Entrevista | Lucifer – “Às vezes é difícil cantar uma música ao vivo porque me leva a momentos em que estava machucada”

A banda sueca Lucifer retorna ao Brasil em abril para uma série de oito apresentações que marcam mais um capítulo de sua relação com o público sul-americano. A nova turnê, que também passa por Argentina e Chile, chega em um momento especial da carreira do grupo, impulsionada pelo lançamento de Lucifer V, disco que consolidou a maturidade artística do projeto liderado pela vocalista Johanna Platow. No país, o ponto alto será a participação no Bangers Open Air, em São Paulo, além de um show solo no Hangar 110, oferecendo uma experiência mais completa fora do formato de festival. Formado em 2014, o Lucifer se firmou como um dos principais nomes do occult rock contemporâneo ao resgatar a essência do heavy metal dos anos 1970, com influência direta de bandas como Black Sabbath, Pentagram e Coven. Ao longo de cinco álbuns, a banda desenvolveu uma identidade própria, equilibrando peso e melodia com uma forte estética conceitual. Em Lucifer V, esse caminho atinge um ponto de síntese, com composições mais diretas, mas ainda carregadas de emoção, explorando temas como perda, espiritualidade e experiências pessoais. Em conversa ao Blog N’ Roll, Johanna falou sobre a fase atual da banda ao chegar a um grande festival no Brasil, refletiu sobre o processo emocional por trás de Lucifer V e comentou sua visão crítica sobre os rumos do metal contemporâneo. Vocês tocaram em locais menores nas passagens anteriores pelo Brasil. Como você enxerga a fase atual do Lucifer chegando ao Brasil em um grande festival como o Bangers? Estou muito animada, porque é o primeiro festival no Brasil que vamos tocar. Já fizemos turnês pela América Latina com o Lucifer, mas, pelo que me lembro, foram apenas shows em clubes. O último álbum Lucifer V é um disco emocional, pessoal e mais maduro. O que mudou em você durante esse processo? Não acho que tenha me mudado tanto assim. Acho que as mudanças vêm da vida. Você passa por coisas e vai mudando, e o álbum captura esse momento no tempo. Eu não costumo ouvir os discos do Lucifer, mas quando preciso, por exemplo para me preparar para um show, e escuto alguma música, ela me leva de volta para aquele período da minha vida. As letras são pessoais, então funcionam quase como uma fotografia daquele momento. Não vejo o processo de gravação como algo que me mudou, mas como um registro de quem eu era naquele momento. Você considera esse o disco mais pessoal da sua carreira? Todos são pessoais, porque eu sempre uso as letras quase como uma terapia quando estou passando por coisas na minha vida. Mas eu diria que nesse álbum eu me permiti ser mais emocional e mais aberta. Tem uma música, por exemplo, “Slow Dance in a Crypt”, que talvez eu não tivesse feito em discos anteriores. Então sim, Lucifer V é meu álbum favorito. E o que você vê de diferente do Lucifer V para os outros trabalhos? Acho que a produção é a melhor, tem mais variedade emocional e explora mais estilos. Também está mais sombrio novamente do que os dois ou três discos anteriores. O som do Lucifer conversa muito com o metal dos anos 70. Como você enxerga o rumo do metal mais moderno, com uso de elementos eletrônicos e mais experimentações? Eu não me interesso tanto pelo que é moderno. Eu amo música em geral, claro, mas quando o rock e o metal ficam genéricos demais, com todo mundo usando os mesmos efeitos, tudo muito polido, muito plástico, isso me incomoda. Falta algo orgânico, mais humano. Muitas bandas soam iguais hoje em dia, e isso é entediante. Quando eu cresci, nos anos 90, havia muito mais diversidade. Eu entrevistei recentemente o Crazy Lixx, que também estará no Bangers, e eles disseram que decidiram voltar a uma época em que o rock era bom e seguir dali. Você sente que o Lucifer cria como se estivesse na era do Black Sabbath? Sim, o Black Sabbath é minha banda favorita. Se você me obrigasse a escolher uma única banda para ouvir em uma ilha, seria Black Sabbath. É a principal influência do Lucifer, com certeza. Como foi o processo de transição da sonoridade doom para a atual, deixando o som mais acessível sem perder o peso? Uma coisa não exclui a outra. Você pode ser pesado e acessível ao mesmo tempo. O Black Sabbath é o melhor exemplo disso. Eles são extremamente pesados, mas têm uma sensibilidade pop muito forte, o que muita gente esquece. Algo melódico e acessível também pode ser pesado. Significa apenas que é uma boa melodia. Vocês parecem não se preocupar com o mainstream. Existe um limite que você não quer ultrapassar? Não tenho uma ideologia de precisar defender o underground. Não preciso provar nada para ninguém. Estou no rock e no metal desde os 13 anos. Para mim, o importante é que a música seja sincera e que você realmente ame o que está fazendo. Você cresceu em um ambiente religioso, certo? Como foi a transição para trabalhar com elementos do ocultismo? Foi muito fácil, porque cresci em um ambiente protestante na Alemanha, que é bem mais liberal do que o católico. Tenho vários pastores na família, mas nunca foi algo rígido. Quando eu tinha 14 anos, fui para minha confirmação com cabelo preto e usando uma cruz invertida, e minha mãe só pediu para eu esconder a cruz por baixo do vestido. Depois saí da igreja, mas nunca foi uma ruptura dramática. Crescer em Berlim nos anos 90 também ajudou, porque havia muitas livrarias com literatura ocultista, uma cena gótica forte, muitos cemitérios bonitos. Foi natural me conectar com isso. Vocês já têm um setlist definido para os shows no Brasil? O que os fãs podem esperar? Já temos um setlist, porque todos os integrantes moram em países diferentes e vamos nos encontrar em Barcelona para ensaiar antes da turnê. O público pode esperar clássicos do Lucifer, músicas do Lucifer V, algo bem antigo e até algo que não
Street Bulldogs faz “catarse coletiva” em reencontro histórico no Hangar 110

Hoje acordei com a sensação de que viajei no tempo. Parece que fui até ali, em 1998, e voltei! É difícil processar o peso da história do Street Bulldogs ao ver Léo Bulldog, Rodrigo Koala, Guilherme Camargo, Sanmy Saraiva e Fábio Sonrisal juntos novamente no palco do Hangar 110. Mesmo que todos, assim como a boa parte do público presente, já tenham passado dos 40 anos, o show manteve a energia lá no alto o tempo todo. Foi uma verdadeira catarse coletiva, repleta de moshs, stage divings e a trilha sonora que definiu o hardcore nacional para uma geração. Que essa reunião nos proporcionaria momentos marcantes, já sabíamos. Mas realizar o último show dessa mini tour no Hangar 110, a “casa” da banda em São Paulo, fechou o ciclo com chave de ouro. A turnê, viabilizada pela Powerline Music & Books, celebrou não apenas o retorno do vocalista Léo (que atualmente mora em Dublin), mas também o lançamento da discografia em vinil e do livro de Sonrisal. Trajetória de respeito do Street Bulldogs Formada em 1994, em Pindamonhangaba (SP), o Street Bulldogs construiu uma trajetória fundamental no underground. A sonoridade crua e direta, somada a letras críticas e uma postura autêntica, transformou o grupo em referência. No setlist, a banda revisitou toda a história, passando pelos clássicos do Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004). Para os veteranos, foi um reencontro com a própria adolescência; para os mais jovens, a chance de ver ao vivo a formação que gravou o emblemático DVD da banda em 2005. Participações O show foi pontuado por momentos de grande emoção e participações especiais que reforçaram o clima de união da cena: Entre uma música e outra, Léo e Koala fizeram questão de reforçar a importância do respeito, especialmente às minas. Mesmo com a roda pegando fogo, o que prevaleceu foi o sentimento de parceria e cuidado mútuo, provando que a ética punk da banda continua intacta. Abertura e registro A noite começou quente com as apresentações da Voiced e da Contra o Céu (que reúne ex-integrantes de nomes como Dance of Days, Good Intentions e Direction), entregando um som rápido e melódico que preparou o terreno perfeitamente. Vale o spoiler: quem não foi poderá conferir parte disso em breve. A banda viajou com videomakers para registrar os shows da tour, que devem compor um futuro documentário sobre esse capítulo da história do Street Bulldogs. Setlist – Street Bulldogs no Hangar 110 (19/03/2026)
Tetrarch confirma show inédito no Brasil impulsionado por marco histórico na guitarra

A banda norte-americana Tetrarch confirmou a sua primeira passagem pelo Brasil com uma apresentação única marcada para o dia 25 de julho de 2026, em São Paulo. O espetáculo acontece no palco do clássico Hangar 110 (no bairro do Bom Retiro), numa realização conjunta das produtoras New Direction e Criollos Crew. A estreia do grupo no país acontece no momento de maior visibilidade internacional da sua carreira, com a digressão de promoção ao seu terceiro disco de estúdio, The Ugly Side of Me, lançado no ano passado pela Napalm Records. Marco histórico de Diamond Rowe Para além do peso nas plataformas de streaming e da presença nas paradas de rock da Billboard, a banda desembarca no Brasil após um feito gigantesco fora dos palcos. A guitarrista e fundadora do grupo, Diamond Rowe, fez história recentemente ao tornar-se a primeira mulher (e a primeira artista feminina afro-americana) a receber um modelo de guitarra por assinatura da lendária marca Jackson Guitars. O feito rompeu barreiras na indústria de instrumentos focados no heavy metal e projetou o nome dos Tetrarch para o epicentro das revistas especializadas em guitarra de todo o mundo. Ascensão e sonoridade Formados em Atlanta (EUA) e atualmente sediados em Los Angeles, os Tetrarch, que se completam com Josh Fore (voz e guitarra), Ryan Lerner (baixo) e Ruben Limas (bateria), chamaram a atenção da imprensa norte-americana ao cruzar a agressividade do metalcore atual com a essência do nu-metal dos anos 2000. O salto para o mainstream ocorreu com o álbum Unstable (2021), impulsionado pelo sucesso do single I’m Not Right, que colocou a banda na rota das grandes rádios de rock dos Estados Unidos e rendeu-lhes elogios rasgados de publicações como a Alternative Press. 🎸 Serviço: Tetrarch em São Paulo Os ingressos já se encontram no primeiro lote. O evento conta com a modalidade “Meia Solidária”, que garante desconto no valor mediante a doação de 1kg de alimento não perecível à porta do recinto.
The Red Jumpsuit Apparatus adia show em São Paulo para agosto

A apresentação da banda norte-americana The Red Jumpsuit Apparatus, inicialmente marcada para o dia 28 de março, foi reagendada para o dia 8 de agosto (sábado). O local do evento permanece inalterado: o Hangar 110, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Segundo o comunicado oficial, a mudança de data ocorreu devido a motivos pessoais dos integrantes da banda, sendo uma decisão alheia ao trabalho da produtora brasileira Áldeia Produções Artísticas. Ingressos e política de reembolso Para os fãs que já haviam garantido presença, a organização reforça que todos os ingressos adquiridos seguem válidos para a nova data em agosto, sem necessidade de troca. Para aqueles que não puderem comparecer no dia 8 de agosto e optarem pelo estorno do valor, o contato deve ser feito diretamente com a plataforma Pixelticket através do e-mail (contato@pixelticket.com.br) ou pelo WhatsApp de suporte (11 97135-5496). Turnê ‘Don’t You Fake It’ A passagem do grupo pelo Brasil integra a turnê internacional que celebra os 20 anos de lançamento do álbum Don’t You Fake It (2006). O disco cravou o nome da banda no auge da cena emo e do rock alternativo da primeira década dos anos 2000. O grande diferencial do The Red Jumpsuit Apparatus na época foi furar a bolha do underground com o single Face Down. Diferente de seus contemporâneos que focavam em desilusões amorosas, a faixa trazia uma denúncia explícita contra a violência doméstica, narrando a história de uma mulher vítima de agressões. A postura direta fez com que a música fosse adotada em campanhas de conscientização contra relações tóxicas e violência de gênero. O show no Hangar 110 será focado na execução desse álbum clássico na íntegra (incluindo sucessos como False Pretense e a balada Your Guardian Angel), além de abrir espaço para singles mais recentes, como Perfection e Slipping Through. 🎫 Serviço: Nova Data – The Red Jumpsuit Apparatus A doação de 1kg de alimento não perecível ou de um pacote de absorvente feminino garante o benefício do Ingresso Promocional Solidário.
Fenômeno do prog metal, Vola traz turnê de novo disco ao Hangar 110

Os dinamarqueses do Vola desembarcam em São Paulo nesta quarta-feira (11) para uma apresentação única no Hangar 110. Organizado pela produtora Overload, o show promete ser um prato cheio para os fãs que acompanham a ascensão meteórica do grupo no cenário do metal moderno. O público brasileiro encontrará uma banda no auge de sua forma, que soube sair do nicho estrito do prog metal para combinar rigor de composição, refrãos colossais e uma identidade eletrônica inconfundível. Muito além do virtuosismo Formado em Copenhague, o Vola desenvolveu uma linguagem fascinante que cruza o metal progressivo, o peso fragmentado do djent, o rock alternativo e a música eletrônica. Ao contrário de muitos nomes do estilo, o grupo não depende do virtuosismo como um fim em si mesmo. O peso extremo convive em harmonia com sintetizadores e dinâmicas voltadas à canção. A trajetória ganhou força com Inmazes (2016) e Applause of a Distant Crowd (2018), que os levou a excursionar com gigantes como Dream Theater e Katatonia. Mas o grande ponto de virada comercial veio com Witness (2021), que invadiu as paradas de sucesso do Reino Unido e colocou o VOLA em outro patamar de circulação global. Peso de “Friend of a Phantom” A banda chega ao Brasil promovendo o seu quarto álbum de estúdio, o elogiado Friend of a Phantom (lançado no final de 2024). A nova fase reafirma a abertura do grupo para criar formas diretas de construção melódica, destaque absoluto para a pesadíssima parceria Cannibal, que conta com os vocais de Anders Fridén, do In Flames. Com mais de 70 milhões de streams no currículo, turnês esgotadas pelos EUA e passagens por festivais como Copenhell e Graspop, o show em São Paulo acontece no momento mais maduro do grupo. 🎫 Serviço: Vola em São Paulo
Show do Booze & Glory tem celebração de suor, ska e street punk no Hangar 110

Após um hiato de nove anos, o solo paulistano voltou a sentir o peso do Booze & Glory. No último sábado, a ND Productions transformou o mítico Hangar 110 no epicentro da cultura skinhead e punk, entregando uma noite onde a nostalgia e o vigor se encontraram no mosh pit. Aquecimento de respeito: Faca Preta e 88 Não! Com mais de dez anos de carreira, o Faca Preta que lançou recentemente o EP Fogo no Sistema (Repetente Records) apresentou um show energético e com boa parte do público presente cantando junto canções como São Paulo e Cães de Rua. Mostrando muita garra, entrosamento e uma ótima presença de palco, brindaram o público com We’re Coming Back, do Cock Sparrer, e encerraram com a já clássica Lutando de Braços Cruzados, que contou com a participação do Breno, filho do vocalista Fabiano, nos vocais. Sem deixar o ritmo cair, os mauaenses do 88 Não! assumiram o palco atacando com a clássica Bairro Pobre. A grande surpresa da noite ficou por conta de um naipe de metais que elevou o som da banda em um bloco de ska de tirar o fôlego. Entre covers certeiros de Garotos Podres (Rock de Subúrbio) e Attaque 77 (Espadas e Serpentes), a banda preparou o terreno com maestria, encerrando com Beber diante de uma casa já completamente lotada e fervente. É revigorante ver curadorias que respeitam o público: Faca Preta e 88 Não! não foram apenas “bandas de abertura”, mas a prova viva de que o street punk nacional respira com pulmões de aço. Booze & Glory Quando as notas épicas de The Ecstasy of Gold, de Ennio Morricone, ecoaram pelos PAs, o clima de “final de campeonato” tomou conta. O Booze & Glory subiu ao palco e, de cara, soltou The Day I’m in My Grave. O resultado? O Hangar 110 veio abaixo. Mesmo com uma formação renovada em relação à segunda visita ao país, a banda mostrou um entrosamento cirúrgico. O repertório foi um presente aos fãs, equilibrando hinos antigos como Leave the Kids Alone e Raising the Roof com faixas recentes, a exemplo de Boys Will Be Boys, recebida com o mesmo entusiasmo dos clássicos. O ápice da catarse aconteceu em London Skinhead Crew. O que se viu foi o puro espírito do punk: uma invasão de palco pacífica, onde banda e público se tornaram um só, entoando o refrão com a força de uma arquibancada de estádio. Para fechar a conta, ainda sobrou fôlego para a debochada Only Fools Get Caught. Ao final, o cenário era o melhor possível: público e banda exaustos, sorridentes e devidamente batizados em cerveja e suor. Mais do que um show, foi uma celebração de uma cultura que nasceu em 1969 e que, contra todas as previsões, segue pulsante, barulhenta e mais unida do que nunca.
The Red Jumpsuit Apparatus terá after party com Talon Reid no Hangar 110

A estreia do The Red Jumpsuit Apparatus no Brasil acaba de ficar ainda maior. O show inédito da banda, que acontece no dia 28 de março (sábado) no lendário Hangar 110, em São Paulo, ganhou um after party oficial para estender a noite dos fãs de rock alternativo. Quem assume as picapes após o show é o DJ, produtor e ator norte-americano Talon Reid. Com passagens por mais de 60 países e créditos em Hollywood (como no filme Fred 2: Night of the Living Fred), Reid promete embalar o público com suas mixagens que viajam pelo hip-hop, club e afro house. 20 anos de um clássico emo A turnê internacional do The Red Jumpsuit Apparatus é uma grande celebração das duas décadas do álbum Don’t You Fake It (2006). O disco é um marco inquestionável da explosão do emo e do rock alternativo dos anos 2000, dividindo espaço nas playlists da época com gigantes como My Chemical Romance e Fall Out Boy. Formada em Jacksonville, na Flórida, a banda furou a bolha do underground com o mega hit Face Down. A música não foi apenas um sucesso comercial e figurinha carimbada na antiga MTV, mas também uma denúncia corajosa e explícita contra a violência doméstica. O tema, tratado de forma direta, transformou a faixa em um hino de conscientização sobre relações tóxicas e abuso. O repertório da noite será focado neste álbum icônico, entregando clássicos nostálgicos como False Pretense e a balada imortal Your Guardian Angel. Som atualizado Apesar do forte apelo nostálgico, a banda segue na ativa e em constante movimento. Em 2025, o grupo lançou os singles Perfection e Slipping Through, além de participar de um álbum tributo ao Twenty One Pilots, provando que o DNA emocional da banda dialoga perfeitamente com as novas gerações. 🎫 Serviço: The Red Jumpsuit Apparatus + After Party Ingressos (Pixel Ticket) Nota: Para o Ingresso Promocional Solidário, é obrigatória a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar) ou um pacote de absorvente feminino no dia do show. Venda Online: Compre aqui pela Pixel Ticket
Skarnaval 2026 toma conta de São Paulo na próxima semana

No dia 7 de fevereiro (sábado) acontece a 24ª edição do Skarnaval, o festival mais tradicional da cena alternativa brasileira quando o assunto é a mistura de ska, punk e reggae. O evento acontece no Hangar 110, em São Paulo. Criado no início dos anos 2000, o evento se consolidou como um bastião de resistência, mantendo viva a cultura underground em meio à festa mais popular do país. E para 2026, o lineup está pesado. Lineup do Skarnaval Como de costume, o Skarnaval traz uma mistura de lendas consagradas e nomes que agitam a cena atual. As atrações confirmadas para esta edição histórica são: 24 anos de história Chegar à 24ª edição não é para qualquer um. O Skarnaval construiu um legado ao abrir espaço tanto para bandas internacionais quanto para a renovação da cena local. “Em 2026, o Skarnaval chega à sua 24ª edição, reafirmando sua história, resistência e conexão direta com o público”, destaca a produção. O evento conta com o apoio de selos e coletivos importantes como Triângulo das Bermudas, Skataplá e Semper Adversus. Garanta seu ingresso Os ingressos já estão à venda pelo site Pixel Ticket. Como o Hangar 110 tem capacidade limitada e o lineup traz nomes de peso como Garotos Podres, a recomendação é não deixar para a última hora. Serviço Skarnaval 2026
Orchid, lenda do screamo, faz show único no Brasil neste sábado no Hangar 110

A espera de décadas para os fãs de screamo e emoviolence termina neste fim de semana. A banda norte-americana Orchid, referência máxima do gênero, desembarca no Brasil pela primeira vez para um show único. A apresentação histórica acontece neste sábado (24), no lendário Hangar 110, em São Paulo. Se você ainda não garantiu sua entrada, é bom correr: segundo a produtora ND Productions, restam os últimos ingressos disponíveis na plataforma Fastix. Caos e melodia O Orchid não é apenas uma banda; é um marco. No final dos anos 90, o grupo ajudou a cristalizar o som da costa leste dos EUA ao misturar dissonância, blast-beats e vocais rasgados com uma abordagem emotiva e politizada. Álbuns como Chaos Is Me (1999) e Dance Tonight! Revolution Tomorrow (2000) são leituras obrigatórias para entender o pós-hardcore. A influência deles ecoa até hoje em bandas como Silverstein, Pg.99 e Touché Amoré. “Dissonância, melodias angulosas… uma abordagem que soa ao mesmo tempo caótica e cuidadosamente trabalhada”, define o release. Abertura de peso: Uniform e magnólia A noite promete ser intensa do início ao fim. Além dos headliners, o evento conta com a banda nova-iorquina Uniform. Eles trazem uma mistura abrasiva de música industrial, punk e metal. Para representar a cena nacional, a abertura fica por conta da banda brasileira de screamo magnólia. Esta turnê inédita pela América do Sul também passará por Chile e Argentina, mas no Brasil, a única chance de ver essa aula de violência sonora é neste sábado, no Bom Retiro. Serviço – Orchid (EUA) + Uniform (EUA) + magnólia (BRA)