Social Distortion lança “Partners in Crime” e celebra superação de Mike Ness

Depois de uma espera que durou 15 anos, o Social Distortion finalmente está pronto para entregar um novo capítulo de sua história. A banda lançou o single Partners in Crime, a segunda amostra do álbum Born to Kill, que chega às plataformas no dia 8 de maio. A faixa traz todos os elementos clássicos que definiram o punk rock melódico e rústico do grupo: o rosnado nasal característico de Mike Ness e guitarras com aquele timbre “crocante” que é marca registrada da banda. Segundo Ness, a letra fala sobre encontrar a própria voz e conforto naqueles que compartilham da mesma angústia e fúria. “É a força na unidade”, define o frontman. Retorno marcado pela superação Born to Kill é o primeiro trabalho do Social Distortion desde Hard Times and Nursery Rhymes (2011). Mais do que o fim de um hiato criativo, o disco representa uma vitória pessoal para Mike Ness, que foi diagnosticado com câncer de amígdala em 2023. Após um tratamento intenso, o músico volta aos palcos e ao estúdio com a energia renovada. Para promover o lançamento, o grupo embarcará em uma turnê conjunta pela América do Norte ao lado de outras lendas do punk californiano: o Descendents.
“Reality Awaits”: The Strokes confirmam título e estética do novo álbum em teaser retrô

A espera de seis anos por material inédito dos The Strokes está prestes a acabar. Através de um teaser curto e carregado de nostalgia, a banda liderada por Julian Casablancas confirmou que seu sétimo álbum de estúdio se chamará Reality Awaits e tem lançamento previsto para o verão do hemisfério norte (entre junho e agosto de 2026). O vídeo de anúncio aposta em uma estética oitentista, apresentando um clássico Nissan 300ZX e a frase provocativa: “In the Flesh, it’s Even Sexier” (Pessoalmente, é ainda mais sexy). O clima visual sugere que a banda pode estar mergulhando ainda mais nos sintetizadores e na sonoridade new wave que marcou o disco anterior. Sucessor de um vencedor do Grammy Reality Awaits é o primeiro trabalho completo do grupo desde The New Abnormal (2020), álbum que rendeu aos Strokes o seu primeiro Grammy de Melhor Álbum de Rock. Durante o hiato da banda principal, Julian Casablancas manteve-se ativo com o The Voidz, lançando o disco Like All Before You em 2024. O anúncio do novo álbum chega em um momento estratégico: os Strokes são um dos headliners do Coachella neste final de semana e já têm datas confirmadas em outros gigantes como o Bonnaroo e o Outside Lands. O que esperar? Embora a tracklist ainda não tenha sido revelada, a expectativa é de que a produção continue refinando a mistura entre as guitarras garageiras do início dos anos 2000 e a sofisticação pop-eletrônica que Casablancas vem explorando. * Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por The Strokes (@thestrokes) Serviço: The Strokes – “Reality Awaits”
Kneecap lança “Fenian” e reafirma identidade irlandesa

Se existe um grupo hoje que personifica a urgência das ruas, esse grupo é o Kneecap. O trio de Belfast acaba de lançar o single Fenian, faixa-título do seu aguardado novo álbum que chega às prateleiras no dia 1º de maio pela Heavenly Recordings. Produzido por Dan Carey (cérebro por trás de bandas como Fontaines D.C.), o som é uma explosão de hip hop com atitude punk. A música é um manifesto. Ao usar a palavra “Fenian”, historicamente um insulto anti-irlandês usado por lealistas britânicos, o trio reverte o estigma e o transforma em um símbolo de orgulho e comunidade. Um sonho febril em Belfast O lançamento chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Thomas James. Gravado em West Belfast, o visual é um turbilhão psicodélico que destaca a icônica balaclava tricolor de DJ Provai. O vídeo captura a energia caótica do grupo, convencendo moradores locais a participarem de cenas insanas que borram a linha entre o folclore e o cotidiano da Irlanda do Norte hoje. “É um hino para abraçar nosso passado e curar nossa ressaca colonial, reconectando os guerreiros do folclore com os jovens do Norte da Irlanda de hoje”, afirma o trio. Produção de elite Além do novo single, o próximo disco já conta com as elogiadas Smugglers & Scholars (apresentada no canal Colors) e Liars Tale. A mão de Dan Carey na produção garante que as batidas não sejam apenas para a pista, mas que carreguem a sujeira e a crueza necessárias para o discurso político afiado de Mo Chara e Móglaí Bap.
Ecca Vandal anuncia álbum gravado em “modo offline”

Se você está sentindo um esgotamento mental causado pelo feed infinito das redes sociais, a nova fase de Ecca Vandal vai servir como um antídoto. A artista australiana acaba de anunciar seu novo álbum, Looking For People To Unfollow (Procurando pessoas para deixar de seguir), com lançamento marcado para o dia 22 de maio via Loma Vista Recordings. O anúncio chega no momento em que Ecca se prepara para um dos maiores marcos de sua carreira: a estreia no festival Coachella este mês, seguida por uma turnê em arenas abrindo para o Deftones. Gravado no quarto de infância O conceito do disco é a subtração. Para fugir das métricas e da pressão por “visibilidade online”, Ecca e o produtor Richie Buxton se trancaram no quarto de infância dele, na região costeira de Melbourne, por quase dois anos. Com uma internet propositalmente lenta e longe da cena urbana, eles construíram um estúdio caseiro para criar algo “tangível, imperfeito e real”. “Nós eliminamos tudo que não nos servia: os cronogramas, as métricas e a pressão do algoritmo. Voltamos a fazer as coisas com as mãos. Queríamos celebrar o álbum como uma obra completa, enquanto o mundo corre atrás de trechos de 15 segundos”, afirma Ecca. O novo single, Sorry! Crash, é o exemplo perfeito dessa energia sem filtros. A faixa sucede os singles já lançados como Molly e Then There’s One, consolidando uma sonoridade que bebe tanto da fonte do punk agressivo do Fugazi quanto da soul music de Nina Simone. Do underground para as arenas Ecca Vandal já não é uma novidade para quem acompanha o circuito de festivais. Ela já dividiu palcos com gigantes como The Prodigy, Queens of the Stone Age, Idles e Limp Bizkit. Sua performance é conhecida pela alta voltagem, misturando jazz, hip-hop e eletrônica de uma forma que desafia rótulos.
August Burns Red anuncia o 11º álbum “Season Of Surrender”

O August Burns Red (ABR) anunciou o lançamento de seu novo álbum de estúdio, Season Of Surrender. O disco chega às plataformas e lojas no dia 5 de junho, marcando o retorno da banda à gravadora Fearless Records. Para antecipar o clima do novo trabalho, o grupo liberou o single The Nameless. Apesar do título, a banda fez questão de esclarecer que não se trata de um cover do Slipknot, mas sim de uma composição autoral que explora a dualidade entre as raízes do grupo e os novos caminhos técnicos que estão trilhando. Convidados de peso e temática de libertação O álbum Season Of Surrender não economizou nas colaborações. O tracklist contará com participações especiais de Mike Hranica (The Devil Wears Prada), Jamie Hails (Polaris) e membros da banda Make Them Suffer. Liricamente, o vocalista Jake Luhrs explica que o single The Nameless fala sobre não desperdiçar a vida em busca de aceitação ou conforto vazio. É um chamado para se desprender de crenças que não fazem mais sentido e encarar as próprias fraquezas para viver uma vida da qual se tenha orgulho. Já o baixista Dustin Davidson define a faixa como uma vitrine da evolução rítmica e técnica que a banda alcançou após mais de duas décadas de estrada. * 💿 Serviço: August Burns Red – “Season Of Surrender” O álbum já está disponível para pré-venda e o single de estreia pode ser conferido em todos os aplicativos de música.
Paul McCartney anuncia álbum autobiográfico The Boys of Dungeon Lane com produção de Andrew Watt

Aos 83 anos, Paul McCartney prova que o seu “fôlego de garoto” não é apenas força de expressão. O eterno Beatle anunciou nesta quinta-feira (26) o seu mais novo álbum de estúdio, batizado de The Boys of Dungeon Lane, com lançamento confirmado para o dia 29 de maio via MPL/Capitol. O disco traz uma parceria de peso nos bastidores: a produção é assinada por Andrew Watt, o produtor do momento que foi responsável por revitalizar o som de lendas como Rolling Stones (em Hackney Diamonds) e Iggy Pop. O primeiro single, a nostálgica Days We Left Behind, já está disponível para audição. Memórias operárias e John Lennon Diferente das experimentações caseiras do seu último disco solo (McCartney III, de 2020), o novo trabalho é assumidamente autobiográfico. Paul mergulha nas memórias da sua infância na Liverpool pós-guerra, especificamente no bairro operário de Speke e na vizinhança de Dungeon Lane. “Este álbum é sobre o tempo que deixei para trás. Eu me pergunto se estou apenas escrevendo sobre o passado, mas como escrever sobre outra coisa? São memórias de Liverpool, da Forthlin Road e um trecho especial no meio sobre o John [Lennon]. Éramos da classe operária, não tínhamos quase nada, mas não importava porque as pessoas eram incríveis e você nem percebia a escassez”, revela Sir Paul. O disco conta com 14 faixas inéditas e promete ser um acerto de contas emocional com a própria história, unindo a melodia clássica de McCartney à sonoridade vibrante e moderna que Andrew Watt costuma imprimir em seus projetos. * 💿 Serviço: Paul McCartney – “The Boys of Dungeon Lane” O álbum chega no final de maio, mas o single de estreia já pode ser conferido em todas as plataformas de streaming.
Peter Frampton quebra jejum de 16 anos e recruta Tom Morello para novo álbum de inéditas

Uma das maiores lendas vivas da guitarra elétrica está de volta ao estúdio com material original. Peter Frampton confirmou o lançamento de Carry the Light, o seu primeiro álbum com composições de rock totalmente inéditas em 16 anos. O projeto tem lançamento marcado para o dia 15 de maio, via selo UMe. O disco marca uma passagem de bastão familiar: as faixas foram coescritas e produzidas em parceria com seu filho, Julian Frampton. Tributo de Peter Frampton a Tom Petty Para abrir os trabalhos da nova era, Frampton disponibilizou nas plataformas digitais o single Buried Treasure. A faixa conta com a participação do tecladista Benmont Tench (membro fundador do Tom Petty & The Heartbreakers). A música funciona como uma grande homenagem ao falecido ícone do rock norte-americano Tom Petty. Em um exercício criativo curioso, Frampton construiu toda a letra da canção utilizando exclusivamente títulos de músicas da discografia de Petty. Encontro de gerações na guitarra Além do valor nostálgico, Carry the Light chama a atenção pela robusta lista de convidados que cruzam diferentes gerações da música. O icônico Tom Morello (Rage Against the Machine / Audioslave) empresta seus riffs pesados e efeitos característicos para a faixa de protesto Lions At The Gate. A aclamada cantora e multi-instrumentista H.E.R. divide as linhas de guitarra com Frampton na instrumental Islamorada. O tracklist de dez faixas ainda conta com contribuições de Sheryl Crow dividindo os vocais em Breaking The Mold, harmonias do veterano Graham Nash em I’m Sorry Elle e o saxofone de Bill Evans em duas faixas. * Tracklist
Black Veil Brides explora a vingança e a resiliência no anúncio do 7º álbum “Vindicate”

O quinteto norte-americano Black Veil Brides confirmou os detalhes do seu sétimo disco de estúdio. Intitulado Vindicate, o álbum tem lançamento agendado para o dia 8 de maio, através da editora Spinefarm. Para antecipar o projeto aos fãs, a banda disponibilizou nas plataformas digitais o single que dá nome ao disco. O novo trabalho sucede a uma série de lançamentos prévios (como as faixas Bleeders, Hallelujah e Certainty) e promete manter a estética sombria e o peso das guitarras que definem a identidade do grupo no metal alternativo. Dualidade da vingança no novo single do Black Veil Brides Composto por 14 faixas, o disco propõe uma narrativa lírica densa. Segundo o vocalista Andy Biersack, o foco central da obra recai sobre a resiliência perante o passado e a dualidade dos sentimentos de vingança. “Este álbum é baseado nos sentimentos de vingança e reivindicação. São emoções que podem impulsionar-nos ou prender-nos. Podem alimentar o crescimento, a ambição e ajudar-nos a superar aquilo que nos tentou derrubar, mas também podem tornar-se destrutivas se permitirmos que nos consumam”, explica o frontman. A faixa-título, Vindicate, espelha essa carga conceptual. A canção abre com uma introdução teatral marcada pelo som de um calíope, evoluindo rapidamente para uma parede agressiva de guitarras construída pela dupla Jake Pitts e Jinxx, sempre sustentada pela bateria de Christian Coma e pelo baixo de Lonny Eagleton. A estreia da música é acompanhada por um videoclipe oficial com realização a cargo de George Gallardo Kattah. Tracklist de “Vindicate”
Entrevista | Story of The Year – “O mais legal é ver os fãs crescendo junto conosco. Essa é uma das coisas mágicas da música”

Duas décadas depois de se firmar como um dos nomes mais marcantes do post-hardcore dos anos 2000, o Story of the Year segue ativo e conectado com sua base de fãs. A banda voltou ao radar do público brasileiro após a passagem pelo país em 2025, quando realizou dois shows em menos de 24 horas em São Paulo: Tokio Marine Hall e I Wanna Be Tour no Allianz Parque. A recepção intensa do público reforçou a relação histórica com os fãs brasileiros. Esse novo momento também acompanha o lançamento de A.R.S.O.N. (All Rage Still Only Numb), álbum que mantém a identidade sonora do Story of the Year ao mesmo tempo em que aprofunda temas como frustração, desgaste emocional e autoconhecimento. O disco marca novamente a parceria com o produtor Colin Brittain, atual baterista do Linkin Park, que já havia trabalhado com a banda no álbum anterior. Entre os primeiros cartões de visita do novo trabalho estão os singles Gasoline e Disconnected, músicas que apresentam o peso, a urgência e o lado emocional que definem a sonoridade da banda. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista Dan Marsala e o guitarrista Ryan Phillips falaram sobre o processo criativo do novo álbum do Story of the Year, a relação da banda com o próprio legado e deixam claro que não devem retornar ao Brasil tão cedo. Qual é a história por trás de A.R.S.O.N. e o que esse título significa para o Story Of The Year? DAN MARSALA: O título surgiu a partir de uma linha da música Gasoline, que abre o álbum. Eu canto “here for the arson” e aquilo ficou na cabeça da gente. Como acontece na maioria das vezes com o Story of the Year, nós só decidimos o nome do disco no final. Primeiro olhamos para a coleção de músicas e tentamos entender qual é a sensação geral daquele conjunto. A palavra ARSON parecia forte e estava muito presente naquele momento. Então voltamos um passo e pensamos no que o acrônimo poderia significar. As palavras Rage e Numb apareceram logo de cara e fizeram muito sentido para todos nós. No fim chegamos a “All Rage Still Only Numb”. Isso resume bem o sentimento do álbum. Existe muita raiva ali, muitas letras introspectivas, sombrias e um pouco caóticas. Pareceu o nome certo para o disco. O disco parece mais intenso e direto em muitos momentos. Essa agressividade foi uma decisão consciente ou algo que aconteceu naturalmente durante a composição? DAN MARSALA: Não houve muito planejamento. A gente simplesmente entra em uma sala, começa a tocar e tenta fazer músicas que realmente gostamos. O objetivo sempre é criar algo que nos empolgue de verdade. Quando percebemos, as músicas já estão tomando forma e seguimos esse caminho. RYAN PHILLIPS: Honestamente, quase nada nesse disco foi planejado. Eu parei de tentar forçar a barra quando estou escrevendo. Não fico pensando “hoje vou fazer uma música pesada” ou “vou escrever algo mais rápido ou mais lento”. Eu simplesmente sento, toco e deixo as ideias fluírem. Quando chega a hora de escrever as letras, o processo é parecido. Foi um fluxo muito natural. As músicas se tornaram o que deveriam ser. Não foi uma decisão consciente de deixar o disco mais agressivo. Foi simplesmente o que saiu da gente naquele momento. No início da carreira vocês falavam muito com adolescentes. Hoje as letras abordam temas da vida adulta, família e responsabilidades. Como foi envelhecer junto com o público? DAN MARSALA: Isso aconteceu de forma muito natural. Nós ficamos mais velhos e nossos fãs também cresceram com a gente. Você escreve sobre aquilo que conhece e sobre o que é pessoal naquele momento da sua vida. Então as letras acabam refletindo isso. O mais legal é ver os fãs crescendo junto conosco. Muitos deles agora têm filhos e levam as crianças para os shows. Nós meio que crescemos juntos. Essa é uma das coisas mágicas da música. RYAN PHILLIPS: Seria muito estranho se ainda estivéssemos escrevendo do ponto de vista de um adolescente (risos). Nós fazemos arte e ela precisa vir de um lugar autêntico. Hoje estamos em um momento completamente diferente da vida. Também é curioso perceber como as letras mudam de significado com o tempo. Às vezes escuto músicas que escrevemos há 20 anos e elas me atingem de uma forma totalmente diferente, quase como se fosse outra banda. Nós mudamos como pessoas e como banda. E é muito legal encontrar fãs que dizem que escutam a banda desde a escola, que se casaram ouvindo nossas músicas ou que tocaram Story of the Year no casamento. Poder fazer isso por tanto tempo é muito especial. Já que vocês falaram sobre autenticidade, a música 3AM aborda temas bem íntimos. Como a vida na estrada, conciliando com família e filhos, impactou essa composição? DAN MARSALA: Acho que, coletivamente, essa é uma das nossas músicas favoritas do disco, principalmente pelas letras. Esse tema é muito real para nós. Eu, o Ryan e o Josh temos filhos e famílias em casa. Sair em turnê por um mês para tocar música é incrível, porque temos a sorte de viver disso, mas ao mesmo tempo é muito difícil deixar os filhos e a família. 3AM nasceu muito dessa sensação. É uma música muito pessoal e provavelmente uma das minhas preferidas do álbum. RYAN PHILLIPS: Para mim também é a melhor música do disco, principalmente por causa da letra. Elas realmente me impactam. Eu sinto algo forte sempre que escuto essa faixa. DAN MARSALA: Nós já tentamos escrever músicas sobre esse tema antes, mas por algum motivo 3AM conseguiu capturar exatamente essa sensação. Existe uma mistura de felicidade, saudade e peso emocional. Essa estranheza caótica de estar feliz com o que faz, mas ao mesmo tempo sentir o peso da distância. Acho que essa música traduz muito bem isso. Relembre aqui a entrevista com o Story of The Year antes da vinda ao Brasil Hoje alguns artistas já não priorizam o YouTube como principal plataforma de lançamento. A