Banda santista Broken Dreams divulga seu primeiro EP; ouça

A banda santista Broken Dreams debutou seu primeiro EP neste domingo (10). Trazendo diversos elementos do rock moderno, o trio divulgou três canções. Em abril, o grupo já havia lançado Happy, primeira música que compõe o trabalho intitulado The Karma of Your Happy Feelings. Aliás, o título é um jogo de palavras e traz o nome das três faixas. Feel e Karma são inéditas e chegaram junto do lançamento. A Broken Dreams é formada por Leonardo Rezende (Vocal), Patrick Klökler (bateria) e Victor Moryarth (guitarra).

Mulamba alça novos voos no intenso segundo disco, Será Só Aos Ares

Será Só Aos Ares é o novo álbum do grupo Mulamba. Desde sempre cantando as complexidades e lutas do cotidiano, a banda mostra um outro lado da sua sonoridade, incorporando elementos da música brasileira à potência do rock que guiou seu primeiro e aclamado disco homônimo. Agora, o segundo trabalho amadurece estética e sonoramente a canção de artistas que têm muito a dizer e fazem da sua arte uma oportunidade de provocar e resistir. O lançamento do álbum em todas as plataformas digitais é do selo PWR Records. Será Só Aos Ares é um respiro. O segundo álbum de inéditas da Mulamba surge a partir de fluxos internos, ao entender a importância de olhar para si, redescobrir as próprias raízes e se permitir descansar. A proposta é perceber a leveza e o deslocamento que o ar propicia. O título é um palíndromo, uma palavra ou frase que mantém o mesmo sentido quando lida de trás pra frente. “É uma libertação que estamos tentando alcançar ao fazer música. É a música feita com tempo, que acontece quando olhamos para dentro e nos permitimos ouvir o silêncio enquanto todo mundo espera o nosso grito”, como definem as artistas. Com 12 faixas, o disco expressa identidades musicais diferentes, trazendo uma presença mais marcante de ritmos brasileiros. A concepção foi influenciada por diversas manifestações culturais originadas na diáspora africana. A intenção foi propor um resgate estético, revisitando a sonoridade das décadas de 1990 e 2000 e somando linguagens contemporâneas. Além da estabilidade do orgânico, das peles, das cordas, dos instrumentos de sopro e da voz, a banda abraça os elementos eletrônicos com os beats, os synths, os efeitos e as texturas sintéticas. A obra tem produção musical de Érica Silva e Leo Gumiero; e conta com a participação de artistas renomados e expoentes da nova safra nacional: Luedji Luna, Kaê Guajajara e BNegão. Embora busque a calmaria em um mergulho interno, Mulamba faz de suas canções um manifesto. Cada faixa evoca a realidade brasileira e, em Será Só Aos Ares, isso não seria diferente. Sem pedir licença para cantar seu prazer (Phoda, Lascívia), elas também se despedem dos relacionamentos tóxicos (Samba pra nunca mais), denunciam a falta de acesso à saúde (Pachorra do dotô), a prece materna que teme o destino dos filhos num país violento (Mãe do corre, Bença), a morte das florestas, dos animais e do povo indígena (Bagatela, Barriga de peixe) e a perseguição a quem ousa questionar os padrões (Levante). Sem deixar de abordar as lutas diárias, o grupo convida a respirar para alçar novos voos.

Bayside Kings questiona o tempo da sociedade e da política em novo EP

É urgente que o tempo da existência, do convívio, do trabalho e da política que gerencia a sociedade seja bem administrado e, principalmente, bem consumido pelo indivíduo. O tempo urge e cada a cada pessoa mentalizar seu propósito em meio ao caos, esquivar-se de preconceitos e ser voz ativa contra o retrocesso. É sobre este tempo – do presente e do futuro – que o Bayside Kings fala por meio do seu hardcore moderno e ríspido, com letras em português, neste novo EP, Tempo. Tempo, que chegou às plataformas de streaming pelo selo Olga Music, é o sucessor direto do EP Existência (2021), a segunda de quatro partes que formam o álbum #livreparatodos, todos entrelaçados por temáticas que tangem a condição humana. Neste lançamento, todas as músicas abordam, de distintas maneiras, a questão de tempo e têm uma pergunta que vai direto ao ouvinte, que chega em forma de provocação, exceto a faixa Existência, em que a banda fala da valorização do ‘eu pessoal’, um grito de incentivo àquilo que define torna cada indivíduo um ser único. A sonoridade que embala as canções de Tempo acompanha as temáticas do EP: do hardcore direto e reto no estilo Sick of it All de Consequência da Verdade, passando pelo peso extra de Todos os Olhos em Mim, a essência punk de O que você procura aqui e a melodia de Livre para Todos. Consequência da Verdade é uma crítica à forma como nos escondemos nas redes sociais, na ilusão de uma imagem e ambiente perfeito, como uma máscara para nossas falhas. O clipe do primeiro single é a continuação da história do Caverinha, iniciada no EP anterior, que escancara uma pergunta essencial à proposta atual do Bayside Kings, entre o desfecho de Existência e o lançamento de Tempo: quem é você quando tudo se desfaz? “Você está no mundo real, quem é você quando todos os olhos estão na sua direção”, levanta a banda. Todos os Olhos em Mim traz à tona de um sentimento corriqueiro a muitas pessoas: aquele desconfortável sentimento de ser constantemente julgado, seja pelo visual ou pela ótima de tantos preconceitos, no entanto, cantado pelo Bayside Kings como um alerta positivo para o indivíduo não cair nesta armadilha e continuar no próprio trilho. A mais punk, O que você procura aqui, que mais uma vez carrega o inquietude do existencialismo por tantas vezes proferido pelo Bayside Kings. “O que você procura nesta vida além de existir? Qual seu propósito? Acredito que não estamos aqui para ‘a vida nos levar’ e a resposta para isso vale ouro“, provoca Milton. A mais diferente de todas as faixas desta nova fase da banda santista, que encerra o EP Tempo, é Livre para Todos, com uma pegada punk rock melódico, com nuances de Offspring. É uma música política, descaradamente, com o peso que o Brasil sente desde as últimas eleições majoritárias, em 2018. Um dos nortes, na letra, é o desrespeito e desmonte das florestas na Amazônia, com um verso nos moldes terrorismo poético. “Sou filho do caos e a única coisa que tem que queimar não são as florestas, mas sim o fascismo sistemático, e assim seremos nós as micro revoluções diárias para estarmos em paz consigo mesmo”. Tudo fará muito sentido quando #livreparatodos ser complemente lançado. Até lá, cada música, cada EP é um capítulo dentro de uma trama. O EP ainda é um convite por meio do hardcore para a sociedade pensar sobre comportamento e política de uma forma mais plural. “As micro revoluções estão acontecendo, é fato que grupos conseguem debater cada vez mais temas, no entanto, os preconceitos estão cada vez mais escancarados, não podemos deixar, jamais, que isso seja normalizado. Este governo não vai conseguir isso”. Show de lançamento de Tempo No palco, o EP Tempo será lançado dia 16 de julho, no Jai Club, em São Paulo. O evento, que começa às 17h, ainda terá shows das bandas Institution, Crexpo, M4nifesto e Into the Void. Para a compra de ingressos, acesse o link.

Com Emicida fechando, Festival Turá mostra a força dos músicos brasileiros

O primeiro dia do Festival Turá, que aconteceu no Parque Ibirapuera, em São Paulo neste sábado (2), mostrou a força dos nossos artistas. Sem atrações internacionais, o evento trouxe bons nomes para o seu lineup. Lagum, Duda Beat, Paulinho da Viola e Emicida foram as principais atrações do dia e não decepcionaram. Aliás, vale ressaltar os imprevistos, duas atrações já anunciadas não puderam comparecer por questões de saúde e tiveram de ser trocadas de últimas hora. Lagum Em síntese, a galera do Lagum vem se estabelecendo como umas das bandas queridinhas do público jovem. Com um setlist repleto de hits, o grupo fez uma apresentação enérgica para agitar as pessoas. Ainda assim, por conta do horário, o conjunto fez um show para um número menor de pessoas em relação as outras apresentação. Contudo, isso não afetou em nada a qualidade do espetáculo. Como citado, o Lagum é muito querido pelo público, por conta disso, o vocalista Pedro Calais foi sempre acompanhado pelas pessoas pessoas presentes nos refrões. Sempre variando entre as canções mais agitadas com as românticas, a banda escolheu bem seu repertório e agradou. Duda Beat A cantora pernambucana foi outra que chegou cheia de energia. Com sua banda e repleto de dançarinas no palco, a popstar brasileira trouxe canções dos seus dois discos de estúdio. Ainda assim, a recepção para as músicas do Sinto Muito, divulgado em 2018, são muito mais calorosas. Destaque para Bixinho, que foi acompanhada a todo momento pelos fãs. Contudo, é importante ressaltar a evolução da artista. Ao vivo, as composições do álbum Te Amo Lá Fora (2021) são muito bem apresentadas e tem tudo para virar o carro-chefe nos shows da cantora em breve. Paulinho da Viola Trazendo o show mais tranquilo do dia, o sambista Paulinho da Viola teve a dura missão de substituir Zeca Pagodinho no lineup. Vale lembrar que Zeca contraiu Covid-19 e teve sua presença cancelada dias antes do festival. Na performance, Paulinho foi de poucas palavras, mas musicalmente impecável, mesmo aos seus 79 anos. O músico tocou pelo menos uns três instrumentos durante sua apresentação no Festival Turá. Feliz foi o público que caiu no samba e cantou muito. Vale ressaltar já o número de pessoas no local na penúltima apresentação da noite. Emicida De longe a atração mais esperada do dia, o rapper segue fazendo um grande trabalho em seus shows. Ademais, Emicida trouxe uma mescla dos seus discos em 1h30 de show. Sempre trazendo canções mais tranquilas do disco AmarElo (2019) no início do show, o músico fez a alegria das pessoas principalmente com Quem Tem Um Amigo. Em resumo, com uma segunda parte bem mais explosiva, Emicida trouxe seus principais hits no final, como Levanta e Anda, penúltima faixa apresentada. Como já é de costume, o músico fechou a noite com a ótima Principia, que fez o público se emocionar ainda mais com o show. Vale destacar sempre o engajamento social do músico, que abordou diversos temas em seu período no palco. Festival Turá Como citado no início do texto, o maior acerto do Festival Turá foi ter focado em artistas brasileiros. Além de valorizar a nossa cultura, o evento mostrou que é possível fazer uma boa festa apenas com pratas da casa.

Capa do novo disco de Beyoncé tem referência revolucionária

Beyoncé e Lady Godiva

Beyoncé anunciou seu primeiro álbum solo em seis anos, Renaissance, que tem uma missão difícil a cumprir: suceder o icônico Lemonade, premiado disco da diva pop que a colocou no caminho da música com significado social. Portanto, para começar bem os trabalhos, a cantora revelou nas redes sociais, a arte de capa do novo disco. Nela, Beyoncé aparece sentada em um cavalo brilhante, vestindo um acessório prateado. Referências na capa de Beyoncé Buscando referências para o trabalho, fãs notaram a semelhança da capa com a pintura Lady Godiva, feita por John Collier no século 19. A lenda que cerca Lady Godiva diz muito sobre o trabalho persuasivo de Beyoncé contra a desigualdade social, conforme já proposto no primeiro single Break My Soul, onde questiona o poder do capital na sociedade. Lady Godiva subiu em um cavalo nua e galopou pela cidade, em protesto contra o governo autoritário que queria aumentar impostos com aval de seu marido, que era Duque. A princípio, ela pediu ao marido que suspendesse o aumento, poupando os camponeses de mais sofrimento. No entanto, o Duque “apostou” que só o faria se a esposa andasse nua a cavalo pela cidade. O reconhecimento da miséria local a conduziu ao gesto de ousadia, que resultou na suspensão dos impostos. Era Renaissance Em nota, Beyoncé revelou que a criação do novo álbum foi um “espaço para sonhar e encontrar escape durante um momento assustador para o mundo”. Acima de tudo, Bey revelou que por meio do disco se sentiu “livre e aventureira” em uma fase onde tão pouco se movia, em meio à pandemia. “Minha intenção é criar um espaço seguro, um lugar sem julgamentos. Um lugar para ser livre do perfeccionismo”. Renaissance tem lançamento previsto para 29 de julho. Confira a postagem original de Beyoncé neste link.

Samsung Best of Blues & Rock terá Joe Perry em SP

O Samsung Best of Blues & Rock confirmou seu line-up para 2022 com Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, a percussionista Lan Lanh e o multi-instrumentista Yohan Kisser, filho de Andreas Kisser, como destaques. O festival ocorrerá em 15 e 17 de julho, é gratuito e terá duas locações, em Porto Alegre e São Paulo. Line-up Joe Perry aproveitou uma “brecha” na agenda para visitar o Brasil, aproveitando para emendas músicas novas, projetos solo e canções menos conhecidas do Aerosmith. São esperadas nessa performance, em destaque, canções vinculadas ao The Joe Perry Project e ao Hollywood Vampires. Mesmo carregando o legado do pai, Yohan Kisser trará inspirações de seu projeto solo, da banda Sioux 66, e da Kisser Clan, grupo em que toca clássicos do metal junto com o pai. Para o evento, ele virá acompanhado de Thiago Brisolla (violino), Salomão Sidharta (clarone), William Paiva (bateria) e Guto Passos (baixo). Lan Lanh trará ao palco seu novo projeto solo, um trabalho totalmente instrumental, inspirado no afro jazz. A artista contemporânea será acompanhada pelos músicos Guto Menezes (violão e baixo), Toni Costa (guitarra), Max Sette (trompete) e Bidu Cordeiro (trombone). Os três se juntam a um seleto grupo de artistas de renome que já se apresentaram em edições anteriores do Samsung Best of Blues & Rock, como Joe Satriani, Tom Morello, Joss Stone e Chris Cornell. Algumas das apresentações anteriores do evento estão gravadas nas redes sociais do festival. O evento em POA acontecerá no dia 15 de julho (sexta), a partir das 18h, no Parque Farroupilha. Já em São Paulo, o festival tomará a plateia externa do Auditório Ibirapuera em 17 de julho (domingo), a partir das 17h30. ServiçoSamsung Best of Blues & Rock @ Porto Alegre, RSDia: 15 de julho (sexta-feira)Horário: a partir das 18hLocal: Parque Farroupilha (Redenção)Endereço: Av. João Pessoa, s/nº – Farroupilha, Porto AlegreEntrada Gratuita Samsung Best of Blues & Rock @ São Paulo, SPDia: 17 de julho (domingo)Horário: a partir das 17h30Local: Plateia externa do Auditório Ibirapuera Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera, São PauloEntrada Gratuita

Fall Out Boy faz show de headliner, Weezer deixa a desejar e Green Day emociona em Londres

Quando foi anunciada há dois anos, a Hella Mega Tour deixou o público enlouquecido. Três superbandas juntas em um giro mundial: Green Day, Weezer e Fall Out Boy. A pandemia, no entanto, atrasou esse sonho de milhares de fãs. Mas se a demora frustrou muita gente, eles compensaram com a inclusão da Amyl and The Sniffers, uma das bandas mais quentes da atualidade. A primeira parte desse giro pelo Reino Unido foi na última sexta-feira (24), no London Stadium, casa do West Ham. Amyl and The Sniffers O despertar da banda australiana Amyl and The Sniffers veio com uma apresentação no Coachella, um pouco antes da pandemia estourar. Agora, dois anos depois, o grupo tem aproveitado todas as oportunidades que aparecem. A tour pela Europa teve vários shows solos sold out, tal como no Reino Unido, na América do Norte e Oceania, os dois últimos vêm na sequência. Paralelamente a tudo isso, Amyl and The Sniffers também abriu para o Liam Gallagher no Knebworth. E, logo depois, engatou como artista convidado na Hella Mega Tour, com Green Day, Weezer e Fall Out Boy. Toda essa credencial garantiu um retorno positivo para a banda no London Stadium, primeiro show da Hella Mega Tour no Reino Unido. Durante os 30 minutos de show, o público vibrou bastante, cantou algumas canções e pulou quando pedido pela vocalista. Vestida com um shorts preto curto e uma blusinha cor de pele, bem curta e sem sutiã, a vocalista Amy Taylor deixou os fãs sem entender se estava nua ou não. O repertório foi todo em cima do segundo álbum de estúdio, Comfort to Me, com destaque para músicas como Guided by Angels, Security e Hertz. Weezer Burocrático. Assim pode ser resumido o show do Weezer. Com um repertório sem surpresa alguma, a banda parecia disposta apenas a entregar o feijão com arroz no palco. O show no London Stadium foi o terceiro que assisti do Weezer (um em cada continente), mas ficou muito aquém do que eles já ofereceram. Com uma hora de apresentação, River Cuomos e companhia tocaram dois covers: Enter Sandman (Metallica) e Africa (Toto). Quando foram ao Brasil, em 2019, achei até compreensível por conta do Teal Album, disco só com covers que tinha acabado de ser lançado. No entanto, de lá para cá, o grupo lançou três discos autorais e dois EPs. Isso sem falar do vasto repertório de uma banda inquieta com quase 30 anos de estrada. Van Weezer, por exemplo, que traz canções poderosas, foi totalmente esquecido. Vale destacar que a entrada da banda foi ao som de Jump, do Van Halen. Trolaram mesmo quem estava esperando por algo desse disco. Ok Human foi lembrado com a bela All My Favorite Songs. Uma coisa que não mudou na estrutura do repertório apresentado no Brasil é a base do primeiro álbum (Blue). My Name Is Jonas, Undone – The Sweater Song, Say It Ain’t So e Buddy Holly seguem sendo pontos focais do show. Uma mudança sentida foi na bateria. Impossibilitado de excursionar com o Weezer, Patrick Wilson foi substituído por Dave Elitch. Para quem não acompanha a banda, porém, nada mudou. A abertura com Hash Pipe e Beverly Hills animou bastante o público, composto em sua maioria por fãs do Green Day. My Name Is Jonas e Porks and Beans colocaram ainda mais pilha na plateia. A Little Bit of Love (Sprint) e Records (Summer), dos EPs temáticos das quatro estações, pouco empolgaram e reduziram bastante a animação dos fãs. Records foi lançada durante a semana, enquanto A Little Bit Love não caiu nas graças do público. Em Island in The Sun, River Cuomos teve problemas com a guitarra. Não conseguia iniciar a canção e pediu auxílio aos roadies. Depois de constatar que nenhuma das duas guitarras estavam aptas, avisou que faria a parte dele com a boca e no air guitar. Coincidentemente a guitarra voltou na hora do solo e ele pode concluir do jeito que esperava. Africa, do Toto, certamente foi uma das que mais empolgou o público. Por fim, Say It Ain’t So e Buddy Holly, ambas do primeiro álbum, deram números finais ao show. Em resumo, não fosse o apoio do público, o Weezer teria feito um show muito chato. E muito aquém da apresentação que vi em Chula Vista, nos Estados Unidos, há quatro anos, quando deixou o Pixies parecendo uma bandinha recém formada no lineup. Fall Out Boy O que faltou de entusiasmo e cuidado no setlist do Weezer, sobrou no repertório do Fall Out Boy. Pode parecer bobeira ou mero detalhe, mas esquentar o estádio inteiro com labaredas de fogo logo na primeira música, ajuda demais. Com Phoenix, o Fall Out Boy abriu a apresentação com o público na mão. A alegria por estar de volta a Londres estava estampada no rosto de todos. O baixista Pete Wentz, aliás, celebrou com os fãs. “Muito bom ver a música de volta, os shows de volta. Estamos muito felizes por estarmos aqui fazendo o que mais gostamos”, disse antes de tocar Save Rock and Roll. Essa faixa, inclusive, foi muito bem recebida pelos fãs. Enquanto o vocalista simplesmente tocava em um piano pegando fogo, em uma versão bem comportada de Jerry Lee Lewis, o público cantou junto do início ao fim. The Last of the Real Ones e Dance, Dance mantiveram a temperatura bem elevada no London Stadium, fosse pela animação do público ou com as labaredas de fogo no palco. Um dos pontos altos da apresentação veio com This Ain’t a Scene, It’s an Arms Race. Aqui, o estádio parecia inteiro ao lado do Fall Out Boy, como se fosse o headliner da noite. Diferente do Weezer, o Fall Out Boy apostou nos hits do início ao fim. I Don’t Care e Thnks fr th Mmrs foram mais duas amostras do que essa banda é capaz de fazer com um estádio lotado. Um problema técnico no telão fez com que a banda gastasse uns dois a três minutos com uma paralisação inesperada.

Crítica | All Colors of Darkness – Nervochaos

Amigos, que cacetada! O novo álbum dos paulistanos do Nervochaos, All Colors of Darkness, mau foi lançado e já é um dos mais brutais em no mínimo cinco anos! Tudo bem que a carreira do grupo sempre foi marcada por momentos de pura violência, como Ablaze (2019) e Battalions of Hate (2010), mas o poder sonoro que Edu Lane (bateria), Quinho (guitarra), Woesley Johhan (guitarra), Pedro Lemes (baixo) e Brian Stone (voz) conseguiram nesse novo álbum é qualquer coisa de impressionante. Ao acionar o play, o ouvinte já se depara com o torpedaço Wage War on The Gods, que é a abertura perfeita. Death metal velocíssimo e com pitadas de grindcore, tudo perfeitamente sincronizado. E é só o começo! Outras pérolas do extremismo vão chegando sem piedade, como Dragged to Hell, Beyound The Astral, Suffer In Seclusion e a insanamente rápida Demonomania. O novo vocalista Brian Stone caiu como uma luva no Nervochaos, mandando ver guturais pra lá de pútridos, é ouvir para crer. Também vale citar o batera Lane, que espanca o instrumento incansavelmente ao longo de todo o álbum. São quase 30 anos de carreira, e All Colors of Darkness é o álbum mais pesado e extremo da banda, e isso não é pouca coisa. Ouça com cuidado, pois seus tímpanos podem estourar. All Colors of DarknessAno de Lançamento: 2022Gravadora: Emanzipation ProductionsGênero: Death Metal/Grindcore Faixas:1-Wage War on the Gods2-Golden Goblet Of Fornication3-Dragged to Hell4-Beyound The Astral5-All Colors of Darkness6-Gate of Zax7- Umbrae Mortis8-Suffer In Seclusion9-Camarotiz10-Demonomania11-Three Shades of Black

Foals estreia aguardado álbum Life is Yours; ouça!

Desde o principal single Wake Me Up até a faixa foco atual Crest of the Wave, a banda Foals gera imensa expectativa para o lançamento desta sexta-feira (17), o álbum Life Is Yours, já disponível em todas as plataformas digitais. Sequência do super bem-sucedido e dividido em duas parte Everything Not Saved Will Be Lost, Life Is Yours é a evolução natural da banda. Enquanto os discos anteriores são definidos por transparência e ambição, Life Is Yours apresenta uma experiência muito diferente: um projeto que vai inspirar a euforia e um ambiente unificador no circuito de festivais dos próximos meses. Com produção de John Hill, Miles James e A.K. Paul, o álbum ainda tem mixagem dividida entre o dez vezes ganhador do Grammy Manny Marroquin e outros nomes igualmente premiados, como Mark ‘Spike’ Stent.