Entrevista | The Calling – “Muitas músicas que escrevi foram influenciadas pelas turnês no Brasil”

A nova turnê brasileira da banda norte-americana The Calling, fenômeno do pop rock com hits atemporais que encantam diversas gerações, acaba de ter uma atualização: terá músicas novas que farão parte do novo álbum a ser lançado no início de 2026. Existe um forte vínculo emocional entre The Calling e Brasil. A banda, que nos anos 2000 cativou o mundo todo com os hits do álbum Camino Palmero (com o sucesso Wherever You Will Go), tem carisma e energia inabaláveis ao vivo, vide a extensa turnê de mais de 20 datas pelo país em 2024, com casas lotadas e público participativo. O inevitável reencontro da banda com os fãs brasileiros acontece no próximo mês de outubro, entre os dias 4 e 17, com oito shows pelo Sul, Sudeste e Distrito Federal. Assim como as últimas passagens do The Calling pelo Brasil e outros países da América Latina, a turnê é uma realização da Vênus Concerts. A seguir, você confere a entrevista com Alex Band, vocalista e fundador da The Calling, que fala sobre o carinho pelo Brasil e os planos para o álbum novo. Teremos novidades no setlist entre os últimos shows no Brasil e a turnê atual? Sim, absolutamente. Nós anotamos sugestões dos fãs e as músicas que eles querem ouvir. Então vamos tocar músicas mais antigas que normalmente não tocamos, coisas que os fãs pedem, além de mudar algumas coisas. É definitivamente um novo set e uma nova seleção de músicas. Também algumas novas faixas do novo disco que finalmente vai sair. Ótimas notícias. Ele será lançado no primeiro trimestre do próximo ano. Nós acabamos de assinar com a Virgin, então finalmente vamos lançar este álbum. O Brasil sempre recebe o The Calling com grande entusiasmo. Em que o público brasileiro mais te surpreendeu? Eu acho que a dedicação deles é incrível. Há 25 anos eu vou ao Brasil e vejo as mesmas pessoas que lembro quando eram crianças. Agora são adultos, têm seus próprios filhos, e os filhos também estão nos shows. É louco. Os brasileiros são tão entusiastas, tão emocionados. Eles são o melhor público para se apresentar. Você falou de novas músicas, mas Stand Up Now não é tão novo… Mas quando lançamos essa música, eu pensei que o álbum já estaria pronto. Só que demorou mais. Stand Up Now estará na lista de faixas do novo álbum ou foi apenas um single? Sim, sim. Definitivamente não é o primeiro single, mas está no disco. O primeiro single desse novo álbum é fenomenal. Estou muito animado para que as pessoas possam ouvir. O verso “The crowd is screaming out for a little more but I’ve had enough” foi inspirado em fatos reais? Um pouco. Essa música eu escrevi, na verdade, há 10 anos, quando fui diagnosticado com Parkinson. Eu estava no chão e não conseguia me levantar. Era um período em que havia muitas coisas acontecendo no mundo, guerras e situações que me afetaram. É uma música pessoal, claro, mas também tem aspectos políticos. Na época, achei que fosse Parkinson, mas depois descobri que era uma síndrome, não a doença. Graças a Deus. O vídeo de Stand Up Now abre com imagens do Rio de Janeiro. Quanto o Brasil influencia você como artista? Enormemente. Em muitos desses anos tentamos conseguir o melhor negócio para lançar o álbum. O único lugar em que podíamos nos apresentar todos os anos, onde sabíamos que as pessoas realmente queriam nos ver, era o Brasil. Acho que essa é a minha 12ª ou 13ª turnê no país. Toda vez que volto, é sempre uma recepção calorosa. Todo mundo é tão querido. Muitas das músicas que escrevi nos últimos anos foram diretamente influenciadas pelas turnês no Brasil. Como foi o processo de gravação do novo álbum até agora? Ótimo. Está terminado há anos. Gravamos as primeiras seis músicas em dezembro de 2023, e as últimas em dezembro de 2024. O disco já está pronto. Mas eu não queria lançá-lo de forma independente. Queria a equipe certa para fazer tudo grande e apoiar o lançamento mundial. Temos um público internacional muito forte, até mais que nos EUA. Recentemente tudo se alinhou com a Virgin. Foi uma longa espera, mas agora está pronto. Eu vi você cantando U2, Smashing Pumpkins, covers. Também percebo influência do U2 em Stand Up Now. Essas bandas influenciam sua música? Sim, claro. O U2, com certeza. Quando eu era pequeno eu ouvia muito Beatles, Led Zeppelin, mas também U2. Hits dos anos 80 como Sunday Bloody Sunday e Pride eram músicas que eu ouvia bastante. O U2 continuou lançando boas músicas, então eles definitivamente são uma grande influência. Devemos esperar algo mais próximo ao clássico Camino Palmero? Um som nostálgico ou uma direção renovada neste álbum? Ótima pergunta. Eu queria manter o som que o Calling sempre teve: Pop e Rock. Simples! Não queria que o novo álbum fosse muito diferente ou cheio de elementos eletrônicos estranhos que nos tirassem da nossa essência. Isso foi um problema por muitos anos, com produtores tentando nos puxar para outros lados. Mas eu queria ficar com o que sabemos fazer. Esse álbum é muito parecido com Camino Palmero, tem a mesma vibração. Cada faixa é sólida, não há músicas esquecíveis. É um álbum fantástico. Quanto sua experiência recente influencia as letras das novas músicas? Tremendamente. Mesmo quando uma música não é sobre mim, mas sobre amigos ou familiares, essas experiências entram nas composições. Tudo é pessoal. Stand Up Now é um exemplo perfeito de algo super pessoal. Mas gosto de escrever de forma que todos possam encontrar seus próprios significados. Como você está agora? Se sente pressionado para lançar algo novo? Claro que sim. Já se passaram 20 anos desde que o Calling lançou seu último álbum. Eu mesmo venho tentando lançar algo novo há mais de 10 anos. Tem sido uma batalha constante, uma longa luta com muitos obstáculos. Estou animado para que finalmente saia. Só quero que as pessoas possam ouvir. Você imaginou que Wherever You Will Go

Entrevista | Michale Graves – “Me reencontrei no Brasil”

Em outubro, o Brasil volta a receber um dos nomes mais icônicos da história recente do punk: Michale Graves, ex-vocalista do Misfits e figura central na fase mais melódica e cinematográfica da banda. Entre 1995 e 2000, ele ajudou a revitalizar o grupo com os álbuns American Psycho e Famous Monsters, entregando clássicos como Dig Up Her Bones e Scream, este último com videoclipe dirigido pelo mestre do horror George A. Romero. Agora, Michale Graves retorna ao país para uma série de shows que prometem celebrar essa era e ainda reservar surpresas no setlist. No Brasil, Michale Graves se apresenta em São Paulo (22/10 em formato acústico e 01/11 com banda completa), Brasília (23/10), Goiânia (24/10), Belo Horizonte (25/10), Rio de Janeiro (26/10), Porto Alegre (29/10), Florianópolis (30/10) e Curitiba (31/10). Michale Graves assumiu os vocais dos Misfits aos 20 anos, sucedendo Glenn Danzig, e encarou a missão com autoconfiança. Para ele, não se tratava de ocupar o lugar de outra pessoa, mas de escrever um novo capítulo para a banda. Com um olhar atento à cultura pop e influências que iam do horror punk ao britpop, Michale Graves imprimiu sua marca em um repertório que permanece vivo nas vozes dos fãs até hoje. Surfista de longa data, Michale Graves se diz encantado pelas praias e pela paixão do público nacional. “O Brasil me reencontrou”, resume, lembrando que muitas das conexões feitas no país atravessaram décadas. Para os fãs, essa proximidade se reflete em apresentações sempre energéticas, carregadas de emoção e histórias. Na entrevista ao Blog n’ Roll, Michale Graves falou sobre a responsabilidade de assumir os vocais dos Misfits, as influências que moldaram sua carreira, sua relação com o público brasileiro e a expectativa para esta nova passagem pelo país. Você entrou para o Misfits antes mesmo de completar 20 anos. Como foi encarar a responsabilidade de substituir Glenn Danzig e ainda assim conseguir marcar uma nova era para a banda? Sabia que era uma grande responsabilidade, mas nunca senti isso como um peso esmagador. Nunca foi algo do tipo “meu Deus, como vou conseguir?”. Porque sabia exatamente como iria conseguir. E tinha tanta confiança de que era a pessoa certa, fui colocado neste mundo para isso. Tudo na minha vida me levou até aquele momento. Então não perdi tempo pensando “meu Deus, essa é a banda do Glenn Danzig”. Eu só pensei: “vocês estão em boas mãos. Vamos fazer isso”. Tinha muita confiança. Dediquei meu tempo e energia a criar aquela música, pensar nas palavras, nas cores que usaria para pintar musicalmente. Ouvi todas as gravações do Misfits que já tinham existido na face da Terra. Conhecia cada detalhe. Conseguia ouvir as pessoas respirando nas faixas. Me tornei um verdadeiro professor daquilo tudo. E criei a partir disso, a partir de todos os sentimentos que tinha na época, com 20 anos. Quando gravamos, eu tinha 21. Mas tinha acabado de sair do ensino médio. Então estava muito conectado com a cultura. Sabia o que estava acontecendo. Os caras da banda eram mais velhos, tinham uns 31 anos quando entrei, e eu tinha 20. Então realmente tinha o dedo no pulso da cultura. E estava muito, muito confiante. Sabia que poderíamos ser incríveis. E acho que fomos. Na verdade, sei que fomos. Faria algo diferente? Onde errei foi na minha imaturidade emocional, por ser tão jovem. Quando se tratava de negócios, era muito difícil para mim ser objetivo e, às vezes, razoável. Porque era movido pela emoção. Tudo era guiado pelas emoções. E não tinha ninguém ao meu redor para conter isso e dizer: “ei, calma, agora você está agindo com emoção demais”. E eu precisava disso.  Minhas emoções foram despejadas na música, é isso que me tornava forte. Mas em outras áreas, como negócios ou relacionamentos… ser extremamente emocional nem sempre é o melhor caminho para a objetividade ou a razão. Com 20 anos, isso ainda é difícil. Eu entendo, super compreensível. Sim, e de repente estava em um mundo em que o Marilyn Manson estava ali do lado, o Rob Zombie estava ali, e os caras do Metallica entravam na sala, e o James Hetfield me pedia para cantar músicas, e lá estavam os caras do Alice in Chains, do Soundgarden… e eu pensava: “o que está acontecendo?”. Estava sobrecarregado, mas foi demais! As faixas Dig Up Her Bones e Scream marcaram uma geração, inclusive com videoclipes dirigidos por George A. Romero. O que essas músicas representam para você hoje? Uau… Dig Up Her Bones, especialmente… acabei de completar 50 anos. Escrevi essa música quando tinha 16. Então ela é praticamente um retrato da minha juventude. Há um jovem Michael naquela música que… é difícil expressar o quanto ela significa pra mim e o quanto está entrelaçada à minha vida. É absolutamente incrível que, depois de todos esses anos, eu ainda subo no palco, chego no refrão, aponto o microfone pro público e escuto todo mundo cantando. E sei o quanto essa música também significa para os outros. É indescritível. É o mais perto do céu que já cheguei. Está tudo ali: minha juventude, amor, perdas, meus filhos, minha família… tudo está naquela música. E Scream… é louco, porque escrevi essa música não necessariamente para o George Romero, ele veio depois, mas lembro de escrevê-la sendo muito fã do Peter Murphy. E o sucesso dessa música, e o fato de ter sido conectada ao Romero, ao mundo do horror, e ganhar uma nova vida… no fundo, só queria criar um riff vocal diferente, mostrar algo novo com a minha voz. É uma música simples. Nem tem muitas palavras. Mas foi muito especial. E sua fase no Misfits também coincidiu com a era de ouro do wrestling na TV, com participações semanais na WWE. Como foi viver ao mesmo tempo o universo do punk e do pop naquela época? Mais uma vez, foi um sonho realizado. Eu fui criado nos anos 80, então era um grande fã de luta livre. E estar num espaço criativo com caras

Entrevista | A Olívia – “Houve uma curadoria consciente das músicas”

A Olívia lançou recentemente o álbum Obrigado Por Perguntar, trabalho que marca um novo momento na trajetória do grupo paulistano. Com 13 faixas que transitam entre o rock, reggae, punk, indie e referências da música brasileira, o disco é resultado de um processo coletivo, diverso e reflexivo. Ideia Maluca, uma das faixas em destaque do novo álbum, ganhou um videoclipe internacional gravado em Buenos Aires. Aproveitando sua primeira turnê fora do país, A Olívia registrou todos os momentos que antecederam os shows na capital da Argentina em junho passado. O clipe passa por alguns dos principais bairros de CABA (Cidade Autônoma de Buenos Aires) e foca na arte de rua, nos museus, nas paisagens inusitadas e nos personagens da cultura pop que unem o universo latino americano. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista e guitarrista Louis Vidall e o baixista Pedro Tiepolo falaram sobre as temáticas do álbum, o processo criativo, a experiência de gravação, a parceria com a ForMusic e os discos que mais os influenciaram. Confira abaixo. O novo álbum reflete bastante o momento atual do mundo. Como as inquietações globais influenciaram o processo criativo? Louis: A gente tenta soar atual, tanto na sonoridade quanto nas letras. Duas músicas centrais do disco, Boa Tarde e Insustentável, foram escritas em 2017 e continuam atuais. Isso mostra como temas como guerra e sustentabilidade sempre voltam. A rotina traz essas questões pra perto, mesmo sem a gente querer. Mesmo compostas anos atrás, as letras ainda soam atuais. Como vocês enxergam isso depois da pandemia? Louis: Muitas faixas vieram de antes, mas a pandemia trouxe um olhar mais introspectivo. Quando entrei na banda, passamos a falar de temas mais amplos e, no álbum, conseguimos amarrar tudo em um conceito claro. Pela primeira vez houve uma curadoria consciente das músicas que realmente fariam sentido juntas. Como surgiu o título Obrigado Por Perguntar? Louis: Foi uma síntese das letras e intenções. É reflexivo e desabafo, mas também tem ironia: ninguém perguntou, mas a gente quis falar. A frase vem de Boa Tarde e traduz essa ideia de desabafar quando alguém pergunta se está tudo bem. O pano de fundo é a empatia, esse espaço de conversa que a capa do disco também simboliza. A sonoridade é bastante diversa. Isso é planejado ou acontece naturalmente? Louis: Os dois. Temos influências variadas e fomos encontrando o som da Olívia ao longo dos EPs. No álbum, mais da metade das músicas foram feitas em 2023, e a diversidade veio de forma intuitiva: ora reggae, ora mais pesado, sempre lapidando até soar como Olívia. Não seguimos uma lista de estilos. A ideia é justamente não ter preconceito com os caminhos sonoros. Quais as influências mais presentes no som da banda? Louis: Trago muito do indie mais atual, mas também gosto dos clássicos. O Pedrão é mais ligado ao rock clássico e jazz, o Murilo vem do hardcore, o Marcelo puxa pro Deep Purple e solos de guitarra. Todos têm pontos em comum: Beatles, Talking Heads, Red Hot Chili Peppers, Clube da Esquina. Entre as nacionais, Titãs e Paralamas são referências diretas, inclusive já tocamos cover deles. O disco teve parte da gravação na Serra da Cantareira. Como foi essa experiência? Louis: Gravamos bateria e baixo na Da House, vozes no Flap Studios e as guitarras na Serra. Eu cresci lá, então fez sentido. Como eram muitas guitarras, seria inviável pagar horas de estúdio. Na Serra tivemos tempo, tranquilidade e até a companhia da cachorra, que ajudava a aliviar a tensão. Isso deixou o processo mais leve. O que representa a parceria com a ForMusic? Pedro: Foi natural, até porque já trabalho lá. Sempre existiu essa possibilidade, mas quisemos esperar o momento certo. Agora a banda cresceu e precisava desse apoio. Estar com a ForMusic dá corpo ao projeto. Saímos da lógica de adiar decisões para um compromisso real, com mais profissionais envolvidos. Isso fortalece a banda. Quais os três discos que mais influenciaram vocês? Louis: Cabeça de Dinossauro (Titãs), London Calling (The Clash) e a coletânea azul dos Beatles. Pedro: Speaking in Tongues (Talking Heads), Vamos Pra Rua (Maglore) e Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (Arctic Monkeys).

Entrevista | André Rossi – “Essa experiência me moldou e acabou aparecendo nas letras”

O cantor e compositor André Rossi vem colhendo bons frutos com o single Ska Punk, faixa que antecipa seu primeiro álbum de estúdio, Errado é Não Correr o Risco, que deve ter mais um som revelado em breve. Com fortes influências de Charlie Brown Jr., NOFX e nomes do pop punk californiano, Rossi mistura energia, crítica social e sonoridades que vão do ska ao hardcore. Em entrevista ao Blog n’ Roll, ele falou sobre a parceria com a banda DuPont, a cena underground, o conceito do novo disco e os álbuns que marcaram sua trajetória. Como foi misturar ska e punk no seu novo single? Tem tudo a ver com Charlie Brown Jr., mas também com Nofx. Essa mistura já existe há anos, mas sempre me fascinou porque são origens muito diferentes: o ska vem do reggae jamaicano, o punk nasceu como movimento na Inglaterra. Juntos, eles criam um choque de ritmos e de ideologias. No single, tentei trazer o ska, o punk e o ska punk em si, somando ainda influências de Blink-182 e Offspring. Você disse que a música é um grito contra as amarras sociais. O que te inspirou? Na verdade, é um reflexo pessoal. Saí de casa aos 16 anos e passei por muitas situações de indiferença e frieza. Vindo do interior de Minas, onde tudo é mais caloroso, foi um choque. Essa experiência me moldou e acabou aparecendo nas letras. O single nasceu também da conexão com a Dupoint, banda que se tornou minha família nessa caminhada. E essa parceria com a Dupoint? Vocês já trabalharam juntos antes? É natural. Somos amigos e dividimos referências. A música foi mostrada ao Thiago e ele já topou gravar. Não é algo comercial, é verdade. O mesmo acontece com outras bandas próximas, como Navala e Banana Kush. Criamos um movimento baseado em amizade e troca real, não em business. Quais bandas da cena atual você tem acompanhado? No Brasil, cito Dupoint, Banana Kush, Navala, Lil House e Frizz, além do Piedro, novo artista lançado pela Base. De fora, gosto de Jack Kays e The Paradox, ligados ao Travis Barker, e também artistas como Yungblud. Tem muita coisa nova surgindo. O que pode adiantar do álbum Errado é Não Correr o Risco? O nome resume minha trajetória: sair de uma cidade de 20 mil habitantes para tentar a sorte em São Paulo. O disco tem 11 faixas produzidas pela Base Company, cada uma com uma sonoridade diferente, ska, hard rock, pop punk. Depois de Ska Punk, o próximo single será Fodas, mais leve e divertido, mas ainda com pegada de protesto. A ideia é lançar cerca de quatro faixas antes de liberar o álbum inteiro ainda este ano. Quais três álbuns mais te influenciaram?

Ao aliar hits com renegadas, Teenage Fanclub entretém em show empolgante no Cine Joia

Muitas bandas que fizeram sucesso no passado e desenvolveram um nicho de fãs fieis, devotos à identidade estabelecida e ao som tradicional dos primeiros álbuns, sustentam o resto da carreira, depois de lançarem as consagradas obras-primas, com uma postura conservadora. Optam por não lançar nada de muito revolucionário, mas marcam shows e gravações de álbuns com frequência. No caso do Teenage Fanclub, banda escocesa que se apresentou na última quinta-feira (4), no Cine Joia, em São Paulo, o lema adotado do fim da década de 90 em diante sempre foi o de achar um pico de estabilidade e se acomodar em melodias cada vez mais cantaroláveis, em uma toada acústica, com menos guitarras e mais efeitos de vozes, uso de teclados e sintetizadores expressos em canções melancólicas, agridoces e muito sinceras.  Fundado em 1989 por Norman Blake (vocal e guitarra) Raymond McGinley (vocal e guitarra solo) e Gerard Love, os Fannies, como são popularmente conhecidos, passaram por alterações no lineup, especialmente em um passado recente. Em 2018, Love, que atuava como compositor, vocalista e baixista em doses imensuráveis, deixou a banda por não suportar mais a escala de viagens e acumular divergências com os outros integrantes. Como resultado dessa dissolução, os membros restantes, entre eles o baterista Francis McDonald, que os acompanha desde o princípio, tomaram a decisão de não tocarem mais nenhuma música composta por Love, mas é difícil fazer uma plateia inteira ignorar tantas faixas icônicas que faziam parte do repertório do ex-baixista. Certamente, o público que encheu a casa de shows ontem queria mais é que canções como Sparky’s Dream, do clássico álbum Grand Prix, de 1995, ou Star Sign, do ainda mais icônico Bandwagonesque (o que eles já venderam de camiseta com a estampa da capa não está escrito), de 1991, mas não é assim que funciona. Felizmente, Norman Blake é um líder extremamente carismático, ainda que tímido nas palavras de agradecimento, e sabe como satisfazer o público. Mais do que entregar o que as pessoas querem, ele ouve cada pedido, cada chamado, desde que consiga correspondê-los, claro. No show do dia anterior, no Circo Voador, alguém pediu por duas vezes para a banda tocar Baby Lee, canção fofíssima, acústica, baladinha para esquentar o coração com acolhimento e ternura, do álbum Shadows, de 2010, e o frontman não pensou duas vezes e recrutou seus colegas para alterarem o setlist e, de última hora, proporcionarem essa quebra de expectativa muito bem-vinda para quem não aguenta mais a mesmice de um show para outro. As surpresas não pararam por aí, felizmente. Verisimilitude, grande clássico do Grand Prix, composta e cantada por Raymond, deu às caras ainda no início, bem antes da metade da duração, para o delírio de adultos que já foram jovens como os responsáveis pela atração, e também declararam versos sarcásticos de rebeldia como uma suposta prova de amadurecimento, típica de quem não sabe nada ainda, mas já quer tentar se virar pelo mundo. Também rechearam a seleção faixas ansiadas por todos e presentes em todos os shows, de qualquer turnê, como as contagiantes What You Do to Me e About You, com seus refrões que incendeiam fãs até mesmo à distância. O repertório foi muito variado, dentro das possibilidades de faixas a serem tocadas e, para variar, encerraram a apresentação com Everything Flows, o primeiro single, pulsando uma energia cheia de distorção e sentimento nos instrumentos.  Foi uma noite bonita, de distribuição de sorrisos, um apego ao saudosismo da disposição e da esperança ingênua que tomava conta do corpo lá atrás, e que agora sorri à adolescência, mas amplia a perspectiva para as necessidades da vida adulta, e a principal delas, para o Teenage Fanclub, é manter a constância. Setlist do Teenage Fanclub Home About You Endless Arcade Alcoholiday I Don’t Want Control of You Everything is Falling Apart 120 Mins Verisimilitude Baby Lee It’s a Bad World Middle of my Mind What You Do To Me See the Light Neil Jung My Uptight Life The Concept God Knows It’s True Falling into the Sun Mellow Doubt Everything Flows

Entrevista | Firefriend – “As bandas brasileiras não ficam devendo nada para as de fora”

A Firefriend, banda paulistana que há mais de duas décadas carrega a tocha do rock psicodélico underground, acaba de expandir sua discografia com dois novos álbuns: o explosivo Fuzz e o hipnótico Blue Radiation. Os trabalhos chegam em um momento simbólico, pouco antes de a banda embarcar em mais uma turnê pelo Reino Unido, país que tradicionalmente respira a psicodelia e tem recebido o grupo com entusiasmo crescente. Gravado em apenas quatro dias de dezembro de 2024, em São Paulo, Fuzz ganhou corpo definitivo após meses de pós-produção e contou com colaborações de músicos da cena paulistana. O disco mantém a estética que consolidou a identidade do Firefriend: baixos pulsantes, guitarras saturadas de fuzz e os vocais sussurrados de Julia Grassetti e Yury Hermuche, que criam atmosferas densas e imersivas. Entre os destaques estão “Spearhead” e “Hologram”, faixa que condensa em cinco minutos e meio o caos criativo da banda, atravessando camadas de sintetizadores, incursões de free jazz e guitarras barulhentas, com participações de Cuca Ferreira (sax) e Daniel Verano (trompete). Já Blue Radiation mostra outra faceta do grupo. Gravado durante a pandemia, em uma São Paulo silenciosa e suspensa pelo isolamento, o álbum aposta na força das atmosferas instrumentais. São dez faixas, nove delas totalmente instrumentais, que funcionam como paisagens sonoras etéreas, espectrais e distorcidas. Ao lado de Grassetti, Hermuche, Ricardo Cifas (bateria) e Pinhead (synths e teclados), o Firefriend reafirma sua posição como um dos nomes mais consistentes do underground global, evocando influências que vão de Velvet Underground e Spacemen 3 a Sonic Youth e The Brian Jonestown Massacre. Em bate papo com o Blog N’Roll, Julia Grassetti e Yury Hermuche contam sobre a expectativa para a turnê na Inglaterra e os dois álbuns lançados simultaneamente. Vocês estão indo para Londres, que é a cidade onde mais ouvem Firefriend, e o Reino Unido sempre teve uma cena psicodélica muito forte. Sentem que o público de lá entende mais a proposta da banda do que no Brasil? Firefriend: Com certeza. Na Inglaterra existe uma tradição que atravessa gerações. Eles fazem isso há 50, 60 anos. O rock psicodélico nunca parou de acontecer. No Brasil, sentimos que existem gaps geracionais, e a cena precisa ser sempre reinventada para levantar festivais e casas. Isso é uma dificuldade para toda banda underground daqui. Já na Europa e nos Estados Unidos, por conta da tradição, existe público constante e espaços para circular. Por outro lado, eles acham muito interessante ver uma banda brasileira usando elementos do rock inglês e americano, mas com outros temperos. O som de vocês mistura influências diversas, de Joy Division, post punk a experimentações instrumentais. Qual é a diferença para vocês entre músicas com vocal e faixas instrumentais? Firefriend: A maior parte dos nossos discos é feita de canções compostas e produzidas ao longo de um ou dois anos. Mas muita coisa vem das jams que gravamos em ensaios, no nosso antigo porão-estúdio. Para o público pode parecer diferente, mas para nós é parte do mesmo processo. O álbum The Creation Facts, por exemplo, trouxe faixas diretamente dessas jams. Apesar de lançarmos mais músicas com vocais, os instrumentais são parte essencial. O Blue Radiation veio justamente para mostrar esse outro lado. Qual foi a maior surpresa que vocês já tiveram em turnês fora do Brasil? Firefriend: A recepção do público. Chegar em Londres e ter gente levando capa de disco e camiseta para autografar foi inesperado. Alguns fãs viajaram para assistir a vários shows seguidos. Também já tocamos às três da manhã em festival grande com a casa lotada. Outra surpresa foi perceber que as bandas brasileiras não ficam devendo nada para as de fora e, ao mesmo tempo, ver de perto uma cena estável em contraste com o Brasil. Vocês planejam registrar essa nova turnê em áudio ou vídeo? Firefriend: Sim. Vamos gravar o áudio e estamos vendo como viabilizar o vídeo. Na última turnê lançamos o Live in London, um show bem registrado, e queremos repetir essa experiência. O vinil voltou com força e vocês já têm 12 LPs lançados. Como tem sido essa experiência? Firefriend: Fantástica. Ouvir um vinil é um ritual. Quem compra, ouve com atenção e se conecta mais profundamente com a música. Desde que nossos discos começaram a sair nos Estados Unidos e na Inglaterra, vimos como os amantes do formato físico criam uma relação especial com a banda. Hoje temos 12 LPs lançados desde 2017, e muitos fãs acompanham cada lançamento. É um sonho realizado. Falando do álbum Fuzz, como foi o processo de gravação? Firefriend: Passamos dois anos compondo, testando em shows e turnês. Decidimos gravar ao vivo, os três juntos no estúdio, o que trouxe mais calor e energia. Depois fizemos alguns overdubs, mas a base é toda ao vivo. Apesar de a gravação ter levado cerca de uma semana, o processo de criação foi longo e detalhado. A faixa “Hologram” chama atenção por misturar jazz, rock distorcido e caos organizado. Como chegaram a esse resultado? Firefriend: Cada integrante traz um conjunto de referências, e ao arranjar a música colocamos essas perspectivas em choque. O resultado pode soar caótico, mas faz sentido dentro da soma de influências. Um ouvinte chegou a dizer que esse aspecto caótico é uma tradução perfeita do mundo atual, e achamos uma leitura muito interessante. Vocês já comentaram que a turbulência política influencia o som da banda. Como isso acontece? Firefriend: Totalmente. Vivemos um momento violento, perigoso e surreal. Isso se reflete na música. Alguns artistas tentam escapar da realidade, mas para nós é importante tocá-la de frente. A música ajuda a sobreviver a esse caos e conecta pessoas que buscam a mesma energia. O rock hoje não é só rebeldia juvenil, mas resistência em qualquer idade. O Blue Radiation foi criado durante a pandemia. Como foi esse processo? Firefriend: Gravamos centenas de horas de jams e selecionamos trechos que achamos interessantes para compor o disco. Paralelamente produzimos o Fuzz, e o selo inglês decidiu lançar os dois juntos. As faixas do Blue Radiation são

Riviera abre álbum duplo com EP Passado/Presente

Riviera, projeto do músico Vinícius Coimbra, apresenta o EP Passado/Presente, primeira parte do álbum duplo Com o Passar dos Anos. O trabalho é dividido em dois capítulos: Passado/Presente e Presente/Futuro. A ideia é que sejam os dois lados de um mesmo disco. Neste primeiro momento, o artista revisita memórias e afetos que atravessam o tempo, indo do encontro e da entrega até a perda, o luto e a aceitação. O EP traz cinco faixas e será disponibilizado neste sábado (6): Laços, Futuro, A Dor e a Cura, Molduras e Pra Você. As composições nasceram entre 2019 e 2021, em meio a um período de separação, recuperação de saúde e isolamento na pandemia. Pra Você foi a primeira a surgir, logo após o fim do relacionamento, e acabou abrindo caminho para o conceito do disco. As demais vieram em sequência, como capítulos de uma narrativa pessoal que amadureceu até ganhar forma definitiva no estúdio. A sonoridade aposta em camadas etéreas, nas quais o silêncio tem tanto peso quanto as notas. As referências vão de RY X e Jeff Buckley a Death Cab for Cutie e Seafret, passando por ecos de indie rock, emo e MPB. Pianos espaçados, guitarras atmosféricas e vocais vulneráveis definem a atmosfera. “Não queria um som que gritasse, como nos discos anteriores. Queria que dissesse muito no silêncio também”, afirma Vinícius. O título Com o Passar dos Anos resume a proposta: conviver com as lembranças sem perder o presente de vista. A capa, criada por Brunna Frade, funciona como a abertura de um livro. Cada single ganhou uma ilustração própria, todas ligadas por um fio vermelho que simboliza o tempo e o amor. Produzido em parceria com Breno Machado e Cris Simões (Skank, Jota Quest, Paula Fernandes), o EP conta ainda com o trompete de Marco Lima (James Boogaloo) em Pra Você. Uma escolha estética marca o registro: a ausência de bateria na maior parte das faixas, reforçando o caráter contemplativo do trabalho. O projeto também se estende ao audiovisual. Cada faixa recebeu um videoclipe e, juntos, formam o curta Molduras, dirigido por Vinícius em parceria com a fotógrafa Bruna Lacerda. O filme amplia a mesma atmosfera das músicas, explorando gestos, pausas e a delicadeza do cotidiano como extensão da narrativa sonora. Mais do que um conceito, o EP nasce de uma necessidade pessoal. “Tudo que está nas letras aconteceu, foi sentido, foi real. Não tem personagem aqui. Esse disco não foi feito pra provar nada, mas porque eu precisava escrever. Ele não traz respostas, mas talvez ajude a fazer as perguntas certas”, conclui o artista.

Caike Souza lança álbum com causos de amor

Caike Souza está lançando o álbum autoral Entre Flores e Dores. Natural de Arcoverde (PE) é considerado um dos principais nomes representantes da nova geração na música. Propondo uma sonoridade leve e simples, já atinge + de 50 milhões de visualizações nas redes sociais com seus vídeos e versões intimistas. O álbum tem dez músicas e conta com as participações de Solange Almeida na música Sem Pisar no Chão, Saulo Fernandes em Balançar Com Você e Martins na canção Há de Ser Pra Sempre. Sobre o lançamento Caike comenta:  “um álbum autoral é uma virada de chave na vida do artista, uma virada conceitual. Eu gosto de escrever coisas atípicas”. O disco foi gravado em São Paulo, em maio, com produção de Jeff Pina. É um álbum muito rico, com músicas pra tudo que é gosto. “Um disco dá carta branca para você brincar mais, está muito diverso”, conta o artista. A canção com Saulo Fernandes é bem dançante, lembrando um pouco a MPB de Marina Lima e Rita Lee, com guitarras. Já a participação de Solange Almeida, uma gigante do forró, em Sem Pisar no Chão, começou com o feat de Caike no DVD de Dorgival Dantas, do qual ambos participaram. “Eu escrevi essa música pensando na Solange, a música ficou a cara dela, me apeguei ao forró”, diz Caike. A música com Martins é mais singela, uma história de amor. Martins é um dos novos nomes da cena de Pernambuco. “Um amigo do peito que a vida me deu”, comenta Souza. Já Nas coisas tão mais lindas é a música xodó de Caike, com um toque de piano com cordas, refletindo o fascínio que Caike tem em escrever canções tristes. O nome do álbum Entre Flores e Dores partiu da diversidade das canções, do sentimento que permeia o astral de cada música, entre os causos de lidar com um assunto tão delicado como o amor. Esse álbum é a consagração de um trabalho que representa muito pra Caike. Como artista, ele está realizado. “Espero que Entre flores e dores me traga muitos frutos bons, quero que muita gente ouça, que eu saia em turnê, o que já está nos planos”. O show de lançamento de Entre flores e dores está marcado para o dia 11 de outubro no Teatro Luís Mendonça, em Recife.

The Weeknd retorna ao Brasil em 2026 com a After Hours Til Dawn Stadium

A estrela pop The Weeknd anunciou a extensão de sua turnê After Hours Til Dawn Stadium, que quebrou recordes e teve ingressos esgotados, com uma série de datas no México, Brasil, Europa e Reino Unido no próximo ano. No Brasil, os shows acontecem no dia 26 de abril de 2026 no Rio de Janeiro, no Estádio Nilton Santos, e nos dias 30 de abril e 1º de maio, em São Paulo, no Estádio MorumBIS. A turnê After Hours Til Dawn Stadium celebra a aclamada trilogia de álbuns de The Weeknd — After Hours (2020), Dawn FM (2022) e Hurry Up Tomorrow (2025). Os ingressos para as datas no Brasil estarão disponíveis inicialmente na pré-venda do artista, a partir de segunda-feira (8), às 10h. Já a pré-venda para os demais clientes do banco Santander acontece no dia 9 de setembro. Neste caso, todos os cartões são elegíveis, exceto os de viagens. A venda para o público geral começa no dia 10 de setembro. Clientes Santander podem parcelar em até 5x sem juros e de 6 a 10x com juros. já clientes em geral, contam com parcelamento de até 3x sem juros e de 4 a 8x com juros.  Tanto na pré-venda quanto na venda geral os ingressos estarão disponíveis a partir das 12h pelo site da Ticketmaster e a partir das 13h na bilheteria oficial (sem taxa de serviço). Será permitido comprar até seis ingressos por CPF, limitados a duas meias-entradas. A turnê After Hours Til Dawn foi lançada originalmente em 2022 e se tornou a maior turnê de R&B da história. A turnê viajou para países do mundo todo nos últimos três anos, com apresentações em estádios na América do Norte, Europa, Reino Unido, América do Sul e Austrália. * SERVIÇO – THE WEEKND RIO DE JANEIRO Data: 26 de abril de 2026 (domingo)  Abertura dos portões: 16h Horário do show: 21h Local: Estádio Nilton Santos – Engenhão Endereço: R. José dos Reis, 425 – Engenho de Dentro, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: a partir de R$290,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos. De 5 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS CADEIRA SUPERIOR LESTE: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 480,00 inteira  CADEIRA SUPERIOR OESTE A: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 480,00 inteira  CADEIRA SUPERIOR OESTE B: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 480,00 inteira  PISTA: R$ 375,00 meia-entrada e R$ 750,00 inteira CADEIRA SUL: R$ 405,00 meia-entrada e R$ 810,00 inteira CADEIRA INFERIOR LESTE: R$ 475,00 meia-entrada e R$ 950,00 inteira CADEIRA INFERIOR OESTE: R$ 475,00 meia-entrada e R$ 950,00 inteira BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA Mais informações serão divulgadas em breve.  VENDA PELA INTERNET – SUJEITO À COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA O único canal de vendas oficial é o www.ticketmaster.com.br Obs: não adquira ingressos em qualquer outra plataforma. Parcelamento: Clientes em geral – Parcelamento em até 3x sem juros; de 4 a 8x com juros Clientes Santander – Parcelamento em até 5x sem juros; de 6 a 10x com juros Clientes em geral podem comprar até 6 ingressos por CPF, sendo 2 meia-entrada. MEIA-ENTRADA Todas informações no link: https://bit.ly/TicketMasterBrasil_MeiaEntrada  * SÃO PAULO Data: 30 de abril de 2026 (quinta-feira)             01 de maio de 2026 (sexta-feira) Abertura dos portões: 16h Horário do show: 21h Local: MorumBIS Endereço: Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$275,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos. Menores de 08 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS ARQUIBANCADA: R$ 275,00 meia-entrada e R$ 550,00 inteira  PISTA: R$ 375,00 meia-entrada e R$ 750,00 inteira CADEIRA SUPERIOR: R$ 455,00 meia-entrada e R$ 910,00 inteira CADEIRA INFERIOR: R$ 470,00 meia-entrada e R$ 940,00 inteira