Crítica | Blood of The Black God – Wishdoomdark

Já não é a primeira vez que uma banda da Rússia figura na Mundo Extremo. Inegável que o gigantesco país possui um jeito todo peculiar de exercer o estilo, e o resultado disso é uma série de bandas altamente recomendáveis vindo de lá, que todo banger devia ficar de olhos e ouvidos bem abertos. E o Wishdoomdark, como é de se supor, está entre elas. Trata-se de um quarteto formado por Alex Ezeptrone (guitarra, voz), Paganist (bateria) , Druid (baixo) e Moran (teclados). Blood Of The Black God é o terceiro álbum da tropa. Como o nome da banda sugere, o estilo praticado pelo Wishdoomdark é um doloroso e soturno doom metal. Andamento lento e arrastado, guitarras pesadas, belíssimos teclados e um vocal extremamente gutural. Paradise Lost da fase Gothic e Anathema dos tempos de The Silent Enigma são os exemplos mais claros para situar o ouvinte, mas o Wishdoomdark possui uma certa identidade própria, como toda banda russa. Os fraseados e solos de Alex são outro ponto de destaque, pois carregam feeling e densidade, que somados aos teclados, fazem o pesadelo doom funcionar perfeitamente nesse álbum. As faixas também não exageram na duração, indo direto ao ponto. Diante de tantos pontos positivos, podemos dizer que sons como I Want To Die, I Hate Humans, Infernal Fires e a faixa-título são uma explosão de agonia, dor e escuridão. Deixe o Wishdoomdark se apossar de sua alma. Você não se arrependerá. Blood Of The Black GodAno de Lançamento: 2019Gravadora: Dark East ProductionsGênero: Doom Metal Faixas:1-Blood of The Black God2-Infernal Fires3-I Want to Die4-Song From The Black God5-Storm6-I Hate Humans7-Pagan Doom
Crítica | Kingdom of Lost Souls – Unholy Outlaw

Formado em 1999, em Mogi das Cruzes (SP), o Unholy Outlaw lançou seu debute em 2016, Dark Wings, chamando atenção rapidamente dos adeptos do doom metal. Em 2019 foi a vez da segunda pedrada, Kingdom of Lost Souls, que a exemplo da estreia também saltará aos olhos (e ouvidos) dos bangers. O time conta com Marcus Sword (voz), Gustavo Guedes (guitarra), Shammash (guitarra), Thornegreen (baixo) e Wilmes Moraes (bateria). Após a boa e breve intro, Open The Gates traz andamento cadenciado, produção old school, vocais agonizantes e riffs macabros. Sim, as influências estão lá, do jeito que você imaginou, ou seja, Candlemass, Black Sabbath, Pentagram e Saint Vitus. Incrível o clima fúnebre que os músicos conseguiram transportar para dentro de sua música. Forgotten traz efeitos flanger nas guitarras, além de sinos tocando, na talvez melhor faixa de Kingdom of Lost Souls, um autêntico tratado sobre o que é o doom metal. Também podemos notar algo de stoner, e alguma influência dos americanos do Obsession. Ancient Hill of War também tem certo acento stoner, além de contar com um inspirado solo de guitarra em sua metade. Os destaques acabam ficando para o final do álbum, com Mortal Desire, que recebeu um vídeo muito bem produzido, e 13 Disciples, que em seus sete minutos, presta homenagem ao que de mais sombrio Tony Iommi trouxe a esse mundo. Deu para sacar qual a da banda, né? Confira! Kingdom of Lost SoulsAno de Lançamento: 2019Gravadora: Black Heart Records Faixas:1-Intro2-Open The Gates3-Forgotten4-Ancient Hill of War5-Mephisto6-Mortal Desire7-13 Disciples