Frank Turner transforma espera de anos em celebração de fé no punk rock em São Paulo

Havia uma dívida pendente desde 2020. Quando a pandemia cancelou a primeira turnê sul-americana de Frank Turner, ficou no ar a dúvida de quando o músico inglês finalmente atenderia aos infinitos pedidos de “Come to Brazil”. A resposta de Frank Turner veio na noite desta sexta-feira (30), no Fabrique Club, em São Paulo. Longe das grandes arenas e festivais, Frank Turner escolheu em São Paulo o ambiente que define sua essência: um clube escuro, quente e com o público a centímetros do microfone. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, ele havia adiantado que prefere a “intensidade e entrega” dos latinos à ironia distante das plateias de Londres. E foi exatamente essa troca de energia bruta que se viu em São Paulo. Frank Turner acústico e furioso Quando Frank Turner subiu ao palco, armado apenas com seu violão, a atmosfera de “culto secular” se instalou. Sem banda de apoio, a responsabilidade de preencher o som recaiu sobre o coro da plateia. O setlist, muito próximo do apresentado na Costa Rica, Chile e Argentina dias atrás, foi um passeio equilibrado pela discografia. A abertura com If Ever I Stray já serviu para testar as cordas vocais dos fãs. Músicas como Recovery e The Way I Tend to Be funcionaram perfeitamente no formato desplugado, ganhando contornos de hinos de bar. Um dos momentos mais curiosos da turnê atual é o esforço de Turner com o idioma local. Logo no início do show arriscou algumas frases em português. Depois disse que como todos já haviam visto que ele fala bem português, ele ia passar o resto da noite falando em inglês. Em Do One, faixa que costuma receber uma versão no idioma local nos shows, Frank Turner brincou que havia aprendido em espanhol, mas viu que em São Paulo o esforço seria um pouco maior. Revelou que recebeu a ajuda de um fã brasileiro que mandou o trecho traduzido e chamou Katerina (Katacombs) para segurar o papel com o texto em português. O esforço de Frank Turner arrancou muitos aplausos e gritos dos fãs. >> LEIA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM FRANK TURNER Musicalmente, um dos pontos altos para os fãs de punk rock foi a execução de Bob, cover do Nofx. A faixa celebra o split que ele lançou com a lenda do punk californiano, um feito que Turner descreveu ao Blog n’ Roll como “o auge punk da carreira”. Ao vivo, a versão acústica trouxe uma melancolia que a original esconde, mas sem perder o peso da letra. Houve espaço também para novidade, com a execução de Girl From the Record Shop, No Thank You for the Music e Letters, que assim como Do One, são do álbum Undefeated, de 2024, provando que, mesmo após 3 mil shows, a máquina criativa não para. Aliás, ele fez questão de registrar que era o show 3.107 da carreira. Conexão e clímax O terço final do show foi desenhado para a catarse. Photosynthesis (com seu mantra “I won’t sit down, and I won’t shut up”) e I Still Believe não foram apenas cantadas, foram gritadas. É interessante notar como o show solo muda a dinâmica de Four Simple Words. Sem a bateria acelerada, a música se transforma em uma valsa punk onde a interação com o público é tudo. Frank Turner encerrou sua primeira noite no Brasil prometendo voltar, e talvez não sozinho. Na conversa com o blog, ele revelou o desejo de trazer sua banda completa e, quem sabe, até a edição do festival Lost Evenings para cá. Se o show do Fabrique foi um teste, o público passou com louvor. Foi uma noite de suor, honestidade e a prova de que, como ele mesmo canta, o rock and roll ainda salva vidas. Turner segue agora para Brasília (31) e Curitiba (1), levando na bagagem a certeza de que o Brasil é, de fato, intenso como ele imaginava. Edit this setlist | More Frank Turner setlists

Dave Hause entregou muito mais que um show de abertura em SP

Se alguém esperava apenas um “aquecimento” para Frank Turner, Dave Hause tratou de dissipar essa ideia logo nos primeiros acordes. Velho companheiro de estrada do britânico e eterno líder do The Loved Ones, Dave Hause subiu ao palco do Fabrique não como um coadjuvante, mas como um co-protagonista espiritual da noite. A conexão com o público foi testada, e aprovada, instantaneamente. Logo na abertura com Look Alive, uma falha no som deixou o cantor sem microfone por boa parte da canção. Longe de esfriar o ânimo, o incidente transformou o Fabrique em um coro uníssono, com a plateia segurando a melodia enquanto Hause regia o público, provando que o carisma de um frontman veterano supera qualquer falha técnica. Essa energia crua não é acidental. Após uma fase mais voltada ao Americana e gravações polidas em Nashville, Hause vive um momento de epifania rock’n’roll com seu projeto atual, …And the Mermaid (2025). O repertório foi um passeio por essa trajetória, com faixas como Hazard Lights, Cellmates, C’mon Kid, Saboteurs e Damn Personal. Para os fãs das antigas, o ponto alto foi Jane, clássico do The Loved Ones que fez a pista tremer. Hause também não fugiu do posicionamento político, uma marca de sua carreira vinda da escola punk da Filadélfia. Antes de Dirty Fucker, dedicou a música “a dois filhos da puta”: Donald Trump e Jair Bolsonaro, sendo ovacionado pelo público. Em sua primeira vez no Brasil, ele lamentou não poder atender a todos os pedidos da plateia devido ao tempo curto, mas deixou uma promessa: voltaria para tocar o set completo se retornasse como headliner. Se depender da recepção calorosa e da intensidade que entregou, o convite já está feito.

Atmosfera etérea de Katacombs abre a noite de Frank Turner em SP

A responsabilidade de abrir a noite para nomes de peso como Dave Hause e Frank Turner, no Fabrique Club, na Barra Funda, em São Paulo, na noite de sexta-feira (30), ficou a cargo de Katacombs. O projeto é a identidade artística de Katerina Kiranos, cantora norte-americana que traz em sua bagagem uma fusão cultural fascinante: nascida em Miami, ela é filha de mãe espanhola e pai grego. Com um repertório intimista, Katerina transformou o ambiente do clube antes da explosão de energia das atrações principais. Esbanjando carisma e uma qualidade vocal impressionante, ela apresentou faixas que transitam por melodias dramáticas e etéreas. O setlist incluiu Blue Beard, Fruta y Mar, Weeping Willow, Old Fashioned e Pin Pin (com exceção de Blue Beard, todas do álbum de estreia, Fragments of the Underwater), encerrando com a faixa-título de seu primeiro EP, You Will Not. A profundidade de suas canções não é por acaso. Antes de assumir os palcos, Katerina dedicou anos à escultura de móveis em osso e madeira, uma meticulosidade que ela parece ter transferido para a construção de suas melodias. You Will Not, seu trabalho de estreia, funciona como uma montanha-russa emocional, refletindo uma jornada de autodescoberta que atravessa fronteiras geográficas e gêneros musicais, algo natural para alguém que passou a vida navegando entre múltiplas culturas. No palco do Fabrique, Katacombs provou que sua decisão de sair do “quarto escuro”, onde compunha solitariamente, para compartilhar seu mundo sagrado com o público foi, sem dúvida, a escolha certa.

Frank Turner em SP: o que esperar do show na Fabrique Club após passagens por Costa Rica e Chile

Nesta sexta-feira (30), o Fabrique Club recebe um dos nomes mais prolíficos e carismáticos do punk/folk mundial: Frank Turner. Acompanhado por Dave Hause e Katacombs, Frank Turner chega a São Paulo em meio a uma turnê latino-americana que já passou por San José (Costa Rica) e Santiago (Chile), com uma parada estratégica em Buenos Aires na véspera do show brasileiro. O que rolou nos primeiros shows Pelos setlists apresentados no dia 25 (Costa Rica) e 27 (Chile), Frank Turner está equilibrando perfeitamente o novo material com os clássicos que os fãs amam cantar a plenos pulmões. Setlist provável Hinos como Photosynthesis, Get Better, Recovery e a obrigatória I Still Believe estão confirmadíssimas. O show é uma montanha-russa de energia que vai do acústico íntimo ao mosh pit em segundos. Costa Rica Edit this setlist | More Frank Turner setlists Chile Edit this setlist | More Frank Turner setlists Ingressos Se você ainda não garantiu o seu lugar, a venda segue aberta, mas os setores podem esgotar a qualquer momento.

Entrevista | Frank Turner – “Vou visitar o Brasil só porque toco guitarra. Sinto que tenho o dever de aproveitar isso ao máximo”

Frank Turner vem ao Brasil no final deste mês como parte de sua aguardada turnê pela América Latina, com shows confirmados em São Paulo, Brasília e Curitiba. A passagem pelo país marca a estreia do cantor britânico em palcos sul-americanos e acontece em um momento especialmente simbólico de sua trajetória, após mais de duas décadas de estrada. Conhecido pela intensidade de suas apresentações e pela conexão direta com a audiência, Turner chega acompanhado de Dave Hause e da banda Katacombs, reforçando o caráter especial dessa primeira visita musical a região. Desde a saída do Million Dead, Frank Turner construiu uma das carreiras mais consistentes do folk punk contemporâneo, somando mais de 3.000 shows ao redor do mundo, dez álbuns de estúdio e presença constante nos principais festivais europeus. Suas músicas transitam entre relatos pessoais, reflexões sociais e a defesa da cena independente, valores que também se manifestam fora do palco, como na maratona de shows que o levou ao Guinness World Records e nas ações de apoio a casas de shows durante a pandemia. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Frank Turner falou sobre a expectativa de shows na América do Sul, a relação com o Brasil, país no qual já passou férias, os bastidores do recorde no Guinness e até mesmo seu split com o NOFX. Esta será sua primeira turnê na América do Sul. O que você espera da audiência da região e o que mais desperta sua curiosidade nesses shows? A primeira coisa que quero dizer é que estive no Brasil uma vez, em férias, há alguns anos, e tive uma experiência incrível. Fui ao Rio de Janeiro e a Paraty. Foi há dois ou três anos, acho. Foi insano. O Rio simplesmente explodiu minha cabeça, foi algo realmente impressionante. Fiquei até me sentindo mal por ter passado mais de 40 anos da minha vida sem nunca ter vindo à América do Sul e, mais especificamente, ao Brasil. É um lugar tão intenso, tão vivo. E percebi que não falo português, então peço desculpas por isso. Mas eu amei estar aí. E finalmente vai atender aos tantos pedidos de “Come To Brazil”, né? Principalmente após os shows cancelados na época da pandemia… Existe esse clichê sobre vir ao Brasil nas redes sociais, e eu vivi isso. Acho bonito, acho incrível. É algo muito louco para mim pensar que existem pessoas do outro lado do mundo, em um país onde eu nunca tinha estado, que sabem quem eu sou e que se importam com minha música. Isso é maravilhoso. De forma mais ampla, os fãs brasileiros e sul-americanos têm a reputação de serem muito apaixonados, e eu acho isso algo de que vocês deveriam se orgulhar. É lindo. Se você me fizer escolher, eu sempre fico com pessoas apaixonadas. Eu moro em Londres, e lá as pessoas podem ser muito irônicas, distantes às vezes. É uma relação diferente com a arte. Eu sempre prefiro a intensidade, a entrega. Em muitos sentidos, eu não sei exatamente o que esperar dessa turnê, e isso é justamente o que a torna tão empolgante. Estou realmente muito animado para finalmente vir. Eu tinha uma turnê pela América do Sul marcada para 2020, que acabou não acontecendo por razões óbvias. Eu estava muito empolgado naquela época, então fico ainda mais feliz que agora isso finalmente esteja acontecendo. E você veio ao Brasil somente de férias para descansar ou também teve tempo de estudar e conhecer bandas locais e a cena punk brasileira? Não tive a oportunidade de conferir a cena punk brasileira naquela viagem. Dito isso, agora vou ser péssimo e não lembrar nomes, mas tenho amigos brasileiros há muitos anos. Posso dizer que cresci ouvindo Sepultura e amo essa banda, é algo gigantesco para mim. Tenho consciência de que existe uma cena de rock e punk muito forte no Brasil e espero que, dessa vez, enquanto estiver aí, eu consiga aprender mais sobre ela. Depois de mais de 20 anos na estrada e mais de 3.000 shows realizados, o que ainda te motiva a continuar tocando com a mesma intensidade? A primeira coisa que eu diria é que a intensidade é diferente. Eu não toco tão pesado quanto quando tinha 20 ou 30 anos, simplesmente porque meu corpo não aguenta mais. Já fiz turnês de 13 meses sem voltar para casa, e isso é ridículo. Ninguém precisa fazer isso, especialmente quando chega aos 40. Mas eu amo o que faço. É a única coisa no mundo em que sinto que sou realmente bom e que sei fazer. É um privilégio enorme. Muitas pessoas tentam viver de música e não conseguem, muitas vezes por razões totalmente fora do controle delas. Eu fui uma dessas pessoas raras que conseguiu fazer isso funcionar por muito tempo, e me sinto extremamente privilegiado. Quero honrar isso. Quero sentir que estou fazendo jus a essa sorte. Vou visitar países que nunca estive antes por causa de uma guitarra, sabe? Vou tocar no Chile, na Argentina e no Brasil porque eu toco guitarra. Isso é loucura. Que tipo de sorte é essa? Sinto que tenho o dever de aproveitar isso ao máximo, de abraçar tudo. Se eu estivesse tocando mais um show em Manchester, onde já toquei centenas de vezes, seria diferente. Eu amo Manchester, mas não é novidade para mim. Essa turnê é especial justamente porque é tudo novo, e isso me deixa muito empolgado. Desde o início da sua carreira solo, você lança algo novo praticamente todos os anos. Isso é estratégia ou impulso criativo constante? Seria generoso chamar isso de estratégia. Acho que é simplesmente quem eu sou. No começo, eu escrevia discos muito rapidamente. Hoje levo mais tempo, o que tem a ver com experiência e idade. Gosto da ideia de ter coisas disponíveis, sejam compilações de raridades, discos ao vivo ou projetos paralelos. Não espero que todo mundo ouça tudo, mas é legal que isso exista. Também é assim que eu ganho a vida: tocando e lançando discos. Se isso virou uma estratégia

Frank Turner confirma três shows no Brasil; veja locais e datas

Responsável por cinco álbuns consecutivos no Top 10 das paradas oficiais do Reino Unido, Frank Turner anunciou a tão esperada turnê latino-americana para janeiro e fevereiro de 2026, com três shows no Brasil: São Paulo (30/1), Brasília (31/1) e Curitiba (1/2). A realização é da Powerline Music & Books junto à Sellout Tours. Em São Paulo, a apresentação inédita de Frank Turner será no Fabrique Club. Em Brasília, acontece no Infinu. Já em Curitiba, será no Belvedere. A tour conta com participações especiais de Dave Hause (com trajetória solo e passagem pelo The Loved Ones) e da banda Katacombs. Turner é um artista ativo na estrada, com uma grande quantidade de shows em diferentes tipos de casa de show, de clubes íntimos a arenas, incluindo apresentações em locais icônicos no Reino Unido. O cantor e compositor britânico iniciou sua carreira solo em 2005, após passagem pela banda de post-hardcore Million Dead, e desde então consolidou um repertório autoral que transita entre folk, punk e escrita autobiográfica. Com dez álbuns lançados, Turner mantém agenda constante em turnê e já esteve presente em festivais como Glastonbury e Reading & Leeds, além de ter integrado a programação artística do encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Seu catálogo abrange temas biográficos, registros ao vivo e composições que abordam aspectos da rotina e questões sociais. Como curiosidade, o álbum FTHC (2022), nono da carreira solo, alcançou o primeiro lugar na Official Albums Chart do Reino Unido. Já Undefeated, o 10º disco, de 2024, estreou no número 3 da parada oficial e ficou em primeiro lugar na Independent Albums Chart. Este registro vendeu mais de 1 milhão de álbuns globalmente e tem álbuns certificados: três de ouro e um de prata. Durante a pandemia, Frank arrecadou quase 300 mil libras para locais de música independentes com uma série semanal de transmissões ao vivo, resultando no reconhecimento do Music Venue Trust, que lhe concedeu o Prêmio de Conquista Extraordinária por Locais de Música Independentes. Com isso, Frank quebrou um recorde mundial do Music Venue Trust ao realizar 15 shows em 24 horas, todos em locais de música independentes e em parceria com lojas de discos independentes. A Latin America Tour 2026 ainda passa por Costa Rica (25/1), Chile (27/1) e Argentina (29/1). Frank Turner em São Paulo/SP Data: 30 de janeiro de 2026 Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda/São Paulo) Ingresso Valores: R$ 150,00 (Meia estudante – 1º lote); R$ 160,00 (Meia solidária – 1º lote); R$ 300,00 (Inteira – 1º lote) Classificação etária: 16 anos +++++ Frank Turner em Brasília/DF Data: 31 de janeiro de 2026 Ingresso +++++ Frank Turner em Curitiba/PR Data: 1º de fevereiro de 2026 Ingresso

Frank Turner canta sobre compartilhar a música em lojas de discos

Frank Turner lançou o terceiro single do novo álbum, Undefeated, que será lançado no dia 3 de maio pela Xtra Mile. A faixa da vez é Girl From The Record Shop. Anteriormente, o músico revelou os singles Do One e No Thank You For The Music. Undefeated será o primeiro álbum de Frank Turner como artista independente, após ter passado os últimos dez anos em uma grande gravadora. Em entrevista ao NME, Turner descreveu Girl From The Record Shop como um “tipo de fantasia limítrofe” do ponto de vista de sua adolescência. “As lojas de discos foram extremamente importantes para mim quando criança, tanto como refúgios, mas também como um lugar para descobrir música e conhecer outras pessoas”, disse. “Fiz muitos amigos na Selectadisc no Soho no final dos anos 90 e início dos anos 2000 – mesmo que não tivesse dinheiro, eu entrava e ouvia discos o dia todo e saía nerd. Se houvesse uma mulher bonita trabalhando na loja de discos e vestindo uma camiseta do Riot Grrl, então eu estaria completamente fodido. O que eu vou fazer? Absolutamente nada – eu não conversei com pessoas que gostava quando era adolescente”, completa.

Resenha | Punk in Drublic em Hatfield: Nofx, Frank Turner, Anti-Flag, Alkaline Trio e muito mais

Em 2019, quando foi anunciado o line-up para a edição do Slam Dunk foi uma surpresa enorme, pois também incluíram a tour Punk in Drublic dentro da programação. A tour basicamente fez diversos shows pela Europa e entrou no cronograma britânico com duas apresentações, uma no norte e uma no sul do país. Vamos lá, após o sucesso da primeira edição da Punk in Drublic, obviamente, já para o ano seguinte anunciaram novamente. Claro, expectativa lá em cima, diversos nomes de peso…e nem precisa dizer o resto: covid-19, cancelamentos, remarcações, e tudo que já era da nossa rotina nesses últimos 18 meses. Agora falando um pouco do Slam Dunk, o festival acontece em um final de semana, com a primeira perna em Leeds e a segunda em Hatfield, cidadezinha muito próxima a Londres, meia hora de trem praticamente. Desde abril/maio, quando começaram os relaxamentos das restrições, ficou uma incerteza muito grande sobre o retorno da música ao vivo. Aliás, isso afetou grande parte do line-up do festival e, consequentemente, a Punk in Drublic. Punk in Drublic com baixas Em resumo, o Punk in Drublic é um festival dentro de um festival, creio que seja a forma mais fácil de explicar. O line-up infelizmente sofreu diversas alterações nesse tempo. Infelizmente, bandas como Reel Big Fish, Me First and the Gimme Gimmes, The Vandals, Pennywise, Face to Face e Days n’ Daze não se apresentaram, praticamente todo o line-up anunciado no final de 2019. Porém, elas foram sofrendo as baixas durante os anúncios que eram feitos durante o período, tanto que o Pennywise cancelou faltando dez dias para o festival rolar. Enfim, vamos voltar ao começo. Moro no sudeste de Londres, ou seja para ir ao festival precisaria ao menos de uma hora e quarenta para chegar, porém os trens aos domingos sofrem alterações nos horários e quetais, então isso demandou mais tempo, mas o problema não seria a ida, mas a volta… Chegando ao parque de Hatfield, a primeira missão foi entrar. Em 2019, o credenciamento era bem na entrada, tudo mais fácil, mas esse ano devido às restrições (?) foi um pouco mais burocrático. Porém, nada que meia hora a mais tudo fosse resolvido. Os shows do Punk in Drublic Primeira banda a se apresentar foi The Baboon Show, um quarteto sueco, que faz um rock n’ roll na linha Hellacopters, AC/DC. Uma pedida excelente para abrir o dia e iniciar os shows no palco Punk In Drublic. As bandas iniciam os shows cedo. O The Baboon Show começou a tocar às 11:45, com um set de meia hora. Foi ótimo para ter uma ideia do som da banda. Aliás, deixou uma grande brecha para ir a fundo no trabalho da banda. Pausa rápida, pegar um bebida e voltar para a segunda banda: os ingleses do Buster Shuffle. Uma abordagem totalmente oposta à primeira banda, porém com uma acidez enorme no discurso. Eles fizeram um show dançante e muito divertido, com o piano ditando a levada do som, deixa tudo mais gostoso de ouvir. Contudo, não faltou “elogios” ao primeiro-ministro Boris Johnson. “He is a cunt isn’t“, dizia Jet, do Buster Shuffle. Terceira banda, prata da casa, os ingleses do Snuff. Banda clássica que lá nos anos 1990 foi do cast da Fat Wreck. Dispensa apresentações, jogo ganho, público em peso e só estava na terceira banda… O festival ofereceu uma grande variedade para comer, então isso não foi um problema. Uma coisa que até então estava funcionando muito bem eram as máquinas para pagamento em cartão. Isso foi excelente, pois na edição anterior não foi lá essas coisas. No entanto, o serviço de wi-fi funcionou até um período e o celular, enfim, não funcionou para poder ver os shows e não ficar preso a ele. Velhos conhecidos do Slam Dunk Quarta banda, mais uma inglesa e velha conhecida do Slam Dunk, o Capdown voltou ao palco do festival. Dez anos atrás eles fizeram um show de reunião e foi mais um ótima pedida para as reposições do festival. Dando sequência, outra banda que já passou pelo Slam Dunk algumas vezes, a Zebrahead. Como em todos os shows deles, foi uma festa do início ao fim. Também foram os dois primeiros shows por aqui com o novo integrante, o guitarrista e vocalista Adrian Estrella, que também toca no Mest. Enfim, um excelente show como de costume. Mais uma banda inglesa e outra velha conhecida do festival, o The Skints subiu ao palco e com um clima perfeito foi fácil para eles deixarem o público na mão deles. Eles, definitivamente, foram o divisor de águas no meio dos shows. Poderia dizer que foi meu show favorito do dia facilmente. Porém, só estava na metade e, agora em diante, todos os shows eram jogos ganhos. Daí por diante, Anti-Flag veio com todo o seu discurso. Chris 2 abusando dos pulos, hit atrás de hit e o público em cima. This Is the End (For You My Friend), Hate Conquers All e Brandenburg Gate marcaram presença no set. Deixou o caminho livre para o Alkaline Trio. Os headliners O Alkaline Trio deu um frescor e uma leveza. E nem preciso dizer que o set foi um greatest hits. Público cantando uníssono. Incrível! Com Matt Skiba, também integrante do blink-182, no comando de tudo, o Alkaline Trio desfilou as queridinhas do público Mercy Me, Private Eye, Armageddon e We’ve Had Enough. Penúltimo show, mais uma figurinha carimbada, um dos caras mais boa praça da atualidade: Frank Turner & The Sleeping Souls. No palco, ele fez o serviço da melhor forma possível, jogo ganho obviamente. Set list na medida, com direito à uma versão acústica de Linoleum, do Nofx. Deixou aberta as portas aos donos do festival, para encerrar o dia da melhor forma possível. Nofx no palco, dancinhas, falatório descompensado, uma avalanche sonora, mais falatório, mais música, piadas, palhaçadas e isso tudo que já estamos calejados nos shows deles. Se Dinosaurs Will Die já deu a prévia do que viria pela frente logo

Frank Turner performa Falling in Love do NOFX em novo single de West Coast x Wessex

O cantor Frank Turner e o NOFX estão contando os dias para divulgar seu disco em conjunto. Em resumo West Coast x Wessex chegará no dia 31 de julho. O registro contará com 10 faixas divididas entre os artistas. Ademais, nesta terça-feira (30), foi divulgado o single Falling In Love. Vale lembrar que originalmente, a música foi criada pelo NOFX em 1997. No disco, vemos a versão de Frank Turner dela. “Quando o Fat Mike me pediu para fazer um cover de NOFX, fiquei impressionado e soube imediatamente que uma das músicas seria Falling in Love“, disse Turner. O frontman do grupo ainda brincou com a situação. “Quando Frank escolheu a canção, eu fiquei muito feliz. E então eu ouvi e pensei: ‘Ele acabou de chutas as nossas bundas’”.