Selvagens À Procura de Lei lançam Pivete, álbum conceitual que narra a vida de um marginal urbano

A banda cearense Selvagens À Procura de Lei disponibilizou nas plataformas de streaming o seu mais ambicioso projeto até o momento: o álbum Pivete. A obra é um projeto conceitual denso e visceral que acompanha a jornada completa, do nascimento à morte, de um personagem marginalizado em um ambiente urbano. O grupo, formado por Aragão (guitarra/vocal), Matheus Brasil (bateria), Jonas Rio (baixo) e Plínio Câmara (guitarra), abraçou uma abordagem analógica e livre, desafiando padrões da indústria. Segundo Aragão, o álbum busca a espontaneidade: “Vamos contra as ideias estabelecidas: se a música pede mais de 3 minutos ou se o projeto precisa de 20 faixas, nós fazemos. É pelo desafio de criar algo com as próprias mãos”. Um elenco de estrelas na construção do universo sonoro de Pivete Para dar vida à complexidade da narrativa de Pivete, a banda convocou colaboradores de peso que transitam entre a música, o ativismo, a literatura e as artes cênicas: Uma jornada musical por texturas e décadas O álbum é uma colagem de influências que vão desde o rock psicodélico e o grunge latino-americano até o stoner rock e o dub. Faixas como Eu Não Moro Mais Aqui dialogam com a sensibilidade de Tame Impala e Legião Urbana, enquanto Menino De Ouro flerta com o gingado brasileiro e guitarras carregadas no fuzz. A sonoridade nostálgica do rock dos anos 2000 também se faz presente em Revoada, contrastando com momentos experimentais como Gira Gira e o encerramento catártico de Cidade Baixa, que funciona como um coro de resistência.

Selvagens à Procura de Lei lançam single triplo e anunciam álbum “Pivete”

A banda cearense Selvagens à Procura de Lei está de volta e, desta vez, o foco é a vida real. O grupo deu o pontapé inicial na divulgação de seu novo álbum de estúdio, Pivete (previsto para agosto), com o lançamento do single triplo Dia de Rua. Ao contrário da tendência de produções polidas e algoritmos, o quarteto aposta em um manifesto orgânico: abrir mão da inteligência artificial e abraçar a imperfeição. “É livre, espontâneo e analógico. Vamos contra as ideias estabelecidas”, explica o vocalista Gabriel Aragão. Resistência e parcerias potentes O single triplo traz colaborações que elevam o projeto a um patamar de manifesto político e social: Para o baterista Matheus Brasil, a presença de Leo Suricate foi um momento de catarse. “Vimos o Léo inflamando multidões em carros de som em Fortaleza, trouxemos essa mesma energia para o estúdio. O resultado foi arrepiante”. Conceito de “Pivete” O álbum promete uma linha narrativa sobre um personagem marginal: o seu nascer, viver e morrer. É um projeto que busca, antes de tudo, a conexão real. O baixista Jonas Rio define bem o espírito do trabalho: “São músicas para bater cabeça no palco, mas também para refletir entre o individual e o coletivo”.