Liniker lança a solar Charme e anuncia turnê de despedida da era Caju

Após meses de pedidos apaixonados dos fãs nas redes sociais, especialmente depois daquela performance arrebatadora no Tiny Desk Brasil, Liniker finalmente liberou a versão de estúdio de Charme. O single, que chegou às plataformas na sexta-feira (6), não veio sozinho: a artista também anunciou a Bye Bye Caju, turnê que encerrará o ciclo de um dos álbuns mais importantes da música brasileira recente. Charme, de Liniker, foi do Tiny Desk para Marajó Composta em parceria com os fiéis escudeiros Fejuca e Nave, Charme é pop, solar e dançante, feita sob medida para a estação. A letra é uma declaração de amor não apenas a uma pessoa, mas à cultura do Norte do país, utilizando a Ilha do Marajó (PA) como cenário. “Cê parece onça tomando sol / Na pedra molhada retoca o tom / Coisa de aquarela, pincel do bom / Tempero de amor feroz…”, canta Liniker. A produção vocal de Paulo Zuckini costura camadas harmônicas que fazem a voz da artista flutuar sobre o groove, ampliando a sensação de leveza que a faixa pede. Adeus ao Caju Junto com o single, Liniker confirmou o rito de passagem para seu próximo capítulo artístico. A turnê Bye Bye Caju passará por quatro capitais entre julho e novembro de 2026, celebrando o repertório que conquistou crítica e público e rendeu um Grammy Latino à cantora. A realização é da 30e e Breu Entertainment. Turnê Bye Bye Caju Confira as datas e locais confirmados para a despedida: Ingressos: As vendas acontecem através da plataforma Eventim.
Liniker anuncia turnê Bye Bye Caju em estádios brasileiros; veja datas e locais

A cantora Liniker anunciou a turnê Bye Bye Caju em uma live nesta quarta-feira (17). Os shows acontecerão no ano que vem em estádios pelo Brasil e encerram a fase do álbum Caju, que foi aclamado pela crítica e conquistou três prêmios no Grammy Latino. É a primeira vez que a artista se apresentará sozinha para publicos tão grandes. As apresentações acontecem em no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 11 de julho; na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto; no Espaço Náutico, em Belém, no dia 19 de setembro; e em Salvador, no dia 7 de novembro. A pré-venda no site da Eventim abre no dia 18 deste mês, e a venda geral começa no dia 22. A proporção da turnê segue o padrão de outras apresentações anunciadas por artistas brasileiros nos últimos anos, como Jão e Ivete Sangalo, que vêm apostando em shows para públicos maiores em estádios.
Tiny Desk Brasil estreia música inédita de Liniker em episódio desta terça

Liniker abriu mais um capítulo da própria história no Tiny Desk Brasil. No décimo episódio da versão nacional do projeto, lançado nesta terça-feira às 11h no YouTube, a artista não só revisitou momentos importantes da carreira como apresentou pela primeira vez a inédita Charme, gesto que marcou o programa como palco de um lançamento oficial. A cantora reforça um feito raro: é a única artista brasileira a ter passado tanto pelo Tiny Desk original, nos Estados Unidos, quanto pela edição brasileira . Ao lado de uma banda numerosa e afiada, Liniker navegou por faixas de CAJU e outros trabalhos que moldam sua trajetória. Mas foi Charme que transformou a gravação em um momento especial. Antes de cantar, ela dedicou a nova música ao Tiny Desk e ao público que acompanha sua fase mais frutífera. A apresentação reafirma a força de uma carreira que inclui turnês internacionais, o prêmio de Artista do Ano, o Grammy Latino por Indigo Borboleta Anil e a consolidação de CAJU como um dos álbuns mais celebrados do ano. A chegada do Tiny Desk Brasil também mexe com as expectativas da cantora. Para ela, ver o formato ganhando uma versão genuinamente brasileira significa ampliar descobertas em um país de dimensão continental e infinita diversidade musical. A edição nacional segue a essência do clássico: performances intimistas, voz sem amplificação, arranjos criativos e o foco total na organicidade dos músicos dividindo uma mesma mesa. Gravado no escritório do Google em São Paulo e apresentado pela Heineken, o programa mantém a tradição de anunciar cada atração só no dia da estreia, sempre às 9h, com texto e foto feitos por Lorena Calábria. Os episódios vão ao ar toda terça-feira e o público ainda encontra, às quintas, o Tiny Talks, espaço em que Sarah Oliveira recebe os artistas para conversas leves após as apresentações. Assim como no original norte-americano, o objetivo é capturar a energia mais honesta possível da música ao vivo, sem filtros e sem artifícios, exatamente o ambiente onde Liniker sempre brilhou. Com seu impacto renovado no cenário brasileiro e internacional, o Tiny Desk Brasil reforça o papel do país como uma das maiores audiências globais do formato. A parceria entre Anonymous Content Brazil, YouTube Brasil e NPR posiciona a nova fase do projeto como uma vitrine da música feita aqui, celebrando arranjos, vozes, histórias e a criatividade que transformam cada episódio em uma descoberta. Liniker inaugurar uma música nesse palco parece, no fim das contas, apenas natural. É onde tudo soa mais verdadeiro.
ARVO: Diversidade, representatividade e muita música em Floripa

O número de festivais de música no Brasil vem crescendo, ano passado foram mais de 300 e esse ano deve seguir a mesma linha. Até o momento já são mais de 100 confirmados e um deles é o ARVO, que rolou no último fim de semana em Florianópolis. Música, arte, feirinha de variedades, muita gente de idades diversas, lookinhos mega produzidos e várias atividades rolando ao mesmo tempo. Tudo isso é comum em festivais, mas o ARVO tem uma proposta diferenciada. O festival nasceu com o intuito de questionar o consumo de arte, entretenimento e sustentabilidade no Sul do Brasil e, desde a primeira edição, em 2018, tem a proposta de reduzir os resíduos gerados e garantir a representatividade de gêneros, etnias, regionalidades, etc. Fechar a primeira noite com a apresentação de uma mulher preta e travesti é uma delas! Super aguardado no primeiro dia de festival, o show da Liniker foi impecável, superando até mesmo a apresentação da própria cantora na edição do ano passado. A sintonia entre todos os músicos no palco é contagiante e demonstra a maturidade artística da nossa vencedora do Grammy. O show faz parte da turnê do álbum Caju, lançado em agosto de 2024. Ainda no início da tarde de quinta-feira (1), o público se emocionou com a rainha do samba. Diva absoluta, Alcione marcou presença e mostrou porque é uma das maiores vozes da música brasileira. Em seguida, a galera mais indie curtiu a apresentação da Ana Frango Elétrico. Com seu estilo único, misturando pop, rock e eletrônico, encantou os fãs presentes. Além dos dois palcos principais, armados um ao lado do outro, facilitando a dinâmica das apresentações, o Festival também contou com duas tendas. Na de samba o som começava mais cedo, e na de música eletrônica, o rolê ia até mais tarde, pra quem curte estender a noite. Para as crianças, uma área kids prometia diversão com brinquedos e até uma mini Kombi estilo trenzinho circulava pelo local com os pequenos. Entre os pontos diferenciais do Fest, vale citar a praça de alimentação com 70% das opções vegetarianas, além de uma feirinha sustentável, com venda de cosméticos naturais, tecidos reciclados e até frutas orgânicas a preços acessíveis como opção. A água também foi distribuída gratuitamente, como nas edições anteriores. Diretamente de Pernambuco, a banda Os Garotin animou bastante o público, que cantou junto várias de suas músicas, que misturam forró, samba, pop, rock e outros ritmos nordestinos. Destaque também pra Fat Family, que trouxe nostalgia cantando Tim Maia, fazendo geral lembrar das dancinhas dos velhos tempos. Sem dúvida a diversidade é um dos pontos altos do Arvo. O festival reune diversos estilos e gêneros musicais, permitindo ao público se surpreender com novidades ao mesmo tempo em que desfruta daquilo que já gosta. Assim, BK fez um showzão pra uma platéia atenta! Um dos principais nomes do rap brasileiro atualmente, mandou nas letras afiadas e no visual pesadão! Depois, aquela reggaera clássica do Ponto de Equilíbrio também foi um dos momentos marcantes. Exaltando a erva santa e a mãe natureza, a banda contou com a participação da Nega no vocal, ao lado de Hélio Bentes, jogando a energia lá pra cima. Segundo dia do ARVO manteve pegada forte Já no sábado, antes do sol se pôr, um dos shows mais aguardados: o “maioral”, eterno rei do samba, Zeca Pagodinho revelou todo seu carisma, cantando, brincando, conversando bastante com o público, bebendo sua cervejinha de sempre e até umas tacinhas de vinho durante a apresentação. Falando em drinks, Sandra Sá entrou no palco com uma taça de champagne e apresentou vários clássicos de sua carreira, como Retratos e Canções e Bye Bye Tristeza. Entre os discursos que fez, lembrou sua luta antiracista e as vezes que foi criticada por exaltar a música negra: “MPB, Música PRETA Brasileira”, gritou. Reforçando a representatividade regional, Tião Carvalho, do Maranhão, foi uma linda surpresa para o público, trazendo um pouco da rica cultura musical do Nordeste para o palco. Uma apresentação potente, com destaque pra música Nós, uma de suas composições mais famosas, imortalizada na voz de Cássia Eller. Vale ressaltar que o evento leva o selo Woman Music Event, com 53% de artistas femininas nos palcos, além da representatividade LGBTQIAP+ e da postura contra o assédio, por meio de informes constantes nos palcos e de espaço de acolhimento disponível para quem sentisse algum desconforto ou situação desse tipo. #nãoénão Entre as cantoras, Joyce Alane, Iara Ferreira, Ju Linhares, Juliana D Passos e a maravilhosa Marina Sena, encantando a todos com sua voz doce e letras sinceras. Exclusive e os Cabides, Dazaranha, Yago Opropio, O Rosa e Mano Brown completam o line. Esse último, fechando a noite em grande estilo, mandando aquele papo reto que só ele pode sobre temas importantes da vida urbana. Mais uma vez, o ARVO foi uma experiência incrível, ainda mais com o sol que brilhou na Ilha da Magia durante todo o fim de semana. Uma verdadeira celebração da música brasileira!
Lenny Kravitz anuncia Liniker como show de abertura em São Paulo

A passagem de Lenny Kravitz por São Paulo, marcada para o dia 23 de novembro, no Allianz Parque, ficou ainda mais especial. Após anunciar o show de abertura de Lianne La Havas e Frejat, o rockstar incrementa a programação da noite com a apresentação de Liniker. Ainda há ingressos disponíveis. Eles custam entre R$ 190 e R$ 850. O site para compra é Eventim. A relação do artista americano com a cantora paulista não se dá de hoje. No ano passado, Lenny Kravitz compareceu à uma apresentação da cantora em Paris, na França, onde se conheceram pessoalmente e puderam trocar experiências. Sem se apresentar em São Paulo desde 2019, quando subiu ao palco do Lollapalooza Brasil, Lenny Kravitz apresentará canções do álbum Blue Electric Light (2024) e clássicos que marcaram a sua trajetória.
Liniker inicia nova era com “Tudo”, primeiro single de seu próximo álbum

Liniker acredita que “todo começo de álbum é o plantio de uma semente muito frutífera”. Tudo, lançada na quinta-feira (11), é a faixa escolhida para abrir os trabalhos do próximo projeto da cantora araraquarense de 29 anos, com previsão de lançamento ainda este ano. Para ela, que teve o último lançamento em 2021, voltar com esta faixa é reafirmar para si quais são os seus novos desejos e aventuras musicais, já que, pela primeira vez, escolhe o pop como gênero principal. Existem mais motivos para Liniker ter selecionado Tudo como passo inicial da sua próxima fase. Além de ter o desejo de abrir o disco dançando, algo que a faixa entrega com maestria e de forma contagiante, a artista enxerga este single como “um caminho sem volta”. “É uma apropriação muito bonita de mim. Eu estou muito feliz de, pela primeira vez, me sentir com autoestima para falar sobre o meu eu sem abaixar a cabeça”, comenta. No single, é nítido o desejo pelo calor causado por memórias afetivas que levam qualquer pessoa apaixonada ao ápice do que é bom. É quase como aquele roteiro inesquecível de uma paixão, que faz com que aqueles que ainda não vivem isso sonhem com a chegada de sua hora. Tudo é o sol interno do coração sonhador da artista canceriana. Com produção musical assinada por Liniker ao lado de Fejuca e Gustavo Ruiz, mesma trinca do álbum anterior, Tudo surgiu durante uma viagem e foi co-produzida por Nave, nome de peso que já fez trabalhos com Marcelo D2, Emicida, Karol Conká, entre outros. A canção reverencia elementos de afrobeats internacionais e chaves sonoras da música preta brasileira, pesquisa à qual a artista vem se dedicando desde o começo de sua carreira.
Arvo Festival: Rock, samba, hip hop e muita água rolando em Floripa

Marcela Mattos A previsão era de tempestade, o desafio era enfrentar as adversidades e curtir o Festival Arvo, se precavendo ao máximo para evitar os perrengues que a chuva poderia trazer. Com uma proposta de sustentabilidade e ecologia, a 8º edição do evento reuniu cerca de 8 mil pessoas em Floripa, com um lineup que ia do rock ao funk, transitando pela MPB, samba, rap e outras vertentas da música brasileira. Cheguei ao Festival Arvo por volta das 15h30, mas por conta de toda a logística pra entrar no evento (que incluía uma caminhadinha de meia hora em uma estrada semi-alagada), perdi o show da Tulipa Ruiz, mas não a disposição e nem o bom humor. Felizmente, seguir a recomendação da organização, de ir de galochas, contribuiu muito para o meu bem-estar durante todo o rolê! Logo que entrei fui impactada pelo Coral Tape Mirim, junto com a cacica Eliara Antunes, já anunciando a potência e a presença da música ancestral. Em seguida, Anelis Assumpção veio com sua energia super positiva, onde o clima de entrosamento da banda se estendeu ao público, entregando um fim de tarde digno da ilha da magia, onde a chuva abrilhantou o cenário, sem chegar a incomodar. Destaque para nossa conterrânea santista Tulipa Ruiz, curtindo o show da amiga. Em seguida, já no cair da noite, Rubel subiu ao palco com suas canções românticas, talvez o momento mais melódico do festival. O carioca apostou na conexão com o público, conversando e fazendo comentários entre uma música e outra. Como em todo festival, fica difícil conseguir acompanhar tudo o que está rolando, mas deu tempo de conferir a Tenda Discoteca, com destaque para a participação do Projeto de Raiz, que trouxe seu hip-hop de responsa, apresentando a MC Yasmim Limas, que mandou a braba no mic, envolvendo geral no seu som recheado de papo-reto e vivências reais nas letras. Saí da tenda e fui surpreendida pelo samba de Jorge Aragão, que já abriu o show com Eu e Você Sempre. Momento nostalgia total, geral cantando junto os clássicos dos anos 90, daquele jeito de não deixar nem mesmo o mais roqueiro ileso: impossível não dançar e cantarolar com aquele repertório emocionante, executado de forma impecável. Parabéns pros músicos! Nessa hora a chuva deu uma trégua e o público chegou em peso, confirmando o FBC como uma das atrações mais esperadas do festival. O padrin abriu sua apresentação agradecendo seu reconhecimento na cena musical brasileira e apresentou as músicas de seu disco novo, O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar Para Outro Planeta, que agradou geral pela produção competente de sempre, recheada de referências orgânicas. Pra não decepcionar o público, encerrou o show com um pot-pourri dos hits de seu disco anterior, Baile. Na hora da chuva mais pesada do dia todo foi a vez de Liniker entrar no palco. Mas água, nem lama nenhuma, foi capaz de desanimar o público, que foi presenteado com uma baita sintonia musical. A cantora não só mostrou total entrosamento com a banda, como se divertiu regendo seus músicos e até botando todos pra dançar no fim do show. Nação Zumbi chegou com toda potência de uma banda que se mantém atual nas críticas contundentes de suas letras e na sonoridade de suas levadas, com mais de 30 anos de carreira. Infelizmente o show foi interrompido algumas vezes por problemas técnicos, mas tanta “energia boa circulando”, como comentou Du Peixe, também acabou por dar outra trégua na chuva. O vocalista conduziu a apresentação com tranquilidade, trocando ideias com o público, puxando algumas canções a capela, acompanhado de riffs clássicos que Dengue tocava no baixo, fazendo geral cantar junto. Importante destacar o open água, iniciativa importantíssima de redução de danos pra qualquer rolê. Porém, um pouquinho mais de investimento na infraestrutura poderia garantia melhor a permanência no local. Fez falta um espaço onde fosse possível sentar sem estar com os pés na lama, pra descansar um pouco. Mas, sem dúvida, os sapatos sujos não serão a principal lembrança que Arvo2023 deixou. Impacto positivo no público presente, impacto reduzido no lixo gerado pelo evento. Parabéns, Arvo! Que na próxima edição continue exalando seu brilho, faça chuva ou faça sol.
Silva e Liniker lançam EP conjunto com regravações

Silva lançou um EP exclusivo com a cantora Liniker, pela Som Livre. A parceria, disponível em todas as plataformas de música, traz regravações que ganham destaque no trabalho enriquecido de música brasileira, que conta com direção musical do capixaba. A parceria da dupla deu ao público um gostinho de quero mais. As composições que fazem parte do EP trazem a calma e o romantismo de ambos em sucessos como Cigano, Sorte, Barato Total e Mutante, que também ganham vídeos. “Liniker e eu nos conhecemos há alguns anos e sempre tive vontade de cantar com ela. Além de termos nascido no mesmo dia, o amor pela música é algo que nos aproxima muito. O momento de cantarmos juntos chegou e resolvemos homenagear artistas que fazem parte do nosso Olimpo musical. Djavan, Gal Costa, Rita Lee e Gilberto Gil. Fizemos com carinho e espero que esse registro emocione as pessoas”, conta Silva.
Primavera: Toda de rosa, Liniker emociona com vocal potente e set forte

Luccas Carlos e a cantora Liniker foram os representantes brasileiros no Palco Primavera, o principal da primeira edição do Primavera Sound, que teve início neste sábado (5). Aliás, Liniker entregou uma das melhores apresentações do dia, logo após o show de Amaia, que aconteceu no Palco Beck’s. Com muita desenvoltura, público na mão e uma banda incrível por trás, a cantora colocou o público para cantar e dançar do início ao fim. E arrancou lágrimas também. Atualmente com 27 anos, Liniker alcançou a fama em 2015, quando despontou nacionalmente e internacionalmente com o grupo Caramelows, lançando o EP Cru. A parceria com o Caramelows rendeu ainda dois ótimos discos, Remonta (2016) e Goela Abaixo (2019), ambos presentes em listas de melhores álbuns do ano. Mas Liniker sabe que é gigante. Hoje brilha em carreira solo, como cantora e atriz. No Palco Primavera, toda de rosa, assim como os integrantes da banda, Liniker cantou, tocou guitarra, dançou, correu de um lado para o outro. Estava muito feliz e à vontade diante de uma plateia muito receptiva. Começou o show com Antes de Tudo, faixa do seu álbum solo de estreia, Indigo Borboleta Anil (2021), que foi a base do repertório.Foi desse álbum que vieram outras canções apresentadas no show, como Mel e Baby 95. “Aplaude e grita porque tem uma travesti no palco”, gritou a artista. Mas nem precisava pedir, o público já estava entregue.