Matanza Inc lança o EP “Obscurantista” e consolida nova formação

O Matanza Inc decidiu olhar para frente da única forma que sabe: com volume alto e confronto. Nesta sexta-feira (30), a banda disponibilizou nas plataformas de streaming o EP Obscurantista, lançamento que sai via Monstro Discos. Este é o primeiro registro completo com a formação atual, capitaneada pelo compositor e guitarrista Marco Donida. Ao lado dele, estão Daniel Pacheco (vocais), Marcelo Albuquerque (baixo) e Marcos Willians (bateria). Peso e ironia ácida na Obscurantista O trabalho conta com cinco faixas: Marcha para Asmodeus, Presença Nefasta, Sangue na Festa, A Única Certeza e a faixa-título. Liricamente, o grupo mantém a tradição de Marco Donida: crítica social mordaz, ironia ácida e o retrato de um mundo em colapso. Musicalmente, a banda aprofunda a fusão de riffs agressivos com elementos de country, agora inseridos de forma mais orgânica. “O discurso permanece afiado, sustentado por letras que não buscam conforto, mas confronto… A proposta segue sendo a mesma: fazer barulho, provocar desconforto e refletir, de forma crua, o tempo em que se vive”, diz o material de divulgação. Obscurantista funciona como uma reafirmação de identidade, mostrando um Matanza Inc seguro de sua trajetória e longe de tentar apenas agradar aos nostálgicos. Ouça o EP na íntegra

Banda uruguaia Dunas Riders lança EP pela Monstro Discos

A gravadora goiana Monstro Discos lançou o EP de estreia do Dunas Riders, El Retorno del Senecio, que saiu em parceria com o selo Scream&Yell, de São Paulo. O trabalho apresenta um estilo próprio que a banda batizou de garage beach rock, uma mistura de surf music, psicodelia, garage rock e jangle pop. Um tsunami sonoro com fortes influências de bandas como The Blank Tapes, Sugar Candy Mountain e Gaye Su Akyol. Criada em Aguas Dulces, a Dunas Riders nasceu como resposta a um evento traumático: em 2016, uma tormenta atingiu a costa do pequeno balneário na cidade de Castillos, onde moravam os integrantes, destruindo mais de 20 casas – incluindo a do baixista. Para superar esse momento, Ripi Arruti (baixo) e Sebastián Magallanes (guitarra) formaram uma banda para canalizar seus próprios tormentos. O resultado? Um som enérgico e visual, que evoca uma atmosfera praiana com tons psicodélicos. Anos depois, junto à tecladista Emma Ralph (que, assim como Ripi, também integrou a premiada Molina y Los Cósmicos, com várias turnês pelo Brasil) e o baterista Germán Fernández, gravaram cinco músicas que deram origem ao EP. No entanto, essas gravações foram guardadas até que o produtor e jornalista brasileiro Leonardo Vinhas as descobriu durante uma viagem ao Uruguai. Posteriormente, Vinhas recrutou o produtor gaúcho Everton Severo (que produziu bandas como Borduna e Cuscobayo) para enfatizar a crueza da sonoridade única dos Dunas Riders, mas mantendo as muitas camadas que compõem seu som. Atualmente, a banda conta com o baterista Gastón Briseño e prepara uma intensa agenda de shows pelo Uruguai. Quem sabe, em breve, essa onda também chega aqui no Brasil. Pegue sua prancha, o filtro solar e venha surfar nessas águas doces uruguaias.

Monstro Discos lança álbum gravado durante o Goiânia Noise de 2024

O rock independente goiano ganha força com o lançamento de Estúdio Sesc – Goiânia Noise, um álbum que reúne performances gravadas ao vivo em um estúdio montado em formato de aquário durante o 28º Goiânia Noise Festival, em 2024. Disponível via Monstro Discos em todas as plataformas de streaming, o projeto é uma celebração da criatividade e resistência da cena local. Realizado em parceria com o Sesc Goiás, o Estúdio Sesc – Goiânia Noise transformou a esplanada do Centro Cultural Oscar Niemeyer em um espaço único durante os três dias do festival. Com paredes de vidro que permitiram uma interação direta entre artistas e público, o estúdio funcionou como um terceiro palco do evento, reunindo 12 bandas goianas para gravar uma música cada. Sob a direção e produção de Gustavo Vazquez, conhecido por trabalhos icônicos no rock nacional, o projeto capturou performances marcantes e únicas. Entre as bandas participantes, destacam-se nomes promissores e veteranos do cenário local: 6º Sentido, União Clandestina, Distorce, Sangra D’Água, AnarkoTrans, Idos de Março, Banana Bipolar, Realife, Nienori, SóTão, Sheena Ye e The Last Shot. Cada uma trouxe sua personalidade e energia para o projeto, evidenciando a pluralidade do rock goiano – que vai do punk e grunge ao post-rock e experimental. Criado originalmente em 2007, o Estúdio Noise é uma iniciativa pioneira que, além de chamar a atenção do público, se consolidou como uma plataforma de visibilidade para bandas locais. Em 2024, a parceria com o Sesc Goiás ampliou o alcance do projeto, fortalecendo ainda mais a cena independente e destacando Goiânia como um polo criativo do rock nacional. Durante os três dias do festival, o público pôde acompanhar não apenas as performances das bandas, mas também os bastidores do processo de gravação – desde os ajustes técnicos até os momentos de improviso e interação entre músicos e produtores. Essa proximidade criou uma experiência imersiva e única, reforçando a conexão entre artistas e fãs. Agora, o álbum digital lançado pela Monstro Discos apresenta o resultado de todo esse processo. O projeto reafirma o compromisso da gravadora em fomentar, valorizar e divulgar a produção musical local, enquanto celebra a resistência e vitalidade do rock goiano, que segue se reinventando e conquistando novos públicos.

Novas músicas da Red Sand King concretizam parceria com a Monstro Discos

Formada em 2022 com ex-integrantes da Two Wolves (Maurícius Wolf, Sérgio Araújo e André Machado) e contando ainda com o baterista Rodrigo Andrade, do Hellbenders, e o vocalista Dan Kong, a Red Sand King concretizou sua parceria com a Monstro Discos através do lançamento de duas músicas nas plataformas de streaming. Joke e Last Day são os primeiros singles de uma série que o grupo irá apresentar até o fim de agosto. As duas músicas novas marcam o primeiro trabalho produzido pela própria banda que buscava mais liberdade e principalmente mais tempo para se dedicar na gravação de cada canção. Marcam também a realização de um sonho do quinteto que era trabalhar com o premiado guitarrista e produtor João Milliet, vencedor de dois Grammy Latino, que assinou a mixagem e a masterização das faixas. Com forte influência de Paramore, Muse e Nothing but Thieves, Joke explora o relacionamento tumultuado entre duas pessoas que oscilam entre a amizade e a intimidade, acabando por perceber que não foram feitas uma para a outra. A música reflete sobre a ironia e a turbulência emocional desta relação, como se este relacionamento fosse uma piada cruel do destino. Já Last Day remete a Coldplay, The Killers e Panic! At The Disco e trata sobre aproveitar o momento e viver a vida ao máximo, abraçando a espontaneidade e a intimidade como se cada dia fosse o último. A música incentiva deixar de esperar e mergulhar totalmente no presente, dançando e criando memórias. A Red Sand King prepara ainda mais quatro músicas para lançar até o final de agosto. Além disso, a banda já soltou um EP, By the River, e os singles Civil War e Cardiac Arrest, que foi gravado em São Paulo, no Midas Estúdio, a convite do produtor Sergio Fouad (Titãs, Zeca Baleiro). Mesmo novo, o grupo também costuma se dedicar muito a estrada e já tocou duas vezes no Goiânia Noise Festival, além de Brasília, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Piracicaba e Ribeirão Preto.

Banda goiana Blowdrivers lança EP Waste of Time; ouça!

A banda goiana Blowdrivers disponibilizou nas plataformas de streaming, via Monstro Discos, o EP Waste of Time, que traz três músicas e marca o encerramento de uma formação da banda, com a saída do baterista Wendel Will, que esteve no grupo de 2019 até 2023. Com sete anos de história, a Blowdrivers vem se destacando na cena autoral de Goiânia com um som que mescla o rock clássico dos anos 70 com o funk rock dos 90 e pitadas de grunge e pós punk. A banda lançou seu disco de estreia, You Gonna Enjoy the Feeling, em 2018, e um EP, Cooking Something New, em 2020. Depois, apresentou ainda o single Looks Like Me, em 2021, que trouxe um clipe estrelado por Marcos Jeeves, o Keanu Reeves brasileiro. Agora o quarteto apresenta essas três novas músicas. Pandora’s box, a faixa que abre o EP, é a mais melódica e foi inspirada nos conflitos internos que a maioria das pessoas teve durante a pandemia. A música trata das oscilações mentais que um ser humano pode ter em tempos de tensão e dos inimigos internos que cada um tem dentro de si mesmo. A segunda faixa, Sexy and Acid, trata de como a banda vinha lidando com sua própria trajetória e como quer lidar com o futuro. Tem riffs enérgicos e uma pegada caótica, com a alteração de dinâmicas que já é marca da banda. Por fim, Who Pays the Show?, que fecha esse EP, é a música mais pesada produzida pela banda. Rápida e com influencias do punk, a música conta a história de quatro ladrões de banco que acordam de um sonho e descobrem que na verdade são uma banda de rock.

Sensação indie, duo brasiliense YPU lança álbum de estreia

Uma das grandes sensações do indie rock nacional. o duo brasiliense YPU lançou seu disco de estreia numa parceria da Monstro Discos com o site/selo Scream&Yell. Disponível em todas as plataformas digitais, Paranoar ganhou também uma versão em vinil verde, 180 gramas. Musicalmente, o disco combina experiências poéticas, políticas, domésticas, sentimentais & um mergulho vibrante nas sonoridades de Brasília. A YPU é formada por Ayla Gresta – compositora e trompetista – e Gustavo Halfeld, guitarrista e produtor musical. O álbum foi precedido pelo single Somebody in Love with You, lançado no último dia 30 de junho, que proporcionou um vislumbre da sonoridade inspirada nas gravações de funk, rock e disco dos anos 1960 e 1970, com microfones e compressores analógicos. A experiência mais ampla vem agora com o álbum completo: as canções se tornam marcos de catarse e calor, refletindo a jornada da dupla em redescobrir a si mesmos e ao mundo após uma pandemia distópica. Paranoar traz referências afetivas comuns a tantos de nós, desde o pop a partir da perspectiva feminina de auto liberação, (Madonna, Cyndi Lauper), ao classic rock com catarses amorosas (Rita Lee, Queen), indo até o sertanejo raiz de canções de estrada e de saudade (Paulinho Pedra Azul, Geraldo Azevedo). Transformação, música de trabalho de Paranoar, fala de amar sem as amarras da posse. Influenciada por formas de pensar e existir dos povos originários, a canção de arranjo inesperado e dançante descreve o percurso do amor romântico à aventura do amor livre. A introdução, em que a melodia da voz é embalada por backing vocals, chocalho e alfaia, cria o mundo onírico e tenso da idealização, embalado por percussões brasileiras. O clima é quebrado pela entrada surpreendente de bateria, baixo, guitarra e órgão, com balanço envolvente. As referências mais marcantes da canção vêm do trabalho de artistas como Khruangbin, O Terno, Gal Costa, Os Mutantes e Moraes Moreira. O álbum foi gravado entre fevereiro e março de 2023 na casacajá (Brasília) um estúdio-hangar capitaneado por Halfeld que já recebeu e gravou importantes artistas como Lee Ranaldo (Sonic Youth), Yonatan Gat, Ava Rocha, Toninho Horta, Dinho Almeida (Boogarins) e Glue Trip. ‘paranoar’ traz mescla de influências: funk, disco, MPB e classic rock. As músicas têm um aspecto lúdico, solto e sensual. Além das texturas de guitarra e das intervenções de trompete, a sonoridade da YPU agora incorpora grooves percussivos, vocais em contracanto, linhas de baixo sinuosas, beats dançantes e um toque de psicodelia. Halfeld seguiu a orientação que costuma dar às bandas que produz: arranjar e ensaiar músicas com a potência de show para a captação ao vivo em 3 diárias. O álbum pulsa esse registro do momento. Paranoar foi mixado por Halfeld e Gresta, com produção conjunta de João Mansur (‘Akhi Huna). A masterização foi realizada por Felipe Tichauer, da Red Traxx Mastering, ganhador de 12 Grammys Latinos. A YPU também contou com a colaboração de músicos renomados, como Marcelo Moura, Ramiro Galas, Dinho Lacerda e Flávio Franklin, ampliando sua potência sonora e transmitindo a energia arrebatadora de suas performances ao vivo.

Lucy and the Popsonics celebra 17 anos de álbum icônico com bônus

A banda brasileira Lucy and the Popsonics, renomada por sua mistura única de eletropop, indie rock e eletrônica, está comemorando o aniversário de 17 anos de seu icônico álbum de estreia, A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas. Para celebrar essa ocasião especial, o álbum está sendo relançado com quatro bônus tracks inéditas, que trazem uma nova perspectiva ao trabalho original. Formada por Fernanda Popsonic e Pil Popsonic, o duo brasiliense Lucy and the Popsonics emergiu na cena musical dos anos 00’s com um som cativante e original. Desde então, eles conquistaram admiradores em todo o mundo, tendo se apresentado em prestigiosos festivais, como o South by Southwest (SXSW) por três vezes, o Printemps des Bourges e o Femmes s’en Mêlent na França, além de terem feito parte do lineup do renomado IDEAL, também na França. Sua música eclética e energética transcende barreiras culturais e lingüísticas, proporcionando uma experiência única aos ouvintes. A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas foi um marco na discografia de Lucy and the Popsonics, e agora, após 17 anos de seu lançamento original, a banda está relançando o álbum com quatro bônus tracks emocionantes. Essas faixas adicionais trazem novas camadas sonoras, explorando ainda mais as influências e o estilo característico da banda. Os fãs terão a oportunidade de mergulhar em um universo musical ampliado, que incorpora elementos eletrônicos, grooves cativantes e letras divertidas. O duo tem orgulho de ter levado sua música a mais de 10 países, encantando audiências ao redor do mundo. Agora, com o relançamento de A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas, Lucy and the Popsonics pretende reviver as memórias e emoções que cercam esse álbum emblemático, ao mesmo tempo em que introduz aos fãs novas criações musicais. Acompanhando o lançamento, a banda planeja realizar uma série de shows e eventos especiais para comemorar o aniversário de 17 anos do álbum. Os fãs terão a oportunidade de testemunhar ao vivo a energia contagiante e a presença de palco magnética que fizeram de Lucy and the Popsonics uma das bandas mais memoráveis dos anos 00’s. “Estamos incrivelmente gratos pela recepção que A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas recebeu ao longo dos anos”, disse Fernanda Popsonic. “Esse álbum é uma parte essencial da nossa história, e estamos emocionados em compartilhar essas novas faixas com nossos fãs. Esperamos que essa comemoração seja uma experiência especial para todos.” “Lucy and the Popsonics continua a evoluir artisticamente, e as bônus tracks são uma forma de expressar nossa criatividade de uma maneira nova e emocionante”, acrescentou Pil Popsonic. “Mal podemos esperar para subir ao palco e celebrar com todos vocês.”

Brasiliense YPU lança single que antecipa primeiro álbum da banda

Duo brasiliense que vem chamando a atenção no Brasil e também na Europa, o YPU lançou o single Somebody in Love With You, que antecipa o que virá no primeiro disco do grupo. A música está disponível em todas as plataformas digitais via Monstro Discos e também ganhou clipe no Youtube. Gustavo Halfeld e Ayla Gresta se conheceram quando foram escalados para interpretar músicos no filme Ainda Temos a Imensidão da Noite (2019), dirigido por Gustavo Galvão. Desse encontro veio a união deles, seu filho Nico, a banda Animal Interior e a YPU (“ruído do rio”, na língua indígena tupi-guarani), não necessariamente nessa ordem. Como duo, lançaram um EP com três músicas e agora preparam o lançamento – que ganhará edição em vinil também – do primeiro álbum completo, Paranoar. A catártica e comovente Somebody In Love With You é a música com mais energia de pista do primeiro álbum do duo. A música mergulha de cara lavada no turbilhão que é o assunto amor-a-dois e os desejos por vezes divergentes que sentimos dentro das relações amorosas. Em tom brincalhão e dançante, letra e clipe falam sobre deixar de pagar de fã apaixonada e começar a ouvir a própria voz. A faixa é uma mistura singular de melodia pop envolvente e ritmo vibrante. Com finesse poética, a letra fala sobre a velha sensação de uma vida inteira investida na busca incansável por amor & inspiração, e da atração por figuras que de alguma forma incorporam a essência daquilo que buscamos para nós. Na sonoridade, traz uma fusão de indie pop/rock com elementos de funk e disco impressos na captação minimalista inspirada em gravações icônicas das décadas de 60 e 70.

Monstro Discos lança álbum inédito do genial Júpiter Maçã

Vítima de um infarto aos 47 anos, em 2015, o gaúcho Flávio Basso, conhecido como Júpiter Maçã ou Jupiter Apple, foi um dos nomes mais geniais e marcantes do rock brasileiro nas últimas décadas. Rei do psicodelismo, liderou as bandas TNT e Cascavelletes até lançar, em 1997, sua carreira solo com o nome que marcaria de vez sua trajetória. Seu primeiro álbum como Júpiter Maçã, A Sétima Efervescência, foi considerado pela revista Rolling Stone um dos 100 maiores álbuns da música brasileira. E na sequência vieram outras obras-primas como Plastic Soda (1999), Hisscivilization (2002), Bitter (com Bibmo) (2007) e Uma Tarde na Fruteira (2007), sempre acompanhados por shows viscerais e marcantes. A Monstro Discos teve o privilégio de lançar vários desses discos (além de compactos em vinil) e estabelecer uma relação muito próxima e marcante do Flávio. E agora, apresenta um tesouro que estava escondido. O disco Sugar Doors, que sai em vinil (nas cores laranja ou preto) e CD, é fruto de uma série de gravações feitas no ano 2000 por Júpiter ao lado do baterista Clayton Martin e do guitarrista Ray-Z, ambos ex-integrantes da banda Os Ostras e Detetives e amigos de longa data de Flávio. Para entender o contexto, é preciso lembrar que, naquele momento, Júpiter estava voltando a São Paulo depois de umas férias em Londres. Ele queria montar uma nova banda e voltar aos palcos. Juntou-se, então, aos dois amigos e, no estúdio montado na garagem da casa do baterista Clayton, começaram a ensaiar e a registrar, em um estúdio portátil (Tascam) de quatro canais, as novas composições que iam surgindo. Este é o material que está em Sugar Doors. São canções que depois ganhariam novos arranjos e roupagens e fariam parte do repertório de Uma Tarde na Fruteira ou algumas lançadas como singles. Mas há também material inédito e a faixa-título, por exemplo, é uma versão em inglês de As Tortas e as Cucas, do álbum A Sétima Efervescência. Sugar Doors é um verdadeiro tesouro. Um trabalho inédito, póstumo, e que revela mais uma das facetas desse genial artista. Um disco cru, uma experiência única, analógica, em quatro canais e com um trio básico (baixo, guitarra e bateria) que ganhou masterização de Arthur Joly e um trabalho cuidadoso em relação às artes (com foto da época) e texto (do jornalista Pedro Brandt, autor da biografia do músico) que acompanham o disco. Mais uma vez, lá do cosmos, do infinito, Júpiter Apple nos surpreende com mais um trabalho primoroso e essencial. Viva Júpiter Maçã!