Barbarize convoca legado do manguebeat ao lado de Fred Zero4 em novo videoclipe

O duo Barbarize lançou o videoclipe de Mangue, faixa do álbum de estreia Manifexta, aprofundando sua relação com o território onde nasceu, a Comunidade do Bode, no Recife. A música conta com a participação de Fred Zero4, fundador do Mundo Livre S/A e um dos nomes centrais do manguebeat, em um encontro que articula memória, identidade e crítica social a partir das margens da cidade. A aproximação entre Barbarize e Fred Zero4 surgiu de um reconhecimento artístico mútuo e se consolidou naturalmente quando a faixa ficou pronta. Musicalmente, Mangue parte do trap, dialoga com o boombap e incorpora riffs de guitarra que trazem organicidade à composição. A percussão de Maurício Badé, somada ao beat eletrônico e à flauta, constrói uma atmosfera ritualística que equilibra elementos urbanos e tradicionais, reforçando o diálogo entre passado e presente. O mangue surge como símbolo de origem e resistência, com versos que afirmam a relação do grupo com o território e utilizam imagens do ecossistema como metáforas de sobrevivência coletiva. O videoclipe amplia esse discurso ao adotar uma estética que transita entre o afro-surrealismo e o afro-futurismo, tratando o audiovisual como extensão política da canção. Ao unir natureza, tecnologia e crítica social, Barbarize reafirma sua identidade artística e atualiza o legado do manguebeat a partir de uma perspectiva contemporânea e periférica.
Nação Zumbi Sinfônico: Afrociberdelia ganha orquestra nos 30 anos de lançamento

O mangue vai ocupar a sala de espetáculos mais nobre de São Paulo. Nos dias 2 e 3 de fevereiro (segunda e terça-feira), o Theatro Municipal recebe um encontro inédito: Nação Zumbi Sinfônico – Afrociberdelia 30 Anos. O concerto celebra as três décadas de lançamento de Afrociberdelia (1996), o segundo disco da banda (ainda com Chico Science) e uma das pedras fundamentais da música brasileira moderna. Peso da lama e a leveza da orquestra Para esta celebração, a pesada cozinha da Nação, que mistura rock, funk, maracatu e psicodelia, se une à Orquestra Experimental de Repertório (OER). A regência será do maestro Wagner Polistchuk, com orquestrações criadas especialmente pelo pernambucano Mateus Alves. A ideia é revisitar o álbum na íntegra, dando nova roupagem a faixas icônicas como Manguetown, Etnia, Mateus Enter e Maracatu Atômico. No palco, a formação traz a linha de frente histórica: Jorge Du Peixe (vocal), Dengue (baixo) e Toca Ogan (percussão), acompanhados por Marcos Matias e Da Lua (tambores), Tom Rocha (bateria) e Neilton Carvalho (guitarra). Nação Zumbi Sinfônico é aquecimento para o Carnaval O show no Municipal serve como um “abre-alas” de luxo para fevereiro. Vale lembrar que, no Carnaval 2026, a Nação Zumbi será o tema do desfile da Acadêmicos da Grande Rio, na Marquês da Sapucaí, com o enredo A Nação do Mangue. Serviço Nação Zumbi Sinfônico – Afrociberdelia 30 anos
Nação Zumbi celebra 20 anos de Afrociberdelia