Megadeth inicia adeus com show poderoso em São Paulo

Na história do heavy metal, as “turnês de despedida” tornaram-se um gênero em si. Muitas vezes vistas com ceticismo pelo mercado, para o Megadeth, o anúncio da turnê This Was Our Life carrega um peso de realidade que transcende o marketing. Na noite do último sábado (2), um Espaço Unimed completamente lotado e com ingressos esgotados há meses foi testemunha do show de número 42 da banda em solo brasileiro. Mas este não foi apenas mais um capítulo, foi o início de um adeus que promete durar anos, mas que já carrega a urgência do fim. Superação no palco Aos 64 anos, Dave Mustaine é uma figura de resiliência. Lutando contra a artrite, a paralisia no nervo radial e as sequelas de um câncer na garganta, o líder do Megadeth subiu ao palco para provar que, embora o corpo sinalize limites, a mente e o espírito thrash continuam imbatíveis. Sua voz, compreensivelmente desgastada pelo tempo e pelas batalhas de saúde, funcionou com uma autoridade que apenas os veteranos possuem, uma rouquidão que hoje serve bem à narrativa sombria de suas letras. Nova dinâmica e o “maestro” finlandês A formação atual é, talvez, uma das mais técnicas da história do grupo. James LoMenzo (baixo) e Dirk Verbeuren (bateria) formam uma cozinha implacável. Verbeuren, em particular, reafirmou sua posição como um dos melhores bateristas que já sentou no banco da banda, trazendo uma precisão cirúrgica a clássicos e músicas novas. No entanto, os olhos estavam voltados para Teemu Mäntysaari. Substituir Kiko Loureiro não é tarefa fácil, mas o finlandês entregou uma performance de altíssimo nível. Em faixas como a nova Let There Be Shred, Teemu e Mustaine duelaram com solos que remeteram aos anos 90, celebrando o virtuosismo técnico que é a marca registrada do grupo. Destaques do setlist do Megadeth O show abriu com o “pé na porta” de Tipping Point, faixa do álbum homônimo, lançado em janeiro passado. Uma canção que mistura a fúria rítmica com uma letra reflexiva de quem olha para trás sem arrependimentos. Logo em seguida, a surpresa da noite, The Conjuring. A inclusão desta faixa é significativa. Por anos, Mustaine evitou tocá-la devido à sua conversão ao cristianismo, mas o retorno dela ao setlist em São Paulo foi recebido como um presente histórico pelos fãs. O material mais recente voltou a marcar presença com I Don’t Care, que trouxe uma energia quase punk ao local, mostrando que o Megadeth ainda tem “contas a acertar com o mundo”. Mas, claro, foram os hinos que transformaram o Espaço Unimed em um caldeirão. Da precisão de Hangar 18 ao coro ensurdecedor em Symphony of Destruction, o público paulista mostrou porque o Brasil é parada obrigatória na rota de Mustaine. A execução de Ride the Lightning (cover do Metallica que tem Mustaine como coautor) foi um momento de catarse e uma piscadela nostálgica para os fãs que acompanham a trajetória de Dave desde o início, quando ainda integrava o outro grande nome do Big Four. Por fim, o encerramento com o combo Peace Sells e Holy Wars… The Punishment Due selou a noite com a perfeição técnica habitual. Longo adeus do Megadeth Embora a turnê seja de despedida, Mustaine já sinalizou que o processo pode durar de três a quatro anos, com a promessa de retornar ao Brasil para visitar mais cidades. A ideia é “sair em alta”, preservando o legado intacto antes que as limitações físicas tornem as apresentações inviáveis. Nota: 9.5/10 Setlist:

Megadeth fecha o ciclo de sua discografia e inclui música do Metallica

O último álbum do Megadeth deixa uma sensação ambígua. Há momentos em que Dave Mustaine e companhia soam afiados, conscientes do próprio legado e tecnicamente seguros. Em outros, a banda parece confortável demais em repetir fórmulas que ajudou a criar, mas que já não surpreendem como antes. O disco funciona mais como um fechamento de ciclo do que como uma obra disposta a ampliar fronteiras. A turnê de despedida passará pelo Brasil dia 2 de maio com ingressos esgotados. As faixas mais rápidas reforçam a identidade clássica do grupo, com riffs cortantes e andamento agressivo que remetem ao thrash metal tradicional. A atual formação mostra entrosamento, especialmente nas guitarras. Os fãs estavam curiosos após a saída de Kiko Loureiro, porém Teemu Mäntysaari, indicado pelo próprio brasileiro, ajuda a sustentar boa parte da energia do álbum. Ainda assim, a inspiração não se mantém constante. Em alguns momentos, as músicas soam previsíveis, com estruturas e soluções que dão a impressão de piloto automático ou de quem não preferiu arriscar. Polêmico “cover” do Metallica Curiosamente, o momento mais comentado do disco não está nas faixas autorais. O “cover” de Ride the Lightning, do Metallica, acabou se tornando o centro das atenções por motivos que vão além da música. Por conta da rivalidade histórica entre as duas bandas, fãs do Metallica passaram a ocupar fóruns e redes sociais para atacar a versão, classificando a gravação como vergonhosa, desnecessária e até desrespeitosa. A reação escancara como a relação entre Megadeth e Metallica segue viva no imaginário do metal, mesmo décadas depois da separação de Mustaine. O que poderia ser visto como um aceno ao passado virou combustível para debates inflamados, com críticas direcionadas à interpretação vocal, à produção e à própria escolha da faixa. Em entrevistas recentes, Mustaine afirmou que a música não é um cover, já que ele é co-autor, e rasgou elogios a James Hetfield como um guitarrista fantástico. Ele reforça ainda que gostaria de uma turnê unindo as duas bandas e selando a paz. No fim, o álbum entrega exatamente o que se espera de um Megadeth em fim de estrada: competência, identidade e peso, mas também limitações criativas evidentes. Não é um encerramento grandioso, tampouco um tropeço. É um disco que resume a banda como ela sempre foi, com seus méritos e suas repetições. Tem força suficiente para agradar fãs antigos, mas dificilmente será lembrado como um capítulo essencial da discografia.

Com show esgotado em São Paulo, Megadeth solta mais um single do álbum de despedida

A contagem regressiva para o lançamento do último álbum de estúdio do Megadeth continua com I Don’t Care, seu mais recente single e videoclipe, que chegou hoje (14), do álbum autointitulado da banda, com lançamento previsto para 23 de janeiro de 2026. Os titãs do metal, sem concessões, uniram-se ao diretor Keith J. Leman para o vídeo, que mescla cenas da cultura do skate com imagens dinâmicas da banda em performance. O álbum é uma das novidades do Megadeth para 2026, que inclui ainda uma turnê de despedida, com show já esgotado em São Paulo, no dia 2 de maio, no Espaço Unimed. O líder do Megadeth, Dave Mustaine, comentou sobre o single: “quantas vezes você já quis dizer isso para alguém? Eu sei que você quer! Lá no fundo, se tivéssemos coragem, diríamos ‘eu não me importo’ para mais pessoas com mais frequência.” Musicalmente, Mustaine explica: “parte do riff principal desta faixa estava na minha cabeça desde que fizemos TSTD&TD (The Sick, The Dying… And The Dead!), então eu estava super animado para começar a gravar I Don’t Care para este LP. Eu realmente adoro as nuances de guitarra na faixa. Tem o riff rítmico principal, depois, uma parte de palhetada descendente bem deliberada, em seguida, os acordes em oitava com jump picking nas notas da oitava (enquanto ainda se usa a palhetada descendente!). E o solo e a troca de solos entre mim e Teemu [Mäntysaari] é magnífico!”. O novo single sucede Tipping Point, o primeiro single do álbum, e uma faixa bônus muito especial: uma versão repaginada de Ride The Lightning, que Mustaine coescreveu com James Hetfield, Cliff Burton e Lars Ulrich, do Metallica, e que foi a faixa-título do álbum de 1984 da banda.

Megadeth inclui São Paulo na turnê de despedida

Os fãs brasileiros do Megadeth têm um último encontro marcado com a história do heavy metal. A banda liderada por Dave Mustaine anunciou uma única apresentação no Brasil no dia 2 de maio de 2026 (sábado), no Espaço Unimed, em São Paulo. Com produção da Mercury Concerts, a venda de ingressos para o público geral começa no dia 5 de novembro (quarta-feira), às 10h, pelo site Eventim. E no dia 3 de novembro (segunda-feira), no mesmo horário, será aberta a pré-venda exclusiva para os membros do fã-clube da banda, também pelo site Eventim. Esta será a última chance dos fãs brasileiros testemunharem ao vivo a potência, a técnica e a fúria que consagraram o Megadeth como uma das maiores bandas de metal de todos os tempos. Formado em 1983, o Megadeth é considerado um dos Big Four do thrash metal, ao lado de Metallica, Slayer e Anthrax. Com mais de 50 milhões de álbuns vendidos e um Grammy conquistado, a banda deixa sua marca na história da música pesada ao combinar técnica, velocidade e letras afiadas sobre política, guerra e sociedade. Após mais de quatro décadas, Dave Mustaine e seus companheiros — Teemu Mäntysaari (guitarra), James LoMenzo (baixo) e Dirk Verbeuren (bateria) — se despedem dos palcos prometendo uma noite épica, com clássicos que marcaram gerações — como Symphony of Destruction, Hangar 18, Peace Sells e Holy Wars… The Punishment Due — além de faixas do álbum mais recente, The Sick, The Dying… And The Dead!. SERVIÇO Cidade: São Paulo Data: 2 de maio de 2026 (sábado) Local: Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 Portas: 19h MEGADETH: 21h30 Classificação Etária: 16 (dezesseis) anos desacompanhados. Menores de 16 (dezesseis) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial. Preços                       Inteira                      Meia Pista Premium         R$ 750,00                 R$ 375,00 Pista                         R$ 450,00                 R$ 225,00 Mezanino                 R$ 800,00                 R$ 400,00 Camarote A              R$ 900,00                 R$ 450,00 Camarote B              R$ 850,00                 R$ 425,00

Megadeth anuncia fim da banda com turnê e álbum de despedida

O fim de uma era. Dave Mustaine confirmou que o próximo álbum de estúdio do Megadeth será o capítulo final de uma das bandas mais influentes do thrash metal. Previsto para o início do próximo ano pelo selo Tradecraft, em parceria com a Frontiers Label Group e sua subsidiária BLKIIBLK, o disco virá acompanhado de uma turnê mundial de despedida. Em mensagem aos fãs, o líder do Megadeth disse que muitos músicos chegam ao fim da carreira de forma acidental ou intencional, e que a maioria não consegue se despedir no auge e por conta própria. Ele afirmou que este é o momento certo para encerrar esse ciclo e que este será o último álbum de estúdio do Megadeth. Pediu que o público não fique triste, mas que comemore junto nos próximos anos. “Fizemos muitos amigos ao longo dos anos e espero ver todos vocês em nossa turnê global de despedida. Começamos um estilo musical, começamos um revolução, mudamos o mundo da guitarra e a forma como ela é tocada, e mudamos o mundo. As bandas em que toquei influenciaram o mundo. Amo todos vocês por isso. Obrigado por tudo”, completa. O primeiro single será lançado ainda neste segundo semestre, junto com o início das pré-vendas globais. No próximo ano, o vocalista do Megadeth também lançará um novo livro de memórias, ainda na esteira do fim da banda.

Artistas do Megadeth, Dead Fish e Ratos de Porão formam superbanda

Heavy Metals

Uma superbanda de rock formada por alguns dos principais artistas do punk e metal do Brasil e exterior. Essa é a proposta da Heavy Metals Band, projeto musical inédito em defesa da vida marinha e conscientização sobre a contaminação de peixes por metais pesados. A banda foi criada em apoio a Sea Shepherd Brasil, entidade de proteção do oceano, e tem como integrantes artistas veganos ou vegetarianos que apoiam a causa. Entre eles, Rodrigo Lima, vocalista da banda Dead Fish, Dirk Verbeuren, baterista do Megadeth, Juninho Sangiorgio, baixista do Ratos de Porão, e Iara Bertolaccini, ex-guitarrista da Blastfemme. O projeto contempla o lançamento do single Ciclo Metal em português e uma versão em inglês, ambos compostos em parceria com os artistas. Na canção, os músicos não só alertam sobre os riscos de contaminação de quem se alimenta de peixes e outros animais marinhos, como também trazem referências ao universo do rock. O “Metallicola”, por exemplo, é um crustáceo batizado em homenagem ao Metallica, e que vive cercado de nódulos de manganês. “Como cresci no hardcore e punk, sempre acreditei na música como instrumento para passar uma mensagem. É o que criamos com a música Ciclo Metal. Qualquer pessoa com bom senso vai entender que poluir os mares com químicos, agrotóxicos, esgoto e metais pesados é prejudicial para todo mundo. Idem para a caça predatória. A mensagem é um alerta para todos”, destaca Juninho, que além de baixista da banda, co-produziu os arranjos da música. Dirk, do Megadeth, concorda com o colega. “A música me permite compartilhar informações sobre temas que importam. Quem tem prestado atenção sabe que a sobrevivência de nosso mundo está em jogo. Sinto que é meu dever usar a música como plataforma para tentar fazer o bem por todos os habitantes do planeta Terra – não apenas humanos, mas também animais”. Idealizado pela agência Wieden+Kennedy São Paulo e produção de áudio da Mugshot, o projeto conta, além da música, com um videoclipe criado pelo estúdio britânico Fromm, especializado em arte 3D e ilustrações, e está disponível nas principais plataformas de streaming.

Megadeth fará show único no Brasil em 2024; veja detalhes

O Megadeth confirmou o retorno à América Latina para o lançamento do 16º álbum, The Sick, The Dying… And The Dead, com parada no Brasil. A banda de David Mustaine trará seu thrash metal intransigentemente feroz para São Paulo, em 18 de abril, no Espaço Unimed, com produção da Mercury Concerts. A venda dos ingressos vai abrir para o público na terça-feira (14), às 10h, pela plataforma Ticket 360. E na véspera, no mesmo horário, será aberta a pré-venda exclusiva para os membros do fã-clube da banda. Em 2019, a banda seria uma das atrações do Rockfest, em São Paulo, mas Mustaine foi diagnósticado com câncer na garganta e iniciou o tratamento imediatamente. Em seguida veio a pandemia, os cancelamentos das turnês… No entanto, em setembro do ano passado o Megadeth soltou um novo trabalho e ficou claro que a potência sonora retornou ao ápice, com riffs frenéticos, solos de guitarra ferozmente intrincados e o mesmo espírito inovador do início, tudo misturado com a precisão e virtuosismo característicos, e claro a voz rouca, singular e irônica de Mustaine. “Pela primeira vez em muito tempo, tudo o que precisávamos neste disco está no seu devido lugar”, afirmou Mustaine, guitarrista, vocalista e líder do Megadeth. SERVIÇO Data: 18 de abril de 2024 (quinta-feira) Local: Espaço Unimed. Rua Tagipuru, 795 Portas: 19h30 MEGADETH: 21h30 Preços                      Inteira           Meia Pista Premium       R$ 680,00     R$ 340,00 Pista                        R$ 440,00     R$ 220,00 Mezanino                 R$ 720,00     R$ 360,00 Camarote A              R$ 850,00     R$ 425,00 Camarote B              R$ 800,00     R$ 400,00

Megadeth libera o álbum The Sick, The Dying… And The Dead!

O Megadeth está coroando uma bem-sucedida turnê global com o lançamento de seu 16º álbum de estúdio, The Sick, The Dying… And The Dead!, via UMe. Com 12 faixas, o disco está disponível em CD, vinil, cassete e também nos formatos digitais. Aliás, está saindo também uma edição deluxe limitada com dois LPs, álbuns de 12 faixas em vinil preto 180g com capa gatefold numerada e encarte de 12x24cm com letras e créditos, uma litografia de vinil lenticular e uma litografia de 7 polegadas de bônus com We’ll Be Back e o inédito lado B The Conjuring (Live). A primeira canção a ser liberada de The Sick, The Dying… And The Dead! foi uma música feroz, típica do Megadeth, We’ll Be Back. Ela foi acompanhada por We’ll Be Back: Chapter I, um curta épico de ação que conta a trajetória do mascote do Megadeth, Vic Rattlehead. Produzido por Dave Mustaine, We’ll Be Back: Chapter I é uma história de bravura, sacrifício pessoal e força para sobreviver. Foi a primeira parte de uma trilogia de vídeos preparando a chegada de The Sick, The Dying… And The Dead!