Entrevista | Story of The Year – “O mais legal é ver os fãs crescendo junto conosco. Essa é uma das coisas mágicas da música”

Duas décadas depois de se firmar como um dos nomes mais marcantes do post-hardcore dos anos 2000, o Story of the Year segue ativo e conectado com sua base de fãs. A banda voltou ao radar do público brasileiro após a passagem pelo país em 2025, quando realizou dois shows em menos de 24 horas em São Paulo: Tokio Marine Hall e I Wanna Be Tour no Allianz Parque. A recepção intensa do público reforçou a relação histórica com os fãs brasileiros. Esse novo momento também acompanha o lançamento de A.R.S.O.N. (All Rage Still Only Numb), álbum que mantém a identidade sonora do Story of the Year ao mesmo tempo em que aprofunda temas como frustração, desgaste emocional e autoconhecimento. O disco marca novamente a parceria com o produtor Colin Brittain, atual baterista do Linkin Park, que já havia trabalhado com a banda no álbum anterior. Entre os primeiros cartões de visita do novo trabalho estão os singles Gasoline e Disconnected, músicas que apresentam o peso, a urgência e o lado emocional que definem a sonoridade da banda. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista Dan Marsala e o guitarrista Ryan Phillips falaram sobre o processo criativo do novo álbum do Story of the Year, a relação da banda com o próprio legado e deixam claro que não devem retornar ao Brasil tão cedo. Qual é a história por trás de A.R.S.O.N. e o que esse título significa para o Story Of The Year? DAN MARSALA: O título surgiu a partir de uma linha da música Gasoline, que abre o álbum. Eu canto “here for the arson” e aquilo ficou na cabeça da gente. Como acontece na maioria das vezes com o Story of the Year, nós só decidimos o nome do disco no final. Primeiro olhamos para a coleção de músicas e tentamos entender qual é a sensação geral daquele conjunto. A palavra ARSON parecia forte e estava muito presente naquele momento. Então voltamos um passo e pensamos no que o acrônimo poderia significar. As palavras Rage e Numb apareceram logo de cara e fizeram muito sentido para todos nós. No fim chegamos a “All Rage Still Only Numb”. Isso resume bem o sentimento do álbum. Existe muita raiva ali, muitas letras introspectivas, sombrias e um pouco caóticas. Pareceu o nome certo para o disco. O disco parece mais intenso e direto em muitos momentos. Essa agressividade foi uma decisão consciente ou algo que aconteceu naturalmente durante a composição? DAN MARSALA: Não houve muito planejamento. A gente simplesmente entra em uma sala, começa a tocar e tenta fazer músicas que realmente gostamos. O objetivo sempre é criar algo que nos empolgue de verdade. Quando percebemos, as músicas já estão tomando forma e seguimos esse caminho. RYAN PHILLIPS: Honestamente, quase nada nesse disco foi planejado. Eu parei de tentar forçar a barra quando estou escrevendo. Não fico pensando “hoje vou fazer uma música pesada” ou “vou escrever algo mais rápido ou mais lento”. Eu simplesmente sento, toco e deixo as ideias fluírem. Quando chega a hora de escrever as letras, o processo é parecido. Foi um fluxo muito natural. As músicas se tornaram o que deveriam ser. Não foi uma decisão consciente de deixar o disco mais agressivo. Foi simplesmente o que saiu da gente naquele momento. No início da carreira vocês falavam muito com adolescentes. Hoje as letras abordam temas da vida adulta, família e responsabilidades. Como foi envelhecer junto com o público? DAN MARSALA: Isso aconteceu de forma muito natural. Nós ficamos mais velhos e nossos fãs também cresceram com a gente. Você escreve sobre aquilo que conhece e sobre o que é pessoal naquele momento da sua vida. Então as letras acabam refletindo isso. O mais legal é ver os fãs crescendo junto conosco. Muitos deles agora têm filhos e levam as crianças para os shows. Nós meio que crescemos juntos. Essa é uma das coisas mágicas da música. RYAN PHILLIPS: Seria muito estranho se ainda estivéssemos escrevendo do ponto de vista de um adolescente (risos). Nós fazemos arte e ela precisa vir de um lugar autêntico. Hoje estamos em um momento completamente diferente da vida. Também é curioso perceber como as letras mudam de significado com o tempo. Às vezes escuto músicas que escrevemos há 20 anos e elas me atingem de uma forma totalmente diferente, quase como se fosse outra banda. Nós mudamos como pessoas e como banda. E é muito legal encontrar fãs que dizem que escutam a banda desde a escola, que se casaram ouvindo nossas músicas ou que tocaram Story of the Year no casamento. Poder fazer isso por tanto tempo é muito especial. Já que vocês falaram sobre autenticidade, a música 3AM aborda temas bem íntimos. Como a vida na estrada, conciliando com família e filhos, impactou essa composição? DAN MARSALA: Acho que, coletivamente, essa é uma das nossas músicas favoritas do disco, principalmente pelas letras. Esse tema é muito real para nós. Eu, o Ryan e o Josh temos filhos e famílias em casa. Sair em turnê por um mês para tocar música é incrível, porque temos a sorte de viver disso, mas ao mesmo tempo é muito difícil deixar os filhos e a família. 3AM nasceu muito dessa sensação. É uma música muito pessoal e provavelmente uma das minhas preferidas do álbum. RYAN PHILLIPS: Para mim também é a melhor música do disco, principalmente por causa da letra. Elas realmente me impactam. Eu sinto algo forte sempre que escuto essa faixa. DAN MARSALA: Nós já tentamos escrever músicas sobre esse tema antes, mas por algum motivo 3AM conseguiu capturar exatamente essa sensação. Existe uma mistura de felicidade, saudade e peso emocional. Essa estranheza caótica de estar feliz com o que faz, mas ao mesmo tempo sentir o peso da distância. Acho que essa música traduz muito bem isso. Relembre aqui a entrevista com o Story of The Year antes da vinda ao Brasil Hoje alguns artistas já não priorizam o YouTube como principal plataforma de lançamento. A

Entrevista | The Maine – “O Brasil sabe o quanto amamos tocar aí e com certeza levaremos a Joy Next Door para aí”

Quase duas décadas de estrada e uma conexão inabalável com os fãs marcam a trajetória do The Maine. Agora, a banda do Arizona se prepara para um de seus marcos mais significativos: o lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Joy Next Door, com previsão de chegada para abril. O novo trabalho promete mostrar uma faceta mais madura e despida de artifícios de um grupo que soube crescer e evoluir junto com o seu público ao longo dos anos. Batizado pelos próprios integrantes como a “era verde” da banda, o disco aposta em uma instrumentação mais orgânica e faz questão de abraçar imperfeições propositais. Em uma conversa exclusiva com o Blog n’ Roll, o vocalista John O’Callaghan refletiu sobre essa mudança de sonoridade. Segundo ele, a proximidade da “meia-idade” e a vontade de não se esconder mais atrás de grandes produções de estúdio foram fundamentais para que a banda buscasse esse som mais cru e honesto na nova fase. Mas a honestidade de Joy Next Door vai muito além dos arranjos. Durante o bate-papo, John revelou de forma vulnerável que este foi um dos álbuns mais difíceis de produzir até hoje. As letras nasceram de um conflito interno entre a gratidão por uma vida privilegiada e a dificuldade real de estar “totalmente presente” no dia a dia. O resultado, como o próprio músico define, não traz uma solução mágica, mas serve como um empurrãozinho para tentar desacelerar e fazer cada momento valer a pena. Para os fãs brasileiros, a entrevista traz ainda um gostinho especial. A banda guarda com muito carinho as memórias da passagem pelo país no ano passado, durante a I Wanna Be Tour, destacando a experiência inesquecível de tocar em um estádio pela primeira vez. E, para alívio de quem já está com saudade, a promessa de um retorno está no radar: eles garantem que trarão a nova turnê para cá assim que possível, ansiosos para reencontrar a energia frenética que só o público brasileiro possui. Confira abaixo, na íntegra, a nossa entrevista exclusiva com o The Maine sobre os bastidores do novo disco, a evolução de quase 20 anos de carreira, memórias marcantes do Brasil e as grandes influências musicais do vocalista. John, você mencionou que este foi um dos álbuns mais difíceis de fazer até hoje, lidando com o conflito pessoal entre ter uma vida privilegiada e a luta para estar “totalmente presente”. Como transformar esse conflito interno em música o ajudou a processar esses sentimentos? O álbum oferece alguma resolução para esse conflito? Certamente tenho consciência de quão sortudo sou por poder chamar esse dilema de “problema”, mas, no fim das contas, a minha realidade é tudo sobre o que posso falar com honestidade. Os sentimentos que tive em torno dessa luta foram fáceis de sentir, mas difíceis de me conformar em compartilhar; no entanto, acho que escrevê-los ajudou a trazer a percepção de que a única coisa que se pode fazer é tentar. Tentar estar aqui. Tentar desacelerar. Tentar fazer valer a pena. Este álbum não oferece nada além de um empurrãozinho para tentar. O Pat (Kirch, baterista) mencionou que cada álbum do The Maine tem uma cor, e Joy Next Door é a “era verde”, refletindo uma instrumentação mais orgânica e imperfeições propositais. O que levou a banda a buscar esse som mais cru e natural nesta fase da carreira de vocês? Foi uma reação à produção dos álbuns anteriores? Acredito que tudo o que fazemos é uma reação a algo que já fizemos. Isso se aplica a querer tirar um pouco daquele brilho que nossos ouvintes e nós mesmos talvez tenhamos nos acostumado a esperar. Acho que a idade também teve muito a ver com a decisão. Nos aproximarmos da “meia-idade” teve um efeito profundo em mim e no que queremos das nossas composições e de ser uma banda neste momento. No passado, acho que quase nos escondíamos atrás de algumas das nossas escolhas de produção, e Joy definitivamente não usa tanta maquiagem quanto alguns dos nossos outros discos. Chegar ao décimo álbum é um marco incrível para qualquer banda. Olhando para trás, como você vê a evolução de Can’t Stop Won’t Stop para Joy Next Door? O que permaneceu na essência do The Maine e o que mudou drasticamente ao longo do caminho? Com o luxo de quase 20 anos a nosso favor, vejo agora que cada disco foi mais um ponto de virada do que uma evolução. A cada passo do caminho, posso dizer com toda a sinceridade que acreditamos, de todo o coração, no capítulo em que estávamos. Mudanças maiores e mais óbvias, como ter filhos e construir famílias, agora fazem parte da essência da nossa inspiração para qualquer caminho que venha a seguir, e estamos apenas agradecendo aos céus por as pessoas ainda se importarem com a nossa música. Vocês anunciaram o álbum com um show de drones no Arizona, o que foi visualmente impressionante. De onde surgiu essa ideia e qual é a importância de sempre buscar maneiras criativas e diferentes de se conectar com os fãs a cada novo ciclo de álbum? Somos sempre tão apaixonados e empolgados com novos discos, e damos o nosso melhor para expressar às pessoas o quanto nos importamos. Ninguém nunca vai se importar tanto com a sua arte quanto você mesmo, então, quando você tem orgulho de algo, por que não fazer um grande evento em cima disso? O show de luzes surgiu por acaso, e temos muita sorte de que novas oportunidades como essa continuem aparecendo para nós. The Maine tocou no Brasil no ano passado durante a I Wanna Be Tour. Quais lembranças você tem daqueles shows? Teve algum momento específico, dentro ou fora do palco, que marcou a banda durante essa última visita? Várias coisas se destacam, especificamente o fato de que eu, Pat e Garrett (Nickelsen, baixista) quase perdemos nosso voo para São Paulo por causa do clima. Coincidentemente, aquele show foi a nossa primeira vez tocando em um estádio (risos). Só me lembro

Social Distortion quebra hiato de 15 anos com o álbum “Born To Kill”

Para os órfãos do punk rock de Orange County, a espera finalmente acabou, e a notícia vem com gosto de superação. O Social Distortion anunciou seu oitavo álbum de estúdio, batizado de Born To Kill. Com lançamento marcado para o dia 8 de maio via Epitaph Records, o disco encerra um doloroso hiato de 15 anos sem material inédito. Mais do que isso: é o primeiro trabalho da banda desde que o icônico frontman Mike Ness passou por um bem-sucedido tratamento contra o câncer. Boogie rock, lendas e arte de peso em Born To Kill, som novo do Social Distortion A faixa-título já está entre nós e ganhou um videoclipe oficial. A música é um boogie rocker turbinado com a energia punk clássica da banda, trazendo referências líricas diretas a gigantes como Iggy Pop, David Bowie e Lou Reed. E para quem estava com saudade, a voz de Mike Ness continua tão inconfundível e áspera quanto antes. Para garantir que o retorno fosse histórico, Ness co-produziu o disco ao lado do veterano Dave Sardy. O álbum é recheado de participações de peso, incluindo a lenda do country/folk Lucinda Williams e Benmont Tench (tecladista do The Heartbreakers, de Tom Petty). A estética visual não ficou para trás: a arte da capa foi assinada pelo próprio Mike Ness em colaboração com o renomado artista Shepard Fairey (famoso pela campanha Hope e pela marca Obey). Turnê explosiva (por enquanto, só nos EUA) Para celebrar a nova era, a banda anunciou uma turnê massiva pela América do Norte que é um verdadeiro sonho para qualquer fã do gênero. O Social Distortion cairá na estrada acompanhado pelos veteranos californianos do Descendents e pelos punks australianos do The Chats. A rota começa no fim de agosto no Arizona e cruza os Estados Unidos até outubro. Os ingressos para os shows começam a ser vendidos nesta sexta-feira (27 de fevereiro), às 10h (horário local). Aos fãs brasileiros, resta torcer para que o sucesso do retorno traga os caras de volta aos palcos da América do Sul em um futuro próximo. Curiosidade bônus: Aproveitando o embalo, o Descendents também anunciou a reedição em vinil bubblegum (chiclete) do seu clássico álbum Enjoy! (1986).

Foo Fighters detalha novo álbum e a fase com Ilan Rubin

O Foo Fighters se prepara para lançar seu 12º álbum de estúdio, Your Favorite Toy, no dia 24 de abril. A faixa-título já foi liberada na última semana, mas agora o frontman Dave Grohl decidiu abrir o jogo sobre o futuro da banda e, principalmente, sobre as recentes (e polêmicas) mudanças na bateria. 12º álbum e a sombra do fim do Foo Fighters Em entrevista à Apple Music 1, Grohl adiantou que o novo trabalho está recheado de “pedradas barulhentas e altas” que remetem aos velhos tempos da banda. No entanto, ao falar com a BBC Radio 6 Music, o vocalista foi lembrado de que os Beatles encerraram suas atividades exatamente no 12º álbum (Let It Be). Sobre a possibilidade de Your Favorite Toy ser o canto do cisne do Foo Fighters, Grohl foi sincero: “Todo disco tem sido o nosso último disco. Então, sinto que, a essa altura, você simplesmente faz um álbum e diz: ‘Ok, bem, vamos fazer de novo e ver o que acontece’.” O novo trabalho sucede o catártico But Here We Are (2023) e marca o início de um novo capítulo na formação do grupo. Dança das cadeiras: sai Freese, entra Rubin A morte precoce e trágica de Taylor Hawkins em 2022 deixou uma lacuna quase impossível de ser preenchida. “Ele era nosso irmão, nosso melhor amigo. Continuar depois do Taylor foi muito complicado para qualquer baterista que fosse calçar os sapatos dele”, explicou Grohl. Josh Freese assumiu as baquetas com maestria em maio de 2023, mas a parceria chegou ao fim de forma abrupta em maio de 2025. Pela primeira vez, Grohl detalhou o rompimento amigável, negando que a decisão tenha acontecido “do dia para a noite”. Segundo o vocalista, após um ano e meio de turnê, a banda fez uma pausa de seis meses para debater os próximos passos: “Pensamos: ‘Ok, vamos ligar para o Josh e avisar que vamos seguir em uma direção diferente’. Todos nós ligamos, não fui só eu. Dissemos: ‘Cara, foi incrível, nos divertimos muito, muito obrigado, mas vamos procurar outro baterista’.” A separação ocorreu sem ressentimentos. Como o próprio Grohl destacou, Freese sentia que a música do Foo Fighters não ressoava totalmente com ele. Sangue novo A solução para o Foo Fighters veio através de uma inusitada “troca justa” no mundo do rock. Freese retornou ao seu posto no Nine Inch Nails (trabalhando com Trent Reznor), enquanto Ilan Rubin deixou o NIN para assumir a bateria do Foo Fighters em definitivo. A química com Rubin tem sido revigorante para os veteranos. “É como se nos sentíssemos uma banda de novo, cara”, celebrou Grohl. Com Your Favorite Toy batendo à porta, o Foo Fighters prova mais uma vez sua imensa capacidade de reinvenção e sobrevivência.

Foo Fighters lança single “Your Favorite Toy” e anuncia novo álbum para abril

O Foo Fighters acaba de lançar o single Your Favorite Toy, a primeira amostra do que Dave Grohl descreveu como o “estopim” para uma nova era criativa da banda. O single não chega sozinho: ele dá nome ao décimo primeiro álbum de estúdio do grupo, com lançamento confirmado para o dia 24 de abril. Segundo Grohl, a faixa foi o resultado de mais de um ano de experimentações sonoras e dinâmicas de estúdio. “Essa música foi a faísca no barril de pólvora de canções que acabamos gravando para este disco. Ela parece nova,” revelou o frontman. O álbum contará com dez faixas inéditas (confira a tracklist abaixo), prometendo uma direção energética que ditará o tom do rock em 2026. Vale lembrar que, em janeiro, Dave Grohl anunciou durante um show do Foo Fighters, na Austrália, que o novo álbum já estava pronto. Your Favorite Toy é o sucessor do emotivo But Here We Are (2023), disco marcado pelo luto e pela superação após a perda do baterista Taylor Hawkins. No ano passado, a banda já havia dado sinais de atividade com as faixas Today’s Song e Asking for a Friend (que está na tracklist). Além do disco novo, o verão do hemisfério norte promete ser histórico. O Foo Fighters embarcará em uma turnê por estádios da América do Norte ao lado do Queens of the Stone Age. Tracklist:

Melanie Martinez anuncia o álbum distópico “Hades” após recorde com single

Melanie Martinez

A construção de universos visuais e sonoros sempre foi a marca registrada de Melanie Martinez. Agora, ela se prepara para nos guiar por uma paisagem menos fantástica e mais visceral. Nesta quinta-feira (5), a artista confirmou o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, intitulado Hades. O disco chega às plataformas no dia 27 de março, mas o público já sentiu o impacto dessa nova era: o single Possession, lançado recentemente, quebrou recordes imediatos. Maior estreia feminina de 2026 Os números não mentem sobre a fidelidade da fanbase de Melanie. Possession, a primeira música inédita da cantora em três anos, estreou com mais de 2,7 milhões de streams no Spotify em apenas 24 horas. O feito tornou a faixa o lançamento mais rápido da carreira da artista e a maior estreia feminina de 2026 até o momento. “A mistura de doçura e escuridão de Melanie é deliberada, e é exatamente isso que a torna uma artista pop singular”, observa Talia Kraines, editora de Pop do Spotify. Conceito de Hades Se em Portals (2023) Melanie explorou a vida após a morte e o renascimento, em Hades ela volta os olhos para a realidade. A artista descreve a nova era como uma paisagem distópica e cinematográfica, funcionando menos como fantasia e mais como um “espelho fragmentado do presente”. Segundo Melanie, o álbum aborda padrões destrutivos e sistemas de controle: “Cada música deste disco explora uma armadilha diferente criada por esse tipo de energia maligna e patriarcal que é Hades. Não se trata de prever um futuro distópico. Trata-se de reconhecer padrões destrutivos que já existem… Controle disfarçado de proteção. Crueldade apresentada como lógica”. Sucesso global O novo trabalho sucede uma trilogia de sucessos comerciais (Cry Baby, K-12 e Portals) que, juntos, estrearam no topo das paradas alternativas e lotaram arenas ao redor do mundo, incluindo apresentações memoráveis no Madison Square Garden e no Lollapalooza. Para os fãs, o pré-save de Hades já está disponível. Ouça o single Possession

Grade 2 anuncia álbum Talk About It com single coescrito por lendas do Operation Ivy

O trio britânico Grade 2 anunciou o novo álbum Talk About It. O quarto trabalho da banda de street punk/pop punk, previsto para sair no dia 3 de abril, foi revelado com o single Standing In The Downpour nesta terça-feira (3). A nova faixa traz um detalhe interessante para os fãs de punk rock dos anos 90. Ela foi coescrita com Jesse Michaels (Operation Ivy/Commom Rider) e Tim Armstrong (Operation Ivy/Rancid). Basta ouvir os primeiros acordes para notar a influência da dupla tanto na sonoridade quanto na letra. Ouça Standing In The Downpour: Sobre Talk About It Segundo o Grade 2, todo o processo de criação de Talk About It levou dois anos e meio. Diferente dos trabalhos anteriores, que teve produção do “padrinho” Tim Armstrong, o novo material foi produzido pela própria banda e o produtor estadunidense Dan Lucas (Bob Vylan, The Subways). “Não poderíamos estar mais orgulhosos do que criamos com este álbum. Do amor à perda, da turbulência à ambição, este álbum é real”, cita a banda no Instagram. Antes do anúncio oficial de Talk About It, o Grade 2 lançou os dois ótimos singles Hanging Onto You e Cut Throat:

Entrevista | Ladytron – “Vou tentar ser a melhor brasileira de todos os tempos para torcer com ele”

Integrantes da Ladytron preparam o lançamento do álbum Paradises

O Ladytron, ícone do electropop e synthpop mundial, está de volta e com os olhos voltados para o Brasil. Em uma conversa exclusiva via Zoom com o Blog n’ Roll, os fundadores Helen Marnie e Daniel Hunt detalharam o processo criativo de Paradises, o oitavo álbum de estúdio da banda, com lançamento confirmado para o dia 20 de março de 2026. Após 25 anos de estrada, o grupo de Liverpool entrega o que descrevem como seu trabalho mais dançante desde o clássico Light & Magic (2002). O disco, que conta com 16 faixas e 73 minutos de duração, marca o retorno da colaboração com o produtor Jim Abbiss (responsável pelo icônico Witching Hour) e traz uma dinâmica vocal renovada, incluindo duetos inéditos entre Helen e Daniel. Para o público brasileiro, o destaque do Ladytron fica por conta de Daniel Hunt. Morador de São Paulo há 12 anos, o músico revelou como a cultura brasileira, de Wagner Moura a influências sutis da MPB, se infiltrou subconscientemente nas novas composições. Confira abaixo a íntegra da entrevista com o Ladytron, onde eles falam sobre a “tropicalização” do som da banda, o caos criativo em estúdio e a promessa de uma turnê pela América do Sul ainda em 2026. Paradises é descrito como o trabalho mais voltado para a pista de dança desde Light & Magic. O que motivou o Ladytron a abraçar essa sonoridade disco tão diretamente agora, após 25 anos? Daniel Hunt: Eu sempre digo que temos esse elemento, sempre estivemos próximos da música dance, mas nunca fomos exatamente “música dance”. Nunca fizemos um álbum disco propriamente dito, mas sentimos vontade e pensamos nisso antes. Acho que, neste álbum, esse elemento ganhou mais destaque. Está mais em foco do que em qualquer momento desde o segundo álbum. Não é que ele tivesse desaparecido, é uma questão de ênfase. É mais dançante no geral, mas ainda somos nós, abraçando nosso lado disco. O single Kingdom of the Undersea apresenta um dueto entre vocês dois. Como surgiu essa dinâmica e o que ela representa no álbum? Helen Marnie: Dani e eu já fizemos duetos algumas vezes, e nossas vozes combinam muito bem. Mas foi o Daniel quem decidiu que seria assim desta vez… Daniel Hunt: Na verdade, nossas vozes funcionam como uma espécie de Nancy Sinatra e Lee Hazlewood. Essa foi nossa inspiração original. Quando fizemos a primeira demo, cantei um vocal guia e percebemos que funcionava. Não foi exatamente uma decisão minha, mas as pessoas que ouviam diziam que eu deveria manter. É a primeira vez que temos as vozes de nós três (eu, Helen e Mira) na mesma faixa em algumas músicas, como For a Life in London. Vocês trabalharam novamente com Jim Abbiss (Witching Hour). De que forma a visão dele ajudou a moldar o som de Paradises? Helen Marnie: O Jim é o mais próximo que temos de um “quinto Beatle”. Ele nos conhece muito bem. Quando gravo um vocal e sei que ele está lá, me sinto confiante porque ele torce por nós. Um bom produtor extrai o melhor do artista. Daniel Hunt: Ele entrou como produtor e mixador adicional. Reservamos duas semanas no estúdio do Tony Visconti (produtor do Bowie) no Soho, em Londres. Foi uma fase caótica. Tínhamos um álbum quase pronto, mas fomos para lá para criar o caos e ver o que funcionaria. Ele traz uma alma e uma compressão analógica maravilhosa para o som. Daniel, você mencionou que o processo foi muito fluido e rápido. A que você atribui essa rapidez criativa? Daniel Hunt: No meu caso, tenho uma filha pequena e percebi que precisava ser super eficiente. Eu entrava no estúdio e sabia que tinha que ter um resultado, porque a qualquer momento ela bateria na porta. Ela até tem créditos em uma das músicas! Começou a improvisar, eu gravei, e agora ela é basicamente nossa empresária (risos). Ela me pressiona todo dia para fazer música nova. O álbum tomou forma entre Londres e São Paulo. Como a cultura brasileira se infiltrou no som do Ladytron? Daniel Hunt: É subconsciente, mas poderoso. É difícil ser estrangeiro, morar aqui há 12 anos e não ser afetado. Algumas pessoas me dizem que o álbum soa brasileiro em certos momentos e eu nem tinha percebido, mas agora não consigo desouvir. Tem uma vibe meio MPB em uma das faixas. Quando você ouvir o álbum inteiro, terá que adivinhar qual é! E como você vê essa sua “tropicalização” pessoal? Daniel Hunt: Meus amigos dizem que sou mais brasileiro que eles. Nas últimas semanas, minhas redes sociais são só trailers de Agente Secreto (filme brasileiro) e vídeos do Wagner Moura. Ano passado, eu estava em Cambridge mixando o álbum, sozinho, assistindo ao Oscar e torcendo pelos brasileiros com uma garrafa de vinho. Este ano, estarei em Liverpool ensaiando para a turnê durante o Oscar, então a Helen prometeu assistir comigo. Helen Marnie: Sim, faremos uma festa do Oscar na minha casa e eu vou tentar ser a melhor brasileira de todos os tempos para torcer com ele! O Ladytron sempre teve um público fiel na América Latina. Como vocês comparam a recepção daqui com a da Europa? Daniel Hunt: Nossa ligação com o Brasil começou muito cedo, lá por volta de 2000. O público na América do Sul é muito mais agitado. Você sai do avião e já tem gente esperando. Helen Marnie: Na Europa é mais contido. Não significa que não gostem, mas não demonstram da mesma forma. No México e no Brasil, eles não têm medo de mostrar apreço. E existe essa competição entre os países para ver quem é o melhor público, os chilenos e argentinos também são ferozes. Daniel Hunt: O Brasil gosta de ganhar em tudo (risos). Se a Argentina fez barulho, os brasileiros querem fazer mais. É como o cachorro-quente ou a pizza no Brasil: vocês pegam algo e aprimoram, deixam exagerado e melhor. Para encerrar, com o lançamento em março, os fãs brasileiros podem esperar uma turnê por aqui em

Guns N’ Roses prepara DOIS lançamentos (uma coleção de “sobras” e um álbum inédito), diz Slash

Parece que a espera de 17 anos por um novo álbum do Guns N’ Roses está prestes a acabar, e em dose dupla. Em uma entrevista recente à rádio KOMP 92.3, de Las Vegas, o guitarrista Slash detalhou o processo de gravação da banda e indicou que há dois lançamentos distintos a caminho. O guitarrista explicou que a banda tem trabalhado em uma coleção de faixas antigas que vêm sendo lançadas gradualmente, além do sucessor do longamente adiado Chinese Democracy (2008). “Limpa de gaveta” é um dos lançamentos, diz Slash Segundo Slash, o primeiro projeto consiste em pegar materiais antigos que o vocalista Axl Rose tinha guardado. A banda, agora com Slash e Duff McKagan de volta, sentou, escolheu as músicas, removeu as guitarras e baixos originais e regravou essas partes. Isso explica os lançamentos recentes. Em dezembro, a banda soltou Atlas e Nothin’, que se juntaram aos singles de 2023, The General e Perhaps. “Basicamente, não há mais desse tipo de ‘material antigo requentado’ para lançar… Mas acho que o que vamos fazer é pegar todas essas músicas, colocá-las em algo e lançar como um pacote”, explicou Slash. Disco inédito A grande notícia, porém, veio na sequência. Slash confirmou que, após limpar esse arquivo de sobras retrabalhadas, o foco mudará para composições novas. “E então o próximo disco que vamos fazer será de material totalmente novo e original, e esse será um álbum de verdade”, afirmou o guitarrista. Turnê mundial Enquanto os discos não saem, os fãs poderão conferir as novidades ao vivo. Slash prometeu que a banda tocará as faixas recém-lançadas (Atlas e Nothin’) na próxima turnê mundial de 2026. Aliás, a tour passa com vários shows pelo Brasil, inclusive como headliner do Monsters of Rock. Apesar da empolgação, Slash mantém a cautela típica de quem conhece o ritmo do GNR: “A questão com o Guns é que, na minha experiência, você nunca pode planejar com antecedência… Toda vez que fizemos isso, as coisas desmoronaram”.