Ian Gillan revela detalhes do novo álbum do Deep Purple

Aos 80 anos, Ian Gillan não apenas recusa a aposentadoria, como já planeja o próximo capítulo da humanidade. O vocalista confirmou nesta sexta-feira (30) que o Deep Purple está finalizando um novo álbum de estúdio, com lançamento previsto para junho de 2026. O trabalho será o sucessor de =1, lançado em julho de 2024. Em entrevista ao site Songwriting For Songwriters, Gillan adiantou que, embora o título ainda seja segredo, o conceito lírico já está definido e é surpreendentemente filosófico. Metamorfose otimista de Ian Gillan Segundo o cantor, as letras exploram uma ideia conceitual “bastante solta” sobre o fim da humanidade, mas longe de ser algo sombrio. “Na verdade, é muito otimista. É sobre a metamorfose da humanidade em um estado metafísico, nossa próxima encarnação”, explicou Gillan. “Ir para o escritório” Gillan também detalhou o processo criativo da banda, que permanece inalterado há décadas. O grupo se isola por cerca de dez dias e segue uma rotina rígida: começam ao meio-dia, param para o chá às 15h e encerram às 18h. “É como ir para o escritório… Os rapazes começam a tocar e é tudo improvisado. Basicamente, é uma jam de uma semana. De vez em quando, alguém acena para outra pessoa e diz: ‘Ok, vale a pena manter isso’”, conta. A formação atual conta com o guitarrista Simon McBride, que substituiu Steve Morse em 2022. Gillan afirma que a entrada de McBride rejuvenesceu o grupo, que soa “faminto” e “apertado” musicalmente. Aposentadoria Apesar da empolgação com o disco e com a turnê pelo Reino Unido agendada para novembro de 2026, o vocalista é realista sobre o futuro. Em conversa recente com a revista Uncut, ele revelou ter apenas 30% da visão, o que torna tarefas simples, como trabalhar no laptop, exaustivas. Sobre parar de tocar, a resposta foi direta: “Acho que a dignidade humana será o fator decisivo. Quando você começa a sair e constranger as pessoas com sua incapacidade de fazer o que fez a vida toda, então é hora de parar. Mas até esse momento chegar, estamos indo bem”.
Guns N’ Roses prepara DOIS lançamentos (uma coleção de “sobras” e um álbum inédito), diz Slash

Parece que a espera de 17 anos por um novo álbum do Guns N’ Roses está prestes a acabar, e em dose dupla. Em uma entrevista recente à rádio KOMP 92.3, de Las Vegas, o guitarrista Slash detalhou o processo de gravação da banda e indicou que há dois lançamentos distintos a caminho. O guitarrista explicou que a banda tem trabalhado em uma coleção de faixas antigas que vêm sendo lançadas gradualmente, além do sucessor do longamente adiado Chinese Democracy (2008). “Limpa de gaveta” é um dos lançamentos, diz Slash Segundo Slash, o primeiro projeto consiste em pegar materiais antigos que o vocalista Axl Rose tinha guardado. A banda, agora com Slash e Duff McKagan de volta, sentou, escolheu as músicas, removeu as guitarras e baixos originais e regravou essas partes. Isso explica os lançamentos recentes. Em dezembro, a banda soltou Atlas e Nothin’, que se juntaram aos singles de 2023, The General e Perhaps. “Basicamente, não há mais desse tipo de ‘material antigo requentado’ para lançar… Mas acho que o que vamos fazer é pegar todas essas músicas, colocá-las em algo e lançar como um pacote”, explicou Slash. Disco inédito A grande notícia, porém, veio na sequência. Slash confirmou que, após limpar esse arquivo de sobras retrabalhadas, o foco mudará para composições novas. “E então o próximo disco que vamos fazer será de material totalmente novo e original, e esse será um álbum de verdade”, afirmou o guitarrista. Turnê mundial Enquanto os discos não saem, os fãs poderão conferir as novidades ao vivo. Slash prometeu que a banda tocará as faixas recém-lançadas (Atlas e Nothin’) na próxima turnê mundial de 2026. Aliás, a tour passa com vários shows pelo Brasil, inclusive como headliner do Monsters of Rock. Apesar da empolgação, Slash mantém a cautela típica de quem conhece o ritmo do GNR: “A questão com o Guns é que, na minha experiência, você nunca pode planejar com antecedência… Toda vez que fizemos isso, as coisas desmoronaram”.
Matt Sorum reflete sobre glória e caos do Velvet Revolver: “Poderia ter sido maior”

O baterista Matt Sorum, peça-chave na história do hard rock, abriu o jogo em uma nova entrevista para o podcast Get On The Bus sobre a montanha-russa que foi o Velvet Revolver. Formada em 2002 ao lado dos ex-companheiros de Guns N’ Roses (Slash e Duff McKagan) e do guitarrista Dave Kushner, a banda foi o último grande suspiro do rock de arena nos anos 2000. Mas, segundo Sorum, a jornada até o topo, e a subsequente queda, foi intensa. A busca por uma voz e o fator Weiland Sorum relembrou que a banda passou quase dois anos procurando um vocalista, até que Scott Weiland (Stone Temple Pilots) entrou em cena. “Scott era simplesmente um dos melhores… Naquele momento, nos tornamos VELVET REVOLVER, e foi só alegria. Foi muito emocionante”, disse o baterista. Ele destaca que, na época, eles estavam na casa dos 40 anos e precisavam se reinventar para competir com bandas que dominavam as paradas, como Linkin Park, Queens of the Stone Age e Foo Fighters. “Não podíamos simplesmente nos acomodar… Tínhamos que ser os melhores que pudermos ser. A fome de vitória naquela época era exatamente a mesma de quando eu era criança.” O sucesso de “Contraband” e o Grammy do Velvet Revolver O esforço valeu a pena. O álbum de estreia, Contraband (2004), vendeu 3 milhões de cópias e trouxe algo que o Guns N’ Roses nunca conseguiu: um Grammy. Sorum relembra com carinho de um momento específico em Nova York, quando um fã o abordou na rua. O fim prematuro do Velvet Revolver e os velhos hábitos Apesar do sucesso, a banda durou pouco, encerrando as atividades com Weiland em 2008 após o álbum Libertad. Sorum admite que os “velhos hábitos” cobraram o preço. “Infelizmente, acabamos caindo nos maus hábitos novamente, na mesma merda de sempre, e tudo desmoronou… [A banda] não era tão grande quanto o GN’R, mas poderia ter sido. Simplesmente não durou o suficiente.” Scott Weiland faleceu tragicamente em 2015, mas Sorum guarda a imagem do colega como um dos maiores: “Na minha opinião, ele foi um dos maiores vocalistas de rock and roll com quem tive a honra de trabalhar, junto com Axl e Ian Astbury.” A mágoa com a reunião do Guns O baterista também tocou em um ponto sensível: sua ausência na reunião do Guns N’ Roses em 2016. Sorum revelou que, na época, Duff McKagan já havia assinado contrato aceitando Frank Ferrer na bateria antes mesmo de discutir a inclusão de Matt. Apesar disso, em 2026, o músico parece ter feito as pazes com o passado: “Aceitei que eles estão seguindo seus próprios caminhos e eu estou seguindo os meus. Ao mesmo tempo, me sinto muito bem com o tempo que passei na banda.”
Morre Francis Buchholz, baixista da era de ouro do Scorpions, aos 71 anos

Francis Buchholz, o lendário baixista que sustentou o ritmo da era mais bem-sucedida do Scorpions, faleceu aos 71 anos, na última quinta-feira (22). A confirmação veio através de um comunicado emocionante de sua família. Buchholz lutava de forma privada contra um câncer. “As cordas silenciaram” Nascido em Hanôver, na Alemanha, em 1954, Francis partiu cercado pela família. Em nota oficial, seus entes queridos agradeceram o carinho dos fãs. “É com imensa tristeza e o coração pesado que compartilhamos a notícia do falecimento do nosso amado Francis… Durante toda a sua luta contra o câncer, permanecemos ao seu lado… Embora as cordas tenham silenciado, sua alma permanece em cada nota que ele tocou e em cada vida que ele tocou.” A banda Scorpions também prestou sua homenagem nas redes sociais. “Seu legado com a banda viverá para sempre, e sempre nos lembraremos dos muitos bons momentos que compartilhamos juntos. Nossos corações estão com Hella, sua família e amigos. Descanse em paz, Francis.” Francis Buchholz foi o arquiteto do groove alemão Buchholz não foi apenas um músico de apoio, ele foi parte fundamental da arquitetura sonora do Scorpions entre 1973 e 1992. Sua entrada na banda aconteceu após uma fusão com o grupo Dawn Road (onde tocava com Uli Jon Roth). A partir daí, ele esteve presente na escalada global do grupo, tocando nos álbuns multi-platinados Love at First Sting e Crazy World. Seu baixo pode ser ouvido em hinos que definiram gerações, como… Após sua saída em 1992, devido a desentendimentos gerenciais, ele continuou na ativa, colaborando posteriormente com o Michael Schenker Group e o Temple of Rock.
Guitarrista original do Kiss, Ace Frehley revela álbum 10,000 Volts

Guitarrista original do Kiss, Ace Frehley lançou o álbum 10,000 Volts, o primeiro desde Origins Vol. 2, divulgado em 2020. O trabalho conta com 11 faixas em 40 minutos. “Estou muito feliz com o resultado do disco. Muitas vezes eu gravei discos onde às vezes você olha três ou quatro músicas do álbum e as considera não tão boas quanto algumas das outras e você meio que os considera como preenchimento. Mas não acho que haja nenhum preenchimento neste álbum”, comentou o guitarrista, em entrevista publicada no site Blabbermouth. Aos 72 anos, Ace Frehley marcou época no Kiss. Permaneceu na banda entre 1973 e 1982, 1996 e 2002). Gravou os principais álbuns do grupo, além de ter feito parte do Acústico MTV.
No Brasil para abrir shows de Slash, Velvet Chains lança cover de Elvis

Prestes a iniciar a turnê pelo Brasil, abrindo os shows de Slash, a banda de hard rock de Las Vegas Velvet Chains mergulha nas luzes cintilantes de sua cidade natal, respirando o legado de uma lenda. O grupo fez uma releitura ousada do clássico Suspicious Minds com uma energia fervilhante que só poderia nascer na cidade que nunca dorme. Este single, marcado pela assinatura inconfundível de Elvis Presley, ganha uma nova vida através do estilo hard rock, injetado com a paixão e a visão moderna da banda. Nils Goldschmidt , o baixista e um dos fundadores do Velvet Chains, expressa esse ímpeto renovador com reverência à herança do Rei do Rock. “Suspicious Minds é emblemático de Las Vegas, e vivendo aqui, estamos imersos na história que Elvis deixou. rock que é maior que a vida”, afirma Nils.
Gypsy Tears, banda hard rock mineira, lança single “Walking Alone”

Formada em Belo Horizonte, em 2013, a banda Gypsy Tears lançou o single Walking Alone. O guitarrista e compositor Thiago Valle, diz que as influências para a música vêm do que costuma ouvir: Led Zepellin, The Who, Stones, Cinderella e Guns N’ Roses. Valle cita como inspiração ainda, a atmosfera do filme norte-americano Midnight Cowboy (Perdidos na Noite), de 1969. “Walking Alone fala de uma caminhada solitária em busca de algum tipo de perdão. Imagine uma mente cansada e arrependida de algo que fez, buscando, sozinho, essa redenção, percebendo que é uma caminhada árdua e repleta de recordações difíceis pela qual tem que passar. Esse é o clima de Walking Alone“. A faixa, lançada de forma independente, fará parte do álbum Gypsy Tears II, segundo disco da banda, composta atualmente por John Laporte (voz) e Arthur Luíz (baixo e bateria), além de Thiago Valle (guitarra). “Walking Alone sintetiza vários elementos presentes no disco. Tem riffs pesados, refrão marcante, vocal crescente e explosivo, com solo de guitarra igualmente crescente e o uso de slide (bottle neck), que tem uma sonoridade que eu gosto muito nos riffs de hard rock”, revela o guitarrista. O single vem acompanhado de um vídeo dirigido e filmado pelo próprio Valle, que também é artista plástico. A ideia é ilustrar o clima de solidão descrito em Walking Alone. “Sempre gostei de mesclar várias ramificações das artes em um mesmo trabalho. Música, videoclipe, pinturas e HQ estão juntas no meu trabalho com o Gypsy Tears. Esse disco é uma extensão honesta e verdadeira de mim”, afirma o músico.
Com Cristopher Clark no vocal, Supernoise lança segundo single

Após o estrondoso sucesso do primeiro single, a banda Supernoise volta à cena com o single Rising Sun, uma faixa memorável, com melodia e energia que mostram a força do hard rock. A música, lançada através da parceria Outono Music/Universal Music, está disponível nas principais plataformas de streaming. O videoclipe pode ser conferido no canal oficial da banda no YouTube. Apesar de ser um nome emergente do cenário do rock nacional, a Supernoise é formada por músicos do mais alto gabarito. Preparando os fãs para o lançamento de seu primeiro álbum completo, o grupo disponibilizou em novembro o single Seven Desires, e agora, Rising Sun. Antes do lançamento do álbum de estreia, que deve ser disponibilizado ao público no primeiro semestre, a Supernoise lançará outros singles para divulgar o trabalho. O disco vai contar com onze músicas autorais. O vocalista Cristopher Clark ganhou destaque no cenário nacional a partir do concurso televisivo X Factor Brasil. Como vencedor da primeira edição, ganhou um contrato com a Sony Music Brasil para um álbum solo. Mas desenvolveu uma carreira muito mais abrangente e longeva. Além de Christopher, integram o grupo os músicos Fernando Prado (guitarra), Helio Leite Cosmo (baixo) e Ricky Machado (bateria). Junto com o vocalista, eles formavam a Father Milk Reunion, grupo que era referência na noite paulistana. Com o advento da pandemia, os amigos de estrada buscaram esperança na música e se uniram de forma virtual. Começaram a compor músicas autorais, e assim surgiu o Supernoise, que aposta no hard rock com peso, melodia e técnica.
Power trio de hard rock Mother Trouble libera single Waiting for the Thunder

O power trio de hard rock Mother Trouble divulgou Waiting for the Thunder, música que escancara a evolução da banda paulistana, com mais linhas melódicas e potência no instrumental. A faixa chega via Abraxas Records. O single marca a estreia do baterista e vocalista Danillo Gonçalves (ex-Rock Diggers/Blackhatz) na formação ao lado de George Reina (guitarra) e Felipe Junqueira (baixo). O single, gravado e produzido no Estúdio Family Music (São Paulo), explora os timbres clássicos e novas cadências ao lado de uma letra crítica sobre o descaso da humanidade com o planeta Terra. A arte da capa foi desenvolvida pela artista Lily Cruz especialmente para a banda. E vem mais aí: o Mother Trouble promete disco full em 2022.