Djavan anuncia show de encerramento da turnê de 50 anos no Pacaembu

Devido ao sucesso absoluto nas duas primeiras datas em São Paulo (8 e 9 de maio), a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos, que celebra os 50 anos de carreira de Djavan, ganhou uma data extra e final em São Paulo, marcada para o dia 12 de dezembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu. Este show não é apenas mais uma data, ele marca o encerramento da jornada comemorativa que vai percorrer estádios e arenas de todo o país. Como o nome entrega, o repertório é um “paredão” de hits: são pelo menos 25 canções que moram no inconsciente coletivo brasileiro, como Sina, Oceano, Eu Te Devoro, Samurai e Flor de Lis. Galeria de arte em movimento O espetáculo vai muito além da música. Com direção artística de Gringo Cardia, o show é uma experiência imersiva que traduz visualmente o universo sensorial de Djavan. Através de gigantescos painéis de LED, a cenografia dialoga com obras de grandes artistas brasileiros, como Cândido Portinari, Vik Muniz, Athos Bulcão e Espedito Seleiro. É o encontro do “pintor de música”, como Gringo define Djavan, com a herança visual do nosso país. No palco, o cantor é acompanhado por uma banda de elite que inclui naipes de metais, teclados, cordas e backing vocals, garantindo a fidelidade técnica que as composições de Djavan exigem. Ingressos para o Djavan no Pacaembu A venda será realizada pela Ticketmaster e conta com vantagens agressivas para clientes do Banco do Brasil: Serviço: Encerramento “Djavanear 50 Anos” em SP Turnê pelo Brasil
Aespa confirma show em São Paulo com a turnê “Synk: Complæxity” em setembro

O aespa, formado por Karina, Giselle, Winter e Ningning, anunciou a passagem da turnê mundial 2026-27 aespa Live Tour Synk: Complæxity por São Paulo. O show acontece no dia 4 de setembro de 2026, na Mercado Livre Arena Pacaembu. Diferente da turnê anterior, este novo espetáculo marca uma ousada reformulação criativa. O show apresentará uma experiência de concerto totalmente reimaginada, com novo design de palco e uma narrativa visual que acompanha o lançamento do segundo álbum de estúdio do grupo, intitulado Lemonade. Império global do Aespa O anúncio da turnê chega em um momento de consagração absoluta para o quarteto. Recentemente, o grupo faturou o prêmio de “Grupo do Ano” no Billboard Women in Music 2025 e recebeu indicações ao American Music Awards. Visualmente, o aespa também dita tendências, tendo vencido o Red Dot Design Award 2026 na categoria Design de Produto. Antes de desembarcar na América Latina, o aespa será uma das atrações principais do Lollapalooza Chicago em agosto, servindo como uma prévia do que os “MYs” (como são chamados os fãs) podem esperar da dinâmica produção ao vivo. Ingressos e VIP A venda oficial será realizada pela plataforma Ticketmaster Brasil. Fique atento ao cronograma para não ficar de fora: Para quem busca uma experiência premium, a turnê oferecerá pacotes VIP, que incluem ingressos em setores privilegiados, brindes exclusivos e acesso ao evento de despedida (send-off) após o show. Preços Arquibancada Norte: R$ 260,00 meia-entrada e R$ 520,00 inteira Pista: R$ 265,00 meia-entrada e R$ 530,00 inteira Cadeira Oeste Descoberta: R$ 370,00 meia-entrada e R$ 740,00 inteira Cadeira Leste: R$ 370,00 meia-entrada e R$ 740,00 inteira Cadeira Oeste Coberta: R$ 380,00 meia-entrada e R$ 760,00 inteira Pista Premium: R$ 445,00 meia-entrada e R$ 890,00 inteira PIT A: R$ 495,00 meia-entrada e R$ 990,00 inteira PIT B: R$ 495,00 meia-entrada e R$ 990,00 inteira
TBT de 30 anos da estreia do Rolling Stones no Brasil

A estreia do Rolling Stones no Brasil foi um dos maiores momentos da história dos shows no País. A espera pela maior banda de todos os tempos superou os 30 anos. Quando Mick Jagger, Charlie Watts, Keith Richards e Ron Wood desembarcaram no Brasil, nada mais importava. Aliás, esse foi o primeiro grande show que assisti na vida. Isso teve um impacto definitivo para ter o Rolling Stones como a “banda da minha vida”. Lembro de ter feito um caderno clipping com todas as notícias que saíram sobre a turnê no Brasil. Eu tinha nove para dez anos na época. O show escolhido pela minha família foi o terceiro no Pacaembu, em São Paulo, debaixo do maior dilúvio possível. O Rolling Stones foi o headliner do Hollywood Rock, que contou ainda com Spin Doctors, Rita Lee e Barão Vermelho. Segue abaixo um relato histórico daquela noite memorável. Frejat e banda são vencidos pelo dilúvio e risco de choque no Pacaembu A noite prometia ser uma celebração do rock nacional com o Barão Vermelho aquecendo as turbinas para os Stones. A banda chegou a subir ao palco, instrumentos plugados e prontos para a batalha. Frejat, Guto Goffi e companhia estavam visivelmente ansiosos para tocar. Porém, São Pedro não perdoou. A tempestade que desabou sobre o Pacaembu transformou o palco em uma armadilha elétrica. Com a água invadindo equipamentos e o risco real de choques fatais, a organização e a banda tomaram a difícil decisão de abortar a missão antes mesmo do primeiro acorde. Foi um anticlímax doloroso. Ver Frejat no microfone, não para cantar Puro Êxtase, mas para explicar que não poderiam tocar por segurança, foi o primeiro sinal de que aquela noite seria, literalmente, lavada com água e frustração, pelo menos até a próxima atração. Rita Lee desafia a tempestade e a moralidade com show curto, genial e nudez no palco Se a chuva espantou o Barão, ela só serviu para lavar a alma de Rita Lee. A “Ovelha Negra” subiu ao palco do Hollywood Rock com a missão de manter o público aquecido debaixo d’água, e fez isso com a maestria de quem não teme cara feia (nem de roqueiros puristas, nem de São Pedro). O set foi curto, quase punk em sua urgência. Rita, vestida com seu figurino de “feiticeira moderna”, desfilou hits como Lança Perfume e Ovelha Negra. Mas o momento que fez o Pacaembu esquecer o frio veio em Miss Brasil 2000. Com a irreverência que lhe é peculiar, Rita trouxe ao palco uma modelo vestida de faixas de miss que, ao final da música, ficou completamente nua. Foi o choque estético perfeito: rock, deboche e nudez em um estádio de futebol lotado. Rita saiu de cena ovacionada, provando que para abrir para os Stones, é preciso ter tamanho de Stone. Spin Doctors enfrenta a fúria dos fãs dos Stones com hits de rádio e dignidade Existe uma “maldição” em abrir para os Rolling Stones, e o Spin Doctors sentiu isso na pele. A banda de Chris Barron vivia o auge comercial com o álbum Pocket Full of Kryptonite, mas o público do Pacaembu, ensopado e exausto de esperar por Mick Jagger, não queria saber de funk-rock simpático. Desde a primeira música, as vaias e os gritos de “Stones! Stones!” foram ensurdecedores. Barron tentou de tudo: correu, dançou seu passo característico e interagiu, mas a barreira era sólida. Musicalmente, a banda foi impecável. Little Miss Can’t Be Wrong soou redonda e pesada. Quando finalmente tocaram Two Princes, o hit onipresente da época, houve uma trégua: a maioria cantou junto, mesmo que a contragosto. O Spin Doctors fez um show muito bom para um público que não queria vê-los. Saíram de cabeça erguida, vítimas do fanatismo alheio, mas vitoriosos na execução. Rolling Stones estreia no Brasil domando o dilúvio do Pacaembu Eram quase 22h quando as luzes se apagaram e o gigantesco palco da Voodoo Lounge, com sua cobra cibernética e estrutura de ferro, se acendeu sob uma chuva bíblica. Pela primeira vez na história, Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood pisavam em um palco brasileiro. A espera de décadas acabou com os acordes de Not Fade Away. O que se viu nas duas horas seguintes foi sobrenatural. A chuva, que cancelou o Barão e esfriou o público do Spin Doctors, parecia combustível para Jagger. Ele corria pelas passarelas encharcadas, deslizava e rebolava como se o Pacaembu fosse sua casa de praia. O setlist foi um desfile de hinos: Tumbling Dice, You Got Me Rocking e a obrigatória Satisfaction. Em Sympathy for the Devil, o palco pegou fogo (visualmente) com bonecos infláveis gigantes, criando um cenário dantesco e maravilhoso sob a tempestade. Out of Tears, linda balada do álbum Voodoo Lounge, foi a responsável por me fazer chorar litros. Eu, com apenas dez anos recém-completados, estava aos prantos ouvindo meus ídolos. Keith Richards teve seu momento de brilho (e descanso para Mick) cantando The Worst e Happy, com aquele charme despojado de pirata. O encerramento com Jumpin’ Jack Flash foi a prova final de resistência. O público, encharcado até os ossos, pulava nas poças de lama. Os Stones não apenas tocaram em São Paulo, eles sobreviveram a São Paulo e entregaram o maior espetáculo de rock que o Pacaembu já viu. Foi o fim de uma era de espera e o início de uma relação de amor eterno com o Brasil. Edit this setlist | More The Rolling Stones setlists
O dia em que fui roadie de Little Richard e Chuck Berry