Fresno abraça o analógico e a memória em “Carta de Adeus”

A trajetória da Fresno, iniciada em 1999, ganha hoje um de seus capítulos mais maduros e esteticamente corajosos. O trio gaúcho, Lucas Silveira, Vavo e Guerra, disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Carta de Adeus. O trabalho, que já havia sido apresentado na íntegra em um show histórico no Espaço Unimed no último dia 18, revela uma banda que não tem medo de abandonar as ferramentas digitais modernas para buscar o que é essencial. Diferente dos álbuns anteriores, marcados por camadas densas de sintetizadores e edições precisas, Carta de Adeus é um exercício de organicidade. As guitarras soam como guitarras, a bateria respira e as vozes ocupam o espaço de forma nua e crua. >> LEIA ENTREVISTA Tonalismo dos anos 80 A sonoridade do disco foi moldada pelo uso de equipamentos analógicos da década de 80, como câmaras de eco e unidades de chorus. Esse “relicário” sonoro não é apenas um capricho vintage, mas uma forma de Lucas Silveira revisitar sua própria adolescência em Porto Alegre, cercada por sons de bandas como The Cure, New Order, Titãs e Engenheiros do Hawaii. Destaques do repertório Obra coletiva Apesar do nome sugerir um encerramento, Carta de Adeus é um disco de expansão. Ele vocaliza e potencializa o trabalho de uma rede criativa potente: Camila Cornelsen (direção criativa), Giovanna Cianelli (design), André Figueiredo (filmmaker) e Gabriel Rolim (direção visual).
Entrevista | Fresno – “Carta de Adeus é um disco de canções que tem um quê de confortável pensando no fã”

A Fresno viveu um momento marcante no último sábado (18), ao transformar o Espaço Unimed, em São Paulo, no palco de lançamento de seu novo álbum, Carta de Adeus. Em uma proposta não usual na trajetória da banda, o trio apresentou o disco ao vivo e na íntegra antes mesmo de seu lançamento nas plataformas digitais, oferecendo ao público a primeira audição coletiva das novas faixas. A noite também serviu como estreia oficial da nova turnê, que inaugura mais um capítulo nos 27 anos de carreira do grupo. O show foi pensado como uma experiência imersiva, reforçando a relação histórica da banda com os fãs. Além das músicas inéditas, o repertório passeou por clássicos que ajudaram a consolidar a identidade da Fresno ao longo das décadas. A proposta de lançar o álbum diretamente no palco ampliou o peso emocional da apresentação, transformando a estreia em um evento único para quem acompanhou a noite. O conceito do disco, centrado no processo humano da criação artística, também se refletiu no espetáculo, que valorizou a organicidade da música e a conexão direta com o público. Quem ouviu o novo álbum também pode observar uma forte referência aos anos 80 e, inclusive, teve processos de gravação no formato analógico. Com Carta de Adeus, a banda liderada por Lucas Silveira reafirma sua maturidade criativa e aposta em uma sonoridade que dialoga com nostalgia, emoção e novas possibilidades estéticas. A apresentação no Espaço Unimed consolidou esse novo momento, unindo a força do repertório inédito à memória afetiva construída ao longo dos anos com sua base de fãs, hoje formada por diferentes gerações. Nossa correspondente Fernanda Santana bateu um papo com a Fresno ainda no Espaço Unimed e trouxe a visão do trio em relação ao novo álbum. O público da Fresno hoje é mais velho do que no início da carreira, e esse novo álbum transmite uma grande sensação de maturidade. Há também elementos que remetem aos anos 80. O que inspirou esse trabalho? Lucas – Se uma banda com uns malucos de 40 anos fizer um álbum imaturo, tu pode acabar a banda, né? Eu acho que a maturidade vem com o tempo, e ela não pode ser um bagulho do tipo “vamos fazer um disco maduro”. Não é assim. A gente vai evoluindo, vai florescendo. Diferentemente de uma fruta, a gente vai só evoluindo mesmo. A coisa dos anos 80 veio porque a gente decidiu incorporar coisas com as quais cresceu ouvindo, e não necessariamente só bandas atuais que a gente gosta. Hoje também temos acesso a timbres e sonoridades que talvez há dez anos a gente nem soubesse fazer. É um disco de canções que tem um quê de confortável pensando no fã da banda. Para mim, tem elementos musicais que, assim como na comida, funcionam como um temperinho com gosto de vó. Nesse disco tem um pouco disso. A pessoa se sente em casa com um timbre de guitarra menos processado, que às vezes lembra coisas mais antigas, e a gente se colocando dentro dessa linguagem faz com que as músicas falem de uma forma diferente. Quais bandas e artistas serviram como referência para esse álbum? Lucas – Eu cresci indo em festas onde tocavam Legião Urbana, Plebe Rude, The Smiths, Joy Division e New Order. Depois, um pouquinho mais velho, todo mundo aqui via muita novela, então tem muita coisa incrível que tocou em novela e que a gente gosta bastante. Guilherme Arantes, para mim, é um dos maiores compositores do Brasil. Mesmo a gente gostando de algumas bandas de rock mais moderno, de coisas meio metal, a gente se baseia muito também em coisas que crescemos ouvindo, em referências que são universais. Vavo – Eu discordo da parte de que eu assisti muitas novelas, isso não é verdade. Mas eu conheço as músicas das novelas, isso eu acompanhei muito, porque elas ultrapassavam a novela. Elas chegavam até a gente de outras formas. Se Carta de Adeus fosse “irmão” de outro álbum da Fresno, qual seria? Lucas – Cara, são todos nossos filhos, então são todos irmãos. Eu acho que nessa nossa última passada de discos, desde Sua Alegria Foi Cancelada, são discos que eu considero bem irmãos. Enquanto banda, como pais da obra, a gente não consegue fazer muito essas relações de qual disco bate de qual maneira, porque a gente não consegue ouvir da mesma forma que um fã ouve, que sente as conexões de outro jeito. Eu já vi fãs relacionando esse disco até com trabalhos que não têm muito a ver, e às vezes eu nem sei de onde eles tiram isso. Mas eu não consigo responder de uma maneira totalmente satisfatória porque, para mim, todos fazem parte de uma mesma linhagem. Vavo – Eu vejo mais como Pokémon. Um é a evolução do outro, não necessariamente irmãos. Gostou da minha referência? Guerra – Acho que é isso mesmo. Existe uma linha que une todos, principalmente na escrita, nas canetadas do Lucas. Essa identidade foi sendo construída ao longo do tempo. Vejo como um processo evolutivo de dois ou três discos, uma fase que vai se transformando naturalmente. Setlist do Show de lançamento de Carta de Adeus Parte 1 Parte 2
Fresno estreia turnê “Carta de Adeus” com show inédito no Espaço Unimed

A Fresno promove neste sábado (18) o capítulo mais audacioso de seus 27 anos de história. O trio formado por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani (Vavo) e Thiago Guerra sobe ao palco do Espaço Unimed, em São Paulo, para a estreia da turnê Carta de Adeus. O evento carrega um diferencial raríssimo na indústria atual: será uma “audição ao vivo”. Os fãs presentes ouvirão o álbum homônimo na íntegra pela primeira vez, antes mesmo do lançamento oficial nas plataformas de streaming. Além do novo material, a banda promete um setlist recheado de clássicos que moldaram o rock emocional brasileiro nas últimas décadas. Humanização vs. algoritmos O conceito de Carta de Adeus é uma resposta direta à era da Inteligência Artificial. Em um cenário onde comandos rápidos geram discografias inteiras, a Fresno questiona: por que fazer música da forma mais difícil? “O conceito é nos perguntar: a quantas mãos podemos fazer um projeto artístico? Queremos humanizar e dar voz às pessoas criativas que contribuem conosco, celebrando os encontros e os acidentes de percurso que a tecnologia não consegue replicar”, explica o vocalista Lucas Silveira. Simbiose com a “fanbase” A Fresno sempre foi pioneira na relação direta com sua comunidade. Este show no Espaço Unimed é tratado como um pacto de união. Ao apresentar um trabalho inédito “olho no olho”, sem que ninguém tenha decorado as letras previamente pelo celular, a banda resgata o frescor e o impacto imediato da música orgânica. Serviço: Fresno – “Carta de Adeus”
Fresno anuncia novo álbum Carta de Adeus com show exclusivo em São Paulo

A Fresno inicia 2026 com um dos anúncios mais aguardados pelos fãs. A Fresno confirmou o lançamento de Carta de Adeus, seu 11º álbum de inéditas, acompanhado de um show especial no Espaço Unimed, em São Paulo, no dia 18 de abril. A apresentação marca o início de uma nova fase após a era Eu Nunca Fui Embora, que tomou conta dos palcos em 2024 e 2025. O novo disco chega para suceder um período de alta produtividade, que rendeu parcerias com nomes como Pabllo Vittar, NX Zero, Catto e Dead Fish. Agora, a expectativa se volta ao material inédito que os fãs poderão ouvir antes de todo mundo: quem garantir ingresso para o show terá acesso exclusivo ao álbum completo, antecipado, para já chegar preparado ao lançamento ao vivo. A apresentação no Espaço Unimed será única e celebra o início da turnê do novo trabalho. Depois de dois anos marcados por shows de forte conexão emocional, a banda aposta em um evento que simboliza continuidade, mesmo com o título que sugere despedida. Carta de Adeus abre um novo capítulo da trajetória do grupo gaúcho. ServiçoFresno lança o álbum Carta de AdeusLocal: Espaço Unimed, São PauloData: 18 de abril de 2026Ingressos: já à vendaBenefício: acesso antecipado ao álbum completo para quem comprar ingressoPré-venda de CD e vinil: início de 2026
Fresno anuncia o lançamento de seu novo disco Carta de Adeus

A Fresno está de volta. Após a turnê de seu último disco Eu Nunca Fui Embora, que consolidou a banda como uma das maiores de seu tempo com shows que percorreram todo Brasil, o trio anuncia o próximo passo na carreira: o lançamento de seu décimo primeiro álbum de inéditas intitulado Carta de Adeus. O novo trabalho será lançado de uma maneira exclusiva dia 18 de abril de 2026, em um show especial no Espaço Unimed, com ingressos à venda. Os fãs que adquirirem o ingresso para o show do dia 18 de abril de 2026 no Espaço Unimed poderão ouvir Carta de Adeus executado ao vivo, na íntegra, e em primeira mão, além das canções clássicas que marcaram os 26 anos de estrada da banda. Alguns dias após o show de lançamento, o disco de estúdio ficará disponível em todas as plataformas digitais. É a primeira vez que a Fresno lança um álbum desta maneira. Sendo assim, a banda brindará a base de fãs com a oportunidade de ouvir de maneira inédita o disco novo ao vivo, selando um pacto de união e simbiose que tem sido substancial para o trio ao longo destes anos. Apostando também no formato físico de seu trabalho, a banda vai abrir uma pré-venda de Carta de Adeus em formato de CD e vinil no início de 2026. A ação é uma forma da banda reafirmar os laços de experiências reais com os fãs, frutos de uma trajetória de canções que viraram verdadeiros hinos que atravessaram gerações. Desta forma, a concepção de Carta de Adeus torna-se uma extensão primordial de um trabalho de conexão entre a banda e as pessoas, que já vem se desenvolvendo e se consolidando de maneira intensa ao longo dos anos de carreira do grupo. O disco traz o trio em sua maturidade artística e solidifica a experiência da banda como uma das mais importantes de sua geração, expandindo seus laços, conexões musicais e pavimentando sua relevância a cada novo lançamento. As canções de Carta de Adeus são memória viva de amor, dor, sinestesia e sensibilidade— elementos imersivos que se fundem à vida e obra de Lucas Silveira, Vavo e Guerra.
Patrimônio do emo nacional, Fresno emociona em horário breve no Wanna Be Tour

Maior nome do emo brasileiro e quem melhor defende essa bandeira desde o início, a Fresno teve uma segunda oportunidade dentro do Wanna Be Tour, agora em um horário nobre (diferente da primeira edição, quando abriu o evento). Lucas Silveira é a maior referência do público da Wanna Be Tour, atua quase como um embaixador. Como já dito anteriormente, no texto sobre o show do Gloria, o vocalista é presença constante nos feats e também assiste boa parte das apresentações na entrada do backstage. No sábado, durante o show da Fresno, soube conduzir bem o jogo de luzes dos celulares, arrancou muitos aplausos e botou a plateia para cantar junto o tempo todo, fosse nas canções do álbum mais recente, Eu Nunca Fui Embora (2024), ou nos hits nostálgicos, como Quebre as Correntes, Milonga ou Desde quando você se foi. A sensação que passa vendo a Fresno no Wanna Be Tour é que eles têm lugar garantido todos os anos, se quiserem. Ninguém jamais cansaria de ver os caras no palco, ainda mais com a atual formação, com Ana Karina Sebastião no baixo e um saxofone que casou perfeitamente com a proposta atual da banda. A Fresno está em constante transformação, o que renova o interesse e facilita na conquista de novos públicos. Nada de fórmulas velhas e repetidas à exaustão. Setlist Intro Quando o pesadelo acabar Quebre as correntes Diga, parte 2 Me and You (Foda eu e você) Infinito / Deixa o tempo / Eu sei Onde está? Eu nunca fui embora Eu sou a maré viva Casa Assombrada Se eu for eu vou com você Milonga Desde quando você se foi
Diga: O silêncio dito e o grito calado, uma análise em três atos da trilogia da Fresno

Entre versos sussurrados e guitarras que cortam o silêncio, a Fresno construiu uma trajetória marcada pelo peso do tempo e pela arte de transformar sentimentos em som. Surgida em Porto Alegre no final dos anos 90, a banda – formada por Lucas Silveira, Vavo Mantovani e Thiago Guerra – atravessou gerações explorando a melancolia, o caos e a resiliência emocional em letras que funcionam como confissões abertas. Na trilogia Diga – Parte 1, Parte 2 e Parte Final –, lançada no álbum Eu nunca fui embora (2024), a Fresno leva essa narrativa a um novo patamar. O que poderia ser apenas um relato sobre o fim de um relacionamento se desdobra em três atos carregados de luto, aceitação e reconstrução. Uma história que não se encerra em palavras, mas se estende e ocupa o espaço entre o que se diz e o que se cala. A produção instrumental da trilogia é uma narrativa por si só, em que dedilhados suaves ao piano tecem o lamento inicial, enquanto explosões de guitarras distorcidas irrompem como gritos de revolta e desespero. Essa variação sonora é mais do que um pano de fundo: é o reflexo visceral dos altos e baixos emocionais do eu-lírico, um espelho das paisagens internas que ele atravessa. As participações pontuais surgem como vozes externas, ora como apoio, ora como confronto, intensificando o peso narrativo de cada instante. Cada capítulo dessa saga musical é como um fragmento de um espelho estilhaçado, onde as peças se encaixam apenas para mostrar uma visão incompleta, mas profundamente verdadeira, da dor e do luto. É aqui que o trabalho de escuta, tal como delineado por Cristian Dunker em O Palhaço e o Psicanalista, assume o protagonismo: escutar não é apenas um ato voltado ao outro, mas uma tarefa árdua de voltar-se para si, para o que ecoa nas cavernas mais profundas da alma. Essa escuta interna, que fere e transforma, guia o ouvinte por uma jornada intensa, onde súplicas, revoltas e aceitação coexistem como camadas de uma mesma experiência emocional. Tudo isso pulsa em consonância com as teorias freudianas sobre o luto, revelando que elaborar um trauma é um ato tanto de dor quanto de criação. Considerando que o imperativo Diga nomeia todas as partes da trilogia, será que esse que ordena banca esse lugar da escuta? Será que existem ferramentas para elaboração do que será dito? A escuta e a subjetividade: ecos de Dunker e Freud Em O Palhaço e o Psicanalista, Christian Dunker nos convida a perceber a escuta como algo que ultrapassa o simples ato de ouvir, pois implica ser atravessado pelo outro e permitir que palavras e silêncios reverberem na própria subjetividade. Seguindo essa lógica, a trilogia Diga, da Fresno, não apenas explora essa dimensão da escuta, mas também a ressignifica ao transformá-la em uma experiência musical que exige atenção plena e imersão emocional. Se a psicanálise selvagem desafia os limites da escuta analítica, poderíamos considerar essa uma forma de escuta selvagem, na qual som e significado se entrelaçam de maneira visceral? Aqui, escutar não se resume a acolher o outro, mas também exige um confronto direto com as próprias camadas, que se revelam fragmentadas, contraditórias e, por vezes, dolorosas. Freud, em Luto e Melancolia, argumenta que o luto não se encerra na mera aceitação da perda, pois demanda um trabalho ativo de desapego, no qual as pulsões, antes concentradas no objeto perdido, precisam ser deslocadas para que o sujeito possa reconstruir-se. Da mesma forma, Dunker, ao ampliar essa perspectiva, aponta que o luto também é atravessado pela escuta das vozes internas — aquelas que carregam as dores indizíveis e as verdades mais difíceis de encarar. Diga propõe uma jornada que oscila entre a dor da ausência e a necessidade de reorganizar os próprios afetos, criando, assim, um espaço onde a escuta se torna tão essencial quanto a própria enunciação. Em Diga Parte 1, essa escuta aparece como um apelo dilacerante, um grito contido que oscila entre súplica e resignação. O eu-lírico ainda está preso ao sonho, ao desejo de reconexão. Esse momento é marcado pela melancolia que Freud descreve como a fase inicial do luto: a negação da perda e a tentativa de preservar o objeto ausente no campo das memórias. Os dedilhados suaves e o piano que chora ao fundo intensificam a sensação de vazio, enquanto a voz fragilizada de Lucas ecoa como um lamento que encontra alento apenas no onírico. Diga Parte 2 já é outro cenário. A melancolia dá lugar à raiva, e o eu-lírico, que antes pedia, agora confronta. As memórias, que outrora traziam um certo consolo, tornam-se espinhos. É a fase da revolta, em que o objeto perdido não é mais idealizado, mas encarado com rancor. A música acompanha essa mudança com guitarras distorcidas e vocais incisivos, criando uma atmosfera de confronto e desgaste. Dunker diria que é aqui que a escuta se torna mais turbulenta, pois ouvir a si mesmo nesse momento é como olhar um espelho rachado — nada parece inteiro, tudo provoca. Já Diga Parte Final apresenta um ponto de ruptura definitivo. A voz feminina que surge é incisiva, cortante, quase um julgamento. Não há mais espaço para pedidos ou reconciliações. A negação, que antes era do luto, agora é do retorno. A voz feminina, ao dizer “você não vai mudar”, é o eco de um eu-lírico que finalmente se despede — não com a paz serena que se espera da aceitação, mas com o grito de uma liberdade que se conquista com dor. Aqui, Freud e Dunker se encontram: o que não é dito, o silêncio carregado, fala mais alto que qualquer palavra. A trilogia Diga não apenas narra um término; ela vive o luto. Cada etapa, cada acorde, cada pausa, reflete as nuances de um processo que é tão universal quanto íntimo. A escuta, como sugere Dunker, é o fio condutor: escutar o outro, escutar as memórias, escutar os silêncios. É um trabalho que dilacera, mas que também transforma. E assim, como em Freud, a dor da perda
Polifonia anuncia festival com Anberlin, Fresno, Emery, Hateen e Mae no Brasil

Depois de cinco edições, o Polifonia anunciou o “Emo Vive”, festival em formato de turnê com as bandas norte-americanas Anberlin, Emery e Mae, além das nacionais Fresno e Hateen. A tour passará por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. As apresentações acontecem entre os dias 4 e 8 de junho (confira abaixo). A venda de ingressos já começou. A Emo Vive terá um detalhe muito interessante: Anberlin tocará o álbum Never Take Friendship Personal, enquanto a Fresno fará um apanhado dos três primeiros álbuns (Quarto dos Livros, O Rio A Cidade A Árvore e Ciano). Por outro lado, a Emery focará no álbum The Weak’s End, enquanto a Mae tocará The Everglow. Em São Paulo, única cidade que receberá duas noites com o mesmo lineup, o Hateen fará dois sets diferentes, um com músicas em português, outro em inglês. Cada noite do festival também contará com bandas locais: Projeto Hare (Porto Alegre), Def (Rio de Janeiro), Boasorte (São Paulo, noite 1) e Morro Fuji (São Paulo, noite 2). Serviço – Polifonia Emo Vive 🎫 04/06 Porto Alegre @ Auditório Araújo ViannaTickets – Sympla/ festivalpolifonia.com.br 🎫 06/06 Rio de Janeiro @ Fundição ProgressoTickets – ingresse / festivalpolifonia.com.br 🎫 07/06 São Paulo @ AudioTickets – ingresse / festivalpolifonia.com.br 🎫 08/06 São Paulo @ AudioTickets – ingresse / festivalpolifonia.com.br
I Wanna Be Tour anuncia lineup com Fall Out Boy e Good Charlotte como headliners

Depois do sucesso da primeira edição da I Wanna Be Tour, em 2024, que reuniu mais de 150 mil pessoas e passou por vários cantos do Brasil, os fãs mostraram que estão prontos para estampar o país de xadrez, preto e branco novamente em 2025. Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Story Of The Year, The Maine, The Veronicas e Neck Deep serão as atrações internacionais que farão parte do line-up. Os brasileiros Fresno, Forfun, Dead Fish, Gloria e Fake Number completam a programação. Em uma realização da 30e, o evento acontecerá no dia 23 de agosto, em Curitiba, no estádio Couto Pereira; e no dia 30 de agosto, em São Paulo, no Allianz Parque. Ingressos para o público geral estarão disponíveis a partir de quinta-feira (30), às 12h, no site da Eventim. “A I Wanna Be Tour se tornou uma comunidade muito forte. O público se apegou à identidade visual e à proposta do evento e estamos preparando uma segunda edição ainda mais especial”, afirma Caio Jacob, Vice-Presidente de Global Touring & Festivals. “A nossa intenção é a de que essa marca, assim como o evento, esteja sempre em evolução, então teremos uma versão aprimorada para o ano que vem”, ele complementa. O público terá a oportunidade de reviver as emoções e cantar a plenos pulmões os seus hinos nostálgicos, mas com uma diferença: ao vivo com seus ídolos. Assim como na primeira edição da IWBT, a divisão entre dois palcos será mantida. No It’s Not a Phase Stage se apresentarão Fall Out Boy, Yellowcard, Forfun, Dead Fish, Story Of The Year e Gloria. Já Good Charlotte, Fresno, The Veronicas, The Maine, Neck Deep e Fake Number compõem o palco It’s a Lifestyle Stage. Em 2024, a I Wanna Be Tour passou por São Paulo, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reuniu 150 mil pessoas e apresentou shows memoráveis com as bandas Simple Plan, A Day To Remember, The All-American Rejects, All Time Low, The Used, Asking Alexandria, NX Zero, Pitty, Boys Like Girls, Mayday Parade, Plain White T’s e Fresno. Datas e locais SERVIÇOI Wanna Be Tour 2025Realização: 30e CURITIBAData: 23 de agosto de 2025 (sábado)Local: Estádio Couto Pereira – Endereço: R. Ubaldino do Amaral, 63 – Alto da Glória, Curitiba – PRHorário de abertura dos portões: 10hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços:Arquibancada – R$ 172,50 (meia-entrada legal) | R$ 241,50 (ingresso social) | R$ 345,00 (inteira)Cadeira Superior – R$ 247,50 (meia-entrada legal) | R$ 346,50 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)Cadeira Mauá e Inferior – R$ 347,50 (meia-entrada legal) | R$ 486,50 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira)Pista Única – R$ 447,50 (meia-entrada legal) | R$ 626,50 (ingresso social) | R$ 895,00 (inteira)VIP Package – R$ 947,50 (meia-entrada legal) | R$ 1.126,50 (ingresso social) | R$ 1.395,00 (inteira) Início das vendas:Venda geral: 30 de janeiro, 12h (on-line) e às 13h nas bilheterias oficiaisVendas onlineBilheteria oficial: Hard Rock Café Curitiba – Rua Buenos Aires, 50 – Batel, Curitiba/PRFuncionamento: Segunda a sábado, das 11h30 às 19h. SÃO PAULOData: 30 de agosto de 2025 (sábado)Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo 1705 – Água Branca, São Paulo/SPHorário de abertura dos portões: 10hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços:Cadeira Superior – R$ 247,50 (meia-entrada legal) | R$ 346,50 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)Cadeira Inferior – R$ 347,50 (meia-entrada legal) | R$ 486,50 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira)Pista Única – R$ 447,50 (meia-entrada legal) | R$ 626,50 (ingresso social) | R$ 895,00 (inteira)VIP Package – R$ 947,50 (meia-entrada legal) | R$ 1.126,50 (ingresso social) | R$ 1.395,00 (inteira) Início das vendas:Venda geral: 30 de janeiro, 12h (on-line) e às 13h nas bilheterias oficiaisVendas onlineBilheteria oficial: Allianz Parque (após a abertura de venda geral) – Portão A – Rua Palestra Itália, 200 – Perdizes, São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.