Fresno apresenta VTQMV RMXS 03, terceiro compilado de remixes

Ressignificar as próprias canções é o ponto de partida para a Fresno desdobrar os seus lançamentos em remixes. Os integrantes Lucas Silveira (vocal e guitarra), Vavo (guitarra) e Guerra (bateria) encontraram neste formato uma maneira de explorar novas possibilidades, atribuindo, assim, versões alternativas de funk, psy trance, drum and bass e até dubstep ao disco Vou Ter Que Me Virar (2021). Mais de um ano após o lançamento do álbum, e com já dois compilados de remixes produzidos, o trio apresenta agora mais uma etapa desse projeto. No dia 3 de fevereiro chega às plataformas o VTQMV RMXS 03, com remixes das faixas Casa Assombrada e 6H34 (Nem Liga Guria). Com uma versão alternativa já lançada em agosto passado, Casa Assombrada abre o VTQMV RMXS 03. A produção assinada pelo duo Badzilla, formado pelos produtores musicais Tuti AC e LAN, também conta com um feat da cantora Ashira com o rapper SD9. Em uma combinação dos gêneros grime e hyperpop, o single se descola das raízes no rock em direção ao universo do hip hop. “Buscamos sair da nossa zona de conforto com esse som. A vontade de fazer um remix de Casa Assombrada já existia e, conversando com o Lucas, ele comentou sobre a ideia de ter uma pessoa do rap na faixa. Foi então que começamos a construir a sonoridade, caminhando com a música para uma batida mais acelerada. Trazer a Ashira e o SD9 pra somar na faixa foi a cereja do bolo”, explica LAN. 6H34 (Nem Liga Guria) completa o novo EP e foi feita pela produtora musical NATH. “Esse som me conquistou porque eu gosto muito da pegada dessa música, senti que cairia bem em um drill”, comenta NATH, que completa: “fazer remix é sempre uma responsa, principalmente quando o assunto é uma banda que a gente curte. Busquei bastante inspiração nas minhas próprias referências de produção para ter tanto do meu mundo quanto do deles”. Em meio aos lançamentos, a Fresno segue com a turnê Vou Ter Que Me Virar. Entre as próximas datas confirmadas, estão 10 de fevereiro, em São Paulo; 4 de março, em Campinas; 11 de março, no Rio Grande do Sul; 18 de março, em Santos; 15 de abril, em Belo Horizonte; 20 de maio, em Curitiba; 26 de maio, em Londrina; e 27 de maio, em Maringá.
Fresno fecha trinca de festivais internacionais com show bom e cover inusitado

A banda Fresno foi unanimidade em 2022. Tocou no Lollapalooza, Popload Festival e fechou a trinca com a estreia no GP Week, que rolou no sábado (12), no Allianz Parque, em São Paulo. Arroz de festa? Pode até ser, mas a banda fez por merecer esse reconhecimento. Após 23 anos de carreira, os gaúchos vivem o auge da criatividade com o álbum Vou Ter Que Me Virar, que teve seis canções tocadas no show. Tal como já havia feito no Popload Festival, entre o primeiro e segundo turno das Eleições, o vocalista da Fresno, Lucas Silveira, caprichou nos discursos contra o futuro ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Foi assim antes de começar Fudeu!!! e também pouco antes de iniciar Eles Odeiam Gente Como Nós. “Esse presidente odeia gente como nós. Ele e os seguidores deles nos odeiam, odeiam vocês, odeiam os músicos que vão tocar aqui hoje”, discursou Lucas. A reação do público foi imediata com os gritos de “Ei Bolsonaro, vai tomar no cu”. Lucas respondeu: “já tomou. Agora, falta ser preso”. Casa Assombrada, também do último álbum, veio na sequência. E teve ótima recepção do público. “Puta que pariu, é a melhor banda do Brasil, Fresno”, gritaram os fãs. Antes de encerrar o show, Lucas Silveira lembrou que era a única atração nacional do festival. “Vamos fechar esse show de forma bem brasileira, com uma música brasileira que todos conhecem”, disse antes de iniciar Eva. O único porém é que Eva não é uma música brasileira. A canção, famosa com a Rádio Táxi e Banda Eva, originalmente é italiana, gravada primeiro por Umberto Tozzi. Mas o público entendeu a referência. É o que vale. Setlist ESSA COISA (ACORDA-TRABALHA-REPETE-MANTÉM) VOU TER QUE ME VIRAR FUDEU!!! Natureza caos Manifesto Quebre as correntes Já faz tanto tempo Cada acidente AGORA DEIXA Diga, parte 2 ELES ODEIAM GENTE COMO NÓS CASA ASSOMBRADA Eva (cover)
Com produção de Lucas Silveira, NPKN lança single Let Go All The Pressure

O duo brasileiro/argentino, NPKN, formado por Kimberlly Arce (piano e synths) e Nattana Alvarenga (voz e guitarra) revelou nesta quinta-feira (10) Let Go All The Pressure, música produzida, mixada e masterizada por Lucas Silveira (Fresno). Com composição por Kim e TTana, o single chega com videoclipe dirigido por Mô Bertuzzi em uma linguagem imersa em referências dos anos 90. Let Go All The Pressure é o início do lançamento de um projeto que vem sendo trabalhado há mais de um ano: Amor Aventura e Música. Ao longo dos próximos meses e em 2023 serão lançados dois EP’s, uma minissérie e um álbum deluxe. A canção é parte do EP Amor, que terá cinco faixas e revelou em 2021, o primeiro single Vente Conmigo, filmado em Atlanta, uma das cidades americanas integrantes da tour que as artistas fizeram e que é o fio condutor do projeto. Afinal, a jornada que viveram pelos EUA não só deu vida às composições do álbum, como também originou a minissérie produzida, idealizada e dirigida por elas, que mostra como foram os mais de 40 dias em um motorhome acompanhadas somente de Tyler, o cachorrinho. Kim conta que, seguindo a ordem de lançamentos alinhada à sequência das cidades visitadas, Let Go All The Pressure foi inspirada pela segunda parada da viagem: Nashville, Tennessee, terra de artistas como Paramore, Miley Cirus e Justin Timberlake. Sobre o tema, TTana explica: “A música fala sobre amor próprio. Na verdade, mostra como, às vezes, a gente não se coloca como uma prioridade e acaba vivendo para os demais. A mensagem é um estímulo para começarmos a observar o quanto mudamos nós mesmas e muitas vezes nos diminuímos para encaixar na expectativa de outra pessoa. Precisamos notar que fazemos isso para deixar isso de lado e dar prioridade para o que realmente importa: a nossa felicidade”. O tema proposto na canção inspirou o videoclipe, fruto de uma colaboração coletiva iniciada pelas artistas ao esboçarem o roteiro, que ganhou vida pelo olhar e idealização da diretora Mô Bertuzzi. Filmado na capital paulista, por uma equipe majoritariamente composta por mulheres, a narrativa conta a jornada de uma garota, e sua frustração ao lidar com os padrões impostos pela sociedade em termos relacionais, que acabam afetando não só a autoestima como também estimulando a permissividade à terceiros, criando obstáculos para o estímulo do amor-próprio. A situação é ilustrada pela saga de uma jovem, ao passar por inúmeros encontros, até chegar a seu par ideal: ela mesma. A atriz Bruxa Profana-Latino Americana, escalada como protagonista, somou na construção da personagem, segundo a diretora Mô. “Ela sugeriu que a ação de libertação da personagem fosse o ato de usar o pente afro no cabelo e abrir o black power. Além de ser maravilhosa como atriz, enriqueceu o vídeo com sua verdade e história, podendo assim inspirar ainda mais pessoas por aí”. O time audiovisual contou também com a diretora de arte Rebeca Oliveira, responsável por transformar o quarto da personagem principal em um altar adolescente dos anos 90, rodeado de CD’s, pôsters e objetos de cena da época. A série Euphoria também serviu de referência para a construção do ambiente, que embora inspirado na produção americana, também trouxe elementos da cultura brasileira. “As artistas chegaram com uma ideia de roteiro cheio de significado e sensibilidade. No mundo em que vivemos, é normal que algumas criações e culturas nos façam sentir frustradas, perdidas e longe da nossa própria autenticidade porque aprendemos que temos que ser um padrão. Trouxemos isso de maneira bem sutil e delicada, com uma resposta de coragem e inspiração. A resposta da música, do clipe e da vida é que o amor próprio é o segredo para a gente brilhar no mundo”, finaliza Mô Bertuzzi.
Fresno dá novos contornos a The Rhythm of the Night, hit dos anos 90

Mais guitarras na Eurodance. Esse foi o desafio que a Fresno quis enfrentar ao regravar The Rhythm of the Night, do grupo italiano Corona. Presente nas paradas de sucesso por semanas após o lançamento nos anos 1990, a canção ganhou uma nova versão nas plataformas digitais. A explicação para a escolha em regravar essa faixa é bem simples. “Acredite ou não, mas toda a cena eurodance faz parte da nossa formação musical e foi a oportunidade perfeita de mostrar nossa admiração por um clássico como esse”, comenta o vocalista, que completa: “estamos incluindo progressivamente sintetizadores em nossas composições e acho que, finalmente, encontramos uma maneira de misturar esses sons. Nossos últimos dois álbuns mostram muito progresso, e traduzir um arranjo totalmente sintetizado para uma linguagem mais Fresno foi um desafio bem legal”. O resultado é uma música que poderia muito bem estar nas pick-ups das boates, como também nos auto-falantes das casas de shows. “Ela soa como uma viagem na estrada com alguém que você ama, indo para uma festa legal. Tentamos manter essa vibe, apenas traduzindo isso para uma produção mais voltada para o rock”, reflete Lucas. Essa versão fez parte do projeto da Deezer, o InVersions 90s. Nele, a plataforma convidou artistas de todo mundo para regravarem sucessos dos anos 90. A Fresno foi uma das representantes do Brasil e, com isso, a banda apareceu em um dos icônicos telões da Time Square, em Nova Iorque. Ouça The Rhythm of the Night, com a Fresno
Popload Festival 2022 O que funcionou ou não no evento
Popload Festival revela horários e anuncia show da Fresno com Pitty

Marcado para a próxima quarta-feira (12), no Centro Esportivo Tietê, em São Paulo, o Popload Festival revelou os horários dos shows. Além disso, anunciou uma troca de última hora: sai Years & Years, entra Fresno com Pitty. Vivendo um ótimo momento com o elogiado álbum Vou Ter que Me Virar, o Fresno, formado por Lucas Silveira, Vavo e Guerra, entrou para a programação no lugar do Years & Years, que precisou cancelar a presença no Popload Festival, “por motivos que estão fora do controle da organização do evento”. Ainda há ingressos disponíveis no site da Tickets for Fun (com taxa) e na bilheteria oficial (sem taxa; no Teatro Renault. Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – República). Confira os horários do POPLOAD FESTIVAL 2022 12 de outubro, quarta-feira11h – abertura de portões12h10 – Jup do Bairro13h20 – Perotá Chingó14h40 – Fresno & Pitty16h – Cat Power17h30 – Chet Faker19h – Jack White20h45 – Pixies
Fresno reflete sobre sentimentos e expurga antigos fantasmas em clipe

Fazer terapia é um convite para o autoconhecimento, pois, no caminho, se identifica falhas, mas também se aprende a administrar os sentimentos. É algo libertador e assustador ao mesmo tempo. Esse foi o processo que levou Lucas Silveira, que completa a Fresno ao lado de Vavo e Guerra, a compor Casa Assombrada, terceira faixa da tracklist do disco Vou Ter Que Me Virar (2021). Hoje (14), a canção ganhou um videoclipe. A busca por externalizar essas reflexões se desdobrou em um registro audiovisual dirigido por Gabriel Twardowski e produzido pela Flavor Studio. “Pensei muito sobre o que a gente realmente tinha que cumprir quando falamos sobre casa assombrada em um vídeo, porque é um assunto muito clássico”, explica Gabriel, que completa: “foram meses pra entender até que ponto a gente podia fazer algo novo e demonstrar isso com personalidade, assim como a música retrata o novo momento da banda”. Mesclar a gravação original com efeitos visuais foi a maneira que o diretor encontrou, ao lado da Fresno, para atingir esse objetivo. Combinar o real com o virtual, inclusive, é algo que o grupo tem explorado nos últimos lançamentos. “Casa Assombrada é um dos carro-chefes de Vou Ter Que Me Virar. Ela causa uma identificação muito grande com o público, porque cada pessoa que ouve tem os seus próprios fantasmas para lidar”, comenta Lucas. Não à toa, a faixa é a segunda mais executada do álbum, ultrapassando a marca de 1 milhão e meio de plays, e uma das mais aguardadas das performances ao vivo. O disco, lançado em novembro do ano passado, tem ainda os videoclipes de Já Faz Tanto Tempo, com participação do Lulu Santos (assista aqui), e Vou Ter Que Me Virar. Esse trabalho também conta com dois compilados de remixes, o VTQMV RMXS 01 e VTQMV RMXS 02.
Fresno lança segunda parte de remixes em VTQMV RMXS 02; ouça!

A vontade de ver suas composições ganhando desdobramentos pouco convencionais é o que motiva a Fresno a entregar mais um compilado de remixes do álbum Vou Ter Que Me Virar, lançado em novembro de 2021. O VTQMV RMXS 02 tem na lista remixes de Casa Assombrada e Essa Coisa (Acorda — Trabalha — Repete — Mantém). Casa Assombrada abre o EP e traz CHEDIAK como produtor. Ele, inclusive, já participou de outro single da banda, a INV001: 12 WORDS 3000 STONES, presente em INVentário. “Ao analisar o andamento da música, percebemos que poderíamos adaptá-la para um drum and bass, que foi um gênero muito popular no começo dos anos 2000. O cara certo para fazer isso só poderia ser o CHEDIAK, pois é um dos maiores estudiosos desse ritmo na atualidade. Foi ótimo tê-lo novamente num projeto nosso”, afirma o vocalista, Lucas Silveira. A Fresno segue na turnê Vou Ter Que Me Virar e entre as próximas datas confirmadas estão: 12 de agosto; Natal; 13 de agosto, Recife; 14 de agosto, Fortaleza; 21 de agosto, Rio de Janeiro; 26 de agosto, Tubarão e 27 de agosto, Jaraguá do Sul.
Day monta superbanda emo e entrega show impecável na abertura do MITA

A cantora Day Limns foi a responsável por abrir o primeiro dia da edição inaugural do MITA Festival, no Spark, em São Paulo. Acompanhada de uma superbanda emo composta por Lucas Silveira (Fresno), Gee Rocha (Nx Zero), Vítor Peracetta (Di Ferrero) e João Paulo Bonafe (Bad Luv), a sensação da música alternativa nacional entregou um show impecável. A conexão entre Day e Lucas Silveira não é novidade. No álbum de estreia da cantora, Bem-vindo ao Clube, lançado em 2021, o gaúcho já havia feito uma colaboração, em Isso Não é Amor. Em pouco mais de 40 minutos no palco, Day e seus convidados tocaram uma série de faixas do disco de estreia da cantora. Ainda que o público estivesse em pequeno número, quem acompanhou a apresentação vibrou muito e cantou com Day. Day também surpreendeu com uma linda versão violão e voz de Na Sua Estante, de Pitty. Das autorais, Fugitivos, Isso Não é Amor e Clube dos Sonhos Frustrados, a qual considera o melhor resumo do disco de estreia, também empolgaram. Na reta final do show, durante Quebre As Correntes, ainda teve espaço para um medley com Helena, do My Chemical Romance, com Lucas Silveira no vocal. Ode maior ao emo, impossível. Não era só a camisa de Day que dava o recado (Go Emo). Por fim, vale destacar o entrosamento e dedicação dos músicos da superbanda emo no palco. Todos pareciam muito à vontade com Day, como se fossem parte do lineup fixo. Abriram muito bem o Palco Deezer.