Mono retorna a São Paulo com a turnê do álbum “Oath”

O quarteto japonês Mono confirmou seu retorno ao Brasil. A banda de post-rock se apresenta no Fabrique Club, em São Paulo, no dia 24 de abril de 2026. A apresentação faz parte da turnê mundial do álbum Oath (o 12º da carreira), além de celebrar os 25 anos de trajetória do grupo, que hoje é considerado um dos pilares do rock minimalista e instrumental contemporâneo. Último adeus a Steve Albini A fase atual do Mono está intrinsecamente ligada à parceria de décadas com o lendário engenheiro de som Steve Albini (Nirvana, Pixies), que faleceu em maio de 2024. O álbum Oath foi gravado inteiramente em fita analógica no estúdio Electrical Audio, em Chicago, sob a tutela de Albini. O resultado é uma dinâmica sonora que respira: do silêncio absoluto a massas sonoras que ultrapassam 110dB, sem as correções digitais da indústria moderna. Ao vivo, a banda mantém essa filosofia orgânica. Um dos diferenciais técnicos do Mono é a rejeição ao uso de metrônomos digitais (click tracks), priorizando a flutuação natural do tempo e a conexão entre os músicos Takaakira “Taka” Goto, Hideki “Yoda” Suematsu, Tamaki Kunishi e Dahm Majuri Cipolla. O que esperar do show? O roteiro musical para 2026 é uma viagem pela evolução do grupo. O show deve começar com a atmosfera orquestral de Oath (com uso de sintetizadores vintage e metais), passar pela densidade de Nowhere Now Here (2019) e culminar nos clássicos explosivos de Hymn to the Immortal Wind (2009), como a épica Ashes in the Snow. A realização é da Maraty, com suporte da Powerline Music & Books e Heart Merch. * Mono em São Paulo
Deviloof traz o metal extremo do Japão ao Porão do Rock

O DEVILOOF está de volta ao Brasil. Após uma passagem pelo Jai Club (São Paulo) em 2024, a banda será uma das atrações do Porão do Rock em Brasília no dia 22 de maio, com um sideshow no La Iglesia, também em São Paulo, dois dias depois. Formado em Osaka em 2015, o DEVILOOF se consolidou rapidamente como um dos nomes mais extremos e comentados da cena pesada japonesa contemporânea. A banda ganhou notoriedade por levar o visual kei (movimento japonês que une rock/metal a uma estética visual teatral e marcante) a um território pouco explorado, combinando deathcore, brutal death metal, metalcore e elementos do black metal em uma proposta sonora marcada pela agressividade e pelo impacto visual. Desde o lançamento do primeiro single, Ruin, em 2015, o grupo passou a chamar atenção no circuito independente japonês. O material de estreia alcançou a 12ª posição nas paradas independentes do país, um feito significativo para uma banda com sonoridade tão radical. A repercussão abriu caminho para convites em festivais maiores e levou o DEVILOOF a representar o Japão no Metal Battle Global, competição que resultou em uma apresentação no Wacken Open Air, um dos festivais mais importantes do metal mundial. A discografia da banda inclui os álbuns Devil’s Proof, de 2017, Oni, lançado em 2019, e Dystopia, de 2021. Este último marcou um salto na projeção internacional do grupo, figurando em rankings de metal em diversos países e ampliando o alcance do DEVILOOF para além do público japonês. O reconhecimento fora da Ásia foi impulsionado tanto pela produção sonora extrema quanto pela construção visual da banda, que se tornou um de seus principais diferenciais. Segundo dados do Spotify, das cinco cidades que mais ouvem a banda, três ficam na América Latina (Cidade do México, Santiago e São Paulo) e uma na Europa (Londres). No palco, o DEVILOOF é conhecido por apresentações de alta intensidade, com vocais guturais extremos, riffs técnicos e uma performance física agressiva. Essa combinação transformou faixas como Devil’s Proof, Damnation e Newspeak em referências do metal japonês moderno. Vídeos oficiais e registros ao vivo viralizaram em plataformas como YouTube e TikTok, ajudando a consolidar uma base de fãs global. Nos últimos anos, a banda intensificou sua atuação fora do Japão, participando de turnês e festivais internacionais. Em 2024, realizou sua primeira passagem pela América do Sul, com shows bem recebidos pelo público brasileiro. O retorno ao país acontece em meio à Inherited Blasphemy Tour, fase que reafirma o DEVILOOF como um dos principais representantes do metal extremo japonês na atualidade. A sua primeira apresentação em festival no Brasil simboliza mais um passo na expansão internacional do grupo e reforça o interesse crescente do público ocidental por propostas extremas vindas do Japão, colocando o DEVILOOF no centro desse intercâmbio entre cenas distintas, mas conectadas pela busca por experiências sonoras cada vez mais intensas.
Rosalía mergulha na cultura do Japão em vídeo de Tuya

A cantora Rosalía lançou Tuya. Seguindo a exploração sonora de seu inovador álbum Motomami, Tuya é uma canção sensual e livre, produzida por Rosalía e outros colaboradores, apresentando reggaeton misturado com sons do koto, o instrumento nacional do Japão. Para Rosalía, uma das artistas visualmente mais fascinantes da cena atual, uma música não está completa sem um videoclipe de vanguarda para acompanhá-la. Filmado inteiramente no Japão, o vídeo mostra Rosalía e um companheiro peludo vagando pelas ruas, pensativa enquanto desfruta dos encantos de Tóquio. O vídeo é uma carta de amor ao Japão, país pelo qual Rosalía sente grande carinho e respeito. Rosalía há muito se inspira na comunidade, música e arte do Japão: um de seus lugares favoritos para viajar a trabalho e a lazer. “Explorar faz parte de quem eu sou como artista musical, e no caso de Tuya inspirações como reggaeton, instrumentos japoneses, flamenco e techno gabber coexistem no mesmo nível.” Tuya marca o primeiro lançamento musical de Rosalía desde RR, seu projeto conjunto de três músicas com seu parceiro, Rauw Alejandro, ícone do reggaeton.
The Gazette retorna ao Brasil com turnê “The Ninth”
Erased, uma adaptação fiel