Punho de Mahin lança o contundente álbum “Entre a Penitência e a Ruptura”

A banda Punho de Mahin, consolidada como um dos principais nomes do afro punk no Brasil, lançou o segundo álbum de estúdio, Entre a Penitência e a Ruptura. Com produção musical assinada por ninguém menos que a lenda Clemente Nascimento (fundador dos Inocentes) e lançamento pela gravadora Deck, o disco traz uma sonoridade crua e contundente. Mais do que música rápida e distorcida, o projeto tem uma proposta artística e política clara: colocar o dedo na ferida e revisitar a experiência negra na sociedade contemporânea, uma temática historicamente negligenciada dentro da própria cena underground. Temas como protagonismo negro, racismo estrutural, machismo, intolerância e violência policial ganham forma em 12 faixas divididas em dois atos muito bem definidos. Junto com o álbum, a Punho de Mahin também liberou o videoclipe do single Meritomentira no YouTube. Lado A: A Penitência A primeira metade do álbum (até a sexta faixa) funciona como uma radiografia da “penitência”. Sob perspectivas históricas e atuais, as músicas refletem o legado sangrento da colonização, a espoliação e o encarceramento. O disco expõe o projeto estrutural de opressão, questiona o falso mito da meritocracia e narra os processos de exclusão social. Lado B: A Ruptura Já a segunda parte do disco foca na “ruptura” e na resistência. A articulação e a ancestralidade tomam a frente para conduzir a insurreição. As letras resgatam a potência de mulheres que foram apagadas pela história e destacam o embate feminino atual por respeito e permanência plena, inclusive dentro de espaços que se dizem libertários. 🎧 Faixa a faixa de “Entre a Penitência e a Ruptura”, do Punho de Mahin (por Paulo Tertuliano) Para mergulhar de cabeça no conceito do disco, confira o faixa a faixa detalhado: 1. Violação: Desperta a reflexão sobre a negligência do estado diante do sistema carcerário feminino, expondo a extrema desigualdade que vigora na sociedade. 2. Marcus Vinicius da Maré: Não é apenas uma menção à vítima do aparato de segurança pública, mas expõe as ações do racismo estrutural e do genocídio planejado ao longo dos anos. 3. Meritomentira: O impacto da desigualdade social aplicada em diversos níveis, gerando uma reflexão crítica sobre a meritocracia projetada por eixos conservadores. 4. Vão: Destaca como a administração público-privada gere a mobilidade urbana e o direito de ir e vir, apontando o descaso do capitalismo, que nunca prioriza vidas. 5. Linha Tênue: Abrange de maneira direta os vestígios da ditadura que vigoram até hoje na suposta democracia e nas corporações. 6. 13 de Maio: Expressa o contexto histórico e deflagra a falsa abolição, propondo um questionamento direto sobre a história manipulada. 7. Entre a Penitência e a Ruptura: A faixa-título reflete a emancipação e resistência diante das violações que afligem mulheres e grupos marginalizados. 8. Raios, Trovões e Tempestades: Fala sobre as forças da natureza e da ancestralidade como elementos que nutrem a luta necessária para a permanência do povo preto. 9. Dandara: Sobre a força da mulher negra, pareando figuras como Luiza Mahin, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Marielle Franco a inúmeras mulheres não reconhecidas. 10. Ei Mulher: Um convite para mulheres sentirem e celebrarem as melhores vivências além da luta, contrapondo as violências do patriarcado. 11. Respiro: Expõe os levantes de corpos que exigem o direito de existir e ter suas subjetividades respeitadas. Fala sobre liberdade e amor que não dependem apenas da legislação. 12. Grito Quilombo: Amplia a força ligada à contínua organização e ao aquilombamento pleno, construindo a ideia de potência coletiva.
Gorillaz lança o épico álbum “The Mountain” e curta-metragem animado em 2D

O Gorillaz apresentou ao mundo o seu aguardado nono álbum de estúdio, The Mountain. O lançamento é um marco histórico, pois é o primeiro disco lançado pelo próprio selo fonográfico do grupo, o KONG. Com 15 faixas, o disco constrói uma paisagem sonora expansiva e incrivelmente rica em texturas. A banda combina instrumentos orgânicos com batidas envolventes, criando o que eles definem como a trilha sonora de uma celebração na fronteira entre este mundo e o que vem depois, uma exploração profunda sobre a jornada da vida e o fascínio da existência. Encontro global de lendas e vozes do além em The Mountain, do Gorillaz A essência colaborativa de Damon Albarn e companhia continua sendo o coração do Gorillaz. The Mountain apresenta uma lista absurda e genial de convidados que passeiam por diversos gêneros e culturas. Entre os vivos, o álbum conta com IDLES, Bizarrap (que assina a produção da explosiva faixa Orange County), Johnny Marr (The Smiths), Sparks, Black Thought, Gruff Rhys, Yasiin Bey, Trueno, Jalen Ngonda e astros da música indiana e global, como Anoushka Shankar, Omar Souleyman, Asha Bhosle, Asha Puthli e Amaan & Ayaan Ali Bangash, além do eterno parceiro Paul Simonon (The Clash). Emocionantemente, o projeto também incorpora vozes de parceiros criativos e lendas que já nos deixaram, como Bobby Womack, Dave Jolicoeur (De La Soul), Tony Allen, Mark E. Smith, Proof e o ator Dennis Hopper. As gravações rodaram o planeta: do clássico Studio 13 (Londres) a sessões em Mumbai, Nova Déli, Damasco, Los Angeles, Miami e Nova York. O resultado é tão global que o disco apresenta performances em cinco idiomas: árabe, inglês, hindi, espanhol e iorubá. Retorno à era de ouro da animação Como se a grandiosidade musical não bastasse, o lançamento chega acompanhado de um belíssimo curta-metragem. Dirigido pelo co-criador Jamie Hewlett, ao lado de Max Taylor e Tim McCourt (do estúdio The Line), o filme levou 18 meses para ser produzido. O curta marca o retorno de Hewlett a uma abordagem mais artesanal, celebrando a era de ouro da animação 2D. Com cenários pintados à mão e texturas ricas, o visual reimagina o universo do Gorillaz sob uma lente cinematográfica clássica, mesclando o analógico e o digital. Na narrativa oficial dessa nova fase, Murdoc Niccals, Russel Hobbs, 2D e Noodle chegam a Mumbai (Índia) utilizando passaportes falsos providenciados por um contato de Murdoc em Nova York. Longe do estrelato pop, os quatro mergulham em uma jornada espiritual pelas montanhas indianas, explorando novos ritmos, mistérios e significados. Ouça The Mountain, do Gorillaz
U2 e cineasta ucraniano lançam documentário sobre os quatro anos de guerra

A arte e a música sempre caminharam lado a lado com os grandes acontecimentos históricos, servindo como registro, denúncia e consolo. O U2 reforçou esse papel ao transformar uma de suas novas canções em um poderoso testamento visual sobre a resiliência humana. Na última terça-feira (24), data que marcou o trágico marco de quatro anos da invasão da Ucrânia pela Rússia, foi lançado globalmente um curta-metragem documental inspirado na faixa Yours Eternally. Visão de Ilya Mikhaylus no documentário do U2 O filme, que possui cerca de quatro minutos e meio de duração, foi dirigido pelo aclamado diretor de fotografia e cineasta ucraniano Ilya Mikhaylus e contou com a produção de Pyotr Verzilov. A obra é um retrato sensível e urgente que traduz em imagens a carga emocional da música, documentando a realidade do povo ucraniano e a persistência de uma nação que, mesmo após quatro anos de conflito intenso, continua lutando por sua soberania e identidade. EP “Days of Ash” e as colaborações Yours Eternally é o grande destaque do recém-lançado EP do U2, intitulado Days of Ash, que chegou às plataformas na semana passada. Para dar ainda mais peso à mensagem da canção, a banda irlandesa contou com colaborações de peso. A faixa traz a participação do astro pop britânico Ed Sheeran e dos vocais emblemáticos do cantor ucraniano Taras Topolia, criando uma ponte artística poderosa entre o rock de arena, o pop contemporâneo e o sentimento nacionalista da Ucrânia. O projeto reafirma o ativismo histórico de Bono Vox e companhia, que frequentemente utilizam o alcance global do U2 para jogar luz sobre crises humanitárias e violações de direitos humanos ao redor do mundo.
Beastie Boys anuncia edição deluxe física e inédita de “To The 5 Boroughs”

O lendário Beastie Boys anunciou o lançamento de edições físicas e limitadas para celebrar o clássico álbum To the 5 Boroughs. A partir do dia 17 de abril de 2026, os fãs poderão ter em mãos o disco nos formatos 3LP e 2CD. O grande atrativo é a inclusão de 11 faixas-bônus, recheadas de remixes raros e cobiçados lados B. Esta é a primeira vez que a edição deluxe do projeto (disponibilizada digitalmente em 2019) ganha vida no formato físico. To The 5 Boroughs é homenagem aos cinco distritos de NY Lançado originalmente em 2004 e produzido pelo próprio Beastie Boys, To the 5 Boroughs é uma verdadeira carta de amor à cidade natal do grupo. O disco foi um sucesso estrondoso, alcançando o cobiçado primeiro lugar na Billboard 200 e liderando as principais paradas de Rap e R&B. A obra consolidou mais uma fase brilhante do trio formado por Ad-Rock, Mike D e pelo saudoso e genial Adam Yauch (MCA). O repertório é conhecido por equilibrar de forma magistral: A pré-venda desta edição histórica estará disponível em breve através da UMusic Store. É a chance perfeita para girar na vitrola um dos discos mais autênticos e essenciais dos anos 2000.
30 Seconds To Mars lança a inédita “Over My Head” e anuncia edição de luxo de “A Beautiful Lie”

A banda Thirty Seconds to Mars lançou o single Over My Head, que já está disponível em todos os aplicativos de música nesta sexta-feira (27). A novidade faz parte das grandes celebrações pelos 20 anos de lançamento de A Beautiful Lie, o segundo álbum do grupo liderado por Jared Leto e um verdadeiro marco multiplatinado em sua carreira. Edição comemorativa e faixas inéditas de A Beautiful Lie Para coroar a data, o disco ganhará uma edição comemorativa de peso com arte totalmente reimaginada. O lançamento oficial está marcado para exatamente daqui a um mês, no dia 27 de março de 2026. O projeto será disponibilizado tanto em formato digital quanto em um cobiçado LP duplo de luxo. O grande atrativo para os fãs de longa data é o resgate do acervo da banda: o álbum reunirá faixas inéditas gravadas durante as sessões originais da época, além de apresentar uma novíssima versão acústica do mega hit antológico The Kill. A pré-venda das edições físicas já está liberada através da UMusic Store. Resgate de uma era As celebrações dessas duas décadas de história não começaram agora. Em 16 de agosto do ano passado (2025), o Thirty Seconds to Mars realizou um show especial catártico onde tocou A Beautiful Lie na íntegra, reforçando o impacto cultural que o disco teve em toda uma geração de fãs. Dando sequência aos presentes para o público, em janeiro deste ano, o grupo já havia revelado a faixa God’s Eye, outra música resgatada das sessões originais daquela mesma era e que foi lançada oficialmente quase duas décadas depois, atendendo aos apelos fervorosos dos fãs.
Metallica anuncia a residência “Life Burns Faster” no Sphere em Las Vegas

Após meses de rumores intensos e grande especulação, foi anunciado que o Metallica fará sua estreia com a residência Life Burns Faster no Sphere, em Las Vegas. A aguardada temporada contará com oito shows, que acontecerão nos dias 1º e 3, 15 e 17, 22 e 24, 29 e 31 de outubro de 2026. A banda dará continuidade à tradição do No Repeat Weekend. Essa iniciativa foi iniciada em 2023 com o começo da turnê mundial M72 e garante que não haverá repetição de músicas nas apresentações de quinta-feira e sábado ao longo da temporada. Imersão total e tecnologia 4D no show do Metallica em Las Vegas A residência no Sphere contará com clássicos e surpresas de todo o catálogo do Metallica. O local oferece o maior display de LEDs em altíssima resolução do mundo, que envolve o público por cima e ao redor. Além disso, o espaço conta com o Sphere Immersive Sound, entregando áudio com clareza e precisão incomparáveis, e tecnologia multissensorial 4D. Mesmo para quem já viu a banda em estádios, teatros ou no famoso snake pit cercado pelo palco 360° da turnê M72, a tecnologia vai proporcionar uma experiência totalmente única e inédita. O material de divulgação garante que essa imersão sensorial será sentida por todos os presentes, incluindo os próprios membros da banda: James, Lars, Kirk e Robert. O baterista e cofundador Lars Ulrich não escondeu a empolgação com o projeto: 🎫 Serviço
Faxes, salada de churrascaria e futebol: a histórica primeira turnê do Millencolin no Brasil, em 1998

Agosto de 1998 marcou a primeira vez que a banda sueca de hardcore Millencolin pisou no Brasil. A turnê histórica incluiu datas em São Paulo, Curitiba, São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Santos, Belo Horizonte, Porto Alegre e Londrina. Mas o que o público via no palco era apenas a ponta do iceberg de uma operação monumental. Organizada por João Veloso Jr. (baixista do White Frogs, banda de abertura) e Marcelo Bastos (da produtora Anorak), a excursão englobou Santos, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e até Buenos Aires. A vinda dos suecos representou um salto de profissionalismo para o underground na época, provando que era possível viabilizar uma turnê continental partindo de ideias forjadas em Santos e no Rio de Janeiro. Negociações por fax e o choque de realidade para o Millencolin no Brasil Longe das facilidades da internet e dos e-mails, o acerto para trazer um dos maiores nomes do skate punk mundial foi feito na raça. “A negociação foi tranquila, foi tudo por fax. Era fax pra lá, fax pra cá, ligação pra lá, ligação pra cá”, relembra João Veloso Jr. O produtor revela ainda que, antes do Millencolin, a dupla tentou trazer o Face to Face, mas as negociações esbarraram em detalhes difíceis para a época. Quando os suecos finalmente desembarcaram, trouxeram convidados ilustres: Peter Ahlqvist, dono da lendária gravadora Burning Heart, e Mikael Danielsson, guitarrista do No Fun At All, que atuou cuidando do merchandise. Para João, foi um encontro surreal. “Fui o primeiro na América do Sul a ter alguma coisa do Millencolin e do No Fun At All. Mandei carta escondida e comprei com o Peter, e depois daquele dia ele tá junto. Acabou sendo uma coincidência grande”, conta. Porém, a realidade estrutural do Brasil de 1998 cobrou seu preço. Acostumada a tocar na gigante Warped Tour e em grandes festivais pela Europa, a primeira pergunta da banda ao chegar foi: “Onde é o escritório da Mesa/Boogie?”. A resposta brasileira foi um balde de água fria. “Não tem Mesa/Boogie no Brasil, não tem escritório, não tem nem o amplificador. Não tem nem como a gente alugar porque ninguém tem”, explica João. Sem a estrutura gringa, tudo teve que ser adaptado. Outro choque cultural envolveu a alimentação. Em uma época sem restaurantes vegetarianos ou veganos acessíveis, a solução para alimentar a banda foi curiosa. “Quase na turnê toda eles comeram no buffet de salada de churrascaria, o que foi complicado, mas virou”, diverte-se o produtor. A pirataria na Galeria do Rock, em São Paulo, também deixou a banda e o dono de sua gravadora impressionados com a falta de CDs oficiais no mercado nacional. *Trecho do documentário do Millencolin no Brasil Caos na estrada: amplificadores caídos, brigas e cusparadas A turnê pelo continente entregou o puro suco do caos sul-americano dos anos 1990: Oásis santista com casa cheia na Jump No meio de tanta loucura, o show em Santos, realizado na extinta casa noturna Jump em 12 de agosto de 1998, foi considerado um sucesso absoluto e um porto seguro. “Santos a gente andou pela praia, foi um show legal, mas não teve essas coisas nem de briga, nem de equipamento caindo, nem de decepção. Foi um show bom”, garante João. Para o baixista, a noite santista carregava um peso extra. “Tocar em casa sempre é diferente. A gente (White Frogs) estava numa mudança de formação, então era uma ansiedade muito grande por fazer o show e ver como é que ia ser a reação”, confessa. A apreensão deu lugar ao alívio ao ver a Jump lotada recebendo um show grande. “Punk rock de verdade” e hóquei no gelo: As memórias de Mathias Färm Quase três décadas após essa excursão histórica, as lembranças do caos e da intensidade continuam vivas na memória da banda. Em entrevista recente ao Blog n’ Roll, o guitarrista Mathias Färm confirmou a loucura estrutural relatada pelos produtores brasileiros. “Foi algo muito especial para nós vir ao Brasil. É muito longe da Suécia, mas foi incrível. Tenho muitas boas lembranças e também muito caos”, contou o músico. O episódio da invasão de palco em São Paulo, inclusive, teve um desfecho fatal para o seu instrumento. “Minha guitarra quebrou em dois pedaços durante aquele primeiro show porque um cara a jogou para longe. Foi punk rock de verdade, com muita intensidade”, relembrou, garantindo que o amor pelo Brasil permaneceu intacto. Apesar de Santos ter sido o ponto de calmaria daquela turnê turbulenta, Färm admite, com bom humor, que a rotina insana na estrada ofuscou os detalhes da passagem pela Baixada Santista. “Para ser honesto, eu não me lembro muito de Santos naquela primeira vez, porque isso foi há quase 30 anos. Naquela turnê, eu realmente não sabia em que cidade estava, eu apenas tocava”, confessou o guitarrista. O ritmo alucinante de tocar todos os dias, quase sempre atrasados e sem dias livres, transformou a viagem em um grande borrão de adrenalina. “Mesmo assim, voltamos para Santos outras vezes, isso eu lembro”, pontuou. A paixão pelo esporte, que marcou os dias de folga no Brasil, também foi confirmada por Färm. Ele reforçou que o baixista Nikola é o mais fanático, mas que o amor pelo futebol é unânime na banda, rendendo até uma música em homenagem ao time local deles, o Örebro. E aproveitou para brincar com o choque cultural esportivo entre os dois países: “Na Suécia, futebol e hóquei no gelo são os maiores esportes. Imagino que hóquei não seja tão popular em Santos (risos), mas o futebol é incrível”. ”A moçada foi doida”: o caos em SP e o encontro com Romário Para o vocalista e baixista Nikola Sarcevic, a lembrança daquela primeira vez no Brasil também mistura a insanidade dos palcos com a realização de um sonho de fã. Em entrevista à revista Trip, o frontman do Millencolin endossou o relato do colega de banda sobre a energia caótica do público e o icônico episódio na capital paulista. ”Os shows foram ótimos,
Foo Fighters e Fatboy Slim são confirmados no Rock in Rio 2026

A espera para o segundo Dia do Rock acabou, e o anúncio veio em grande estilo. O Rock in Rio anunciou o Foo Fighters como headliner do Palco Mundo no dia 4 de setembro. A apresentação será exclusiva no Brasil. O festival acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026. Foo Fighters de volta ao Palco Mundo do Rock in Rio O show marcará o retorno do Foo Fighters ao festival após sete anos de uma de suas performances mais elogiadas. Desta vez, o grupo liderado por Dave Grohl chega celebrando o seu 31º aniversário com uma enorme turnê mundial. A banda, composta por Grohl, Nate Mendel, Chris Shiflett, Pat Smear, Rami Jaffee e Ilan Rubin, também estará promovendo o seu vindouro e explosivo álbum Your Favorite Toy. O repertório promete ser um rolo compressor de clássicos como Everlong, All My Life, Times Like These e Best of You, mesclados com a incendiária faixa inédita Asking for a Friend. New Dance Order e a lenda Fatboy Slim Para os fãs de música eletrônica, o palco New Dance Order retorna com um peso monumental. O espaço ganhou uma cenografia renovada e colossal: 56,50 metros de largura por 22,5 metros de altura, com impressionantes 502m² de painéis de LED para uma experiência totalmente imersiva. A coroação dessa nova estrutura virá no dia 7 de setembro com a apresentação do icônico Fatboy Slim como headliner do espaço. Curiosamente, é o mesmo dia em que Sir Elton John encerrará as atividades no Palco Mundo. O britânico Norman Cook promete entregar seus hits atemporais, misturando house e big beat, em um dos shows mais aguardados da pista.
Entrevista | The Maine – “O Brasil sabe o quanto amamos tocar aí e com certeza levaremos a Joy Next Door para aí”

Quase duas décadas de estrada e uma conexão inabalável com os fãs marcam a trajetória do The Maine. Agora, a banda do Arizona se prepara para um de seus marcos mais significativos: o lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Joy Next Door, com previsão de chegada para abril. O novo trabalho promete mostrar uma faceta mais madura e despida de artifícios de um grupo que soube crescer e evoluir junto com o seu público ao longo dos anos. Batizado pelos próprios integrantes como a “era verde” da banda, o disco aposta em uma instrumentação mais orgânica e faz questão de abraçar imperfeições propositais. Em uma conversa exclusiva com o Blog n’ Roll, o vocalista John O’Callaghan refletiu sobre essa mudança de sonoridade. Segundo ele, a proximidade da “meia-idade” e a vontade de não se esconder mais atrás de grandes produções de estúdio foram fundamentais para que a banda buscasse esse som mais cru e honesto na nova fase. Mas a honestidade de Joy Next Door vai muito além dos arranjos. Durante o bate-papo, John revelou de forma vulnerável que este foi um dos álbuns mais difíceis de produzir até hoje. As letras nasceram de um conflito interno entre a gratidão por uma vida privilegiada e a dificuldade real de estar “totalmente presente” no dia a dia. O resultado, como o próprio músico define, não traz uma solução mágica, mas serve como um empurrãozinho para tentar desacelerar e fazer cada momento valer a pena. Para os fãs brasileiros, a entrevista traz ainda um gostinho especial. A banda guarda com muito carinho as memórias da passagem pelo país no ano passado, durante a I Wanna Be Tour, destacando a experiência inesquecível de tocar em um estádio pela primeira vez. E, para alívio de quem já está com saudade, a promessa de um retorno está no radar: eles garantem que trarão a nova turnê para cá assim que possível, ansiosos para reencontrar a energia frenética que só o público brasileiro possui. Confira abaixo, na íntegra, a nossa entrevista exclusiva com o The Maine sobre os bastidores do novo disco, a evolução de quase 20 anos de carreira, memórias marcantes do Brasil e as grandes influências musicais do vocalista. John, você mencionou que este foi um dos álbuns mais difíceis de fazer até hoje, lidando com o conflito pessoal entre ter uma vida privilegiada e a luta para estar “totalmente presente”. Como transformar esse conflito interno em música o ajudou a processar esses sentimentos? O álbum oferece alguma resolução para esse conflito? Certamente tenho consciência de quão sortudo sou por poder chamar esse dilema de “problema”, mas, no fim das contas, a minha realidade é tudo sobre o que posso falar com honestidade. Os sentimentos que tive em torno dessa luta foram fáceis de sentir, mas difíceis de me conformar em compartilhar; no entanto, acho que escrevê-los ajudou a trazer a percepção de que a única coisa que se pode fazer é tentar. Tentar estar aqui. Tentar desacelerar. Tentar fazer valer a pena. Este álbum não oferece nada além de um empurrãozinho para tentar. O Pat (Kirch, baterista) mencionou que cada álbum do The Maine tem uma cor, e Joy Next Door é a “era verde”, refletindo uma instrumentação mais orgânica e imperfeições propositais. O que levou a banda a buscar esse som mais cru e natural nesta fase da carreira de vocês? Foi uma reação à produção dos álbuns anteriores? Acredito que tudo o que fazemos é uma reação a algo que já fizemos. Isso se aplica a querer tirar um pouco daquele brilho que nossos ouvintes e nós mesmos talvez tenhamos nos acostumado a esperar. Acho que a idade também teve muito a ver com a decisão. Nos aproximarmos da “meia-idade” teve um efeito profundo em mim e no que queremos das nossas composições e de ser uma banda neste momento. No passado, acho que quase nos escondíamos atrás de algumas das nossas escolhas de produção, e Joy definitivamente não usa tanta maquiagem quanto alguns dos nossos outros discos. Chegar ao décimo álbum é um marco incrível para qualquer banda. Olhando para trás, como você vê a evolução de Can’t Stop Won’t Stop para Joy Next Door? O que permaneceu na essência do The Maine e o que mudou drasticamente ao longo do caminho? Com o luxo de quase 20 anos a nosso favor, vejo agora que cada disco foi mais um ponto de virada do que uma evolução. A cada passo do caminho, posso dizer com toda a sinceridade que acreditamos, de todo o coração, no capítulo em que estávamos. Mudanças maiores e mais óbvias, como ter filhos e construir famílias, agora fazem parte da essência da nossa inspiração para qualquer caminho que venha a seguir, e estamos apenas agradecendo aos céus por as pessoas ainda se importarem com a nossa música. Vocês anunciaram o álbum com um show de drones no Arizona, o que foi visualmente impressionante. De onde surgiu essa ideia e qual é a importância de sempre buscar maneiras criativas e diferentes de se conectar com os fãs a cada novo ciclo de álbum? Somos sempre tão apaixonados e empolgados com novos discos, e damos o nosso melhor para expressar às pessoas o quanto nos importamos. Ninguém nunca vai se importar tanto com a sua arte quanto você mesmo, então, quando você tem orgulho de algo, por que não fazer um grande evento em cima disso? O show de luzes surgiu por acaso, e temos muita sorte de que novas oportunidades como essa continuem aparecendo para nós. The Maine tocou no Brasil no ano passado durante a I Wanna Be Tour. Quais lembranças você tem daqueles shows? Teve algum momento específico, dentro ou fora do palco, que marcou a banda durante essa última visita? Várias coisas se destacam, especificamente o fato de que eu, Pat e Garrett (Nickelsen, baixista) quase perdemos nosso voo para São Paulo por causa do clima. Coincidentemente, aquele show foi a nossa primeira vez tocando em um estádio (risos). Só me lembro