Thami percorre trajeto de vida pessoal e musical em seu primeiro álbum Labirinto

Labirinto é um conjunto de percursos a ser trilhados com o objetivo de chegar no caminho certo que levará até a saída, mas até lá, você pode se perder ou se sentir desorientado. Thami pegou a sua experiência vivida na música para se munir completamente da arte e migrou para São Paulo em busca da realização do seu sonho. Andar por esse caminho não foi fácil, teve seus momentos bons e ruins, de felicidade e tristeza, solidão e solitude, e foi aproveitando cada momento que a cantora e compositora carioca, decidiu cantar sobre o que vivenciou nesse trajeto. Assim, nasceu o álbum Labirinto, disponível nas plataformas digitais. Thami começou a carreira musical participando de projetos como Proteja Seus Sonhos 2, da Som Livre, fez parte do coral da IZA no prêmio Multishow e também foi backing vocal da Tuany Zanini no show do Rock in Rio 2019. Lançou um EP e com alguns singles conseguiu bater mais de 3 milhões de plays em suas plataformas digitais. Ainda sim, a cantora almejava mais e após ter algumas faixas já escritas decidiu mudar para São Paulo para construir e lançar o que imaginava ser um EP. A decisão foi difícil, mas certeira, trouxe novas influências, sons e contatos, começando pelo produtor Julio Mossil que deu um belo norte ao trabalho da artista. O que era para ser um EP se transformou em um álbum com dez faixas, sendo três singles lançados com antecedência. Primeiro, saiu Deixa Queimar marcando o início de uma fase madura, ousada e apaixonante, representando a coragem. Em seguida, saiu Quando Acordar de quando a artista transformou sua solidão em solitude. E depois, Caminhando em Ré, para trazer a importante mensagem de quando é necessário dar uns passos para trás, e que isso, não significa retroceder. As outras sete faixas inéditas contam com a “Intro” sendo uma poesia feita pela própria Thami, Talvez que receberá um clipe após o lançamento do disco, fala sobre as tentativas incertas da vida e também é cantada em espanhol, Labirinto é a força para você seguir e não desistir do seu percurso, só siga! Já Será é a incerteza de quando tudo parece não fazer sentido, nem mesmo quem você é. Sem Saída aborda relacionamentos amorosos ou não, de quando uma pessoa nos tira o brilho e nos deixa sem saber para onde ir. Saudade é a faixa da distância da família, do Rio, e a única com participação especial do rapper Rodd, por ele ser seu amigo, e também carioca, Thami viu sentido em ter nessa faixa alguém próximo e que já a ajudou muito e que ainda ia trazer o swing da cidade maravilhosa. E por fim, Mesmo Que Eu Volte é a certeza que nada é certo, mas é preciso fazer o melhor que podemos sempre. O álbum mescla R&B, soul, pop e afrobeat com alguns ritmos vibrantes da música brasileira, como a faixa Saudade que também tem samba. Labirinto é composto inteiramente por Thami que escolheu apresentar o seu mais verdadeiro íntimo da sua experiência. “Acho que eu nunca vou saber se cheguei ao final do meu labirinto pelo simples fato de ter aprendido a curtir o processo, o caminho. É muito bom saber que apesar de todas as adversidades, de todos os problemas, eu consigo olhar o copo meio cheio. Consigo seguir respeitando meu tempo, meu corpo…olhando pra mim com carinho e cuidado. Isso pra mim é a maior saída de qualquer labirinto. Sem hipocrisia, é óbvio que a gente quer visibilidade, quer retorno financeiro…Mas muito além disso, eu quero ser feliz, ser feliz enquanto caminho. E isso eu tenho conseguido. Então sigo em frente,” comenta Thami.

Rafa Martins experimenta novos caminhos no single “Labirintos”

Depois de contemplar o horizonte no disco Paisagens, Rafa Martins sai em busca de mais. O single Labirintos chega para abrir os trabalhos de seu próximo álbum solo, composto justamente na estrada durante turnê com sua banda Selvagens à Procura de Lei. Agora, Rafa está pronto para o mergulho interno que se inicia com a faixa inédita e que culminará em Dunaduna, seu segundo disco. O lançamento do single Labirintos faz parte do projeto Radar Balaclava, em que o selo paulistano Balaclava Records lança faixas de artistas expoentes no mercado musical nacional. Curiosamente, o primeiro single foi a última música escolhida para o repertório. Rafa notou a similaridade com o clima de voz e violão estabelecido em “Paisagens”. “Mostrei ao Luigi Sucena, que produziu o álbum comigo, e ele sugeriu que a gente incluísse ela no Dunaduna. Daí corremos com a produção e ela ganhou uma roupagem mais próxima da pegada das outras músicas, com uma levada mais Pop e Indie”, analisa Rafa. Foi assim que uma música engavetada fez seu caminho até Dunaduna, costurando a interseção entre os dois projetos. Os discos de Rafa Martins estão separados por dois anos, novas músicas e turnê com os Selvagens à Procura de Lei. Era preciso voltar ao aconchego da sua própria expressão e a partir desse porto seguro guiar o ouvinte por novos horizontes. “Gosto de pensar que Labirintos é a porta de entrada pro álbum, no sentido de que a letra fala em uma mudança de vida e por sinalizar uma mudança na estética do meu trabalho solo. No meu álbum anterior eu estava na pegada Folk e agora caí de cabeça no Indie, um ambiente em que eu estou bem acostumado, só que num formato solo ao invés de banda, com beats e experimentações”, ele entrega. Desde o lançamento de Paisagens, o músico também lançou duas canções em colaboração com Bola, da banda Zimbra: Calcanhar e Sereno. Agora, Rafa Martins está pronto para outras possibilidades musicais, líricas e estéticas, com Labirintos abrindo os caminhos. A faixa já está disponível em todas as principais plataformas de streaming.

Entrevista | Scalene – “Talvez Labirinto seja o último álbum mesmo”

A banda Scalene lançou Labirinto, o seu quinto álbum de estúdio, nesta sexta-feira (11). Nas redes sociais, a banda deu a entender que esse seria um provável fim. Portanto, conversamos com o vocalista, Gustavo Bertoni, que explicou a situação. “Eu realmente não sei, não tem nem o que esconder, eu só não tenho o que falar. Os últimos anos foram muito intensos para a banda, e a gente já existe há 12 anos. É natural que a vida te leve para outros caminhos. Talvez a gente só precise de umas férias, talvez a gente só precise de um hiato”. “A morte simbólica está muito presente nesse disco, não a morte literal, mas a gente deixar morrer aspectos nossos para que o novo nasça. Então, acho que talvez seja o último álbum mesmo, porque sempre é o último álbum, a gente nunca é o mesmo depois de lançar um álbum. Talvez, definitivamente, é o último álbum da banda que a gente foi até hoje”, finalizou. Confira abaixo a entrevista na íntegra: Como foi o processo criativo do novo álbum Labirinto? E como foi juntar diferentes propostas em um só álbum? As ideias para esse disco começaram lá em 2019, pré-pandemia. Assim que a gente lançou Respiro, a gente já começou a entender o que seria um provável caminho para esse álbum. Por ter começado tão cedo, a gente conseguiu desde o início alinhar muito bem a nossa expectativa e influências para esse álbum, nossas intenções, buscas. Então, a pesquisa para esse álbum foi a mais bem organizada e alinhada que a gente já fez, isso envolvendo todas as artes, tipo cinema, literatura, muita coisa que a gente foi trazendo por caldeirão. O apelido do álbum era Noir, que é um movimento do cinema, mas também já traz muita coisa consigo nesse nome, coisa da noite, escuridão, sombras e tal. Então, a gente ficou chamando esse disco de No ir durante um bom tempo, até chegarmos em Labirinto. Foi um processo de mergulho interno muito profundo, a gente brincou muito com a frase “iluminar os becos da alma”, a gente queria muito entender a nossa sombra, escuridão, na busca de se tornar quem se é mesmo. Acho que esse disco, de uma forma mais intensa que antes, tem um certo se jogar no abismo, pular do precipício e se jogar na escuridão de nós mesmos. Então, foi muito intenso, nem sempre foi bonito e fácil, mas trouxe muita novidade para a nossa vida. Por ele ter esse teor muito denso e introspectivo, a gente queria que a gente compensasse isso no som. É um disco vigoroso, extrovertido, as letras e os temas são mais introspectivos mas é um disco, para os padrões Scalene, intenso. É um disco que dá a cara a tapa, a gente focou muito nisso, na produção também, não é um disco tímido, acho que essa é a palavra, eu não queria que fosse um disco tímido, eu queria que a gente abraçasse quem a gente é, em nossa totalidade, em belezas e imperfeições, luz e sombras. Então, acho que é um disco muito completo e talvez seja o disco mais Scalene que a gente já tenha feito, estou com muito orgulho dele. Esse álbum sai um pouco do que a Scalene está acostumada a fazer. Como você descreve essa nova fase da banda e o que fez vocês decidirem sair da zona de conforto? A gente sempre sai da zona de conforto. Acho que esse é o nosso quinto ou sexto álbum, tirando os EPs e DVDs do meio do caminho. Então, a gente sempre sai da nossa zona de conforto, o desafio nesse álbum de algumas formas, por mais que ele tenha várias novidades, foi retomar o rock. Quando você está sempre saindo da zona de conforto, sair da zona de conforto é estar na zona de conforto. Se desafiar nesse álbum, significava também insistir em certas coisas, não só mudar, acho que a insistência em coisas que você já é, já faz é um grande desafio também, especialmente, para uma banda que está acostumada a estar sempre mudando, então, a gente quis focar nisso também. Tem muitos elementos eletrônicos nesse álbum, que foi uma novidade para a gente. Tem mais uso de sintetizadores, então, como sempre foi realmente um passo em novos territórios mas também foi uma retomada de muita coisa. O nosso último álbum foi super MPB, super acústico, e o outro álbum de 2017 era roqueiro mas também era bem brasuca. A gente acho que voltou para algumas coisas de um rock que a gente fazia no início da carreira, só que com a maturidade de hoje em dia. Acho que tem temas nesse álbum que a gente já falava sobre, só que eu sinto que agora a gente viveu na pele essas coisas. As questões filosóficas e existenciais da discografia do Scalene acho que eram muito poéticas e eram muito sobre a curiosidade de viver essas coisas, agora acho que a Scalene viveu isso, faz parte nós. Então, as questões filosóficas e existências estão mais internalizadas, acho que ele fica mais potente, sincero. As faixas que integram o álbum vão mostrar assuntos tratados ao longo da história da Scalene. Tem alguma canção que vocês estão mais receosos de expor para o público? Não tem nenhuma canção que traga algum receio, acho que estou bem confortável com todas as letras. Tem uma música que é mais maluca sonoramente, então, rola uma curiosidade do quão louco as pessoas vão achar que isso é. Por que sempre que a gente lança uma coisa as pessoas acham muito diferente, para gente já não é, porque a gente já está acostumado com aquilo, a gente está convivendo com aquelas ideias durante anos, às vezes chega de uma forma muito nova mas para gente já é familiar. Então, às vezes rola um pouco dessa curiosidade, não chega a ser um receio de tipo, “será que a gente fez muita loucura aqui ou as pessoas vão entender?”. Liricamente, pelo