Private Music, novo álbum do Deftones, soa como um convite à nostalgia

Chega ao mundo o aguardado décimo álbum do Deftones, Private Music. Foram longos cinco anos desde o último lançamento e, nesse meio tempo, a banda experimentou um crescimento inédito, impulsionado pelo TikTok, que apresentou seus clássicos a uma nova geração de adolescentes. Hoje, o grupo também é apontado como influência direta de nomes como Sleep Token e Bad Omens, considerados herdeiros do metal moderno. O Brasil teve a honra de sediar uma listening party na última quinta-feira (21) no The Cave, espaço da lendária Galeria do Rock, onde Private Music foi apresentado em primeira mão para fãs e foi muito bem recebido. O Blog N’ Roll foi representado pela Lya Hemmel que colheu as opiniões e expectativas dos presentes. Criar esse disco era um desafio enorme. Afinal, a banda precisava lidar com a pressão de seu inesperado auge, somado ao revival do Nu Metal e os fantasmas dos dois trabalhos anteriores: Gore foi incompreendido, enquanto Ohms soou como uma tentativa sufocada de agradar os fãs. Não à toa, em 2025 apenas uma música de cada álbum sobreviveu aos palcos: Prayers/Triangle e Genesis, deixando clara a urgência de uma resposta à altura neste décimo capítulo da carreira. Em Private Music, o Deftones não faz rodeios. A nostalgia aqui não é mero maneirismo ou bola de segurança, mas um portal direto ao passado da banda: a tensão entre a brutalidade das guitarras de Stephen Carpenter e a sensibilidade atmosférica de Chino Moreno continua sendo o coração criativo do grupo. O álbum abre com o single My Mind is Mountain e sua introdução thrash que lembra muito o Metallica. A canção já soma 16 milhões de plays no Spotify, é pesada, impactante e foi recebida com entusiasmo por fãs e crítica. O outro destaque, Milk of Madonna, disputa o topo da parada de Rock da Billboard, logo atrás de seus discípulos do Bad Omens. Entre as inéditas, Infinite Source traz o Deftones em essência: psicodelia, riffs monumentais, bateria grandiosa e os vocais de Chino, que abraçam ao mesmo tempo a calmaria e o caos. Já Cut Hands resgata com força as raízes do nu metal, soando como uma faixa perdida em algum disco dos anos 2000. Há espaço para experimentações, como na balada I Think About You All The Time, que poderia figurar facilmente no clássico Mellon Collie and The Infinite Sadness, do Smashing Pumpkins. O encerramento vem com a grandiosa Departing the Body, uma síntese de toda a trajetória da banda. O início grave, quase no estilo Roger Waters, explode em uma catarse que soa como um encontro entre Smashing Pumpkins, Pink Floyd e The Cure. A produção reflete com precisão o estágio atual do Deftones: monumental. Os riffs de Carpenter aparecem ainda mais robustos sem abrir mão da distorção, e o estúdio soube potencializar a força do grupo sem diluir sua essência. O retorno ao Brasil está previsto para 2026, com grandes chances do Deftones ser o nome principal do rock no Lollapalooza. Infelizmente, Stephen Carpenter não deve acompanhar a turnê, já que mantém restrições de viagem desde a pandemia. Nota: 4/5

The Bombers celebra 30 anos de carreira com show especial em Santos

The Bombers 2025

Neste domingo (24), a partir das 18 horas, a banda santista The Bombers comemora 30 anos de punk rock no Mucha Breja, na Ponta da Praia, em Santos. A festa contará ainda com as bandas Teenage Lobotomy (tributo ao Ramones), Marrones e Brizza. A entrada custa R$ 15,00. De acordo com o vocalista do The Bombers, Matheus Krempel, a apresentação contará com um set especial, passeando por toda a discografia da banda, que conta ainda em sua formação com o guitarrista Fernando Hago, o baixista Gustavo Trivela e o baterista Junior “Rosa” Drummer. “O foco do show é celebrar os 30 anos de fundação do The Bombers. O setlist vai abranger músicas de todas as fases da banda, inclusive resgatando algumas que não costumávamos tocar nos últimos anos”, adianta Krempel. Disco ao vivo a caminho para celebrar os 30 anos do The Bombers As comemorações dos 30 anos do Bombers não param por aqui. O grupo também já tem marcada a gravação de um disco ao vivo, que acontecerá em 18 de outubro, em São Paulo. “Esse é o nosso grande projeto do ano. Temos algumas músicas novas gravadas, mas decidimos engavetar por enquanto, para focar totalmente nesse registro ao vivo. Os shows atuais estão servindo de termômetro para o repertório que vamos gravar”, explica. A estrada continua Além do show deste domingo, a banda segue rodando por diferentes cidades do Brasil. “Tocamos domingo em São Paulo e temos mais um show marcado para Osasco no mês seguinte. Depois devemos visitar Araraquara, Campinas, Americana, Curitiba, Rio de Janeiro… e ainda tem alguns convites em aberto”, revela o vocalista. O que mantém a chama acesa Para um grupo que chega a 30 anos de estrada, a pergunta é inevitável: o que mantém o Bombers na ativa? Krempel responde sem hesitar: “Basicamente o que nos mantém em atividade é o nosso próprio amor à música. Conhecer bandas novas, cidades diferentes, estar em contato com a efervescência cultural. Isso nos reabastece e nos motiva a seguir.” Legado no punk rock brasileiro Em um cenário tão plural quanto o hardcore, o Bombers construiu uma identidade marcada pela inquietação.“Somos uma banda que sempre buscou questionar o status quo. Seja quando cantávamos em inglês, quando gravamos um disco acústico com viola caipira, ou quando começamos a lançar material em português. A ideia sempre foi surpreender os fãs e jamais ser uma cópia sem graça do que já fomos”, diz o vocal. Ele completa: “Nossa escola é o The Clash e o Gilberto Gil, sentados lado a lado na mesma sala. O preço de ser assim é alto, mas nos orgulha cada vez que lançamos um disco novo.” Serviço 📍 Onde: Mucha Breja (Avenida Rei Alberto, 161, Ponta da Praia, em Santos)📅 Quando: Domingo (24/08), às 18h🎶 Atrações: The Bombers + Teenage Lobotomy (Ramones tribute), Marrones e Brizza

Entrevista | Pedro de Luna – “Champignon não aguentava mais a pressão e o assédio dos haters”

Champignon faleceu dia 9 setembro de 2013, aos 31 anos, justamente o mês agora associado à campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio e à saúde mental. A biografia de Pedro de Luna mostra não apenas o legado musical de Champignon, mas também os problemas de depressão, ansiedade e pressões financeiras que ele enfrentava, lembrando que por trás do talento e da fama existiam batalhas silenciosas que merecem atenção, compreensão e diálogo. Luna mergulhou na vida do baixista em um relato detalhado sobre sua trajetória pessoal e artística. Afinal, Luiz Carlos Leão Duarte Júnior, o Champignon, foi um dos nomes mais emblemáticos do rock brasileiro, reconhecido pelo trabalho com o Charlie Brown Jr. e por projetos como Revolucionnários, Nove Mil Anjos e A Banca. Com talento, carisma e presença de palco, ele marcou gerações, mas também enfrentou desafios pessoais e emocionais complexos que moldaram sua história. Você teve a impressão de que o Champignon era a segunda cara do Charlie Brown Jr., quase um “segundo em comando”, quando escreveu a biografia? Pedro de Luna: Sim, tive essa impressão, como se ele fosse o segundo em comando. O Dom Quixote e o Sancho Pança. É engraçado você falar isso, porque tem uma passagem no livro em que, se não me engano foi o Thiago (Castanho) ou o Marcão, contou numa entrevista que eles estavam em um evento e viram o Champignon e o Chorão andando de costas. A pessoa comentou: “Cara, até andar igual eles andavam”. Essa simbiose foi muito intensa. O Champignon tinha 12 anos quando conheceu o Chorão, que já tinha seus 20 anos e um filho. Essa convivência influenciou muito, principalmente o mais novo. O Chorão era o dono da banda, o porta-voz nas entrevistas, mas o Champignon, de alguma forma, era o segundo em comando. Como foi o processo de viabilizar o livro via crowdfunding, ainda mais durante a pandemia? Pedro de Luna: Não foi o primeiro livro que fiz por financiamento coletivo. Já tinha feito, por exemplo, a biografia de outro baixista, o Speed (parceiro do Black Alien), e também outros livros por venda antecipada. Mas no caso do Champignon foi desanimador no início, porque a primeira campanha não bateu a meta. Pensei: “Não é possível que as pessoas não tenham interesse em saber sobre ele”. Foi uma decepção, mas tentamos novamente. Na segunda campanha começamos com uma meta mais alta, depois reduzimos, e aí conseguimos bater e bancar a primeira tiragem praticamente no zero. O grande desafio mesmo foi a pandemia. Eu gosto de fazer entrevistas pessoalmente, e naquele momento não dava. A única pessoa que exigiu o encontro presencial foi uma das irmãs do Champignon, a Dani, a caçula. Nos encontramos em um lugar aberto, com todos os cuidados, e foi ótimo. Ela contribuiu muito, assim como a Eliane, a irmã mais velha, que ajudou com fotos e material de acervo pessoal. Mas foi a única entrevista que consegui fazer presencialmente. Isso dificultou bastante o processo. Os fãs ajudaram a escolher a capa do livro. A disputa foi acirrada ou houve um consenso? Pedro de Luna: Foi apertada, mas no fim a capa vencedora ganhou com folga. Essa foto acabou virando a principal e a camisa ficou com a Dani, irmã mais nova do Champignon. A outra opção era uma foto de 1998, dele bem jovem com um macacão bordado com “Charlie Brown”, que acabou indo para a contracapa. A escolha da capa foi simbólica também porque a foto é do Marcos Hermes, um grande fotógrafo e amigo meu. Nós moramos juntos quando me mudei para São Paulo em 1998, então ter uma foto dele no livro foi especial. Você entrevistou músicos de outras bandas como CPM 22 e NX Zero, que tiveram relações com o Charlie Brown Jr. Como você viu essa influência e convivência entre eles e o Champignon? Pedro de Luna: É interessante, porque o Chorão sempre foi um ponto de tensão com outras bandas, mas o Champignon era o oposto: um cara muito boa praça, que se dava bem com todo mundo. O Marcelo D2, por exemplo, sempre foi amigo do Chorão, e o Planet Hemp foi fundamental na trajetória do Charlie Brown, já que foi o D2 quem sugeriu que o Chorão cantasse em português. Sobre a geração seguinte NX Zero e CPM 22 e até o Raimundos, da mesma geração, era natural a convivência. Nos anos 90 e 2000 havia muitos festivais de rádio, aniversários de emissoras, e quem estava no topo eram as bandas dessa geração. O Charlie Brown ainda era um finalzinho dos 90, antes da ascensão do emo, e dividiu muito palco com todos eles. A famosa “treta” com o CPM surgiu de uma entrevista boba publicada na Capricho, mas na prática os caras eram próximos. Há vídeos de turnês nos EUA com Champignon, Badaui e Japinha juntos, super amigos. O NX Zero nunca teve treta nenhuma, pelo contrário: Di Ferrero participou de shows com o Champignon em sua fase fora do Charlie Brown, e vice-versa. O Raimundos também sempre abriu espaço, o Digão chamou o Champignon para apresentações e ajudou bastante. Eu tenho muito cuidado como biógrafo: não coloco fofoca nem rumores. Só relato coisas já publicadas em entrevistas, matérias de TV e revistas. Não escrevo livro para criar desavenças, e sim para contar histórias de forma honesta e respeitosa. E eu vi que você teve dificuldade também de encontrar matérias, entrevistas e alguns materiais com o Champignon. Como é que foi que você se enfrentou esse tipo de dificuldade para encontrar material? Pedro de Luna: Cara, a pesquisa é sempre a parte mais difícil do livro. Escrever já está no automático, mas a pesquisa, até antes das entrevistas, eu tenho que fazer uma boa pesquisa. No caso do Charlie Brown, e na verdade com muita gente, as informações que estão na internet ou não são fiéis, ou estão com datas erradas. Até mesmo vídeo, encontrei pessoas que postavam muitos vídeos e depois, fazendo uma pesquisa, vi que o ano estava errado,

Weezer lidera festival com Bloc Party e Mogwai no Parque Ibirapuera

A banda norte-americana Weezer lidera festival com Bloc Party, Mogwai, Judeline e Otoboke Beaver no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Marcado para 2 de novembro, na Plateia Externa do Auditório Ibirapuera, o evento tem início da venda de ingressos ao meio-dia do dia 20 de agosto pelo site da Eventim. Guiada pela proposta de contemplar públicos curiosos e diferentes formatos de eventos onde a música é a protagonista, a 30e criou o Índigo, um projeto que tem como objetivo (re)unir comunidades a partir de uma label curatorial com foco em sons indie, do underground ao mainstream e tem a Deezer, plataforma global de experiências musicais, como player oficial em todas as iniciativas. “O ecossistema Índigo tem essa capacidade de se desdobrar em diversos formatos, podendo ir de uma audição intimista em algum listening bar a um grande show. Criar experiências para um público que busca o novo, mas que também se interessa pelo que dialoga com o agora e por movimentos que geram senso de comunidade, é o que conecta todos os eventos que sairão com a assinatura Índigo”, afirma Caio Jacob, sócio-fundador e VP de Global Music, Business & Strategy da 30e. “No caso dos shows no parque, unimos apresentações de bandas que representam a proposta da label em um mesmo momento. É um cartão de visitas que aponta para possibilidades variadas. Estar dentro do Parque Ibirapuera torna a iniciativa ainda mais simbólica, visto que privilegiamos o sentir da música”, complementa. Um exemplo onipresente quando se trata de propostas musicais que conectam identidades, estilos e memórias é a banda californiana Weezer, característica que a tornou um nome emblemático do rock alternativo dos anos 1990 e que segue como referência até hoje. Toda essa energia se canaliza em um sentido comunitário que guia o universo da nova label curatorial da 30e, e faz do grupo um destaque para a programação do dia 2 de novembro no Ibirapuera. Logo na estreia com o disco Weezer (1994), a banda emplacou hits como Buddy Holly, Say It Ain’t So e Undone – The Sweater Song. A obra foi reconhecida recentemente na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos pela Rolling Stone dos Estados Unidos, em 2023, e entre os 150 melhores discos da década de 1990 pela Pitchfork, em 2022. Com mais de 30 anos de carreira, o Weezer é hoje formado por Rivers Cuomo (vocal e guitarra), Patrick Wilson (bateria), Brian Bell (guitarra) e Scott Shriner (baixo); e já lançou 15 álbuns de estúdio, que somam mais de 5 bilhões de plays nas plataformas de streaming de áudio. O Bloc Party entra na programação como uma banda clássica do indie rock. Já no primeiro álbum, Silent Alarm (2005), o grupo foi reverenciado e conquistou o ‘selo’ de disco do ano pela NME. O vocalista Kele Okereke é um dos poucos frontmen negros do rock alternartivo assumidamente gay e, ao lado dos músicos Russell Lissack (guitarra), Justin Harris (baixo) e Louise Bartle (bateria), estabeleceu um espaço importante na cena indie dos anos 2000 com uma identidade visual urbana e cosmopolita que se dilui com letras confessionais, políticas e relacionáveis para vivências queer. A banda formada em Londres, na Inglaterra, também conta com os álbuns A Weekend in the City (2007), Intimacy (2008), Four (2012), Hymns (2016) e Alpha Games (2022), uma discografia que passeia pelo rock e eletrônico com viradas rápidas, grooves quebrados e uma pegada extremamente física. Veterano do gênero post-rock, o Mogwai se apresenta no Parque Ibirapuera com todo o magnetismo de um repertório que lista músicas majoritariamente compostas a partir de instrumentos com influências de shoegaze, eletrônica, rock experimental, e menos destaque para a presença de vozes. Stuart Braithwaite (guitarra e vocal), Barry Burns (guitarra, piano, sintetizadores e vocal), Dominic Aitchison (baixo) e Martin Bulloch (bateria) estão em atividade há 30 anos e seguem impactando a cena, exemplificado em conquistas como o 1º lugar nas paradas do Reino Unido com o disco As The Love Continues (2021) e a indicação, também em 2021, ao Mercury Prize, prestigiado prêmio britânico. Atualmente, o Mogwai está em turnê com o seu projeto mais recente, The Bad Fire (2025), e leva o material aos palcos somado às músicas mais populares de sua discografia, como Kids Will Be Skeletons e Take Me Somewhere Nice. Já a cantora e compositora Judeline, de apenas 22 anos, chega ao evento como nova promessa do indie pop e um talento cada vez mais popular para a comunidade hispânica e latina. A jovem artista coloca o holofote em influências de flamenco, laços venezuelanos e sons árabes em suas performances ao vivo. Nascida em Cádiz, na Espanha, Judeline possui na discografia o EP de la cruz (2022) e Bodhiria (2024), álbum de estreia que arrancou elogios de Anitta, Bad Bunny e Rosalía. O feito também possibilitou que a espanhola abrisse a turnê mundial de J Balvin, Que bueno volver a verte. Músicas como Heavenly, zarcillos de plata, mangata e a parceria de sucesso com o produtor porto-riquenho Tainy, si preguntas por mi, exploram o minimalismo moderno da estética visual da cantora pelos palcos do mundo. O Otoboke Beaver é atração confirmada em 2 de novembro como uma das apostas curatoriais mais ousadas para o público. Vestidos coloridos e vibrantes compõem apenas um detalhe estético da presença hipnotizante da banda no palco. Criado em Kyoto, no Japão, o grupo desembarca pela primeira vez no Brasil com o peso de ser um dos principais nomes da nova geração de mulheres no punk rock. São três os discos – Okoshiyasu!! Otoboke Beaver (2016), Itekoma Hits (2019) e Super Champon (2022) – que levaram as garotas a receberem convites para apresentações em eventos reconhecidos mundialmente, como o Coachella (EUA), o Glastonbury (Reino Unido) e o Lollapalooza (EUA). A atitude de palco somada às letras ácidas e à habilidade instrumental do quarteto – formado por Accorinrin (guitarra e vocal), Yoyoyoshie (guitarra e vocal), Hirochan (baixo e vocal) e Kahokiss (bateria e vocal) – já renderam elogios de astros do rock como Jack White

Banda James anuncia shows no Brasil em turnê que celebra 40 anos de carreira

A banda James, um dos nomes mais icônicos do rock alternativo britânico, confirmou seu aguardado retorno ao Brasil. A turnê, que celebra os 40 anos de carreira, passa por Curitiba, no dia 12 de novembro, na Ópera de Arame, e por São Paulo, no dia 13, na Audio Club. A realização é da MCA Concerts. Os ingressos para os shows estão à venda pela Ticketmaster.  Formado nos anos 1980, o James conquistou uma base de fãs fiel com faixas como Johnny Yen, atingindo o mainstream com Gold Mother (1990) e hinos como Come Home, Sit Down e Laid. Ao longo da década de 1990, emplacou álbuns de sucesso como Laid (1993), Whiplash (1997), Millionaires (1999) e Pleased To Meet You (2001), consolidando-se como uma das bandas mais importantes da cena britânica, com clássicos como Tomorrow, She’s A Star e Just Like Fred Astaire.  Após um hiato de seis anos, o grupo voltou em 2008 com Hey Ma e seguiu em alta com trabalhos como Girl at the End of the World (2016), Living in Extraordinary Times (2018) e All The Colours Of You (2021). Em 2023, celebrou o aniversário de 40 anos com Be Opened By The Wonderful, que trouxe releituras orquestrais de seu repertório.  O mais recente lançamento, Yummy, chegou em abril de 2024 e alcançou o primeiro lugar na parada de álbuns do Reino Unido — feito inédito para um álbum de estúdio da banda. Com letras que abordam política, inteligência artificial e teorias da conspiração, o disco reafirma a capacidade do James de se reinventar e dialogar com novas gerações. Essa será a terceira vez do grupo no Brasil. A primeira foi em 2012, com show solo em São Paulo, e a última em 2024, quando se apresentou no palco Sunset do Rock in Rio. SERVIÇO – JAMES EM CURITIBAQuando: 12 de novembro de 2025 (quarta-feira)Onde: Ópera de Arame (Rua João Gava, 920)Horário: abertura da casa às 20h e show às 21hIngressos: os ingressos variam de R$ 292,50 a R$ 785,00 de acordo com o setor e modalidade escolhidos  SETOR | MEIA-ENTRADA | SOLIDÁRIO | INTEIRA PLATEIA VIP | R$ 392,50 | R$ 471,00 | R$ 785,00PLATEIA | R$ 292,50 | R$ 351,00 | R$ 585,00CAMAROTE | R$ 342,50 | R$ 411,00 | R$ 685,00  Benefícios de meia-entrada50% de desconto em descontos previstos por Lei40% de desconto no Ingresso Solidário – mediante a doação de 1kg de alimento não perecíve Parcelamento: 3x sem juros / de 4x a 10x com jurosVendas: TicketmasterPré-Venda: de 19/08 às 11h, para clientes Clube Cult – sendo dois ingressos por assinanteVendas gerais: 21/08 às 11hClassificação: 18 anosRealização: MCA Concerts SERVIÇO – JAMES EM SÃO PAULOQuando: 13 de novembro de 2025 (quinta-feira)Onde: Audio (Avenida Francisco Matarazzo, 694)Horário: abertura da casa às 19h e show às 21hIngressos: os ingressos variam de R$ 292,50 a R$ 685,00 de acordo com o setor e modalidade escolhidos  SETOR | MEIA-ENTRADA | SOLIDÁRIO | INTEIRAPLATEIA | R$ 292,50 | R$ 351,00 | R$ 585,00MEZANINO | R$ 342,50 | R$ 411,00 | R$ 685,00

Ricochet: Novo álbum do Rise Against decepciona fãs

Ricochet, o décimo álbum de estúdio do Rise Against, prometia uma nova fase da banda de Chicago sob a batuta da produtora Catherine Marks e do mixer Alan Moulder. Mas, em vez de revitalizar a sonoridade característica do grupo, o disco acabou destoando: vozes envoltas em reverb excessivo, produção polida além da conta, arranjos que preferem o pop radiofônico em vez do punk rápido e agressivo que a banda construiu ao longo da carreira. Enquanto há momentos de força, como o groove urgente da dobradinha “Sink Like a Stone” e “Forty Days” e a potência refinada de “Nod”, executada em show último show no Brasil, a maioria das faixas mergulha em territórios excessivamente lisos, como “Soldier” e “Gold Long Gone”. Soa muito mais como pastiche do que como evolução. Parece tudo, menos Rise Against. A recepção dos fãs nas redes sociais tem sido dura. Relatos no Instagram e no Reddit são claros: “Este é, de longe, o álbum que menos gostei da banda.”“A mixagem é um overload sensorial, meus ouvidos fatigaram.”“Isso não é punk. A produção não é punk.” Ou seja, ao tentar “ser diferente”, como disse Tim McIlrath em entrevista recente, o resultado parece ter afastado fãs históricos, muitos reclamando que Ricochet soa distante da energia visceral e urgência que define o Rise Against desde os primeiros álbuns. Óbvio que os shows vão continuar sendo ótimos, graças a boa discografia da banda. Porém este será um álbum que daqui há alguns anos ninguém irá se lembrar. Nota 2.5 de 5

The Devil Wears Prada surpreende e encerra turnê com música inédita em São Paulo

O The Devil Wears Prada encerrou ontem (17.08) a turnê latino-americana no Carioca Club, em São Paulo, o mesmo palco que recebeu a última passagem da banda pelo Brasil há 13 anos. Não foi uma jornada fácil: além de lidar com a saída recente do baixista Mason Nagy, substituído nos shows por faixas gravadas, o grupo também enfrentou um assalto no aeroporto de Bogotá. Antes do show, conversamos com o vocalista Mike Hranica, que revelou de maneira exclusiva que um novo álbum está a caminho. Além dos singles Ritual e For You, a banda surpreendeu o público paulista com a inédita Where the Flowers Never Grow, apresentada de forma exclusiva e que será lançada em breve. O showA Liberation, organizadora do evento, apoiou a cena colocando como abertura a banda brasileira Emmercia, que aposta no metal moderno e vem se consolidando como um nome promissor do estilo. Na sequência, o The Devil Wears Prada entregou uma apresentação com foco na fase recente: nove das 17 músicas do set foram lançadas nos últimos três anos. O início privilegiou faixas mais pesadas, que incendiaram o público com rodas de mosh intensas. Destaque para Watchtower e Danger: Wildwoman, dedicada ao ex-baterista Daniel Williams, falecido recentemente. A parte intermediária do show trouxe composições mais voltadas ao metal moderno. Os vocais melódicos de Jeremy DePoyster ficaram em evidência, enquanto Mike Hranica se destacou ao inserir uma terceira guitarra em algumas músicas. Ritual foi um dos pontos altos, celebrada em coro pelo público. Na reta final, a banda revisitou a fase metalcore, com exceção da balada For You, cantada a plenos pulmões pelos presentes. Após a execução de Sacrifice, o grupo deixou o palco para o tradicional Encore. Enquanto a plateia aguardava as duas últimas faixas que fecharam toda a turnê, Mike Hranica surpreendeu ao anunciar o lançamento de uma nova música ao vivo. Foi então que apresentaram Where the Flowers Never Grow, seguida das clássicas Dogs Can Grow Beards All Over e Hey John, What’s Your Name Again?, que fecharam a noite em clima de celebração. Com a calorosa recepção em São Paulo, o The Devil Wears Prada prometeu não deixar passar mais 13 anos até a próxima visita ao Brasil. Setlist

Black Pantera é a nova atração anunciada pelo Santos Criativa Festival Geek

O Santos Criativa Festival Geek 2025 promete uma edição ainda mais marcante e já começa a aquecer os motores com o anúncio de duas grandes novidades: o show da banda Black Pantera, um dos maiores nomes do rock/metal nacional, e a abertura das inscrições para o tradicional Artist’s Alley, espaço dedicado a quadrinistas, ilustradores e artistas independentes. Reconhecida internacionalmente, a Black Pantera carrega em suas letras mensagens potentes de resistência, inclusão e consciência social, conquistando uma legião de fãs e marcando presença em festivais de destaque dentro e fora do Brasil. O show do Black Pantera no Santos Geek será realizado em 20 de novembro, encerrando o primeiro dia do evento. Formada em Uberaba (MG), em 2014, a Black Pantera é composta por Charles Gama (guitarra e vocal), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo Pantera (bateria). O trio ganhou destaque no cenário musical com seu ‘crossover’ de metal, hardcore e punk, trazendo letras de forte impacto social. A sonoridade pesada e a postura combativa renderam convites para importantes festivais, como o Rock in Rio, onde o grupo fez uma das apresentações mais comentadas de 2022, além de turnês na Europa, passando por países como França, Alemanha e Suíça. Em 2023, a banda também participou do Download Festival, no Reino Unido, dividindo espaço com grandes nomes da cena mundial. Abertas inscrições para espaço de artistas Nesta segunda-feira (18), a Secretaria de Cultura abriu as inscrições para o Artist’s Alley, espaço que já se consolidou como um dos mais queridos do evento e ponto de encontro entre criadores e o público geek, valorizando a produção independente, os quadrinhos autorais e as novas linguagens visuais. O edital de chamamento público está publicado no Diário Oficial de Santos, página 38. O objetivo é credenciar 40 artistas interessados em participar da sétima edição do festival, que ocorrerá entre os dias 20 e 23 de novembro, no Centro Histórico. Podem se inscrever artistas de quadrinhos como roteiristas, desenhistas, arte-finalistas, coloristas, editores e escritores literários. Os interessados deverão preencher e encaminhar a ficha conforme modelo (Anexo I do edital), exclusivamente para o e-mail alleydosantosgeek@gmail.com, até às 16h de 29 de agosto.

Deb and The Mentals volta às origens em novo EP Old News

A banda Deb And The Mentals lançou o EP Old News, que marca um retorno às raízes, mas sem perder a essência do grunge e punk rock. Com letras escritas em inglês – como faziam em 2015, quando tudo começou, eles também celebram a nova formação com Fi, do NX Zero, dentro da banda. O lançamento também marca a bem sucedida parceria deles com o selo da AlgoHits, a music tech que conecta fãs e artistas da melhor forma possível, e da Läjä Records. O projeto ainda inclui a faixa Suck Me e chega com um videoclipe para Together Again. Consolidados na cena alternativa brasileira, após dois anos do Azul Catástrofe, voltam com um EP de 6 faixas cheio de potência e autenticidade e faixas escritas pelos integrantes junto de Alexandre Campilé e Giovanna Zambianchi. “Voltamos com as composições em inglês — como era lá no começo! Mantivemos o nosso som de sempre, com grunge e punk rock que faz parte das nossas influências em comum e lançamos Old News como um resgate daquilo que um dia foi esquecido. É sobre reencontrar sentimentos que, mesmo calados, nunca deixaram de gritar por dentro, uma memória emocional. É sobre voltar pro que é real para si”, dizem os artistas. O motivo da escolha de Together Again para ser a faixa foco do lançamento é simples: alinhar a identidade do novo trabalho aos sentimentos de reencontro com as raízes que o grupo sente. Gravado no Porta, em São Paulo, eles contam que escolheram o local por ter a proposta perfeita: “O lugar tem um clima perfeito para shows intimistas, do jeitinho que a gente gosta. E o dono, Raphael Carapia, topou ceder o espaço para essa gravação. Contamos com uma equipe incrível: Murilo Amancio na direção, Tony Santos como assistente de câmera, Feg Iranço na direção de arte e Lucca Miranda making off e fotos promocionais”, revela o grupo. A chegada do novo membro, o baterista Filipe Fi, também é um ponto especial para o quarteto. Ele entrou para a nova formação em 2024 e, desde lá, os integrantes trabalham juntos para chegar a um resultado cheio de paixão e influências em comum, como Stone Temple Pilots e Turnstile: “Ele é o primeiro que compusemos com o novo guitarrista da banda. Foi um processo cercado de pessoas muito talentosas, como Ítalo Nonato, da Pense, que atuou como técnico de gravação. A produção de voz, mixagem e a masterização ficaram por conta de Alexandre Capilé. Também tivemos parceria em algumas letras da Gi Zambianchi”, finalizam. Ouça Old News, do Deb and The Mentals