Com sonoridade hardcore, Planet Hemp lança single duplo; ouça!

O Planet Hemp lançou um single duplo em seu repertório com as faixas Ninguém Segura a Gente e Salve Kalunga, que chegam em todas as plataformas de áudio pela Som Livre. As duas canções exploram o punk rock/hardcore característico do grupo, que tem em sua formação atual Marcelo D2, BNegão, Formigão, Pedro Garcia e Nobru. A inédita Salve Kalunga é uma homenagem a Fábio Kalunga, ícone da cena musical underground carioca e líder do grupo Cabeça, falecido em outubro de 2017. Com vocais de BNegão – amigo de Kalunga, com quem trabalhou também na banda Seletores de Frequência, na qual Fábio era baixista – , a faixa traz trechos como “Salve Kalunga, lenda real / irmão dessa vida e de outras também”. Intensa e veloz, como o som que Kalunga fazia no Cabeça, a track exalta a relação do artista com o skate, assim como a relevância do esporte como parte da cultura urbana. Já Ninguém Segura A Gente vai soar parcialmente familiar para os fãs mais atentos do álbum Jardineiros, lançado pelo Planet Hemp em outubro de 2022. Com um discurso político latente, a nova música – um remix da faixa Taca Fogo, que integra a tracklist do disco – , chega agora ainda mais potente, concisa e direta nas suas críticas à cultura armamentista, à situação de violência nas favelas e ao descaso com a população em áreas como saúde e educação. O single duplo do Planet Hemp chega na sequência das faixas já apresentadas nas últimas semanas, Não Vamos Desistir e O Ritmo e a Raiva Remix. Os recentes lançamentos integram a estratégia atual da banda, prevendo alguns movimentos ainda no início deste segundo semestre que resultarão no lançamento de um produto.
Paura lança Karmic Punishment, oitavo álbum da carreira

O quinteto hardcore Paura acaba de lançar o novo disco Karmic Punishment, o oitavo da extensa carreira. Neste registro, a experiente banda paulistana mostra 13 faixas de um hardcore pesado, agressivo, que trazem debates sobre temas sociais e políticos sensíveis ao Brasil e ao mundo dos últimos quatro anos. Karmic Punishment foi gravado por Thiago Bezerra no Mastery Studio e no Canil Studios, mixado pelo mesmo no Madness Music Studios e masterizado por Will Killingsworth no Dead Air Studios. O álbum também está disponível em CD digipack por meio de uma parceria entre o Paura com os selos Conspiracy Chain, Samsara Discos, Tu.Pank Recs, Two Beers Or Not Two Beers, 255 Recs, Fuck It All Recs, Terceiro Mundo Chaos Discos, Tumba Produções, Distro dos Infernos, Lokaos e Vale do Caos Recs. Os riffs e batidas ainda mais raivosas de Karmic Punishment refletem o período em que a maioria das músicas foi escrita: no ápice da pandemia e o Brasil sob a nuvem negra de uma onda política excludente e mal intencionada. Entre trocas de integrantes e momentos de isolamento devidamente respeitados, a flexibilização permitiu ao Paura voltar a pensar neste novo disco. Assim, todas as músicas pré-escritas foram readaptadas com uma nova formação e a banda voltou ao estúdio. Ou seja, Karmic Punishment é um disco concebido durante todo o período pandêmico em meio ao caos social cotidiano, que assim como para muitos brasileiros, também foi ao Paura um momento bem pesado, com perdas, dor, medo, tristeza, indignação, protestos, enfim, uma intensidade potencializada como nunca. Karmic Punishment é ainda um álbum que traz a gênese do Paura ao longo destes 28 anos de carreira e que tem a própria história como referência para novos lançamentos. As 13 faixas do discos mostram um Paura que buscou inspiração na própria história entrelaçada às referências do dia a dia, nas trocas com bandas antigas e da nova geração, além de um olhar mais específico a nomes que pavimentaram o gosto pessoal dos músicos, como Celtic Frost, Discharge, Motorhead, Cro Mags, Metallica e Sepultura. Em mais um lançamento, o Paura traz seu hardcore pesado e único como voz altiva e incessante contra o racismo, contra o preconceito e contra as polarizações que segregam. “É mais um registro dentro do coletivo. Mais uma bandeira preta fincada. Mais uma força de voz dentro desse coletivo enorme formado por todo mundo que corre junto, que não desiste, que se entrega por algo maior. Vamos fazer muito barulho com o Karmic Punishment, incomodar muita gente, fazer tantas outras felizes. Mas ainda vamos gravar outros discos futuramente”, comenta a banda sobre o álbum.
Tosco lança EP Brasil é o Crime, com faixa inédita e três covers

A banda santista Tosco, cuja sonoridade agressiva é um híbrido e furioso crossover de thrash metal com hardcore, lançou o EP Brasil é o Crime. O novo trabalho do grupo traz uma faixa inédita e três versões para clássicos do Sacred Reich, Slayer e S.O.D. As três releituras nunca haviam sido lançadas digitalmente, mas podem ser encontradas como faixas “escondidas” nas versões físicas dos álbuns Revanche (2018) e Sem Concessões (2020). Por fim, Piece by Piece entrou no tributo Blood Painted Blood: A Brazilian Tribute to Slayer. A outra novidade é a entrada do baixista Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Chemical Disaster, ex-Hierarchical Punishment), que já gravou a faixa Brasil é o Crime, no lugar de Ivan Pellicciotti, que atuará daqui para frente somente como produtor devido logística, já que agora o músico e produtor reside em Curitiba. Brasil é o Crime foi gravada no estúdio Play Rec, em Santos, por Fernando Bassetto, e produzida, mixada e masterizada por Ivan Pellicciotti, no estúdio O Beco, em Curitiba. “Essa nova música é um manifesto por todos nós, cidadãos brasileiros de bem, que infelizmente convivemos diariamente com o crime em todos os sentidos e em todas suas faces cruéis”, comenta Osvaldo Fernandez. “Foi a primeira música que fizemos para o terceiro álbum, antes da pandemia, e ela é muito influenciada pelo Black Sabbath e Slayer. Queríamos criar uma atmosfera pesada para que o Osvaldo pudesse encaixar a letra também bem forte”, finalizou Ricardo Lima. Em janeiro de 2023, a banda seguirá os mesmos passos que a gravação de Brasil é o Crime“, e voltará ao estúdio Play Rec, em Santos/SP, partindo depois para a produção no O Beco, em Curitiba, tendo como previsão de lançamento do novo álbum, já com título definido como Agora é a sua Vez, para o primeiro semestre. Na quinta (15), através do canal internacional do Hardcore Worldwide, a banda promoverá o lançamento exclusivo do lyric video de Brasil é o Crime, criado pelo designer e músico Wanderley Perna (Genocídio). O Tosco é formado atualmente por Osvaldo Fernandez (vocal), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e Paulo Mariz (bateria).
FISTT lança “A Arte de Perder”, o primeiro álbum em dez anos; ouça!

Clássica do cenário paulista de hardcore, a banda FISTT lançou A Arte de Perder, o primeiro álbum em 10 anos. O disco foi produzido por Paulo Gervilla (Metade de Mim), com a mixagem e masterização do ganhador de Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr. CPM 22). Quem assina a arte gráfica é Daniel Ete (Muzzarelas). Aliás, o lançamento marca a estreia do grupo no selo Maxilar Discos, além de apresentar a nova formação da banda, que outrora foi um quarteto e hoje conta com F.Nick apenas nos vocais, dando espaço para entrada de Fila Benário (ex-Nazarenos HC) no baixo. As 12 faixas de Arte de Perder passeiam pela sonoridade característica do grupo, pautada no hardcore melódico e enérgico, com letras sagazes, irônicas e, também, melancólicas, como é o caso do single Ex-Underground, lançado no mês anterior, contando com a participação especial de Camilo Quadros, da banda Cueio Limão. Outros destaques do novo álbum são as canções Liquidação, que apresenta um FISTT raivoso e veloz, em apenas 23 segundos de música. Ninguém Anda Sozinho, que mostra uma banda ativista e preocupada com a degradação do meio ambiente, além da faixa-título, que carrega em sua letra um ode à derrota, em cima de uma sonoridade coesa e melódica. Há também em A Arte de Perder espaço para nostalgias, como o resgate do single Lápis de Cor, lançado pela banda originalmente em 2015, mas que aparece repaginado no novo álbum e com a participação especial da cantora Érika Martins (Autoramas). Além de uma homenagem a banda The Invisibles (RJ), com a regravação do single 29 Months, cantada pelo guitarrista Ricardo Dariva. “Foram dez anos sem lançar um disco de estúdio, e em Arte de Perder entregamos o que o FISTT sabe fazer de melhor. É um disco para matar as saudades e também celebrar os nossos 28 anos de trajetória”, afirma F.Nick, vocalista do grupo. FISTT no Hangar 110 em novembro O show de lançamento de A Arte de Perder vai acontecer no Hangar 110, em São Paulo, no dia 12 de novembro, com a abertura das bandas La.Marca, Social Breakdown e Lozanos, além da discotecagem da DJ Rratinix. Os ingressos antecipados podem ser adquiridos no Pixel Ticket.
Nitrominds faz show de reunião no sábado, no Hangar 110

O Nitrominds, durante 18 anos (1994-2012), foi um dos expoentes do hardcore nacional e, neste sábado (15), no Hangar 110, na capital paulista, faz o tão esperado show de reunião. É mais uma oportunidade para se divertir com diversos clássicos do power trio histórico de Santo André. A banda convidada é a santista Apnea, formada por Boka, o baterista do Rato de Porão, que divulga o recém-lançado disco de estreia Sea Sound. O Apnea faz um som influenciado pela música dos anos 1970 e 1990, mesclando grunge, heavy metal e stoner rock. Os ingressos continuam à venda no site da Pixel Ticket. O power trio formado por André Alves, Lalo Tonus e Edu Nicolini percorreu Brasil afora em tours por Europa, América do Sul e América do Norte, além de diversos shows pelo país natal. Ao todo lançaram sete álbuns de estúdio e um ao vivo, sempre com críticas positivas, tanto pela imprensa como fãs. Em 2012, a banda anunciou o fim das atividades e seus integrantes continuaram na música por meio de projetos, como Statues on Fire, Voodoo Priest, Cruel Face entre outros. Um show de reunião foi realizado em 2017 e, após cinco anos e uma pandemia mundial, o Nitrominds se reúne novamente para um show mais que especial no tradicional Hangar 110, palco de tantas apresentações memoráveis desta banda lendária do hardcore nacional nas décadas passadas. Serviço Fusa Booking & Hangar 110 apresentamNitrominds, um show de reunião Banda convidada: Apnea Data: Sábado, 15 de outubro de 2022 Horário: 19 horas Local: Hangar 110Rua Rodolfo Miranda, 110 – Metrô Armênia, São Paulo, SP
Get The Shot revela quarto álbum de estúdio, Merciless Destruction

A banda canadense de hardcore Get The Shot lançou seu quarto álbum, Merciless Destruction. Disponível via New Damage Records, o disco ouve o grupo incorporando elementos de death metal e beatdown para explorar novos territórios de música extrema enquanto mantém suas raízes e sua abordagem feroz do do it yourself (DIY) à música. “Merciless Destruction é o álbum mais pesado e perigoso que já lançamos. Este é um hardcore de metal direto, alimentado pela angústia e pelo ódio contra as formas mais desprezíveis da humanidade. Com mais death metal e influências dele do que nunca, este disco não tem outra pretensão senão trazer o máximo de medo e violência para o pit”, comentou a banda. O baixista Dany Roberge e o vocalista Jean-Philippe Lagacé conversaram com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum da banda. Confira!
Entrevista | Get The Shot – “A música extrema é um refúgio para os excluídos”
Luz: Canzone traz mensagem de esperança em novo álbum

Todos passam por momentos turbulentos e difíceis em algum momento da vida. E para enfrentá-los, é preciso ter força e esperança. Este é o tema do segundo álbum da Canzone. Intitulado Luz, o disco conta com oito faixas que se remetem principalmente à sonoridade do emocore. O repertório inclui as canções Verde, Fantasista, Aposta, Naufrágio, Ir, Interferências e Claridade, além de uma faixa instrumental de abertura. Anteriormente, em 2016, a banda lançou o disco Labirinto com uma veia mais ácida no que diz respeito ao instrumental, que trazia elementos de hardcore. Agora, o duo que é atualmente formado pelo vocalista e guitarrista Lucas Arruda e pelo baterista Otávio Dutra amadurece à medida que também se inspira em nomes como The 1975, The Japanese House e American Football. As sessões de gravação ocorreram no Studio Digital, em Bagé (RS). Lucas e Otávio produziram o álbum com o suporte do produtor Roger Dutra e dos ex-membros Augusto Dutra e Marcos Pereira, que respectivamente gravaram linhas de guitarra e baixo. Na oportunidade, ainda contaram com o tecladista de apoio, Igor Sousa. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Elias Sodré. Para o vocalista, Luz é uma espécie de mensagem de apoio para as pessoas. “É sobre caminhar em direção daquilo que nos faz vibrar e lutar pelos nossos sonhos. Todas as canções, de alguma forma, falam sobre o quanto precisamos ter isso em mente para enfrentar os períodos sombrios”, frisou Lucas.
Bayside Kings inicia nova fase em português; ouça Existência

A banda santista Bayside Kings inicia uma nova etapa da carreira com o single Existência, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (25). Aliás, a faixa é um lançamento da Olga Music, braço de distribuição da Warner Music. Esta é a primeira música com letra em português da BSK. Mais do que uma mudança no idioma, o objetivo é levar a mensagem de resistência e autoconhecimento de uma forma ainda mais direta e clara. Existência é sobre ter voz e um rosto, é sobre mostrar ao indivíduo que ele existe e faz parte de um grupo ou de uma ideia. Também aponta que todas as ações devem e trazem impacto na sua própria vida e das pessoas próximas. O vocalista Milton Aguiar amplia o contexto de Existência. “Existência é o tempo do agora – o ontem já passou e o amanhã não chegou. Por isso, precisamos sentir, fazer valer e perpetuar o aqui e o agora, dar o nosso melhor no momento para existir, como um tributo ao ontem e um pavimento ao amanhã”. A mudança a partir de Existência O cenário sócio-político nacional de 2018, conta Milton, foi o ponto de partida para a mudança na forma de levar a mensagem do Bayside Kings. “O agora e o futuro daquele tempo demandava à banda atingir nosso público e ir além de quem já nos conhece, e com uma mensagem uniforme”. As letras em português, portanto, são uma forma de conversa com outros públicos, outras culturas, além de estreitar a relação com os fãs. “Queremos abrir novos campos de diálogo”, revela o vocalista, que estudou as métricas do português para adequar a sua forma de cantar – bandas como Colligere e Mais que Palavras são algumas referências para este processo. O resultado está em Existência, em que cada palavra da música é entendida. “Um recomeço, com a experiência e maturidade de 10 anos. “Queremos coisas novas e esse é o momento ideal”, completa Milton.