Thirty Seconds to Mars celebra 20 anos de “A Beautiful Lie” com raridades

Existem discos que capturam perfeitamente o espírito de uma época, e A Beautiful Lie, do Thirty Seconds to Mars (30STM), é um deles. Lançado originalmente em 2005, o álbum multiplatinado que apresentou hits como The Kill e From Yesterday está completando duas décadas de história. Para celebrar o marco, a banda liderada por Jared e Shannon Leto anunciou uma edição comemorativa especial que promete ser o item definitivo para os fãs. Já disponível para pré-venda, a nova versão chega em formatos físicos de luxo (CD e LPs simples ou duplos) com uma arte reimaginada. Mas o verdadeiro “tesouro” está no conteúdo sonoro: a edição de 20 anos traz quatro faixas inéditas gravadas durante as sessões originais do álbum, que nunca haviam sido lançadas oficialmente. Peso de um marco A Beautiful Lie foi o projeto que consolidou a identidade visual e sonora do 30STM. Foi com este disco que a banda abraçou a estética cinematográfica, com clipes gravados na Groenlândia e na China, e estabeleceu uma conexão visceral com a Echelon, sua base de fãs global. As quatro músicas extras oferecem uma nova perspectiva sobre o processo criativo da época, revelando camadas de um som que transitava entre o post-hardcore, o rock progressivo e o alternativo, ajudando a definir o que muitos chamariam de “rock de arena” da década de 2000. * 💿 Serviço: Thirty Seconds to Mars – “A Beautiful Lie” (20th Anniversary) A edição comemorativa já está disponível para pré-venda na UMusic Store e nas plataformas digitais.
Flea surpreende com álbum de jazz; ouça Honora

Após quatro décadas definindo o DNA do rock percussivo com o Red Hot Chili Peppers, Flea finalmente entregou o projeto que gestava há 35 anos. Honora não é apenas um disco solo, é o fechamento de um ciclo poético. O menino que aos 8 anos viu o mundo mudar ao ouvir o padrasto tocar o standard Cherokee no trompete, agora, aos 63, retoma esse sopro vital com uma entrega que beira o espiritual. O álbum é fruto de uma disciplina quase monástica: durante a turnê mundial dos Chili Peppers (2022-2024), Flea praticou trompete diariamente, combatendo o medo de ser visto como um “roqueiro poser” pelos gigantes do jazz de Los Angeles. O resultado? Uma odisseia meditativa e vibrante que passa longe de ser um projeto de vaidade. Curadoria da “vibração” O grande trunfo de Honora é a humildade de Flea em se cercar de visionários. Produzido por Josh Johnson, o disco conta com a guitarra angular de Jeff Parker (Tortoise) e a pulsação precisa de Anna Butterss. É um álbum de texturas, onde o jazz não é um museu, mas um playground elástico. Colaborações de peso O álbum brilha intensamente quando as vozes convidadas entram em cena: Veredito do álbum de estreia de Flea Honora é um disco sobre liberdade. Para quem esperava o baixo frenético de Give It Away, o álbum pode ser um choque, mas para quem conhece a alma exploratória de Michael Balzary, é uma recompensa. Flea sobe ao palco não como o astro de estádio, mas como um músico que, após centenas de horas de prática e reclamações de barulho em hotéis, finalmente se sente digno de flutuar.
Raye lança o cinematográfico “This Music May Contain Hope.”

Após fazer história ao varrer o Brit Awards em 2024, a britânica Raye consolida sua posição como uma das arquitetas do novo pop orquestral. Lançado nesta sexta-feira (27), o seu segundo álbum de estúdio, This Music May Contain Hope., é uma jornada densa de 17 faixas que utiliza o jazz, o soul e a música erudita para falar de sobrevivência e otimismo. O projeto é dividido em quatro “estações” sonoras, guiando o ouvinte em uma narrativa que começa no caos emocional e termina em um ambiente acolhedor. Para dar vida a essa escala épica, Raye convocou um time improvável de colaboradores, que vai da lenda do soul Al Green à London Symphony Orchestra. Colaboração com Hans Zimmer e hits globais O grande diferencial técnico deste disco é a faixa Click Clack Symphony., produzida em parceria com o renomado compositor de trilhas sonoras Hans Zimmer (O Rei Leão, Interestelar). A música funde a sensibilidade pop de Raye com a grandiosidade rítmica de Zimmer, criando um dos momentos mais experimentais do ano. O álbum também traz o megahit Where is my Husband!, que já acumula mais de 800 milhões de streams globais e dominou as paradas brasileiras nos últimos meses. Diferente da “bad trip” urbana de seu disco de estreia, aqui a artista busca o que chama de “remédio para si mesma”, transformando traumas em big band e soul clássico. 💿 Serviço: Raye – This Music May Contain Hope. O álbum já está disponível em todas as plataformas de streaming e a artista se prepara para abrir os shows de Bruno Mars em estádios no segundo semestre.
Letrux retorna com o conceitual “SadSexySillySongs”

Após três anos sem lançamentos inéditos, a “mulher girafa” do indie nacional está de volta para ocupar o seu lugar de destaque no pop alternativo. Letrux lançou nesta sexta-feira (27), via Coala Records, o seu quarto álbum de estúdio: SadSexySillySongs. O título, que nasceu de uma anotação em um caderninho em 2023, acabou ditando as regras do jogo. O disco é rigorosamente dividido entre três universos emocionais: canções tristes (sad), sensuais (sexy) e bobas/engraçadas (silly), totalizando 12 faixas que passeiam pelo pop, rock e MPB. Do minimalismo ao eletrônico Curiosamente, o projeto foi concebido inicialmente para ser um disco de “voz e violão”, um retorno às raízes mais cruas da composição de Letícia Novaes. No entanto, durante o processo no estúdio com o produtor Thiago Rebello (baixista da banda desde a era Climão), o som se expandiu. O resultado final mantém uma essência orgânica, mas não foge de batidas eletrônicas em quatro das faixas e até de momentos experimentais com poemas declamados, inspirados pela mestre da vanguarda Laurie Anderson. Outra característica marcante é o bilinguismo: o álbum é dividido exatamente ao meio, com seis músicas em português e seis em inglês. Parcerias de peso em SadSexySillySongs Para dar vida a esses três humores, Letrux convocou um time de colaboradores que admira. O álbum conta com composições e participações de nomes como Jadsa, Mahmundi, Bruno Capinan e membros da banda Nouvella.
Melissa Reese está fora da turnê brasileira do Guns N’ Roses

Os fãs que se preparam para o pontapé inicial da nova turnê do Guns N’ Roses foram pegos de surpresa nesta sexta-feira (27). Através de um comunicado direto, a banda anunciou que a tecladista Melissa Reese não participará da turnê mundial de 2026, incluindo os shows no Brasil a partir de 1 de abril. De acordo com o grupo, o afastamento ocorre por “motivos pessoais imprevistos”. A nota foi curta e direta: “Melissa não se juntará à banda na turnê. Esperamos que nossos fãs entendam”. Até o momento, não foram revelados detalhes sobre a natureza do problema ou se haverá uma substituta temporária. Melissa Reese tem dez anos de estrada Melissa Reese entrou para o Guns N’ Roses em 2016, tornando-se a primeira integrante feminina da história da banda. Ela foi peça-chave na sonoridade da turnê Not In This Lifetime, cuidando dos sintetizadores, sub-baixos e sendo uma voz fundamental no apoio aos vocais de Axl Rose. Com a sua saída, a função das teclas recai integralmente sobre o veterano Dizzy Reed, membro mais antigo do grupo depois de Axl, que está na banda desde a era Use Your Illusion (1990). Início da turnê no México O anúncio acontece a menos de 24 horas do primeiro show da perna latino-americana da turnê 2026, marcado para este sábado (28), em Monterrey, no México. Após o giro pelos países latinos, a banda seguirá para grandes festivais nos EUA (como o Welcome to Rockville), além de turnês por arenas e estádios no Reino Unido, Europa e América do Norte até setembro. 🎸 Serviço: Guns N’ Roses – Tour 2026
August Burns Red anuncia o 11º álbum “Season Of Surrender”

O August Burns Red (ABR) anunciou o lançamento de seu novo álbum de estúdio, Season Of Surrender. O disco chega às plataformas e lojas no dia 5 de junho, marcando o retorno da banda à gravadora Fearless Records. Para antecipar o clima do novo trabalho, o grupo liberou o single The Nameless. Apesar do título, a banda fez questão de esclarecer que não se trata de um cover do Slipknot, mas sim de uma composição autoral que explora a dualidade entre as raízes do grupo e os novos caminhos técnicos que estão trilhando. Convidados de peso e temática de libertação O álbum Season Of Surrender não economizou nas colaborações. O tracklist contará com participações especiais de Mike Hranica (The Devil Wears Prada), Jamie Hails (Polaris) e membros da banda Make Them Suffer. Liricamente, o vocalista Jake Luhrs explica que o single The Nameless fala sobre não desperdiçar a vida em busca de aceitação ou conforto vazio. É um chamado para se desprender de crenças que não fazem mais sentido e encarar as próprias fraquezas para viver uma vida da qual se tenha orgulho. Já o baixista Dustin Davidson define a faixa como uma vitrine da evolução rítmica e técnica que a banda alcançou após mais de duas décadas de estrada. * 💿 Serviço: August Burns Red – “Season Of Surrender” O álbum já está disponível para pré-venda e o single de estreia pode ser conferido em todos os aplicativos de música.
Don Broco lança “Nightmare Tripping” e convoca vocal do Architects para manifesto contra a extrema-direita

O Don Broco escolheu esta sexta-feira (27) para entregar ao mundo o seu trabalho mais denso e politizado até aqui. O novo álbum de estúdio, batizado de Nightmare Tripping, já está disponível em todas as plataformas de streaming. Para celebrar o lançamento, a banda britânica liberou o videoclipe de True Believers, uma colaboração explosiva com Sam Carter, vocalista do Architects. Mais do que apenas uma parceria entre dois gigantes do rock moderno, a faixa é um grito de resistência contra o cenário político global dos últimos anos. Contraste entre a festa e a violência em Nightmare Tripping O vocalista do Don Broco, Rob Damiani, revelou que True Believers foi gestada em 2024, durante um período de profunda dualidade no Reino Unido: enquanto o país celebrava as Olimpíadas, as ruas eram palco de violentos protestos da extrema-direita em Southport. “Ver políticos e pessoas nas ruas usando a saudação nazista livremente e ideias de apologistas de genocídio sendo abraçadas pela mídia foi alarmante. Essa música é sobre a lavagem cerebral que levou a isso, um convite para questionar as narrativas que nos impõem há gerações”, desabafa Damiani. Sobre a escolha de Sam Carter para dividir os vocais, Rob é categórico: “Somos fãs de Architects há muito tempo. A energia e a agressividade que ele traz são incomparáveis. Como ser humano, Sam sempre usou seu talento para defender o que é certo, então colaborar com ele foi muito especial”. Sonoridade e ativismo Nightmare Tripping mantém o DNA experimental do Don Broco, misturando sintetizadores, batidas dançantes e riffs pesados, mas ganha uma camada extra de urgência. A presença de Sam Carter em True Believers injeta uma dose de metalcore que torna a mensagem da letra ainda mais visceral.
Atração de abertura do Harry Styles no Brasil, Fcukers lança álbum de estreia

Se você ainda não ouviu falar do Fcukers, prepare-se: você vai ouvir muito o nome deles até julho. A dupla formada por Shanny Wise e Jackson Walker Lewis lançou seu álbum de estreia, Ö, pelo prestigiado selo Ninja Tune. O lançamento consolida o status da banda como a nova favorita de ícones como David Byrne, Billie Eilish e Kevin Parker (Tame Impala). Produzido por Kenny Beats e mixado por Tom Norris (responsável pelo som de Charli XCX e Lady Gaga), o disco é uma explosão de energia de pista, fundindo o baixo pulsante do pós-punk com a urgência da música eletrônica contemporânea. Fcukers será “esquenta” para Harry Styles A notícia que mais mexe com o público brasileiro é a confirmação do Fcukers como a atração de abertura da turnê Together, Together, do cantor Harry Styles. A dupla subirá ao palco do Estádio MorumBIS, em São Paulo, em quatro datas: 17, 18, 21 e 24 de julho. Essa escalação não é por acaso. O Fcukers vem de uma sequência de shows esgotados em Londres e Nova York, além de apresentações em festivais como Coachella e Glastonbury. O som deles, que eles mesmos definem de forma irônica e direta, é feito para quem não quer ficar parado. Faixas como Play Me e I Like It Like That prometem ser os pontos altos da noite antes da entrada do astro britânico. Produção de elite O álbum Ö traz a assinatura de Dylan Brady (100 Gecs) em três faixas, garantindo aquele toque experimental e acelerado que virou marca registrada da cena atual. O disco captura o caos de uma noite em Nova York, indo de batidas pesadas a momentos mais melódicos, sempre sob o comando dos vocais magnéticos de Shanny Wise.
Melanie Martinez lança álbum que disseca a vida sob o domínio da IA

Após três anos de silêncio criativo, Melanie Martinez está de volta com seu trabalho mais ambicioso e provocativo até agora. Lançado nesta sexta-feira (27), o álbum Hades mergulha em 18 faixas que flutuam entre o pop alternativo e o experimentalismo visual para documentar o que a artista chama de “uma distopia que já vivemos”. O projeto marca uma evolução na estética da cantora, que desta vez troca os contos de fadas sombrios por uma análise crua da sociedade contemporânea. Vale da estranheza e a “beleza” artificial Um dos pontos centrais do disco é a faixa Uncanny Valley (O Vale da Estranheza), a última composição escrita para o álbum. Nela, Melanie aborda como a inteligência artificial e os filtros das redes sociais remodelaram a nossa percepção de realidade e desejo. “A canção fala sobre como as redes sociais e a IA distorceram nossa relação com a beleza, nos fazendo comparar constantemente com rostos editados. Hades é um espelho rachado. Por trás da raiva, existe um chamado para sentir e questionar se ainda somos capazes de criar algo bonito a partir do caos”, explica a artista. Impacto imediato nos números O retorno de Melanie foi recebido com sede pelos fãs. O single principal, Possession, estreou com impressionantes 2,7 milhões de streams no Spotify nas primeiras 24 horas, já acumulando mais de 33 milhões de audições globais. O single seguinte, Disney Princess, segue o mesmo caminho de sucesso, consolidando o álbum como um dos maiores lançamentos do pop alternativo em 2026. Para celebrar o lançamento, a cantora prepara uma noite intimista no Clive Davis Theater, no Grammy Museum (Los Angeles), no dia 8 de abril, onde apresentará um pocket show exclusivo e discutirá os bastidores da criação do disco com o produtor e colaborador de longa data CJ Baran. * 💿 Serviço: Melanie Martinez – “Hades” O álbum já está disponível na íntegra em todas as plataformas de streaming.