Yungblud lança single Zombie, com vídeo oficial estrelado por Florence Pugh

O vídeo de Zombie, dirigido por Charlie Sarsfield e produzido por Untold Studios, é estrelado pela atriz indicada ao Oscar Florence Pugh e chega antes do lançamento do novo álbum de Yungblud, Idols, que sai em 20 de junho. Mais ambicioso projeto da carreira de Yungblud, Idols é a primeira parte de um álbum duplo — cuja parte dois ainda terá a data de lançamento anunciada. Falando sobre Zombie, Yungblud explicou: “A música foi escrita inicialmente sobre minha avó, que passou por um grave acidente, trauma que a levou a se tornar uma pessoa diferente daquela que era antes. É sobre o sentimento de deterioração e feiura; fechar-se para o mundo e para as pessoas que amamos por medo de nos tornarmos um fardo ou um constrangimento”. Ele acrescentou: “Todos nós queremos alguém ou algo que nos conforte, não importa como estamos agora ou quem nos tornaremos no futuro. Mas isso é assustador pra caramba”. Em 23 de agosto, a turnê norte-americana de 16 shows de Yungblud terá início em Los Angeles, com abertura de Sawyer Hill em todas as datas. Zombie é o terceiro lançamento de Idols, na sequência de Lovesick Lullaby e do épico de nove minutos e seis segundos Hello Heaven, Hello. Confira tracklist do álbum Hello Heaven, Hello Idols Pt I Lovesick Lullaby Zombie The Greatest Parade Change Monday Murder Ghosts Fire War Idols Pt II Supermoon
Crítica | O Milagre

Engenharia do Cinema Filmes com temática religiosa normalmente dividem e muito público, não só pelo seu aspecto técnico, mas pelo seu roteiro. Apesar de termos um caso recente com “Nada é Por Acaso“, “O Milagre” facilmente poderia entrar neste quesito, principalmente por se tratar de uma obra que nos faz questionar os atos dos personagens, ao invés de embasar uma diretriz óbvia em seu roteiro. E isso fica bastante explícito desde sua abertura, onde uma narração em off deixa enfatizado isso para o público leigo (tanto que alguns desavisados, achavam que se trataria de um filme de terror/suspense devido ao material promocional acidentalmente mirar eles). Inspirado no livro de Emma Donoghue, a história se passa em 1862, quando a jovem enfermeira Lib (Florence Pugh) é enviada ao norte da Irlanda, para investigar o estranho acontecimento de Anna (Kíla Lord Cassidy), uma menina que não estava se alimentando há quatro meses. Desafiando a igreja e vários médicos, ela é encarregada de tentar descobrir se tudo aquilo é uma farsa ou verdade. Imagem: Netflix (Divulgação) Sob direção de Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica“), este é mais um projeto do cineasta que fala sobre perdas e como o ser humano reage com relação a isso. Como dito no primeiro paragrafo, estamos falando de um projeto cujo propósito é fazer o espectador raciocinar sobre o quão a fé é uma questão individual, e como a Igreja é realmente um grande divisor de águas, quando o assunto se trata de milagres. E para isso o mérito vai para o talento da própria Pugh e Cassidy, que além de conseguirem transpor emoções pesadas, em momentos chaves (há duas cenas em específico, que ambas realmente estão ótimas ao transpor o drama da situação), possuem uma excelente química necessária para este contexto. “O Milagre” acaba sendo um interessante retrato reflexivo, que consegue se segurar por mérito de suas ótimas atuações.