Nine Lives resgata a energia do Goldfinger, mas capa vira alvo de protestos

Com mais de três décadas de carreira, o Goldfinger retorna ao centro do debate com Nine Lives, seu nono álbum de estúdio. Lançado hoje (23), o disco funciona como uma tentativa clara de reconectar a banda com a energia que a transformou em um dos nomes mais populares do ska punk nos anos 1990, sem ignorar o cenário atual e suas contradições. Nine Lives aposta em músicas diretas, refrões fáceis e um clima que alterna entre a leveza pop punk e momentos mais reflexivos. Faixas como Chasing Amy recuperam o espírito radiofônico que sempre foi uma das marcas do grupo, enquanto outras músicas trazem letras mais pessoais e maduras, refletindo o tempo e a experiência acumulada pelos integrantes. A presença de convidados conhecidos ajuda a dar variedade ao álbum. Destaque para nomes como El Hefe (NOFX), Mark Hopus (Blink-182) e Jim Lindberg (Pennywise). Porém as collabs não tiram o foco da identidade central do Goldfinger. Musicalmente, o disco não busca reinventar o gênero. Pelo contrário, Nine Lives soa confortável em sua própria fórmula, apostando na nostalgia como principal motor criativo. Para parte do público, isso funciona como um retorno bem-vindo às origens e, de certo modo, irá agradar por isso. Porém, para os mais críticos, o álbum carece de ousadia e soa excessivamente seguro, reforçando a sensação de que a banda prefere olhar para trás em vez de avançar. Polêmica na capa de Nine Lives, do Goldfinger Um ponto negativo está na capa. Logo após o lançamento, fãs passaram a acusar o Goldfinger de ter utilizado inteligência artificial na criação da arte. A suspeita ganhou força nas redes sociais e em fóruns, com protestos online de ouvintes que consideraram o possível uso de IA incompatível com a ética e a estética do punk, tradicionalmente associadas ao faça você mesmo e à autoria humana. A polêmica acabou se tornando parte da narrativa de Nine Lives, ampliando o debate para além das canções. Mesmo sem ofuscar completamente o conteúdo musical, o episódio evidenciou como questões tecnológicas e artísticas hoje caminham lado a lado, especialmente em bandas com um público fiel e atento a cada detalhe. No fim, Nine Lives não é um disco revolucionário, mas cumpre seu papel ao reafirmar que o Goldfinger ainda sabe escrever boas músicas e manter relevância em um cenário que mudou drasticamente desde seus primeiros passos. Entre acertos, controvérsias e nostalgia, o álbum confirma que, em 2026, o Goldfinger continua vivo no debate cultural, para o bem ou para o mal.

Goldfinger anuncia álbum “Nine Lives” com convidados de peso e polêmica

O Goldfinger confirmou o lançamento de seu nono álbum de estúdio, apropriadamente intitulado Nine Lives. O disco chega às plataformas de streaming no dia 23 de janeiro. Este trabalho marca o retorno do grupo desde o lançamento de Never Look Back (2020). Além disso, é o terceiro registro desde que a banda reformulou sua formação após um longo hiato. O time atual conta com verdadeiras lendas da cena: o vocalista John Feldmann segue acompanhado pelo guitarrista Philip Sneed (Story of the Year) e pelo baixista Mike Herrera (MxPx). Singles e participações em Nine Lives, do Goldfinger Embora a banda não tenha divulgado músicas inéditas junto com o anúncio, o álbum incluirá faixas conhecidas. Os singles Chasing Amy e Freaking Out a Bit, ambos lançados em 2025, fazem parte do repertório. O tracklist recém-divulgado impressiona pela quantidade de convidados especiais. O Goldfinger recrutou nomes como Mark Hoppus (Blink-182), Jim Lindberg (Pennywise), El Hefe (NOFX) e Spencer Charnas (Ice Nine Kills), além de participações de FIDLAR e iann dior. A polêmica da capa e o uso de IA No entanto, o anúncio não escapou de críticas. A revelação da arte da capa gerou um debate imediato e acalorado nas redes sociais. A imagem mostra uma televisão e um aparelho de som em uma mesa com vários objetos espalhados, incluindo discos antigos da banda. Muitos fãs acusaram o grupo de utilizar Inteligência Artificial (IA) para gerar a ilustração. O público notou detalhes que sugerem a ausência de um artista humano na criação. Essa discussão reflete uma tensão crescente na indústria musical. Recentemente, bandas como Pestilence, Ice Nine Kills e Bring Me the Horizon enfrentaram reações negativas semelhantes. Os fãs questionam a originalidade dessas obras e defendem a remuneração justa para designers e ilustradores, criticando a substituição da arte humana por algoritmos.

Críticas | Arctic Monkeys, Goldfinger, Boom Boom Kid, Smashing Pumpkins, Billie Joe…

Arctic Monkeys – Arctic Monkeys Live At The Royal Albert Hall O show desta mesma turnê do Arctic Monkeys foi apresentado aqui no Brasil, no Lollapalooza 2019, com um set bem parecido. Portanto, não é surpresa aos fãs dos Monkeys a relação de ‘morde-assopra’. Em resumo, canções recentes mais climáticas dividem espaço com os rock indie barulhentos de outrora. Embaixo do manto do hype, o Arctic Monkeys é uma banda eficiente. Ao vivo não inova, mas entrega uma execução fiel e bem trabalhada de suas músicas. Goldfinger – Never Look Back Acompanhado de um time de estrelas – Mike Herrera (MxPx), Travis Barker (Blink-182), entre outros – John Feldman retorna seu Goldfinger com mais um disco super bem produzido. Ele mantém as bases punk-pop e ska-punk, mas com uma produção e refrões que têm muito a ver com a sonoridade de 2020. A busca pelo pop perfeito talvez tire um pouco da displicência e do charme que a banda carregava nos anos 1990, mas ainda é um belo trabalho. Boom Boom Kid – Bienvenido: Zona de Descanzo Primeiro disco acústico de estúdio do Boom Boom Kid. O ex-Fun People recria uma porção de suas canções em versões unplugged low-profile, por vezes usando e abusando de efeitos/reverb, ou na voz, ou no violão. Além dos resgates, ainda temos faixas inéditas e versões na seleção final. Prolífico como poucos, Nekro é um dos maiores artistas do cenário alternativo sul-americano e se acostumou a fazer muito com pouco. Radkey – Green Room Os irmãos Dee, Isaiah e Solomon Radke formam uma das bandas punk mais interessantes dos últimos anos. Power trio de canções simples e refrões ótimos, chegaram a seu quarto disco, lançado de forma independente e com ajuda de uma campanha de crowdfunding. Aqui a banda apresenta uma coleção de canções punk com viés pop, resgatando melodias dos Ramones circa anos 1980 e também algo de Misfits. Vale a pena. Smashing Pumpkins – CYR O Smashing Pumpkins sempre operou em três instâncias musicais: canções baseadas em riffs pesados de guitarra, baladas épicas e mais recentemente, músicas calçadas em synths. Este é praticamente todo baseado nesta terceira opção. Olhando pra trás, CYR dialoga principalmente com a fase Monuments to an Elegy. É um álbum difícil na discografia do grupo, apesar de soar pop na maior parte do tempo. Billie Joe Armstrong – No Fun Mondays No começo da quarentena, o vocalista do Green Day anunciou que lançaria um cover por semana, até ‘o mundo retornar ao normal’. As semanas passaram e Billie lançou 14 covers no projeto No Fun Mondays. Agora, porém, as reuniu neste LP. Apesar das diversas fontes originais, aqui as canções ficaram todas com aquele jeitão power-pop. Guitarra, vocais melódicos e refrões ganchudos. É o músico fazendo o que faz de melhor. The Network – Trans Am O Network surgiu em 2003 como uma banda new wave secreta cujos integrantes “pareciam demais” com os caras do Green Day. Na época o grupo sustentou a brincadeira de identidade secreta e soltou um disco tão excelente quanto descompromissado. Pra quem se decepcionou com o último disco do Green Day, o Network vem para restaurar sua fé no trio de Oakland, soltando aqui neste EP quatro faixa novas super divertidas. New Model Army – Carnival (Redux) “Carnival foi o único álbum em que a gravação, mixagem e masterização não trouxeram o resultado perto do que era pretendido originalmente“. A declaração é do vocalista Justin Sullivan sobre seu CD de 2005. Contudo, neste 2020, onde a banda comemora aniversário de 40 anos e teve seus planos abortados, este álbum está sendo relançado e ‘reimaginado’. Com o resgate, recebeu nova mixagem e faixas inéditas. Para redescobrir. Refused – The Malignant Fire O Refused tem o costume de sempre lançar um EP pouco antes ou pouco depois de um novo álbum full. No caso, The Malignant Fire é sucessor do disco War Music, lançado ano passado. Se no conteúdo o Refused continua pregando para convertidos, no som o grupo tenta sempre dar alguns passos fora da fórmula. O óbvio seria a morte artística desta banda que já ousou moldar ‘a forma que o punk virá’. Hardcore fora da caixa. Killer Be Killed – Reluctant Hero O novo do Killer Be Killed, formado por Max Cavalera (Soulfly, Cavalera Conspiracy); Greg Puciato (The Dillinger Escape Plan); Troy Sanders (Mastodon); e Ben Koller (Converge), vem com uma unidade muito maior do que no álbum de 2014. Aqui as canções se conversam muito mais, são inclusive mais palatáveis que as do primeiro disco, com muitos vocais melódicos e ótimos refrões. Metal inteligente, agressivo e criativo. Nick Cave – Idiot Prayer – Nick Cave Alone At Alexandra Palace Em junho, durante o período de lockdown no Reino Unido, Nick Cave fez uma live no Alexandra Palace, em Londres. Somente acompanhado de seu vozeirão e seu piano, Cave transmitiu a classuda apresentação em live paga que agora virou CD. O clima intimista e de solidão fazem a cama para as 22 faixas que preenchem o setlist lembrando a fase Grinderman, dos Bad Seeds e faixas de seu trabalho mais recente. Obra de arte! Joan Jett & The Blackhearts – Playin’ With Fire (Live In Long Island, NY ’81) Em 1981, Joan estava voando baixo ao lado de seus Blackhearts, divulgando o excelente Bad Reputation. Aqui temos o registro de um show transmitido via rádio e lançado via bootleg diversas vezes nos últimos 30 anos. O setlist de 21 músicas é divertido, tem as faixas do disco da época e covers, tocado por uma banda afiadíssima, em seu melhor momento comercial e criativo. Excelente!

Never Look Back: Goldfinger confirma lançamento de novo disco

Depois de muitos boatos, o Goldfinger finalmente confirmou que seu novo disco, Never Look Back, está chegando. Em resumo, a banda realizou o anúncio por meio de suas redes sociais na última sexta-feira (20). No informe, é revelado que o disco chegará no dia 4 de dezembro. A pré-venda do trabalho já está a venda. Ademais, o Goldfinger lançou sua primeira música desde 2017 em outubro. Vale lembrar que Wallflower, que estará no novo projeto, foi a última música gravada pelo grupo durante o processo de finalização da obra. O próximo lançamento marca o retorno do guitarrista original do conjunto Charlie Paulson, que se junta a John Feldmann, Mike Herrera , Philip Sneed e Nick Gross.

Goldfinger surpreende fãs com single Wallflower; Ouça!

Após lançar uma série de vídeos de clássicos da banda, todos à distância, o Goldfinger surpreendeu os fãs com um single novo. John Feldmann e companhia divulgaram nesta sexta-feira (9) a faixa Wallflower. A canção é a primeira revelada do novo álbum do Goldfinger, que deve se chamar Don’t Look Back e será lançado pelo selo Big Noise. A previsão é que chegue ao streaming ainda este ano. Em resumo, Wallflower segue um caminho muito parecido com as canções de The Knife, último álbum da banda, lançado em julho de 2017. Em entrevista ao Alt Press, Feldmann disse que lançar o single de surpresa não foi nenhuma estratégia de marketing para divulgar o novo álbum. “Eu escrevo a música e quero que saia, quer dizer, é realmente básico. Eu sinto que somos um legado. Não estou tentando competir com o lançamento de Machine Gun Kelly (Tickets To My Downfall), que fez um álbum fantástico. Goldfinger não está mais naquela estratosfera, então isso é para os fãs. Acabamos de fazer isso para os fãs e espero que as pessoas gostem”. Sobre o último álbum, o vocalista do Goldfinger falou do impacto dele na carreira da banda. “The Knife foi um álbum muito importante para mim, porque foi realmente um álbum que fiz sozinho. Eu trabalho tão intimamente com Travis Barker em tantos projetos, e ele simplesmente me fez o maior favor tocando bateria nisso. Éramos realmente apenas eu e ele. Pelo menos a gênese do projeto era apenas eu e ele. E se tornou um dos meus, se não meu álbum favorito”.

Em clima de quarentena, Goldfinger lança novo clipe de Here in Your Bedroom

Goldfinger

24 anos após seu lançamento, a banda Goldfinger divulgou um novo clipe da música Here in Your Bedroom. O produtor Jon Graber assina a nova versão. The Knife foi o último projeto e sétimo álbum da banda, de 2007 pela Rise Records. O clipe mostra os integrantes cantando e tocando em diferentes ambientes. Por conta do Coronavírus, cada um gravou seu vídeo em sua casa, resultando no clipe editado pelo fotógrafo David Lackey. John Feldmann continua nos vocais e na guitarra, Mike Herrera no baixo e Moon Valjean na guitarra. Charlie Paulson (guitarra) e Nick Gross (bateria) finalizam a formação. Produção musical de Jon Graber. HERE IN YOUR BEDROOM A faixa faz parte do álbum auto-intitulado de 1996, sendo assim o single principal lançado pela Mojo Records na época. Baseada em um relacionamento amoroso do vocalista, ela foi o maior sucesso da banda, chegando ao quinto lugar na categoria de rock moderno da Billboard nos Estados Unidos. O vocalista trabalhava em uma loja de sapatos e tinha interesse por uma funcionária do departamento de roupas. “Here in Your Bedroom é sobre aquelas emoções malucas que um cara sensível como eu tem em um momento como esse. Quando estávamos no quarto dela, não havia mais nada acontecendo no mundo além de eu e ela”, contou Feldmann à Billboard na época. O casal se conheceu no ano novo de 1995: “Essa garota e eu saímos, ficamos juntos e eu fiquei a noite toda com ela. Eu não dormi nada. Acordei logo antes da minha irmã chegar lá pelas 10 da manhã. Escrevi Here In Your Bedroom das 9:00 às 9:08. […] Inspirado por toda essa paixão e energia reprimida, eu escrevi essa música sobre essa garota e o dia seguinte: ‘Você ainda sentirá o mesmo?’”. Contudo, eles terminaram rapidamente e ela se mudou para outro estado. Posteriormente no vigésimo aniversário da banda, o vocalista definiu a canção como sua favoita do álbum de estreia da banda. Assista a seguir o novo clipe de Here in Your Bedroom do Goldfinger: