Superalma reinventa a nostalgia e ecoa a leveza poética de Lulu Santos no single Tô Voltando Pra Casa

O tempo funciona como um espelho, que reflete quem fomos, ao mesmo tempo em que nos propõe dar um passeio imagético. Nesse percurso, tem-se a chance de vislumbrar aquilo que ainda poderemos ser. Foi nesse intervalo, entre a lembrança e o desejo, que o trio Superalma encontrou a centelha para criar seu novo single, Tô Voltando Pra Casa. A estreia chega pelo selo Cósmica Records. Inspirada em trechos da composição de Tempos Modernos, clássico absoluto de Lulu Santos, a faixa nasceu em uma tarde tranquila, dessas em que o estúdio também se faz casa e as sutilezas, guiadas pelo acaso, são convertidas em som. Mais do que uma reverência à poesia de Santos, consagrado hitmaker brasileiro, o que se ouve desse encontro entre a vocalista Bella Vox e os produtores Frankstation (baixo e synths) e U.F.O. (guitarra e synths) é um gesto de liberdade. A novidade soa como um reencontro do trio com a vontade de viver, com esse sol que bate no vidro do carro e nos oferece a possibilidade de seguir estrada adentro. A ideia de compor Tô Voltando Pra Casa nasceu de uma percepção coletiva do grupo, que buscava privilegiar sentimentos despretensiosos — um respiro necessário em meio às urgências cotidianas. “Sempre achamos essa letra de Lulu muito foda. Reconhecemos o quanto ele é um cara sinistro como instrumentista. Então, voltando nessa letra e melodia, foi fácil perceber que a canção que estávamos criando poderia funcionar como uma oportunidade de mergulhar nesse momento nostálgico, alinhado a uma estética leve e que fluísse”, explica U.F.O.  Nesta jornada marcada pela pulsação solar, a princípio tão cara à musicalidade da década de 1980, o trio também introduz outros elementos de memória afetiva, como as guitarras que ecoam a banda Charlie Brown Jr. e o potente pop/rock dos anos 2000. A cada acorde, paira a impressão de que sua nova música avança como o desprender natural do peso das horas. O resultado é uma digressão, que reflete sobre a fugacidade da vida, o anseio pela tranquilidade e a beleza de habitar o agora. “A nossa música quer traduzir a ideia de que a vida é um foguete, que tudo passa rápido demais”, prossegue U.F.O. Assim é que Tô Voltando Pra Casa encontra sua força motriz, um sentimento que finca raízes no encontro entre a melancolia e o riso, entre o ontem e o que ainda virá. Nos preparativos para a chegada do álbum Todo Tempo Que Virá Depois Desse Momento – Volume 2, o trio segue explorando territórios onde a imaginação se impõe como palavra de ordem. Cada canção se articula como um sopro de liberdade, um instante suspenso em que passado, presente e futuro se entrelaçam em perfeita harmonia. Entre vocais que dançam com as guitarras, flutuando entre diferentes estados, o trio leva o ouvinte a atravessar essas paisagens sonoras como quem percorre ruas infinitas, lembrando que toda viagem, interna ou externa, é também um retorno para si mesmo. Nesse fluxo, Bella Vox, Frankstation e U.F.O. não apenas criam música: criam atmosferas, despertam sensações e transformam cada nota em um convite poético para sentir e simplesmente estar.

Telegrama: Pablo Vermell homenageia Lulu Santos em novo videoclipe

Pablo Vermell - Telegrama

Quando o assunto é música pop no Brasil, Lulu Santos é uma das grandes referências, inspirando artistas de todos os cantos do Brasil. E Pablo Vermell é justamente um deles. Pablo divulga videoclipe para a sua versão de Telegrama. A faixa, que é uma composição de Lulu Santos e Scarlet Moon, originalmente integrou o disco Lulu (1986) e foi regravada por Pablo Vermell à convite do selo Joia Moderna, que a inseriu na coletânea Futuro do Passado – As Canções de Lulu Santos.  No videoclipe, Pablo Vermell realça a importância de três obras de Lulu Santos. Tratam-se dos discos O Ritmo do Momento (1983) e Eu e Memê, Memê e Eu (1995) e do compacto Melô do Amor (1980), que são representados ao decorrer dos frames.  Com este espírito, Pablo faz com que a sua versão de Telegrama encontre um elo entre a música alternativa contemporânea e o pop rock oitentista. O material audiovisual foi desenvolvido em parceria com o filmmaker Mika Xavier. A música, por outro lado, tem produção de Daniel Cataldi.  A coletânea Futuro do Passado homenageia os 40 anos de carreira de Lulu Santos à medida que compila relíquias e hits com vários artistas independentes. Assim, além de Pablo, o disco reúne nomes como Duda Brack, Bemti, Antonia Morais, entre outros. A curadoria ficou a cargo do DJ Zé Pedro e do jornalista Renan Guerra.  Pablo destaca que a sua versão de Telegrama busca uma sonoridade distinta, que foge da obviedade enquanto traça um paralelo entre a paixão e a liberdade.  “O amor pode ser tão intenso, difuso e libertador quanto um passeio pela maior metrópole do país. Essa percepção me inspirou no videoclipe e nas sessões de gravação da música em si. O Lulu Santos sempre foi uma grande referência para o meu trabalho. Por isso, me sinto muito feliz em homenageá-lo de alguma forma”. Natural da cidade de Guarujá, no litoral paulista, Pablo Vermell é um músico, jornalista e publicitário. Em 2021, estreou como artista solo divulgando o EP Fugaz, onde colaborou com YMA e Sara Não Tem Nome. Em seguida, mergulhou no mercado argentino com os singles Ya No Quiero Estar e Nada Que Decir (SP), lançados respectivamente em parceria com MOGUE (Julio Y Agosto) e Lumines.  Para a sequência de 2022, Pablo deve lançar uma série de conteúdos autorais, incluindo um EP e três singles.