Crítica| Messiah – temporada 1

Quando uma produção com temática religiosa é divulgada, a polêmica é sempre garantida. Mas com Messiah pode-se dizer que foi uma estreia até discreta, ao menos aqui no Brasil. Talvez por não ter cutucado uma religião popular em nosso país. Mas o fato é que a série merece atenção, pois abre vários pontos de questionamento social e, além é claro, de ter um enredo instigante e muito bem construído. A história começa com o discurso do personagem al-Masih (Medhi Dehbi), durante um ataque do Estado Islâmico aos palestinos, tudo em meio a uma tempestade de areia. Os dizeres inflados e a certeza da salvação daquele povo levam os sobreviventes a crerem estar diante do verdadeiro Messias, que os guia até a fronteira de Israel, em busca da terra prometida. A comoção em torno do então salvador, desperta suspeitas na agente Eva Geller (Michelle Monaghan). Uma investigação da CIA, terrorismo, disputas de poder entre as organizações de segurança de Israel e EUA viram pano de fundo para a história da possível divindade. Com a chegada de al-Masih é que a narrativa ata e desata nós. O que justifica o uso do termo “possível”, pois hora nos levam a crer que ele é, hora os fatos nos levam a pensar de forma mais racional. Personagens Se por um lado o roteiro segue nuances interessantes, as histórias paralelas deixam a desejar um pouco. Os problemas secundários até poderiam ser empáticos, mas falta carisma nos personagens, entrosamento e calor. Tudo soa frio e com distanciamento. Até o próprio personagem central soa indiferente em algumas ocasiões. O que me fez questionar algumas vezes: por que as pessoas o seguem afinal? Falta palavras de amor, fraternidade e até acolhimento. Mas então, tudo é suprido com algum feito emblemático, que responde à pergunta, com um incrédulo: ah, é por isso. O que nos leva a outro ponto: a sociedade está tão carente e sedenta por milagres extraordinários, que nos agarramos a qualquer ação sobrenatural para dar sentido ao que vivemos? Talvez o único personagem que traga alguma centelha de comoção seja a garotinha com câncer e sua família. Não destrincharei sobre, porém foi o núcleo mais cativante. Mas não podemos culpar as atuações, eles realmente entregaram o que os personagens e a história pediam. Al-Masih, cumpriu seu papel como o profeta enigmático, cercado por uma áurea de charlatanismo e misticismo. E Eva, não fica atrás com sua agente cheia de traumas pessoais, mas ao mesmo tempo fria e racional. Outro personagem que merece destaque é Samir (Sayyid El Alami). Ele é introduzido logo na primeira cena da série e acompanhamos uma jornada de crescimento quase heroica, até sua última aparição. Possivelmente, o garoto ainda nos guiará por um caminho narrativo cheio de reviravoltas e teorias na próxima temporada. Real x Misticismo A situação proposta é hipotética, mas não tem como não cogitar a ideia de realmente acontecer aqui e agora. A reação das pessoas, suas dúvidas, medos e angústias expostas pela vinda de um salvador. Esses pontos são bem trabalhados na trama, seja ao mostrar o furor nas ruas ou ao colocar o presidente dos Estados Unidos como um homem vulnerável por sua fé. Se a intenção era fazer questionar sobre nossa relação com a religião e o próximo, a série cumpre a imersão.

Netflix disponibilizará 21 filmes dos Studios Ghibli

A Netflix parou a internet nesta segunda-feira (20) com o anúncio de sua nova parceria. A gigante norte-americana do streaming se juntou aos Studios Ghibli, lendário estúdio de animação japonês. Portanto, a partir de 1º de fevereiro, os assinantes do serviço poderão assistir às premiadas animações. O anúncio foi feito através de publicações nas redes sociais da Netflix. Gradualmente, a empresa disponibilizará as produções do estúdio, famoso por obras como A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado e Meu Amigo Totoro. Ademais, os longas serão legendados em 28 idiomas e dublados em até 20 línguas. Apesar do anúncio indicar que todos os filmes do estúdio seriam disponibilizados, não se engane. Os Studios Ghibli não possuem os direitos de Túmulo dos Vaga-lumes, de 1988. Portanto, o longa sobre os dois irmãos órfãos dará lugar a Nausicaä do Vale do Vento, de 1984. Os filmes serão lançados de acordo com o seguinte cronograma: 1º de fevereiro de 2020:O Castelo no Céu (1986), Meu Amigo Totoro (1988), O Serviço de Entregas da Kiki (1989), Memórias de Ontem (1991), Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1992), Eu Posso Ouvir o Oceano (1993) e Contos de Terramar (2006) 1º de março de 2020:Nausicaä do Vale do Vento (1984), Princesa Mononoke (1997), Meus Vizinhos, Os Yamadas (1999), A Viagem de Chihiro (2001), O Reino dos Gatos (2002), O Mundo dos Pequeninos (2010) e O Conto da Princesa Kaguya (2013) 1º de abril de 2020:Pom Poko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994), Sussurros do Coração (1995), O Castelo Animado (2004), Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar (2008), Da Colina Kokuriko (2011), Vidas ao Vento (2013) e As Memórias de Marnie (2014) Confira o anúncio feito pela Netflix:

Wagner Moura é diplomata brasileiro em Sergio, novo longa da Netflix

A Netflix divulgou nesta quarta-feira (15) o primeiro trailer de Sergio, filme protagonizado por Wagner Moura e Ana de Armas. No longa, o brasileiro interpreta um diplomata que trabalha na ONU, em missões por regiões hostis. Ademais, o filme é dirigido por Greg Barker e estreia no dia 17 de abril em alguns cinemas do país, na mesma data, o projeto também entra no catálogo da plataforma de streaming. Carismático e complexo, Sergio Vieira de Mello (Moura) dedicou a maior parte de sua carreira como diplomata da ONU trabalhando nas regiões mais instáveis do mundo, negociando habilmente com presidentes, revolucionários e criminosos de guerra para proteger a vida de pessoas comuns. Mas, assim como ele se prepara para uma vida simples com a mulher que ama (de Armas), Sergio assume uma última missão – em Bagdá, recém-mergulhada no caos após a invasão americana. A missão era para ser breve, até que a explosão de uma bomba faz com que as paredes da sede da ONU caiam literalmente sobre ele, desencadeando uma emocionante luta entre vida e morte. Inspirado em uma história real, SERGIO é um drama com foco em um homem levado aos seus limites físico e mental enquanto é forçado a confrontar suas próprias escolhas sobre ambição, família e sua capacidade de amar.

Após sucesso da segunda temporada, You é renovada para mais um ano

You já virou um dos destaques do catálogo da Netflix. Com isso, a plataforma decidiu renovar a série para uma terceira temporada. Em síntese, a novidade chega logo após a estreia do segundo ano do seriado. A produção deve ganhar dez novos episódios que estrearão durante 2021. Ademais, as duas primeiras temporadas são baseadas nos livros You e Hidden Bodies, de Caroline Kepnes. Na segunda leva de episódios, Joe Goldberg (Penn Badgley) se muda de Nova York para Los Angeles para escapar de seu passado e começa de novo com uma nova identidade.