, 32 Dentes e Flores. O bis trouxe três clássicos: Miséria, Marvin e Sonífera Ilha, essa com Miklos fazendo referência a Santos, “cidade que gostamos muito de tocar sempre”. Moral da história: precisamos muito de uma sequência do Titãs. Não apenas em turnê reunião, mas com mais canções novas, mais shows, mais cidades contempladas. Ficamos na torcida por aqui. Setlist Set 1 Diversão Lugar nenhum Desordem Tô cansado Igreja Homem primata Estado violência O pulso Comida Jesus não tem dentes no país dos banguelas Nome aos bois Eu não sei fazer música Cabeça dinossauro Set Acústico Epitáfio Os cegos do castelo Pra dizer adeus Toda cor (Com Alice Fromer nos vocais) Não vou me adaptar (Com Alice Fromer) Ovelha Negra (com Alice Fromer) Set 2 Família Go Back É preciso saber viver (Erasmo Carlos) 32 dentes Flores Televisão Porrada Polícia AA-UU Bichos escrotos Bis: Miséria Marvin Sonífera ilha
Após 11 anos, Alanis Morissette confirma retorno ao Brasil
Fundador e tecladista do RPM, Luiz Schiavon morre aos 64 anos

Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM, morreu na madrugada desta quinta-feira (15), aos 64 anos, informou a família do músico nas redes sociais. Ele tratava uma doença autoimune há quatro anos. Schiavon teve complicações durante uma cirurgia no Hospital São Luiz, em Osasco, e não resistiu. Antes de voltar ao hospital, ele já havia passado um período de 18 meses internado. “Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo”, diz a mensagem da família. A cerimônia de despedida será exclusiva para seu círculo íntimo. “Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações. Despeçam-se, ouvindo seus acordes, fazendo homenagens nas redes sociais, revistas e jornais, ou simplesmente lembrando dele com carinho, o mesmo carinho que ele sempre teve com todos aqueles que conviveram com ele”. O perfil da banda no Instagram também publicou uma homenagem ao tecladista. “Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo”, diz o texto. “Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações.” Última música do RPM No último dia 9, o RPM lançou o single Promessas. A formação mais recente da banda contava com Fernando Deluqui, guitarra e vocais, Dioy Pallone, baixo e backing vocais, Luiz Schiavon, teclados e Kiko Zara, bateria e backing vocais. A canção, assinada por Deluqui e Schiavon é protesto dirigido a grande parte da classe política, meramente oportunista. Para aqueles que não param de aumentar o próprio salário, só pensam na próxima eleição em vez de trabalhar e não valorizam as pessoas que os colocaram em seus lugares, o povo.
Marcelo D2 lança álbum “IBORU, Que Sejam Ouvidas Nossas Súplicas”; ouça!

Uma nova estética musical, na qual a potência do rap é levada pela primeira vez para o terreiro sagrado do samba. É com esta proposta inovadora que Marcelo D2 apresenta IBORU, que sejam ouvidas nossas súplicas, movimento artístico que é inaugurado com o lançamento de seu 9º álbum, em todas as plataformas digitais, e que terá show de estreia na Audio, em São Paulo, na sexta (16). Após três décadas de uma carreira profícua e marcada pela busca da inovação, o artista se volta à própria história para propor uma nova sonoridade. Pela primeira vez, o grave do 808 se une à cadência e a formação clássica do samba no terreiro. Neste “novo samba tradicional” de Marcelo D2, cavaquinho, coro, percussão e metais dialogam harmoniosamente com os graves eletrônicos do rap. Com 16 faixas, 12 delas de autoria do próprio Marcelo D2, IBORU, que sejam ouvidas nossas súplicas conta com participações de artistas como Zeca Pagodinho, Xande de Pilares, Alcione, Mumuzinho, B. Negão, Mateus Aleluia e a banda Metá Metá, além de incorporar samples de Romildo e Monarco, em homenagens póstumas aos compositores da Mocidade Independente de Padre Miguel e Portela. O disco traz também composições de nomes de diferentes gerações do samba, incluindo Moacyr Luz, Diogo Nogueira, Marcelinho Moreira, João Martins, Inácio Rios, Arlindinho e Marcio Alexandre, além de Zeca Pagodinho e Xande de Pilares. O trabalho conjunto com o historiador e escritor Luiz Antonio Simas, em duas músicas, evidencia a busca de D2 por aprofundar suas raízes na cultura popular brasileira.